25
Nov 10
25
Nov 10

Produção de electricidade de fontes renováveis cresceu 71%

O total da potência instalada renovável atingiu 9 374 MW, no final de Setembro de 2010, de acordo com as estatísticas da Direcção-Geral da Energia e Geologia (DGEG). O aumento de potência, relativamente a Julho, verificou-se com a entrada em funcionamento de cinco novas centrais, três fotovoltaicas, uma eólica e outra de biogás e ao reforço de potência em duas das centrais eólicas já existentes

A produção total de energia eléctrica, a partir de fontes de energias renováveis, registou um acréscimo de 71 por cento de Janeiro a Setembro de 2010, relativamente a igual período de 2009.


Começa a verificar-se um abrandamento do crescimento da produção devido, essencialmente, ao comportamento da sua componente hídrica registado no 3º trimestre, comparativamente ao registado nos primeiros seis meses do ano. Assim, enquanto neste período a produção hídrica cresce 128 por cento, relativamente ao período homólogo de 2009, no 3º trimestre já só regista um acréscimo de 40 por cento.


A produção eólica, de Janeiro a Setembro de 2010, cresceu 34 por cento relativamente a igual período de 2009. «A produção eólica acompanha a evolução verificada na produção hídrica registando um crescimento de 49 por cento no 1º semestre, enquanto no 3º trimestre cresce 2 por cento».

Até Setembro de 2010 foram já licenciados cerca de 10 461 MW de instalações electroprodutoras a partir de fontes de energia renovável ( mais 12 por cento relativamente à potência instalada actualmente). Até Setembro de 2010, foram licenciados 4 433 MW de potência eólica. Atendendo à potência licenciada, prevê-se que até final de 2010 estejam instalados 4 000 MW de potência eólica no sistema eólico nacional.

O total de potência licenciada renovável está concentrado no norte do País, essencialmente devido à localização das grandes hídricas e de um número significativo de parques eólicos. Os distritos de Lisboa, Leiria, Faro, Castelo Branco e Viseu apresentam uma forte componente eólica, superior a 50 por cento da potência renovável desses distritos.

A produção eólica, de Janeiro a Setembro de 2010, cresceu 34 por cento relativamente a igual período de 2009. «A produção eólica acompanha a evolução verificada na produção hídrica registando um crescimento de 49 por cento no 1º semestre, enquanto no 3º trimestre cresce 2 por cento».

fonte:ambienteonline

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22
Nov 10
22
Nov 10

Actualização de tarifa da biomassa gera consenso

A actualização da tarifa de produção de biomassa florestal, aprovada em decreto-lei este mês, tem o acordo da maioria dos votantes da mais recente sondagem do Ambiente Online. Questionados sobre esta mudança, que aumenta o coeficiente de remuneração dos actuais 8,2 para 9,6, cerca de 68 por cento dos participantes da votação concordou com o aumento da tarifa.

Dessa maioria, 42,1 por cento acredita que «de outra forma não seria possível impulsionar este sector, esquecido pelos decisores». Os restantes 26,3 por cento lembram, no entanto, que embora tenha sido importante actualizar a tarifa, «os valores praticados no resto da Europa continuam a ser mais altos».

Por fim, 31,6 por cento discordam deste fomento ao sector da biomassa, por não acreditarem que seja uma aposta de futuro para Portugal. Através do novo decreto-lei, as centrais de biomassa de potência superior a 5 MW vão ver a tarifa subir de 107,5 para 118,3 euros por MW/h. Já no caso das centrais de menor potência, a remuneração passa dos actuais 109,5 para 120,2 euros por MW/h.

fonte:ambienteonline

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21
Nov 10
21
Nov 10

Obama: Portugal e EUA podem colaborar mais nas renováveis

O presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou hoje que Portugal e os Estados Unidos podem trabalhar mais no domínio das energias renováveis, confessando-se «impressionado» com os avanços portugueses nesta matéria.

 

Discursando após um encontro com o presidente português, Aníbal Cavaco Silva, no Palácio de Belém, Obama identificou as energias renováveis com uma das formas de expandir a cooperação bilateral entre Lisboa e Washington na frente económica.

«Visamos um aprofundamento da nossa cooperação no comércio, investimento, ciência e tecnologia. Estou muito impressionado com o trabalho notável que Portugal tem feito em áreas como energias `limpas´, [onde] pensamos que podemos colaborar mais», disse Barack Obama.

Diário Digital / Lusa

publicado por adm às 00:41 | comentar | favorito
18
Nov 10
18
Nov 10

Alentejo e Extremadura com forte potencial nas renováveis, mas portugueses criticam burocracia

O forte potencial das regiões do Alentejo e da Extremadura espanhola para as energias renováveis foi hoje realçado em Badajoz, num simpósio transfronteiriço em que responsáveis portugueses se queixaram da burocracia do lado de cá da fronteira.

"Estamos numa área onde existem grandes potencialidades", sobretudo na energia solar, mas estas "podem ser melhor aproveitadas", disse à Agência Lusa Ângelo de Sá, presidente da Assembleia-Geral da Agência Regional de Energia do Centro e Baixo Alentejo (ARECBA).

À margem do IV Simpósio Transfronteiriço de Energias Renováveis, que decorre hoje em Badajoz (Espanha), este responsável da ARECBA salientou à Lusa a importância de parcerias entre o Alentejo e a Extremadura espanhola.

fonte:dn.sapo

publicado por adm às 23:19 | comentar | favorito
15
Nov 10
15
Nov 10

Iberdrola e E.on também investem na energia das ondas

A Scottish Power Renewables, filial do braço para as renováveis da Iberdrola, e a E.on estabeleceram uma parceria para desenvolver dois projectos para a energia das ondas na zona da Orkney, na Escócia.

De acordo com as empresas, um dos projectos tem como pano de fundo o conversor de energia das ondasPelamis. Esta máquina, que está a ser testada no Centro Europeu de Energia Marinha, aproveita a força das marés para gerar electricidade.

O Pelamis tem 180 metros de comprimento – mais de 50 metros que os modelos actuais utilizados na captação de energia das ondas e marés – e tanto a Iberdrola como a E.on esperam também que seja mais eficiente que os modelos de primeira geração.

“O elevado número de projectos de energia eólica marinha adjudicadas recentemente à Iberdola e que totalizam uma potência de 10 mil MW em todo o mundo [justifica a criação de uma área de negócio dedicada ao segmento offshore na Escócia”, revelou a Iberdrola. “[Estes novos projectos] irão começar a entrar em funcionamento de forma faseada”.

As energias renováveis marinhas são uma das grandes apostas do Reino Unido para os próximos tempos, tendo o País lançado o maior concurso de energia eólica offshore de todo o mundo.

Recorde-se que, em Portugal, também a REN está a investir fortemente na energia das ondas.

fonte:greensavers

publicado por adm às 22:33 | comentar | favorito
12
Nov 10
12
Nov 10

Governo aumenta tarifa da biomassa

O Governo aprovou um decreto para estimular a produção de energia de biomassa florestal, cuja energia produzida passará a ter um coeficiente de remuneração de 9,6 em vez dos actuais 8,2. Significa isto que, para as centrais de potência superior a 5 MW a tarifa sobe de 107,5 euros por MW/h para 118,3 euros por MW/h. No caso de as centrais com potência inferior a 5 MW, a remuneração passa de 109,5 euros por MW/h para 120,2 euros por MW/h.

Para beneficiarem deste incentivo, as centrais dedicadas a biomassa florestal devem cumprir determinados deveres, nomeadamente a organização de sistemas de registos de dados que permitam avaliar, auditar e fiscalizar a tipologia da biomassa consumida na central, bem como a elaboração de um plano de acção visando a sustentabilidade a prazo do aprovisionamento das centrais e a coordenação dos programas de manutenção das centrais com o operador da rede de transporte.

A aplicação deste incentivo fica dependente, em especial, da entrada em exploração das centrais, até final de 2013 ou 2014, em casos especiais.

A Associação dos Produtores de Energia e Biomassa (APEB) congratula-se com a decisão do Governo e sublinha que foi o seu trabalho que colocou o tema da biomassa na agenda política. Paulo Preto dos Santos, secretário-geral da associação, sublinha que esta actualização era «absolutamente necessária, sendo que os valores agora estipulados, face à situação actual, são aceitáveis».

Ainda assim, o responsável lembra que os valores praticados em Portugal continuam a estar abaixo dos valores praticados no resto da europa, nomeadamente na vizinha Espanha.

fonte:ambienteonline

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11
Nov 10

Iberfer estreia central com biomassa animal já este ano

A Iberfer está a desenvolver um projecto de investigação e desenvolvimento com biomassa proveniente da actividade pecuária. O projecto tem como base a tecnologia de gaseificação, que converte a biomassa num gás de síntese, através de calor num meio sem oxigénio. O anúncio foi feito ontem, por Salvador Malheiro, da Universidade de Trás-os -Montes e Alto Douro (Utad) e consultor da Iberfer, durante a conferência Energias Renováveis, Energias do Futuro, a decorrer na 5ª Expo Energia.

A ideia é instalar uma unidade piloto de 1 MW, que deverá entrar em funcionamento ainda este ano, depois de ter estado em testes no último mês. Nesta unidade será valorizado o subproduto biomassa avícola, ao mesmo tempo que é produzida energia eléctrica descentralizada.

«No actual panorama energético e ambiental mundial, a biomassa deve ser definitivamente encarada como um fonte de energia», referiu Salvador Malheiro.

fonte:ambienteonline

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11
Nov 10

Europa lança maior programa de investimento em tecnologias hipocarbónicas

A Comissão Europeia lançou, esta semana, o primeiro convite à apresentação de propostas para o maior programa mundial de investimento em projectos de demonstração de tecnologias hipocarbónicas e energias renováveis.

A iniciativa, conhecida sob o nome NER300, dará um apoio financeiro substancial a, pelo menos, 8 projectos ligados às tecnologias de captação e armazenagem de carbono (CAC) e 34 projectos ligados a tecnologias inovadoras no domínio das energias renováveis. As empresas interessadas em participar têm 3 meses para apresentar propostas a nível nacional.

«Através da utilização de receitas provenientes da venda das licenças de emissão de CO2, cerca de 4,5 mil milhões de euros poderão ser investidos em tecnologias inovadoras no domínio das energias renováveis e na CAC. A este valor virão acrescentar-se as contribuições dos patrocinadores do projecto e dos Estados-Membros que irão totalizar um montante de 9 mil milhões de euros», explicou Connie Hedegaard, Comissária para a Acção Climática.

A Iniciativa NER300 funcionará como um catalisador para a demonstração de novas tecnologias hipocarbónicas à escala comercial. Em cada Estado-Membro será financiado no mínimo um projecto e no máximo três. A Iniciativa NER300 financiará, até um máximo de 50 por cento, os custos de construção e exploração de projectos de CAC e de energias renováveis. Os promotores dos projectos e os Estados-Membros fornecerão o restante financiamento necessário.

fonte:ambienteonline

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09
Nov 10
09
Nov 10

China é o país que investe mais em energias renováveis

Cerca de 90 por cento do investimento realizado nas energias renováveis é oriundo de países do designado G20, mas é a China que lidera o ranking, pela sua liquidez e crescimento que tem estimulado nesta área. Os EUA, que lideraram esta tabela nos últimos cinco anos, ficaram no segundo lugar em 2009. Os números foram revelado esta manhã por António Tomás, da consultora HQN Strategy Consulting, durante o Fórum da Energia, realizado no âmbito da Expo energia 2010.

O investimento mundial em energias renováveis tem crescido de forma consistente, cerca de 40 por cento ao ano, tendo atingido os 173 mil milhões de dólares em 2008. O líder mundial em matéria de capacidade instalada na energia eólica são os EUA, enquanto no solar o título pertence à Alemanha. Os incentivos no sector das renováveis ascende a cerca de 184,1 mil milhões de dólares, dos quais 31 por cento deverão ser alocados até 2011, destacando-se os EUA e a China como os países que mais apoiam este segmento.

Finalmente, António Tomás, estimou que até 2020 o mercado de '1ª geração das energias renováveis' deverá evoluir, prevendo-se depois desta data uma aposta no offshore profundo e a transição para um mercado mais competitivo, ou seja, não subsidiado.

fonte:ambienteonline

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07
Nov 10
07
Nov 10

Agricultores investem em energias renováveis

Há cada vez mais agricultores a utilizar energias renováveis para fazer baixar a factura energética das respectivas explorações agrícolas. Segundo fonte do Ministério da Agricultura, foram apresentadas 719 candidaturas ao Programa de Desenvolvimento Rural (Proder) que incluem projectos na área das energias renováveis. Deste total, 341 foram decididas favoravelmente, envolvendo um investimento de 379 millhões de euros nas diversas componentes dos projectos.

Até agora, o Proder apenas co-financiava sistemas energéticos para autoconsumo. Mas o Ministério da Agricultura garante que os próximos concursos destinados a apoiar a diversificação de actividades nas explorações agrícolas já irão possibilitar candidaturas à produção de energia para venda a partir de fontes renováveis. "Esta nova tipologia de investimento permitirá criar uma nova fonte de rendimento, aproveitando áreas não utilizadas das propriedades."

"É uma boa aposta para baixar custos de produção", diz o secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Luís Mira, acrescentando que os painéis fotovoltaicos poderiam ser "uma realidade mais comum" nos campos caso os agricultores "não estivessem limitados a produzir para consumo próprio e pudessem vender" à REN. "Não se perspectiva um lucro extra ao final do ano mas, pelo menos, seria possível compensar ou anular o custo energético das explorações." Segundo Luís Mira, os custos com electricidade e combustíveis já representam "mais de 20%" dos gastos numa exploração. "A modernização da agricultura portuguesa deveria passar por coisas inequivocamente úteis como a energia em vez de andarem preocupados com as culturas que devem ou não ser prioritárias."

A microprodução de energia eléctrica a partir de fontes renováveis poderá ajudar a "transformar os agricultores em empresários rurais", diversificando as suas fontes de receita e "compensando" a quebra do rendimento agrícola, defende o presidente da Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP), Firmino Cordeiro, apontando o exemplo de um produtor de leite em Vila do Conde que colocou painéis solares em todos os edifícios da exploração. "Mesmo sem apoios avançou com o investimento e está a notar o efeito da diminuição dos custos de energia." Recordando as dificuldades de jovens escalão que abarca 2,9% num universo de 220 mil agricultores, "o valor mais baixo da Europa" -, o presidente da AJAP diz ser necessário um "grande empenho dos decisores políticos" para criar apoios à diversificação das actividades complementares à agricultura, como a produção de energia, turismo rural e valorização de produtos regionais. "Só assim se consegue evitar que mais jovens abandonem os espaços rurais e permitir que outros vejam nesta saída empreendedora uma possibilidade de regressarem à terra."

Para o presidente da Federação de Agricultores do Baixo Alentejo, Manuel Castro e Brito, por enquanto só se pode falar de "casos pontuais" de agricultores da região que aproveitam as renováveis.

fonte:dn.sapo

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