Renováveis evitarão custos de 15,3 mil milhões

O contributo das renováveis para a economia portuguesa pode ser medido no volume de negócios gerado, nos empregos criados e nos "clusters" industriais já lançados. Mas os defensores das energias limpas apontam também o impacto positivo na redução da dependência do exterior. Um estudo da Deloitte estima em 15,3 mil milhões de euros os custos totais que as renováveis terão evitado em Portugal entre 2005 e 2015.

A análise da Deloitte, em parceria com a APREN, indica que nesse período as renováveis terão permitido a Portugal uma poupança de 2,2 mil milhões de euros em emissões de CO2. Mas a maior poupança virá dos 13,1 mil milhões de euros de custos evitados por via da redução das importações, já que o sistema eléctrico nacional terá trocado parte do gás natural e do carvão das centrais térmicas por electricidade gerada a partir de fontes limpas. 

A Deloitte refere nesse mesmo estudo que em 2008 Portugal já evitou gastar 195 milhões de euros com emissões de CO2 graças às renováveis, bem como 1,27 mil milhões de euros em importações. 

Números mais recentes divulgados pelo Governo de José Sócrates confirmam um impacto positivo em 2010. O primeiro-ministro disse este mês, numa conferência em Lisboa, que "é na energia que se encontra um dos campos mais decisivos para o sucesso ou insucesso da afirmação das economias". Segundo José Sócrates, entre Janeiro e Setembro, mais de metade da electricidade consumida no país teve origem em fontes renováveis, o que permitiu poupar mais de 700 milhões de euros em importações de energia. 

O debate sobre o relevo económico das energias renováveis poderá inclusivamente pôr em cima da mesa a ideia de que muito do equipamento que gera electricidade verde em Portugal é importado. O país já produz painéis solares e torres eólicas. Mas também compra turbinas alemãs e painéis chineses. 

O estudo da Deloitte revela que em 2008 a contribuição directa das renováveis para o Produto Interno Bruto (PIB) português foi de 1,1 mil milhões de euros, acrescidos de 990 milhões de contributo indirecto. Em empregos directos registava-se um total de 2.400 (e 33.700 indirectos).

Para 2012 a Deloitte prevê que haja 4.800 empregos directos nas renováveis, um contributo para o PIB de 1,72 mil milhões de euros e custos evitados de 1,63 mil milhões. Falta dois anos para ver se as contas batem certo.

fonte:jornaldenegocios

publicado por adm às 22:15 | comentar | favorito