31
Dez 10
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Dez 10

Electricidade a partir de renováveis cresceu 66 por cento em 2010

O total da potência instalada renovável atingiu 9 405 MW, no final de Outubro de 2010, de acordo com a Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). O aumento de potência, relativamente a Setembro, verificou-se na potência instalada eólica, fotovoltaica e mini-hídrica.

A produção total de energia eléctrica, a partir de fontes de energias renováveis, registou um acréscimo de 66 por cento de Janeiro a Outubro deste ano, relativamente ao igual período do ano anterior.

Segundo as estatísticas da DGEG, continua a verificar-se um ligeiro abrandamento do crescimento da produção devido, essencialmente, ao comportamento da sua componente hídrica, que regista um crescimento de 35 por cento de Julho a Outubro relativamente ao período homólogo do ano anterior. Assim, registam-se decréscimos na produção das bacias do Mondego (-25 por cento) e Lima (-21 por cento) neste período.

A produção eólica, de Janeiro a Outubro do ano em curso, cresceu 32 por cento quando comparado com 2009. Em Outubro a produção foi 13 por cento superior à verificada no mês homólogo do ano anterior.

Entre Setembro e Outubro a produção eólica cresceu de forma acentuada de acordo com a sazonalidade.

fonte:ambienteonline

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28
Dez 10

Conheça 5 países que mais investem em energia renovável no mundo

O ser humano não vive sem energia, porém, isso não significa que para utilizá-la ou fabricá-la seja necessário poluir. Energias limpas são alternativas sustentáveis que podem suprir e movimentar a economia.

De acordo com o Instituto para Diversificação da Energia (IDEA), em 2020, cerca de 42,3% do total da geração de electricidade virá de fontes renováveis.

Leia, abaixo, a lista dos cinco países que mais investem em energias alternativas do mundo:

Portugal

A capacidade instalada de geração de energia limpa no país cresceu mais de três vezes de 2004 a 2009 com o Pelamis Wave Power, primeiro parque de geração energética a partir das ondas do mar – de 1,220 MW para 4,307MW.

As fontes renováveis são responsáveis por 17% de toda a energia produzida em Portugal. Desse percentual, 56,6% provém das hidroeléctricas, 33% das eólicas, 7,5% da biomassa e o restante da a produção fotovoltaica, biogás e resíduos sólidos urbanos.

Portugal pretende chegar a 2020 com 45% de toda sua produção energética bruta vinda de fontes renováveis.

Espanha

O país tornou-se o maior produtor mundial de energia solar térmica em meados de 2010, com 432 MW instalados. É o segundo na Europa com maior capacidade de geração energética com placas fotovoltaicas, podendo produzir mais de 3.400 MW.

Actualmente, existem mais de 16 projectos de energia solar em construção e outros 20 em processo de análise.

A Espanha também dá largos passos na produção de energia eólica. Actualmente, possui projectos que produzem 727 MW e a capacidade instalada de geração eólica ultrapassa os 19.000 MW.

China

A China possui a maior quantidade de turbinas eólicas em operação do mundo (50%) e o responsável por isso foram os altos investimentos para projectos internos. No primeiro semestre de 2010, Pequim chegou a investir 10 bilhões de dólares no sector; metade do que o resto do mundo junto investiu (20,5 bilhões de dólares).

A previsão é que o país chegue a produzir mais 375 GW em 2020, com o investimento acumulado de 620 bilhões de dólares.

Índia

O governo indiano lançou no início de 2010 um plano de 19 bilhões de dólares para gerar 20.000 MW de energia solar até 2022. Para que a chamada Missão Solar Nacional funcionasse, a Índia criou um sistema que obriga às empresas distribuidoras de energia a comprar uma quantidade determinada de energias renováveis, o Renewable Purchase Obligation (POR).

Alemanha

A energia renovável na Alemanha representa 16% da produção total. O governo alemão pretende que esse percentual chegue a 80% em 2050, e os incentivos fiscais para alcançar essa meta não são poucos.

Nos próximos anos o país deve receber um investimento de cerca de 6,62 bilhões de dólares, que deverão servir para projectos de parques eólicos off-shore (fora da costa). Além disso, outros 1 bilhão de dólares devem sair do bolso da Vattenfal, produtora de aerogeradores, para construir uma central com capacidade instalada de 288 MW, em 2012.

A energia limpa no país traz outros benefícios, como a geração de novos empregos para a população, com 300 mil vagas já criadas na última década.

Fonte: EcoD

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28
Dez 10

Reactor usa energia solar para produção de biocombustível

Um grupo de investigadores norte-americanos e suíços desenvolveu um reactor de biocombustível que funciona a partir de energia solar. Para a produção dos hidrocarbonetos, a equipa conjunta da Caltech, da ETH Zurique e do Instituto Paul Scherrer utilizou dióxido de carbono, água e óxido de cério, além da energia solar, através de um processo termoquímico de duas fases.

Em termos de continuidade, o protótipo mostrou sinais positivos, ao assegurar a produção constante de combustível líquido durante mais de 500 ciclos de produção. Não obstante, a eficiência solar está aquém do desejável, com um aproveitamento entre 0,7 e 0,8 por cento da energia recebida para o funcionamento do processo. Os investigadores defendem que a fraca eficiência se deve à escala e design do protótipo, e não devido ao processo químico. Caso estas barreiras se solucionem, a eficiência esperada é de 19 por cento.

fonte:ambienteonline

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22
Dez 10
22
Dez 10

Cornualha quer ser líder em energia das ondas

Localizada no sudoeste inglês, a Cornualha é o destino nacional de eleição nas férias de Verão. Contudo, a larga linha de costa não está apenas a ser aproveitada para banhos e lazer e, na região inglesa de 3,5 km2 de superfície, há grandes planos para desenvolver umcluster de topo no sector da energia das ondas e marés.

A estratégia, que visa tornar a Cornualha na principal referência mundial neste tipo de tecnologia, tem uma abordagem transversal a várias áreas de actividade, associada ao aproveitamento optimizado de fundos públicos. Actualmente, o governo britânico está a apostar 19,5 milhões de libras na região (cerca de 23 milhões de euros), exclusivamente para a energia das marés e das ondas. Até 2013, a Cornualha acredita conseguir concentrar 712 milhões de libras (837 milhões de euros)para investimento em renováveis, obtidas tanto de fundos públicos britânicos, como de fundos europeus.

O principal investimento deste cluster tecnológico encontra-se na praia de Hayle. A 55 metros de profundidade e despercebido aos olhos de quem passa pela praia, está a ser desenvolvido um projecto único no mundo, o Wave Hub. À semelhança das hub para ligações USB ao computador, que apresentam várias portas de ligação, este projecto permite a ligação de futuros equipamentos de energia das ondas a uma sub-estação de energia eléctrica on-shore. O acesso à rede eléctrica a partir do mar, a 16 quilómetros da costa, faz-se através de um cabo de 10 milhas, transportado por navio em Julho deste ano.

«A Wave Hub permite que a tecnologia das ondas passe para uma escala pré-comercial», afirma Guy Lavender, administrador do projecto de 42 milhões de libras (49 milhões de euros). Com este acesso privilegiado à rede eléctrica, o objectivo é alugar o espaço de oito quilómetros quadrados para o teste de protótipos tecnológicos de energia das ondas. O primeiro cliente é a Ocean Power Technologies, que já tem um acordo assinado para testes da tecnologia PowerBuoy ao longo de vários anos. «Acredito que o Verão de 2012 seja uma visão realista para o horizonte de instalação dos primeiros equipamentos», indica o responsável. O projecto vai permitir uma produção máxima de 20 MW de energia das ondas, dividida em quatro zonas diferenciadas, com produções unitárias de 5 MW.

PRIMaRE permite vantagem na investigação

Um dos segredos para os avanços da Cornualha no sector da energia das ondas reside no capital humano especializado. O Peninsula Research Institute for Marine Renewable Energy (PRIMaRE) é um centro de investigação que congrega os esforços e conhecimentos das universidades de Exeter e de Plymouth. O PRIMaRE tem estado na linha da frente dos projectos da Cornualha em energia das ondas, a começar pelo desenvolvimento do Wave Hub.

Em paralelo, a equipa de investigação lançou, em Junho, uma bóia de monitorização das condições do mar. Ao largo da baía de Falmouth, o equipamento transmite dados para uma central em terra firme, de forma a avaliar as condições para o aproveitamento energético. Além das sondas, a bóia está equipada com câmaras de vídeo e equipamentos de análise de biodiversidade. Os investigadores tiveram também a preocupação de tornar o equipamento autónomo, através da incorporação de painéis fotovoltaicos e de um gerador eólico.

Outro dos projectos de investigação do PRIMaRE está a ser desenvolvido nas docas de Falmouth. Também pioneiro a nível mundial, o Dynamic Marine Component (Dmac) Test Facility vai permitir testar os componentes tecnológicos de protótipos de enegia das ondas. Com um investimento de 600 mil libras (706 mil euros), o Dmac recria forças marítimas, de forma a obter a resposta dos componentes num ambiente controlado. «O PRIMaRE teve a visão de melhorar a fiabilidade dos materiais e componentes, uma vez que a tecnologia das ondas ainda não está amadurecida», sublinha Tom Clifford, engenheiro de projecto do centro de investigação. O equipamento vai testar os protótipos do PRIMaRE, mas está também disponível para receber componentes de outras empresas.

fonte:ambienteonline

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20
Dez 10
20
Dez 10

Nova tecnologia permite o aproveitamento da energia térmica do sol à noite

Instalada numa nova central perto de Sevilha, esta inovadora tecnologia envolve a utilização de sais liquefeitos que podem armazenar o calor gerado durante o dia para gerar vapor e produzir energia eléctrica durante a noite, até um máximo de 15 horas.

Será inaugurada no próximo ano a Gemasolar, uma central solar térmica que utilizará uma inovadora tecnologia que permitirá a produção de energia eléctrica a partir do calor gerado pelo sol mesmo durante a noite, até um máximo de 15 horas.

Situada perto de Sevilha, na paisagem escaldante de Almería, a nova central é constituída por um conjunto de parabólicas que direccionam a energia solar para o topo de uma torre posicionada no centro, onde o calor acumulado gera vapor de água que acciona uma turbina produzindo electricidade.

Até à data, como o calor resultava na produção imediata de vapor no topo da torre, não era possível para este tipo de central funcionar na ausência de luz solar.

No entanto a torre da Gemasolar resolverá este problema recorrendo a uma mistura de sais liquefeitos que permitem transferir a energia térmica concentrada no topo da torre para um permutador de calor, onde é gerado vapor para accionar as turbinas.

Uma vez que os sais, de nitrato de sódio e potássio, podem ser armazenados é possível acumular o calor gerado durante o dia para fazer trabalhar as turbinas durante a noite.

Fontewww.newscientist.com

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17
Dez 10
17
Dez 10

Vimasol aposta na energia da biomassa

Unidade industrial de produção de ‘pellet’ obrigou a um investimento de 1,6 milhões de euros. Empresa responde por toda a cadeia de valor.

A Vimasol, empresa do sector das energias renováveis fundada em 2003, está a fazer derivar a sua aposta estratégica na área da biomassa - aquela que, segundo o seu CEO, Eduardo Ferreira, tem mais potencial para responder às necessidades do mercado. Necessidades entendidas num sentido lato e vários níveis: da utilização de energia por parte de clientes particulares e empresariais; das disponibilidades de matéria-prima; e de impacto ambiental, visual, etc.

A biomassa é de facto, segundo Eduardo Ferreira, de um potencial energético elevado e de muito fácil utilização. Prova disso está na unidade fabril que o grupo Vimasol inaugurou em finais de 2008, onde produz 'pellet'. Este produto é ideal para a alimentação de diversas caldeiras a biomassa colocadas à disposição dos mercado e deriva da utilização do serrim das serrações da zona onde a empresa se encontra (arredores da cidade de Guimarães) - que de outra forma seguiria directamente para os aterros.

fonte:economico.sapo

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08
Dez 10
08
Dez 10

China consolida liderança em ranking global de energias renováveis ...

Após ter ultrapassado os Estados Unidos como o destino mais atrativo para investimentos em projetos de energias renováveis no mundo, em estudo da Ernst & Young concluído em agosto, a China consolida sua liderança global. O país asiático ampliou sua pontuação na mais recente edição do ranking, finalizada em novembro. Com avaliação idêntica nas duas listas, o Brasil mantém a condição de país latino-americano mais bem posicionado, mas caiu do 16º para o atual 18º lugar, em virtude da ascensão de outros países.

No ranking de 30 países produzido pela Ernst & Young desde 2003 e atualizado trimestralmente, pela primeira vez, figuram Coreia do Sul, México, Romênia e Egito. Outros destaques da relação concluída em novembro são a subida do Japão de 19º para 15º lugar e a saída da República Tcheca da listagem.

Por trás da consolidação chinesa na primeira colocação, está o alto investimento do país em sua indústria de energia eólica. O gasto da China neste segmento equivale à metade do total do investimento global em novos projetos eólicos no restante do mundo. Até o final do segundo trimestre, Pequim responde por empregar cerca de US$ 10 bilhões em energia eólica, de um total de US$ 20,5 bilhões no mundo. Esse investimento pesado assegurou que aproximadamente 50% das turbinas movidas por vento a iniciarem funcionamento em 2010 estão na China.

Já os Estados Unidos, que lideraram o ranking entre novembro de 2006 e maio de 2010, estão na última versão do ranking, cinco pontos atrás dos chineses (em agosto, eram dois). A repercussão prolongada da crise financeira, a queda no preço do gás e incertezas acerca de políticas ambientais de médio e longo prazo ocasionaram a queda de um ponto para os americanos no trimestre, enquanto a China somou outros dois.

“Desde que atingiu a liderança no ranking divulgado no início de setembro, a China abriu boa vantagem sobre outros mercados. Tecnologia limpa, incluindo energias renováveis, representa uma parcela significativa do plano de crescimento econômico chinês”, avalia Ben Warren, líder de consultoria para infraestrutura energética e ambiental da Ernst & Young no Reino Unido.

fonte:jornale

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06
Dez 10
06
Dez 10

Novas concessões nas renováveis penalizam consumidores domésticos

As contrapartidas financeiras que o Estado cobrou às energias renováveis à cabeça, nos últimos dois anos, para financiar despesa pública, permitiam reduzir em 55 por cento o défice tarifário que sobrecarrega especialmente os consumidores domésticos.

 

Se isso tivesse acontecido, os consumidores receberiam uma notícia a que já não estão habituados: veriam a sua factura actual de energia descer entre quatro e 18 por cento. 

Com a extensão da concessão das barragens à EDP, os concursos para as novas grandes barragens, para as centrais mini-hídricas e fotovoltaicas, o Governo arrecadou ou vai arrecadar nas próximas semanas um total de 964 milhões de euros, dinheiro com o qual acode à despesa do Orça- mento do Estado. Isto faz do negócio eléctrico e das energias renováveis uma fonte de financiamento apetecível. Mas esta coexiste com uma dívida acumulada nos anos de tarifas artificialmente mais baixas, que chegará a 1758 milhões de euros no fim do ano, e que está a ser paga com juros pelos consumidores - é o défice tarifário.

Não há contas oficiais para o cálculo da redução da factura eléctrica, mas contas apresentadas pelo presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) em Outubro passado aos deputados ajudam a lá chegar. No Parlamento, Vítor Santos disse que o novo subsídio de 60 milhões de euros anuais às eléctricas, a chamada garantia de potência, representa um por cento da subida no preço da electricidade em 2011. Es- te novo custo é pago por todos os con- sumidores. Metade (quase cinco milhões) são domésticos e são estes que pagam os custos com a produção especial a partir de fontes renováveis. Os concursos para as centrais mini-hídricas e fotovoltaicas incluem-se especificamente nesta produção. 

Caso revertessem para o sistema eléctrico apenas as contrapartidas financeiras destes dois concursos (110 milhões de euros), o défice tarifário caía seis por cento, o que permitia uma descida de quatro por cento da tarifa para os domésticos. Se a intenção fosse pôr também as receitas das grandes barragens, a grande hídrica, a contribuir, o défice tarifário global descia 55 por cento. Como esta não en- tra na produção especial e é paga por todos os consumidores, metade do benefício seria para os domésticos, que veriam a sua conta da luz descer, assim, 18 por cento, enquanto os médios e grandes consumidores da indústria e serviços tinham uma diminuição equivalente a 14 por cento.

A ideia de Manuel Pinho

A ideia de pôr as receitas da grande hídrica a pagar os custos do sistema eléctrico chegou a ser defendida pelo ex-ministro da Economia Manuel Pinho. Em 2008, quando a EDP pagou 759 milhões de euros pela extensão da concessão das barragens, o então ministro anunciou que o valor reverteria na sua totalidade para o sistema eléctrico, parte para abater ao défice tarifário e parte para um fundo para amortecer as subidas das tarifas eléctricas em anos de seca. No entanto, não foi isso que aconteceu: 528,7 milhões de euros foram para ajudar a baixar os custos em dívida incluídos no referido défice, 55 milhões serviram para pagar as taxas de recursos hídricos dos empreendimentos que ficaram no Estado, constituindo receita do Instituto Nacional da Água, 7,7 milhões de euros foram para a Companhia Logística de Combustíveis da Madeira, e ainda estão por aplicar 167 milhões de euros, sem destino certo. O Ministério da Economia e Inovação admite que "uma parte substancial" poderá ser usada para saldar custos de convergência tarifária das regiões autónomas ainda não pagos, mas ainda não há contas definidas.

O Estado encontrou uma nova fonte de receita na concessão das novas grandes barragens. As licenças para Iberdrola, Endesa e EDP totalizaram 624 milhões de euros de encaixe financeiro e foram utilizados para despe- sa pública geral. Com os concursos para as centrais mini-hídricas e solares fotovoltaicas, que têm de estar fechados até final do ano, o Estado assumiu que procurava a "mais alta contrapartida financeira", como explicita no anúncio do concurso, e espera arrecadar mais 110 milhões de euros ou um pouco mais, sendo verbas que vão servir, de novo, para fins fora do sistema eléctrico. 

Teixeira dos Santos assumiu, por exemplo, que 80 milhões dos 550 milhões de euros de défice adicional resultante do acordo PS/PSD para o Orçamento do Estado para 2011 seriam pagos com as receitas de novas concessões nas energias renováveis.

O apetite do Estado por estes paga- mentos à cabeça antecipa, por um lado, o recebimento de proveitos da actividade do operador, que seriam distribuídos no tempo e beneficiariam, em princípio, o próprio sistema eléctrico. Por outro, o mesmo apetite cresceu à medida que as contas públicas se deterioraram, mas esta prática tem uma consequência pouco visível de penalização dos consumidores domésticos, que são os pagadores das tarifas da produção renovável em regime especial. Estas rendas à cabeça, que se transformam em custos do sistema eléctrico, indicam que as empresas do sector andam a pagar cerca de um milhão de euros por megawatt de potência concedida.

O concurso para as centrais solares fotovoltaicas é um exemplo de como as contrapartidas financeiras contribuem para não só não baixar as tarifas, como para as agravar. O Governo pediu um pagamento à cabeça às empresas, o qual compensou com um aumento da tarifa de 75 para 93 euros o megawatt/hora que as empresas receberão quando os empreendimentos estiverem a funcionar. Este sobrecusto será pago pelos consumidores, constatando-se que as rendas pagas antecipadamente são tratadas, do ponto de vista contabilístico, como um royalty, um custo imputado à actividade das empresas, a par das instalações e dos equipamentos. 

"O Estado está a usar os promotores de energias renováveis como financiadores e fixa-lhes tarifas garantidas ao longo de anos para se ressarcirem do dinheiro", diz o secretário-geral da APREN, António Sá da Costa. Este responsável refere que no concurso para as centrais fotovoltaicas, o sector "ia propor uma descida da tarifa de 320 euros MWh para 230 e o Estado fixou-a em 269 euros", ou seja, acima do valor que a própria indústria estava disposta a aceitar.

Para além de dar valores mais atractivos para a tarifa garantida, como compensação futura, o Governo, em alguns casos, tem alargado o prazo dessa garantia bem como o das concessões. No concurso das mini-hídricas, o prazo da tarifa chega a 25 anos, mais cinco do que a legislação anterior previa, e o tempo de concessão sobe de 35 para 45 anos.

A tarifa sobe e a factura eléctrica também. As empresas reclamam que, de cada vez que o Governo usa este mé- todo, a pressão financeira sobre elas sobe. A equação entre o esforço financeiro e o retorno futuro é avançada para explicar a desmotivação no recente concurso das mini-hídricas em que alguns lotes ficaram vazios.

A discussão interessa especialmente ao sector das renováveis, na contra-argumentação quanto ao nível real de benefícios de que usufrui e os custos incorporados nas tarifas. O presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva, está entre os mais críticos desta prática governativa, comparando a situação à desventura de uma herança, recebida antes de tempo e por herdeiros fora da família.

fonte:publico

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01
Dez 10
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Dez 10

Renováveis já asseguram metade do consumo eléctrico nacional

Renováveis já asseguram metade do consumo eléctrico nacional

 

O consumo de energia eléctrica em Portugal já está a ser abastecido, em mais de metade do volume total, por fontes renováveis, tendo a quota das energias limpas assumido em Setembro um peso de 50,3%, segundo dados da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG).

No final de Setembro o consumo anualizado (contando os 12 meses de Outubro de 2009 a Setembro de 2010) estava a ser abastecido em 50,3% a partir das renováveis, acima do anterior recorde de 50,2% de peso das renováveis, verificado em Julho, e também acima da quota de 35,1% que as renováveis assumiram no ano 2009.

A produção total de energia eléctrica a partir de fontes renováveis nos primeiros nove meses deste ano subiu 71% face a igual período do ano passado. Mas no terceiro trimestre o crescimento face ao ano passado foi menos acentuado: a produção hídrica, por exemplo, subiu 40%, e a eólica apenas aumentou 2%.

Dentro da produção eléctrica renovável, as hídricas (incluindo as grandes barragens) assumem um peso de 56,6%, as eólicas valem 33%, a biomassa 7,5% e a produção fotovoltaica, biogás e resíduos sólidos urbanos contribuem com o restante.

Dos 9.336 megawatts (MW) de potência instalada no final de Setembro, os distritos com maior capacidade de geração renovável eram Bragança (1.063 MW), Viana do Castelo (1.087 MW) e Viseu (1.040 MW).

Por tecnologias, a grande hídrica (centrais com mais de 30 MW) somava 4.234 MW instalados em Setembro e as eólicas 3.841 MW.

Segundo a DGEG, estão actualmente licenciados 10.461 MW de potência de origem renovável, o que confere a estes recursos a garantia de ser possível ligar à rede pelo menos mais 12% de potência do que a actualmente existente.

"Até Setembro de 2010, foram licenciados 4.433 MW de potência eólica. Atendendo à potência licenciada, prevê-se que até final de 2010 estejam instalados 4.000 MW de potência eólica no sistema eólico nacional", refere a DGEG.

No terceiro trimestre deste ano foram licenciados 60,6 MW de capacidade eólica e 17 MW de biogás, o que se traduz num total licenciado (77,6 MW) superior aos 62,3 MW do segundo trimestre do ano, mas inferior ao licenciamento do primeiro trimestre (141,1 MW).

fonte:Jornal de Negocios

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