29
Set 10
29
Set 10

Escócia e Dinamarca consideram depender exclusivamente das energias renováveis em 2025 e 2050 respectivamente

Recentemente a Comissão do Clima do governo da Dinamarca publicou um relatório que conclui que é possível a energia do país ser 100% renovável em 2050. Por seu lado, o Primeiro-ministro da Escócia afirma que a Escócia pode em teoria gerar toda a sua energia eléctrica a partir de renováveis até 2025.

 

À medida que o petróleo se torna cada vez mais escasso e caro multiplicam-se os casos de nações que fazem planos de depender apenas das energias renováveis a médio prazo.

Com efeito, depois de a Agência do Ambiente Federal da Alemanha ter em Julho passado afirmado que é técnica e ecologicamente possível o país dependa apenas das energias renováveis paraa produção de electricidade em 2050, avançam agora a Dinamarca e a Escócia.

A Comissão do Clima do governo da Dinamarca publicou hoje um relatório que conclui que é possível criar uma rede energética totalmente independente dos combustíveis fósseis em 2050, com a energia eólica e a biomassa a poderem só por elas da resposta à maior parte da procura.

O documento conclui também que a relação custo-benefício é mais favorável no caso das energias renováveis do que nos combustíveis fósseis. Consequentemente, o relatório recomenda que o Governo comece a dedicar 0,5 do PIB anual aos investimentos no sector para garantir que a meta dos 100% é atingível em 2050.

Por seu lado, o Primeiro-ministro escocês deitou recentemente por terra os actuais objectivos do país de atingir os 50% de energia eléctrica renovável em 2020 substituindo-os por uma ambiciosa meta de 80%, chegando até a afirmar que é possível atingir os 100% em 2025.

Para tal, o chefe de governo crê no potencial da energia eólica alto mar e das marés mas o seu optimismo não convence a todos, e o seu próprio governo reconhece as dificuldades no que diz respeito à concretização destes objectivos.

fonte:naturlink

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27
Set 10
27
Set 10

Folhas artificiais usam clorofila para gerar electricidade

 

Célula solar molhada

Pesquisadores demonstraram que tentar imitar mais de perto a natureza pode ser um caminho promissor para a fabricação de células solares mais eficientes.

O que eles chamam de "folhas artificiais" representa um novo tipo de células solares "molhadas", feitas com um gel rico em água, com potencial de serem mais baratas e ambientalmente mais amigáveis do que as células solares à base de silício.

Agora que demonstraram que o conceito funciona, o que a equipe coordenada por pesquisadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, quer fazer é otimizar suas células solares molhadas, para que elas gerem energia em quantidades práticas.

 

Folha artificial

A folha artificial é composta por um material flexível feito com um gel à base de água e infundido com moléculas sensíveis à luz.

Para que os elétrons gerados são capturados, produzindo-se uma corrente elétrica, a folha artificial é acoplada a eletrodos de alto rendimento, revestidos por nanotubos de carbono ou grafite.

Para se aproximar ainda mais da natureza, em um dos experimentos os cientistas utilizaram clorofila como molécula fotossensível.

As moléculas sensíveis à luz assumem um estado "excitado" quando são atingidas pelos raios do Sol, produzindo eletricidade, de forma semelhante às moléculas das plantas que usam essa excitação para sintetizar os açúcares que lhes servem de alimento.

 

Biomimetismo

O Dr. Orlin Velev, coordenador do trabalho, afirma que o objetivo da pesquisa é "aprender a imitar os materiais que a natureza usa para aproveitar a energia solar."

Embora se possa usar moléculas sensíveis à luz sintéticas, Velev afirma que os materiais derivados da natureza, como a clorofila, podem ser mais facilmente integrados nessas folhas artificiais graças à sua matriz de gel aquoso.

"O próximo passo é imitar os mecanismos de autorregeneração encontrados nas plantas," diz Velev. "O outro desafio é ajustar o gel à base de água e as moléculas sensíveis à luz para melhorar a eficiência das células solares."

No início deste ano, um grupo de pesquisadores chineses usou um conceito semelhante para criar folhas semi-artificiais que imitam a fotossíntese para produz hidrogênio.

fonte:inovacaotecnologica

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25
Set 10
25
Set 10

Renováveis permitem poupar 100 milhões em importações de petróleo

Primeiro-ministro congratula-se por Portugal constar no quinto lugar do ranking mundial das energias renováveis em apenas quatro anos

 

As energias renováveis estão a permitir a Portugal poupar 100 milhões de euros por ano em importações de petróleo. O primeiro-ministro considera que a a reforma estrutural com melhores resultados na economia incidiu, de facto, nas renováveis.

As políticas do Governo para a área da energia provam, diz José Sócrates a tese de que «é possível fazer reformas estruturais num curto espaço de tempo».

«Em 2005, Portugal era um país com uma dependência tão grande do petróleo, que este produto era responsável por 50% do défice da balança comercial. Em 2009, quatro anos depois, estamos no quinto lugar do ranking mundial das energias renováveis». E no primeiro semestre deste ano, 66% da eletricidade nacional «foi baseada nas renováveis».

«Passamos a exportar mais do que a importar electricidade, acabando com um défice crónico. Ao fim destes quatro anos, na sequência da aposta nas renováveis, evitámos a importação de 100 milhões de euros em energias fósseis», frisou, citado pela agência Lusa. 

Sócrates fez ainda questão de sublinhar que Portugal tem o maior parque europeu de energia eólica e o segundo maior nível de incorporação de eólica na produção de energia, logo após a Dinamarca.

«A posição de Portugal no domínio das renováveis está a crescer rapidamente e estamos na linha da frente da aposta no carro eléctrico». O país quer chegar a 2020 com cerca de 60% da produção eléctrica baseada em fontes renováveis.

José Sócrates falava na Universidade de Columbia, no Fórum Mundial de Líderes, perante uma plateia maioritariamente constituída por estudantes e onde esteve presente o seu ex-ministro da Economia Manuel Pinho.

fonte:agenciafinanceira

publicado por adm às 19:32 | comentar | favorito
22
Set 10
22
Set 10

Experiência de Portugal nas renováveis deve ser aproveitada pelo Reino Unido

Esta ideia foi defendida pela jornalista Syma Tariq num artigo publicado hoje no "The Guardian".

"Claro que a indústria energética em Portugal beneficia de um clima favorável. Mas mesmo que o tempo esteja mau durante a maior parte do ano, o Reino Unido também tem condições favoráveis. Tem dez vezes mais costa do que Portugal e beneficia de muito vento durante todo o ano", escreve Syma Tariq.

Assim, se "Portugal pode aumentar a dependência de electricidade verde de 17% para 45% em apenas cinco anos, os nossos líderes têm poucas desculpas para os nossos meros 3%".

A jornalista reconhece que as "energias renováveis são caras" mas acrescenta que "à medida que os custos com o investimento diminuem, e dado que as energias verdes têm poucos custos de manutenção, os preços deverão estabilizar ou até cair".

Syma Tariq defende que o Reino Unido devia aprender com a experiência portuguesa e destaca as medidas tomadas pelo governo português para incentivar o investimento em energias verdes.

"Há dez anos as linhas de transmissão eram detidas por empresas privadas que não tinham interesse em investir em energias renováveis devido aos custos envolvidos. Para contornar esta situação, o governo comprou estas linhas e começou a adaptar a rede, incluindo maior flexibilidade e melhores ligações em áreas remotas que permitem a produção e distribuição de energia a partir de pequenos geradores, como painéis solares domésticos. O governo concedeu ainda uma boa combinação de incentivos", destaca a jornalista.

Syma Tariq alerta que devido à queda da produção no Mar do Norte e ao aumento dos custos do uso do carvão, o Reino Unido pode tornar-se o maior importador de petróleo e gás em 2015. "Já Portugal que não tem combustíveis fósseis próprios, está a aproveitar os seus recursos naturais para produzir a sua própria energia limpa, segura e controlada internamente", destaca Tariq.

fonte:JN

publicado por adm às 22:37 | comentar | favorito
18
Set 10

Se pedalares e produzires energia ganhas uma refeição

Cuidar do planeta, mais do que um dever, é uma necessidade – já que os recursos naturais são esgotáveis –, mas nem sempre é seguida à risca. No entanto, com um pequeno incentivo alguns poderão ser seduzidos a fazê-lo. O Crowne Plaza Hotel, em Copenhaga (Dinamarca), oferece uma refeição gratuita a quem quiser pedalar um pouco, ou seja, praticar algum exercício físico e assim, reduzir a sua pegada ecológica. A estrutura disponibiliza bicicletas ligadas a um gerador de electricidade para os hóspedes voluntários e, se cada um produzir pelo menos dez Watts de electricidade por hora – o que equivale aproximadamente a 15 minutos a pedalada, para um adulto saudável –, após o exercício, recebem um generoso vale para uma refeição (26 euros). As bicicletas estão equipadas com um IPhone e um pequeno indicador da energia produzida. O hotel é também dotado de painéis solares na fachada.

Regina Corte-Real, investigadora do Instituto Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas, da Universidade de Évora, considera que “somos levados por estratégias de inovação e competitividade, na direcção das políticas económicas e de interesses sectoriais, nomeadamente, na área das energias renováveis – que têm neste momento um protagonismo quase impossível de contrariar, por entrarem no campo do civismo”.

 

Poderá não ser por civismo, mas, sim, por diversão que vários britânicos dançam e produzem ciclicamente energia para continuar a dançar. Todas as luzes e os sons de uma balada, por exemplo, gastam uma quantidade considerável de electricidade. Andrew Charalambous, proprietário do Bar Surya, em Londres, refez o chão da pista de dança do seu estabelecimento e revestiu-o com placas que, ao serem pressionadas pelos clientes, produzem corrente eléctrica. O visionário dono do bar diz que a electricidade produzida pela pista modificada representa 60 por cento da necessidade energética do lugar.

O facto é que o curso de Engenharia do Ambiente, em Portugal, “proliferou e mantém-se, mas já não há suporte para a sustentação destes engenheiros”, conta ainda a investigadora ao Ciência Hoje. E talvez, por isso, se tenha criado, há dois anos, o curso de Energias Renováveis. Regina Corte-Real considera importante “estimular o espírito crítico”, especialmente nos jovens. “Temos de continuar a propagandear nesta direcção”, assevera.

fonte:cienciahoje

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18
Set 10

Bactéria transforma energia solar e CO2 em combustível

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A empresa consegue diminuir os custos e o tempo para produzir energia

 

Uma empresa americana anunciou recentemente um projeto que utiliza microorganismos para transformar luz solar e CO2 em etanol, diesel ou outros hidrocarbonetos. A Joule Unlimited obteve a patente para uma versão geneticamente modificada de cianobactérias, que convertem dióxido de carbono, água suja e luz solar em um hidrocarboneto líquido, que é funcionalmente equivalente ao diesel comum.

De acordo com a patente, duas enzimas de cianobactérias são combinadas gerando hidrocarbonetos em uma única etapa, convertendo a luz solar captada em "energia líquida", que pode ser etanol ou diesel.

"Esta patente representa um marco importante e valida a verdadeira natureza revolucionária de nosso processo”, diz Bill Sims, presidente da companhia. “Mesmo se tratando de uma bactéria, o organismo possui potencial e rendimento para substituir toda a infraestrutura dos combustíveis fósseis em escala significativa e custos altamente competitivos", completou.

 


Cientistas descobriram que combinar bactérias poderiam gerar hidrocarbonetos

 

Segundo a Joule Unlimited, a intenção do projeto é superar as limitações das outras tecnologias e os custos de matéria-prima e logística.

Outras empresas, como a LS9 e a Amyris, também usam bactérias geneticamente modificados para produzir biocombustíveis, mas eles são projetados para fazer açúcares, e só então são transformados em combustíveis. A descoberta da Joule Unlimited se diferencia por tornar esse processo mais rápido e econômico.

A empresa está testando fazer diesel e etanol no Texas, onde a luz solar e resíduos de CO2 seriam alimentados em biorreatores. Joule planeja iniciar a produção piloto de diesel no final de 2010 e abrir uma usina comercial em 2012. Os testes para produção de etanol mostram que ele pode ser produzido a um ritmo de 10 mil litros por hectare por ano. Estima-se que o barril custaria, em média, U$ 30,00.

fonte:ecodesenvolvimento

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15
Set 10

Conferência discute produção e uso do carvão vegetal (Biocarvão)

A utilização do biocarvão como ferramenta contra o aquecimento global e os avanços alcançados pelas pesquisas está sendo discutida por cerca de 300 pesquisadores de todo o mundo na 3ª Conferência Internacional sobre Biochar.

O encontro, na capital fluminense, é promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e ocorre pela primeira vez no Continente Americano.

O pesquisador da Embrapa Solos, Etelvino Novotny, disse que a ideia é estimular cada vez mais pesquisas sobre esse material, rico em carbono, obtido toda vez que algum tipo de biomassa é aquecida, ou carbonizada, em ambiente com pouco ar. "Seria fundamental que o Brasil liderasse essas pesquisas, aproveitando a questão da biomassa, que tem grande potencial de produção", disse.

Novotny lembrou que os norte-americanos, australianos e europeus estão tomando a dianteira e investindo fortemente em pesquisas nesse campo, com apoio público.

 

Carvão vegetal


O Brasil é o maior produtor mundial de carvão vegetal, respondendo por cerca de 38,5% do total. "Mas está perdendo espaço", afirmou.

Para que o Brasil assuma a liderança nas pesquisas sobre biocarvão, o pesquisador disse ser necessário mais financiamento público e privado. Segundo ele, o conhecimento adquirido com as pesquisas vão favorecer tanto o governo quanto as empresas, para expansão de seus negócios. "A aprovação [dos projetos] depende muito de entender a importância do tema". Para Novotny, embora se trate de um assunto relativamente novo, é preciso ter respostas bem fundamentadas.

Após a conferência, os pesquisadores participarão de uma excursão à Amazônia para que conheçam a chamada Terras Pretas de Índios, solos férteis formados por povos indígenas pré-colombianos que servem hoje de modelo e inspiração para a tecnologia do biocarvão.

fonte:inovacaotecnologica

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15
Set 10

Biocombustíveis de segunda geração podem substituir 65% da gasolina

90 mil milhões de litros de etanol de segunda geração poderão ser produzidos pela União Europeia a 27, em 2020. Esta produção corresponde a cerca de 65 por cento do consumo previsível de gasolina, segundo um estudo do grupo Bloomberg New Energy Finance, divulgado esta terça-feira.

Para produzir este etanol, a União Europeia (UE) poderá construir pelo menos 100 refinarias por ano a partir de 2013, sublinha o mesmo estudo. No entanto, alerta para o facto de o bloco comunitário não dispor ainda de instalações comerciais de refinação de biocombustíveis a partir de resíduos industriais.

Recorde-se que a UE definiu que, em 2020, dez por cento do combustível dos transportes públicos têm de provir de biocombustíveis. Para o etanol de nova geração – que não recorre às colheitas agrícolas, mas é produzido a partir de resíduos – , a UE não estebeleceu ainda qualquer meta.


Contudo, esta temática ainda suscita polémica entre os membros da UE. A Nestlé, a maior empresa alimentar do mundo, opõe-se ao uso de colheitas agrícolas para a produção de biocombustíveis. A Bloomberg, que salienta o facto de serem necessários 9,1 mil litros de água para produzir um litro de biodiesel, refere ainda o facto de várias empresas europeias, incluindo a Galp Energia, terem comprado terras em África para impulsionarem as culturas de produtos não-agrícolas, como a jatropha, para a produção de biocombustíveis.

fonte:ambienteonline

publicado por adm às 22:28 | comentar | favorito
14
Set 10
14
Set 10

Biocombustíveis derivados de resíduos podem substituir metade da gasolina em 2020

Os biocombustíveis produzidos a partir de resíduos sólidos municipais e industriais poderão substituir mais de metade da gasolina utilizada na UE em 2020, diz um estudo da Bloomberg New Energy Finance.

 

O bloco das 27 nações que compõem a União Europeia poderá produzir 90 mil milhões de litros do chamado etanol de nova geração (a partir de resíduos e não de colheitas agrícolas). Esta produção corresponde a cerca de 65% do uso previsível de gasolina proveniente de fonte fóssil, segundo um estudo do grupo Bloomberg New Energy Finance, sedeado em Londres.

A UE poderá construir pelo menos 100 refinarias por ano a partir de 2013, sublinha o mesmo estudo, acrescentando que este bloco comunitário não tem de momento instalações comerciais de refinação de biocombustíveis a partir de resíduos industriais.

“A agricultura europeia poderá beneficiar de uma nova indústria de bioenergia, uma vez que os agricultores terão uma fonte adicional de rendimento, aumentando o rácio euros-por-hectare por cada pedaço de terra”, afirmou Roberto Rodriguez Labastida, co-autor do estudo, citado pela Bloomberg.

A União Europeia definiu a meta de, em 2020, 10% do combustível dos transportes públicos provir de biocombustíveis. Para o etanol de nova geração – que não recorre às colheitas agrícolas – , a UE não tem ainda qualquer meta. 

A Nestlé, maior empresa alimentar do mundo, opõe-se ao uso de colheitas agrícolas para a produção de biocombustíveis. Os preços das matérias-primas agrícolas estão a aumentar, dificultando uma suficiente produção de alimentos a nível mundial, afirmou hoje o “chairman” da empresa, citado pela Bloomberg.

A Bloomberg, que salienta o facto de serem necessários 9.100 litros de água para produzir um litro de biodiesel, refere ainda o facto de várias empresas europeias, incluindo a Galp Energia, terem comprado terras em África para impulsionarem as culturas de produtos não-agrícolas, como a jatropha, para a produção de biocombustíveis.

A Galp refere, no seu “site”, que no ano passado o seu projecto de produção de biocombustíveis alcançou progressos significativos com o cultivo das primeiras parcelas experimentais de “jatropha curcas linn” (JLC) em Moçambique e com o início do projecto de produção de óleo de palma em Belém, no Brasil.

fonte:jornaldenegocios

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11
Set 10
11
Set 10

Aprenda a reciclar, reduzir e reutilizar

 

Com três, na verdade: reduzir, reciclar e reutilizar. A regrinha é simples e o intuito é diminuir o volume de lixo descartado e aumentar o tempo de vida útil dos aterros sanitários.

 

Se você acha que um papel de bala jogado na rua não fará a menor diferença, pense por outro lado. O mundo possui quase 6,5 bilhões de habitantes, dentre eles cerca de 192 milhões estão no Brasil. Se cada um jogar por dia 3 papéis de bala no chão, são 576 milhões de papeizinhos entupindo os bueiros. Você ainda acha que não faz diferença? Agora leve esse mesmo cálculo para coisas maiores, como latinhas de refrigerantes e sacolas plásticas. Não parece, mas se as ruas encherem enquanto chove, as bocas de lobo entupirem e os rios transbordarem não é culpa apenas da natureza. Para Romildo da Silva, de São Paulo, separar o lixo é, acima de tudo, uma forma de ser cidadão. Sem alternativas com postos de reciclagem perto de casa, o torneiro mecânico decidiu ajudar uma catadora que passa sempre por lá. Os produtos que ela leva são escolhidos a dedo: revistas, papéis, jornais, ferro, plásticos e caixas de papelão. "São produtos que sabemos que a catadora vai levar para reciclar. Também não adianta dar o que ela não pode levar para a reciclagem, porque, se não serve, ela vai jogar no meio da rua, aí é bem pior", admite. Para Romildo, o problema do consumo (e consequente descarte excessivo de lixo) é culpa da própria indústria. "A facilidade que temos para comprar produtos é um absurdo. Hoje, compramos um boneco em uma loja e ele vem com a embalagem do produto, a embalagem da loja, o papel de presente. Não precisa de tudo isso, é completamente desnecessário", analisa.

 

Se o consumo não pode ser diminuído, que pelo menos o lixo produzido possa ser reduzido. "Nós não deveríamos ter lixo! Se todo mundo coletasse, fizesse sua parte - que não custa nada - nós não teríamos lixo. Eu tento fazer minha parte", afirma o pai de família. "Se tivéssemos uma coleta em larga escala ia ser muito bom, bem útil. Os aterros iam durar mais tempo. Se trabalharmos nisso, talvez tenhamos um mundo um pouquinho melhor".

 

Primeiro passo:

Você separa o lixo, mas não sabe onde colocá-lo? Essa realidade não é apenas sua. A coleta seletiva é um problema estrutural e, sem ela, a reciclagem tão festejada não se concretiza. Apenas 327 municípios no país possuem algum sistema público de coleta. Isso equivale a apenas 6% do total! O jeito então é recorrer a outros meios, que não à prefeitura. Por incrível que pareça, existe um número considerável de lugares que recolhem lixos, sem contar os catadores autônomos que passam de rua em rua, revirando as sacolas em busca de algo interessante para ser colocado nos carrinhos.

 

Cooperadoras, por exemplo, se acionadas, podem se comprometer a passar nas casas recolhendo os reciclados. O Compromisso Empresarial para Reciclagem - Cempre - possui uma lista de lugares para se levar os materiais para reciclagem (www.cempre.org.br).

 

Saiba mais sobre o lixo Você já se perguntou quanto tempo demora para que uma garrafa jogada ao mar ou uma sacolinha plástica de mercado se decomponha? Aí segue uma listinha para que suas dúvidas desapareçam.

 

O vidro é um dos problemas maiores, porque não possui um tempo determinado para deteriorar. Apenas uma garrafa pode levar séculos para sumir de vez. Reciclando esse tipo de material, você ajuda as fábricas a diminuir a emissão de gases poluentes na atmosfera.

 

Além disso, a reciclagem de um quilo de caquinhos de vidro gera um quilo de vidro novo. Isso significa que são economizados 1,3 quilos de minérios como areia, calcário, feldspato e barrilha, utilizados na produção do vidro novo. Plásticos e embalagens de leite levam cerca de 100 anos para de decomporem. Reciclando saquinhos de supermercado, você estará contribuindo para um menor consumo de petróleo - um bem não-renovável. Para a versão reciclada do material, somente 10% do petróleo exigido para os saquinhos novos é que é utilizado. Nada mal, não?

 

Latinhas de refrigerante demoram de 200 a 500 anos para de decompor. Saiba que, para cada quilo de alumínio são poupados 5 quilos de bauxita (minério com que se produz o alumínio). Para se ter uma ideia, cada latinha reciclada economiza energia para manter uma televisão ligada continuamente por 3 horas.

 

Mesmo tendo um tempo de vida curto (de 3 a 6 meses), todo mundo sabe que papel vem das árvores e que, se reciclado, ajuda a diminuir o desmatamento. O que talvez você não tenha ideia é que uma tonelada de papel reciclado chega a economizar 20 mil litros de água e 1.200 litros de óleo combustível.

 

Cada latinha de aço demora em média 10 anos para se deteriorar, mas, se reciclado, esse material faz bem mais pelo meio ambiente. Para cada tonelada reciclada, 110 mil toneladas de minério de ferro são preservadas.

 

Outros materiais que são interessantes saber uma média do tempo de desgaste são: pneus (600 anos), garrafas PET (mais de 100 anos), isopor (8 anos), chicletes (5 anos) e bituca de cigarro (20 meses).

 

O que pode ser reciclado? Papéis diversos, como folhas de caderno e bloquinhos de anotações, papelão, caixas em geral, jornais, revistas e jornais, livros, listas telefônicas, papel cartão e cartolina. No quesito plástico, a coleta seletiva aceita saquinhos plásticos, disquetes, CDs, embalagens de produtos de limpeza, garrafas PET.

 

Vidros também podem ser reciclados. É só separar garrafas, frascos e potes em geral, além de copos. Não se esqueça dos metais também. Molas de camas e sofás podem ser separados e levados à reciclagem, além de latinhas de alumínio, tampinhas de garrafa e embalagens de metal em geral, como latinhas de azeite e de fermento em pó químico.

 

Caixinhas de TetraPak - as de leite e sucos, que muita gente acha que não são recicláveis - também podem ir para a coleta seletiva. Existe hoje uma tecnologia capaz de separar as 6 camadas que compõem a embalagem. Através do site http://www.rotadareciclagem.com.br/ você pode digitar o seu endereço e descobrir o local mais próximo - e adequado - para levar a suas caixinhas.

 

Óleo de cozinha também serve de base para fazer sabão e biodiesel, portanto, também pode ser reciclado. Empresas como os Supermercados Sonda e a rede Pão de Açúcar, por exemplo, estabeleceram pontos de coleta para esse tipo de material, basta colocar o óleo dentro de uma garrafa pet e levá-lo ao ponto de coleta. Pronto, viu como é fácil?

 

Lixo orgânico também pode ir para reciclagem, através de um processo chamado de compostagem. Cascas de frutas e ovos, por exemplo, dão excelentes adubos que podem ser utilizados na agricultura.

 

Lembre-se: sempre tudo que pode ser lavado deve ser entregue limpinho. Fazendo a sua parte e mostrando aos outros como fazer, a começar pela nossa própria família, a tendência é que a ação se espalhe. Quanto mais gente contribuindo, melhor.

fonte:expressomt

publicado por adm às 17:25 | comentar | favorito
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