10
Fev 15

Investigadores convertem energia solar em combustível líquido

Investigadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos da América, desenvolveram um sistema que utiliza bactérias geneticamente modificadas para converter energia solar em combustível líquido. O processo é capaz de transformar dióxido de carbono em isopropanol e, se rentável, pode transformar-se numa fonte de energia renovável.

 

O trabalho dos investigadores revê-se no processo natural de fotossíntese e tenta imitar o mesmo ao integrar uma folha artificial no sistema. Esta, ao receber luz solar e através de um catalisador que divide a água em hidrogénio e oxigénio, consegue, através da bactéria manipulada da espécie "Ralstonia Eutropha", transformar hidrogénio e dióxido de carbono em combustível líquido isopropanol. Ao ser líquido, seria facilmente transportável através das infraestruturas atuais, refere o jornal espanhol "El País".

O estudo publicado dia 9 de fevereiro foi encabeçado pelo químico norte-americano Daniel Nocera, considerado em 2009 pela revista "Time" como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, reconhecendo o seu trabalho em assuntos relacionados com a produção de combustível através da fotossíntese de plantas.

"As células fotovoltaicas têm um considerável potencial para satisfazer necessidades de energia renováveis, contudo são necessários métodos eficientes e escaláveis para armazenar a eletricidade intermitente que produzem e para poder implementar a energia solar em grande escala", esclareceram os autores da investigação na revista científica americana PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences").

Outras equipas de investigação científica já tinham feito descobertas de métodos similares, contudo, tiveram necessidade de acelerar as reações químicas através de metais preciosos, fazendo disparar os custos de produção. A equipa liderada pelo investigador químico Daniel Nocera, emprega catalisadores metálicos existentes na terra como cobalto, capazes de alcançar um desempenho três vezes maior do que os melhores combustíveis eletroquímicos existentes. De acordo com o "El País", para os investigadores, acima de tudo, esta foi uma importante "prova de conceito".

Nocera refere que este sistema ainda não é aplicável em carros. "Até ao momento é apenas uma descoberta científica. Agora temos de melhorar as ineficiências de ser comercial, embora já tão ou mais eficiente do que a fotossíntese natural", como cita o jornal "El País".

 

fonte:http://www.jn.pt/

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12
Jan 15

Portugal bateu recorde nas energias renováveis

Portugal atingiu um valor recorde de produção de electricidade através de fontes renováveis em 2014, o que permitiu evitar a emissão de 13 milhões de toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera, revelaram hoje duas associações.

A Quercus e a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) analisaram dados da REN - Redes Energéticas Nacionais sobre a produção de electricidade em 2014 e concluíram que "foi o ano mais renovável" e que, sem esta forma de conseguir energia eléctrica, "as emissões atingiriam 26 milhões de toneladas de CO2" (dióxido de carbono), ou seja, "o dobro do actual, [ou] cerca de 40% do total de emissões de gases de efeito de estufa" de Portugal.

"Sem electricidade renovável em Portugal e, partindo do princípio que seria possível assegurar o consumo recorrendo somente à utilização de toda a capacidade instalada das centrais a carvão e nas centrais de ciclo combinado a gás natural", as emissões atingiriam 26 milhões de toneladas de CO2, explicam as organizações, em comunicado.

O contributo das renováveis permitiu poupanças de 1.565 milhões de euros: 1.500 milhões na importação de gás natural e carvão e 65 milhões em licenças de emissão de CO2.

Por isso, a Quercus e a APREN apelam à continuação do investimento em energias amigas do ambiente e "mostram como o investimento em fontes de energia renovável é vital para a independência económica e energética do país, para além do respeito pelos compromissos climáticos internacionais".

Em 2014, a electricidade obtida a partir de fontes renováveis foi responsável por 62,7% do total energia eléctrica consumida, um aumento de 6% em relação ao ano anterior.

Em cada hora de consumo de electricidade, 38 minutos tiveram origem em centrais renováveis, dos quais 14 minutos foram produzidos pela energia eólica.

Este comportamento levou à redução do valor de electricidade importada para 1,8% do consumo, o mais baixo desde 2002, segundo as associações.

O ano passado foi mais húmido do que a média (em 27%) e favorável em termos de vento, enquanto no aproveitamento solar se verificou uma subida de 31% da capacidade instalada para a obtenção de energia fotovoltaica.

"Não podemos deixar de continuar a apostar nas energias renováveis e na eficiência energética, permitindo a recuperação da economia sem onerar o ambiente. Para tal, é preciso um investimento na sensibilização e um planeamento adequado do sector energético também em prol de uma desejável política climática exigente", defende o coordenador do grupo de energia e alterações climáticas da Quercus, Francisco Ferreira, citado no comunicado.

O presidente da APREN, António Sá da Costa, salienta que "2014 foi um ano em que Portugal beneficiou em ter apostado nos seus recursos renováveis para produzir electricidade pois, além de se terem evitado importações de combustíveis fósseis e emissões de gases com efeito de estufa, o facto de quase dois terços da electricidade consumida ser de origem renovável possibilitou estabilizar o preço deste bem".

fonte:http://sol.pt/n

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11
Jan 15

EDP promove produção de electricidade a partir de 30 euros por mês

Empresa avança com solução de auto-consumo de energia para as famílias, com recurso a painéis fotovoltaicos.

Quem quiser produzir a sua própria electricidade, à luz das novas regras sobre auto-consumo, a EDP Comercial acaba de lançar uma proposta a partir de 30 euros por mês.

Trata-se de uma solução chave-na-mão que inclui painéis fotovoltaicos e a respectiva instalação, mediante a cobrança na factura da electricidade de 24 mensalidades, sem entrada, explica o presidente da EDP Comercial, Miguel Stilwell, que elegeu esta como uma das áreas prioritárias de crescimento da empresa durante o corrente ano.

A descida do preço unitário dos painéis fotovoltaicos, actualmente em torno dos 720 euros, aliada ao novo enquadramento legislativo justificam esta aposta. O gestor esclarece ainda que o número de painéis solares será sempre ajustado às necessidades de cada cliente, havendo um simulador que estima a solução óptima de acordo com o perfil de consumo de energia e produção.

A redução típica da factura eléctrica deverá situar-se, de acordo com a mesma fonte, entre 15% a 30%, prevendo-se que a amortização do investimento se processe num horizonte de cinco a sete anos.
A EDP tem já um acordo com vários fornecedores de equipamentos fotovoltaicos e de prestação de serviços, duas vertentes onde espera recuperar grande parte da margem que irá perder com a venda directa de electricidade aos seus clientes.
Com o novo diploma sobre auto-consumo, as famílias privilegiam assim a produção de electricidade para consumo próprio, em detrimento da injecção na rede de distribuição, que passa a ser uma opção complementar.

A forçar esta opção está o preço da energia vendida à rede que será 10% inferior ao do valor do mercado, o que levará a que cada consumidor redimensione os painéis fotovoltaicos para as reais necessidades de consumo.
O objectivo da medida é evitar o agravamento do défice tarifário, através da subsidiação das tarifas.

Segundo as directrizes do novo Decreto-Lei sobre auto-consumo, a potência da unidade de produção de electricidade não pode ser superior a duas vezes a potência da instalação.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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15
Nov 14

Portugal nunca exportou tanta electricidade como na quinta-feira às 7h15

Portugal atingiu um pico de exportação de eletricidade na quinta-feira às 7h15, ao vender 2.603 megawatt (MW) para Espanha, numa altura em que a produção eólica era muito elevada e o consumo nacional era baixo.

De acordo com dados da REN – Redes Energéticas Nacionais, na quinta-feira passada, às 7h15, Portugal exportou 2.603 MW, ultrapassando o anterior máximo histórico que era de 2.258 MW alcançado em Janeiro de 2013.

Nessa mesma altura, o consumo nacional de energia eléctrica era de cerca de 5.227 MW.

Entre Janeiro e Outubro, a produção de energia renovável abasteceu 62% do consumo eléctrico, segundo os dados da gestora das redes de electricidade e gás nacionais.

Nos primeiros dez meses do ano, as fontes de energia hídricas abasteceram 32% do consumo, as eólicas abasteceram 24%, a biomassa 6% e as energias fotovoltaicas abasteceram 1,3% do consumo de electricidade.

A REN justifica essa evolução com "as condições excepcionais" verificadas entre Janeiro e Outubro, que foram favoráveis à produção de energias hídricas, "com afluências 34% acima dos valores normais", mas também das eólicas, "com 15% acima dos valores normais".

 

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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03
Nov 14

Produção de eletricidade renovável abastece 62% do consumo até outubro

A produção de energia renovável abasteceu 62% do consumo elétrico entre janeiro e outubro deste ano, segundo dados da REN - Rede Elétrica Nacional (REN).

Nos primeiros dez meses do ano, as fontes de energia hídricas abasteceram 32% do consumo, as eólicas abasteceram 24%, a biomassa 6% e as energias fotovoltaicas abasteceram 1,3% do consumo de eletricidade.

Já a produção de fontes de energia não renovável foi assegurada sobretudo por centrais a carvão (em 22%) e por gás natural (13%).

A REN justifica essa evolução com "as condições excecionais" verificadas entre janeiro e outubro, que foram favoráveis à produção de energias hídricas, "com afluências 34% acima dos valores normais", mas também das eólicas, "com 15% acima dos valores normais".

Em outubro, o consumo de energia foi influenciado negativamente pelas temperaturas mais elevadas do que a média, que contribuíram para uma queda homóloga do consumo de 0,1%.

No entanto, corrigindo do efeito da temperatura e do número de dias úteis, em outubro, registou-se uma subida homóloga de 0,4%.

fonte:ww.dinheirovivo.pt/E

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02
Nov 14

Vêm aí mais barragens, mas o consumo de electricidade vai continuar em baixa

No próximo ano deverão entrar em construção quatro das novas barragens do Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH). Desde 2008, só a barragem de Foz Tua (EDP) entrou em construção e deverá entrar ao serviço em 2016. Irá somar-se aos dois reforços de potência que a empresa tem em curso e ainda a duas outras barragens em construção fora do PNBEPH. Todos estes projectos deverão ficar concluídos no próximo ano.

Num país onde o consumo de electricidade cresceu apenas 0,2%, em 2013 (depois de dois anos consecutivos de quedas) e deverá subir apenas 0,8% em 2015, fazem sentido novas barragens? Em Julho, o ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, lembrou que o Governo não foi o autor do PNBEPH, mas o Estado é o mesmo que recebeu as licenças das empresas (mais de 600 milhões de euros), e tem de fazer cumprir os contratos.

Mesmo perante as críticas de quem diz que as barragens só servirão para acomodar a produção das eólicas, Francisco Nunes Correia, ministro do Ambiente de José Sócrates que desenhou o PNBEPH, defende que “a ideia de que os consumos se vão reduzir muito é hipotética e idealista” porque as políticas de eficiência energética “só vão amortecer o crescimento futuro, mas não o farão desaparecer”. Insistir nas renováveis e “projectar a 50 anos é o que continua a fazer sentido” , sustentou.

Ana Estanqueiro, coordenadora da Unidade de Análise Energética e Redes do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) recorda que o PNBEPH, que considera “bem feito e adequado às necessidades nacionais”, foi desenhado num momento em que não se antecipava nem a enorme quebra de consumo, nem um “mercado de CO2 com preços tão baixos”. “As intenções eram boas”, porque o que fazia sentido era apostar nas renováveis para cumprir metas europeias e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, explorando “a complementaridade natural” entre as características técnicas da produção hídrica e eólica. “Hoje somos dos países com um mix energético mais flexível pois é-nos relativamente fácil integrar produção eólica do ponto de vista da segurança de operação do sistema electroprodutor porque já temos a componente hídrica”.

Em 2013, o Plano de Acção para as Energias Renováveis (PNAER 2020), reviu as metas do anterior Governo devido ao “excesso de oferta” e à necessidade de aumentar o contributo das renováveis “numa lógica de racionalidade económica e de livre iniciativa dos promotores”. No PNAER continua a estimar-se que a potência instalada hídrica vai subir de 5861 MW em 2014, para 8940 MW em 2020, mas para as eólicas o cenário foi revisto em baixa de 8500 MW, para 5300 MW.

 “Os melhores locais [para produção de electricidade eólica] estão tomados, mas Portugal continua a ter algumas localizações interessantes” e o processo de reforço de potência vai dotar os parques de equipamentos mais eficientes, lembra Ana Estanqueiro. A questão não está tanto na disponibilidade das localizações ou recurso (vento). Do ponto de vista do “equilíbrio económico é que começa a não haver espaço para todos, a não ser que o consumo volte a subir”, disse a especialista.

“Na ressaca de uma grande turbulência regulatória”, “a única coisa que está a ser analisada pelas empresas” nas eólicas é mesmo o reforço da potência instalada, disse ao PÚBLICO o presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva.

Quanto às barragens, seja pela dificuldade no financiamento, pelo baixo consumo, ou por o Governo ter mexido em mecanismos com a garantia de potência (compensação paga às centrais para se manterem sempre preparadas para produzir), têm estado longe de ser uma prioridade.

Na barragem de Girabolhos (Mondego), estão em curso “as expropriações e instalação de estaleiros” e a construção começará em 2015, disse Ribeiro da Silva. Além deste investimento (de cerca de 400 milhões de euros para 72 MW), deverá arrancar a construção das barragens da Iberdrola (Gouvães, Tâmega e Daivões com 1158 MW), num investimento de 1200 milhões. No lançamento dos projectos da Iberdrola, Moreira da Silva revelou que o contrato de concessão da barragem do Fridão seria assinado com a EDP em Setembro. O PÚBLICO questionou a empresa, mas não foi possível obter resposta. Das três barragens licenciadas à EDP, só Foz Tua está em construção, Fridão não tem data prevista e Alvito foi suspensa pela empresa e nem consta no calendário de novos projectos do PNAER.

Eduardo Oliveira Fernandes, que foi presidente da Agência de Energia do Porto, concorda que Portugal deve usar as renováveis para aumentar a electricidade no balanço energético. Mas se o PNBEPH “foi um excesso” e se “na hídrica o potencial é menor”, já nas eólicas “o potencial é gradativo, mas quase sem limite”, pois o investimento pode ser feito “em tranches”. “É claro que precisamos de ligações às redes [europeias]” para exportar mais e “não termos tantas centrais a gás paradas, que têm um custo muito elevado”, acrescenta.

Relativamente às barragens, questiona se terão sido “ponderadas com sentido de oportunidade” e diz que não terá sido por acaso que “as empresas se retraíram no investimento”. Por outro lado, nota que se está a interferir “com valores ambientais, cujo impacto não sabemos verdadeiramente”.

Em declarações recentes ao Expresso, o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, reconheceu que, perante um excesso de capacidade instalada, as novas barragens de bombagem devem ser olhadas como “a construção de megabaterias para o armazenamento de energia”. Mas Nuno Ribeiro da Silva diz que isso “não linear”, porque “o essencial em termos de negócio é jogar com as diferenças de preços entre as horas de ponta e vazio”. Dito de outra forma, à noite, quando há mais vento, mas menos consumo, e o valor da energia é mais baixo, a central terá capacidade de comprar a energia eólica a um custo muito mais baixo para repor a água nas albufeiras e depois produzir e vender a um valor de mercado muito mais elevado. “É teoricamente possível que estas unidades sejam consumidores líquidos de electricidade, admitiu”.

 

fonte:http://www.publico.pt/eco

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18
Out 14

Painéis solares dão desconto no IMI. Mas só fora das habitações

Os incentivos às energias renováveis estão de volta, seis anos depois de José Sócrates ter criado um "excelente contributo para aumentar a eficiência e a autonomia energética do país" através da comparticipação de 50% do investimento feito em painéis solares. Mas desta vez, a ajuda é totalmente diferente e deixa de fora tanto quem tem painéis em casa, como quem quer vir a adquiri-los.

A medida criada pela reforma fiscal verde estabelece a atribuição de um apoio fiscal que reduz o IMI em 50% a quem utiliza terrenos catalogados como "outros" nas Finanças para a instalação de painéis fotovoltaicos. É por isso que a ajuda vai passar ao lado de muitos portugueses que até investiram nestes mecanismos, mas que os têm afectos às suas moradias.

De qualquer forma, quem tem painéis solares em terrenos, e já vende energia à rede elétrica nacional, no final do ano poderá contar com uma redução em 50% da coleta do IMI.

A proposta que integra a reforma da fiscalidade verde abre a redução de IMI aos terrenos "que sejam exclusivamente afetos à produção de energia a partir de fontes renováveis". Ainda assim, pela falta de mecanismos geradores de energias limpas - as mini-eólicas ainda são pouco utilizadas, tal como os sistemas de co-geração - acaba por se destinar praticamente só a estes sistemas. Pelo menos por enquanto.

A criação desde incentivo já tinha sido proposto pela comissão que trabalhou a reforma fiscal verde e chega já em janeiro. No entanto, o governo perdeu uma oportunidade para colocar em prática a lei que aprovou em setembro e que autoriza o auto-consumo. Ou seja, a nova regra que determina que os portugueses passam a poder criar toda a energia doméstica que necessitam, vendendo apenas o que sobre à rede elétrica pública, uma vez que a nova regra deixa de fora os prédios de habitação.

O acesso ao benefício para os terrenos não-habitacionais está dependente de uma comunicação às Finanças e comprovativo de utilização daquele espaço para produção de energia. Neste caso, o desconto poderá vigorar por cinco anos.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/ec

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12
Out 14

Em setembro, 64% da eletricidade consumida veio de fontes renováveis

Em setembro de 2014 as renováveis foram a principal fonte de eletricidade em Portugal, representando 64% do consumo.

Os dados, hoje divulgados pela Associação de Energias Renováveis (APREN), revelam que a produção de eletricidade verde (exceto a grande hídrica) apresenta-se pelo segundo mês consecutivo como a principal fonte de produção de eletricidade, contabilizando 33% do consumo. A chamada grande hídrica (as grandes barragens) ocupa o segundo lugar, contribuindo para 31% do consumo elétrico.

A produção de eletricidade a partir do vento foi responsável por 23% do consumo, seguida da biomassa, com 5,4%, e das pequenas centrais hídricas, com 2,8%. A produção solar fotovoltaica manteve o mesmo peso já registado em agosto, representando 1,3% do consumo.

Quanto ao recurso a energia fóssil para produzir eletricidadel, tanto a térmica convencional (carvão e gás natural) como cogeração, abasteceram em conjunto os restantes 34% do consumo elétrico em Portugal continental.



fonte: http://expresso.sapo.pt/

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05
Out 14

Renováveis prometem fazer descer mais a dependência energética de Portugal

Sem renováveis, a taxa de dependência energética do país andaria em torno dos 84%, quando hoje está em 71%, e pode descer ainda mais 10 pontos na próxima década e meia, prevê a associação que reúne os produtores de energias renováveis.

 

Enquanto a crise contribuiu para uma quebra do consumo energético em Portugal, a electricidade de origem renovável conseguiu aumentar o seu peso no consumo final. Até Agosto, as energias renováveis (essencialmente hídrica e eólica) mantinham-se como a principal fonte de electricidade do país, representando já 67% do consumo. Como resultado, a taxa de dependência do país da importação de energia nunca esteve tão baixa, situando-se em 71% no final do ano passado.

Embora a tendência se tenha acentuado nos últimos anos, há um abrandamento à vista. A electricidade representa cerca de 30% do consumo energético, o “factor crítico são os transportes”, sublinhou ao PÚBLICO o presidente da Associação de Energias Renováveis, António Sá da Costa. Enquanto a importação de gás natural e carvão tem caído, “o petróleo não tem mexido”, pelo que a solução tem de passar pela aposta nos biocombustíveis e pela mobilidade eléctrica, aponta.

No relatório do Estado do Ambiente de 2013, a Agência Portuguesa do Ambiente refere que o sector dos transportes foi, em 2011, o que apresentou um maior consumo de energia final, de cerca de 36%. As estatísticas sobre a factura energética de 2013, divulgadas em Abril pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) também mostram esse custo. A factura energética líquida do país (o que consumiu efectivamente, retiradas as exportações) foi de 6231 milhões de euros, dos quais 4610 milhões foram em ramas e refinados, uma parte importante dos quais é sector dos transportes.

“Temos de substituir o petróleo no sector dos transportes pelo nosso petróleo, que são a água, o vento e o sol”, disse ao PÚBLICO o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva. A aposta na mobilidade eléctrica tem sido uma das bandeiras do Governo no esforço de descarbonização da economia e está incluída no conjunto de medidas a que o Governo chama “Compromisso para o crescimento verde”, que pretendem conciliar crescimento económico com menores impactos ambientais.

No caso específico dos transportes, as prioridades passam pela introdução de biocombustíveis de segunda e terceira geração (como o biodiesel obtido a partir de óleo usado) e pela incorporação de 10% de energias renováveis no sector, em paralelo com medidas que visam facilitar o carregamento de veículos eléctricos em locais privados (casa e local de trabalho) ou locais de acesso público, como os centros comerciais.   

“A mobilidade eléctrica a carvão e a nuclear não pode ser comparada à mobilidade eléctrica renovável”, pelo que o objectivo é “pôr Portugal no mapa mundial da mobilidade eléctrica numa lógica custo-eficiente e não numa lógica voluntarista, como se a mobilidade eléctrica fosse um gadget”, explica Moreira da Silva.

Na calha estão também as medidas da chamada fiscalidade verde. As propostas entregues recentemente ao Governo pelo grupo de trabalho liderado por Jorge Vasconcelos, e que se espera que sejam reflectidas no próximo Orçamento do Estado, incluem deduções para os passes sociais e para a compra de veículos eléctricos, mas também uma taxa de carbono que agravará o preço sobre os combustíveis.

Poupanças com as importações
Em 2005, o país importava quase 90% da energia que consumia e em oito anos a taxa reduziu-se em quase 20 pontos percentuais. Segundo o Balanço Sintético de 2013 da Direcção-geral de Energia e Geologia (DGEG), entre 2012 e 2013 a queda foi de 7,9 pontos percentuais e deveu-se sobretudo à redução acentuada do consumo de carvão e gás natural na produção de electricidade. Em contrapartida, a produção de electricidade doméstica cresceu 21%, graças a uma subida de 127% da produção hídrica e um aumento de 17% das renováveis.

“Em 2013 conseguimos instalar 1400 megawatts de energias renováveis, foi um recorde nacional de instalação de novos projectos”, lembrou Moreira da Silva. O investimento nas renováveis contribuiu para a “alteração estrutural do perfil energético” português e permitiu que no ano passado cerca de 27% da electricidade produzida no país (muito perto da meta para 2020, que é de 31%) tivesse origem em fontes endógenas, assegurando 58% do consumo nacional.

Segundo um estudo recente apresentado pela APREN, sem a introdução das renováveis no mix energético nacional, a taxa de dependência energética andaria em torno dos 84%. A associação que reúne os produtores de energias renováveis estima que em 2030 o impacto positivo das renováveis (com base num cenário de acréscimo de produção para exportação equivalente a 10% da produção total) possa traduzir-se numa redução da taxa de dependência energética para perto de 61,5%.

 

Segundo o estudo encomendado pela APREN à Deloitte, entre 2010 e 2013, houve um aumento de 15% nas poupanças associadas à importação de matérias-primas (gás natural e carvão). A análise conclui que nesse período se evitaram cerca de 5400 milhões de euros com a importação de matérias-primas (1479 milhões em 2013).

Até 2030, o estudo estima que o valor acumulado de importações evitadas atinja cerca de 13 mil milhões de euros, por força do desmantelamento previsto de todas as centrais a carvão até 2021. No ano passado, a importação líquida de produtos energéticos representou 3,8% do PIB do país, segundo a DGEG.

 

fonte:http://www.publico.pt/e

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07
Set 14

Barragem do Sabor começa a produzir energia no final do ano

A barragem do baixo Sabor, em Trás-os-Montes, deverá começar a produzir energia no final do ano, com a entrada em funcionamento dos dois escalões que compõem o empreendimento hidroelétrico, anunciou, esta sexta-feira, o diretor de projeto.

Em declarações à Lusa, Lopes dos Santos explicou, à margem da inauguração do novo santuário do Santo Antão deslocado devido à construção da barragem, que o escalão a jusante "está totalmente concluído" e "vai iniciar o enchimento em outubro com a previsão de começar a produção em dezembro de 2014".

Já a barragem principal, a montante, "que é a mais importante, está concluída e, neste momento não está a encher por falta de chuva", mas o diretor admite que no próximo inverno possa haver ensaios de produção de energia", ou seja ainda em 2014", embora as previsões estejam dependentes da quantidade de chuva que possa ocorrer.

A albufeira da barragem principal terá uma profundidade de 120 metros e, atualmente, apresenta um volume de água com 40 metros, segundo responsável pelo empreendimento concessionado a EDP.

A empresa já fez uma primeira tentativa de enchimento durante o inverno, porém a água armazenada teve de ser despejada para reparar um problema no tapamento do túnel para desvio do rio Sabor durante a construção do paredão.

"O projeto do Baixo Sabor está nos últimos meses da sua atividade, já há muitos elementos concluídos e os trabalhos nas centrais estão a decorrer no sentido de termos produção de energia a partir do fim de 2014", resumiu.

A albufeira vai estender-se por 50 quilómetros dos concelhos de Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros.

O empreendimento começou a ser construído em junho de 2008 e foi apresentado pelo então ministro da Economia socialista, Manuel Pinho, como "a mãe de todas as barragens", com um custo de 450 milhões de euros.

A barragem recebeu luz 'verde' no Governo liderado por José Sócrates que, uma década antes, na qualidade de ministro do Ambiente mandou suspender e reformular o projeto.

A contestação dos ambientalistas chegou à União Europeia e mesmo depois de arquivadas todas as queixas em Bruxelas, a Plataforma Sabor Livre fez parar as obras pouco depois do início com uma providência cautelar que acabou por ser anulada.

A conclusão da barragem estava inicialmente prevista para 2013.

A nova albufeira produzirá energia capaz de abastecer 300 mil pessoas por ano, o dobro da população do Distrito de Bragança, aumentará em 20% a capacidade de armazenamento do país e duplicará as reservas de água do Douro, segundo anunciou a EDP, aquando do lançamento da obra.

De acordo ainda com a empresa, esta é a barragem com um dos maiores planos de investimento para minimização de impactes ambientais, ou seja 60 milhões de euros.

Esta foi ainda a primeira barragem a disponibilizar 3% da faturação anual de energia para o fundo de compensação ambiental destinado também a apoiar o desenvolvimento de projetos na área de influência.

 

fonte:http://www.jn.pt/P

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