23
Mar 12
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Mar 12

Centrais de biomassa de José Sócrates estão paradas

A aposta do Governo de José Sócrates nas energias renováveis incluía a construção de 11 centrais de biomassa, que iriam gerar investimentos de cerca de 360 milhões de euros e criar perto de 2.500 postos de trabalho efetivos.

Contudo, apesar de todas terem sido adjudicadas, apenas duas foram concluídas, disse ao Dinheiro Vivo, o presidente da Associação Portuguesa dos Produtores de Energia e Biomassa (APEB), Carlos Alegria.

De acordo com este responsável, as outras nove unidades atribuídas não conseguiram até agora arranjar financiamento e algumas das empresas já chegaram a desistir dos projetos.

A Fomentinvest, de Ângelo Correia, antigo patrão do primeiro ministro, é uma delas. A empresa ganhou duas centrais, vendeu uma e quer vender a outra porque já perdeu o interesse na obra, apurou o Dinheiro Vivo.

Das outras empresas que ganharam os concursos e não avançaram com as obras destacam-se a Águas de Portugal ou a Nutroton, empresa que até ao final do ano passado era gerida por Marques Mendes.

Segundo Carlos Alegria, o problema tem sido o financiamento. “A banca não empresta dinheiro porque não há garantia de fornecimento de biomassa, enquanto que numa barragem há sempre água e numa eólica há sempre vento”, explicou.

No entanto, neste momento, conta o presidente da APEB, “há matéria-prima a mais porque não há centrais que cheguem para a processar. Tenho biomassa para três meses na minha central”.

Além disso, diz ainda Carlos Alegria, a tarifa a que o Estado paga a eletricidade produzida nas centrais “é muito baixa” para as exigências financeiras de uma central.

“Somos os únicos que temos de pagar a matéria-prima, temos custos de manutenção elevadíssimos e empregamos, pelo menos, 20 pessoas permanentemente. Um parque eólico não precisa de funcionários, pode ser monitorizado à distancia”, considerou.

A tarifa fixada no Governo anterior ronda os 107 euros por MWh de energia produzida, menos 20% que em Espanha e menos 40% que em Itália, diz Carlos Alegria.

“Por isso é que os resíduos florestais que são recolhidos em Portugal são vendidos às centrais italianas, porque eles podem pagar melhor”, contou o mesmo responsável. Actualmente, por uma tonelada de raízes pagam-se 15 euros, mas se estiveram já cortadas e limpas, sobe para 30 euros. Se forem ramos pequenos (menos de sete centímetros) então paga-se cerca de 33 euros, o valor mais alto que se paga.

Governo quer baixar tarifa
Para a APEB, a tarifa paga é reduzida, mas pode ainda ficar ainda mais baixa agora que o Governo quer cortar as chamadas “rendas excessivas” no âmbito do acordo com a troika.

Tal como todos os outros tipos de renováveis, também a biomassa se inclui no pacote de 2,3 mil milhões de euros de custos políticos que as empresas vão ganhar só este ano em tarifas e subsídios.

No entanto, a fatia a que corresponde a biomassa é muito pequena, apenas 54,9 milhões de euros, quando comparada, por exemplo, com a das eólicas, que é 537.7 milhões. 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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22
Mar 12

Plano Nacional de Barragens reduzido a seis projectos

O investimento ronda os dois mil milhões de euros.

O Plano Nacional de Barragens, uma das principais bandeiras da política energética do Governo socialista de José Sócrates, representando um investimento na ordem dos dois mil milhões de euros, está hoje reduzido a seis projectos.

Do pacote inicial de dez centrais, que foi objecto de concurso público, duas acabaram por não conseguir atrair quaisquer investidores, ao passo que as restantes acabariam por cair à posteriori. Foi o caso da Iberdrola, que viu uma, das quatro barragens que ganhou, ser chumbada por questões ambientais, tendo a EDP anunciado mais recentemente a suspensão da construção do empreendimento do Alvito.

Apesar destes ajustamentos, o impacto do Plano Nacional de Barragens na economia é inquestionável. Este é, aliás, um dos pouco negócios que ainda consegue dinamizar o sector da construção em Portugal, criando, em média, cerca de mil postos de trabalho directos por ano, por central.

Em especial, se considerarmos também os reforços de potência de algumas centrais e a construção de outros empreendimentos que a EDP está a levar a cabo, os quais se encontram fora do raio de acção do Plano Nacional de Barragens. Nestes estão já comprometidos 1.100 milhões de euros, a que se juntarão mais 300 milhões com Fridão.

O valor global dos investimentos totalmente privados, em curso ou a realizar, eleva-se assim para cinco mil milhões de euros, sendo as contrapartidas já dadas ao Estado superiores a 1.500 milhões de euros.

Estes projectos não beneficiam de quaisquer financiamentos do Estado, nem de Fundos Comunitários. O mesmo promete não acontecer por parte do sistema eléctrico nacional. O mesmo é dizer por parte dos consumidores. É o caso da garantia de potência, um incentivo financeiro dado às centrais para que estejam sempre disponíveis para entrar em operação, compensando a intermitência das energias renováveis. Embora no Plano Nacional de Barragens e nos contratos assinados com o Estado não tenha ficado nenhum compromisso de atribuir qualquer subsídio, nem qualquer incentivo à garantia de potência, há a expectativa por parte dos operadores que tal venha a acontecer, em resultado da política energética em vigor.

Apesar da ‘troika' impor um corte às rendas excessivas e sobrecustos no sector energético, o Governo de Passos Coelho já veio dizer que está a pensar manter a garantia de potência apenas para os projectos posteriores a 2007.

A energia produzida directamente pelos aproveitamentos inseridos no Plano Nacional de Barragens evitará, segundo dados governamentais, a importação de 3,3 mil milhões de barris de petróleo por ano.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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22
Mar 12

Futuro das centrais mini-hídricas está ensombrado

O Governo está a rever a política energética de apoio às renováveis por imposição da ‘troika’.

O futuro do negócio das mini-hídricas vive actualmente ensombrado, à semelhança do que acontece com as restantes energias renováveis.

Com a imposição por parte da ‘troika', no âmbito do plano de ajuda financeira externa a Portugal, de cortes aos subsídios concedidos às energias verdes, o Governo está actualmente a redefinir a estratégia para o sector. O objectivo é reduzir o seu impacto nas tarifas pagas pelos consumidores finais e no agravamento do défice tarifário, numa altura em que os preços da electricidade vão deixar de ser regulados a partir de 1 de Janeiro do próximo ano. Medidas que têm, para já, um alvo identificado: a energia eólica. Mas há convicção assente no sector que poderá ser extensível aos restantes segmentos.

Inquestionável é segundo Eira Leitão, membro da APREN, entidade que representa as empresas de energias renováveis, o contributo das mini-hídricas para a redução da dependência exterior de matérias-primas de origem fóssil, assim com o seu peso reduzido no portefólio das energias renováveis.

Dos 1.120 megawatts (MW) de potencial identificados em Portugal, Eira Leitão refere que apenas um terço, cerca de 410 MW, estão em operação.

A incerteza reinante neste negócio, que abrange todas as pequenas centrais com potências instaladas inferiores a 10 MVA, abrange ainda as concessões atribuídas no concurso público lançado pelo anterior Governo.

A venda de 12 lotes rendeu então aos cofres públicos cerca de 30 milhões de euros. Um valor que ficou muito aquém das estimativas iniciais do Executivo que apontavam para um encaixe potencial de 100 milhões de euros.

Montado em escassas semanas, sob supervisão do Ministério do Ambiente, com o objectivo de privilegiar o encaixe financeiro, o concurso foi alvo de crítica por parte de alguns dos principais operadores do sector energético que lhe apontaram problemas de natureza técnica.

O resultado ficou à vista. Dos 19 lotes colocados no mercado, sete lotes, correspondentes a 46 MW, acabariam por ficar desertos.

Uma das críticas apontadas ao concurso pelo presidente da APREN, António Sá da Costa, reside no facto de entre os vencedores não se encontra nenhuma das empresas que actuam no sector energético.

O concurso das mini-hídricas totalizava 128 MW de potência entre as zonas Centro, Norte e Tejo.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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08
Mar 12
08
Mar 12

EDP quer fazer parques eólicos e barragens em Angola

O presidente executivo da EDP disse hoje que a empresa irá participar em projetos de parques eólicos e novas barragens em Angola ainda este ano, num plano de expansão da EDP para outras geografias.

António Mexia, que falava na conferência de imprensa anual da EDP em Lisboa, afirmou que a empresa terá "novidades no mercado angolano, em que somos investidores minoritários ainda durante 2012", nomeadamente em "parques eólicos e novas hídricas".

No entanto, o presidente da EDP sublinhou que está tudo dependente de "enquadramento legal e regulatório" que países como Angola ainda não têm: "A maior parte destes mercados precisam de enquadramento legal e regulatório e muitas vezes é mais lento do que nós, e eles, gostaríamos".

fonte:http://www.destak.pt/a

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05
Mar 12

EDP Renováveis: 177 milhões para parques eólicos em Espanha

A EDP Renováveis estabeleceu um protocolo de financiamento de 177 milhões de euros com cinco bancos europeus para a instalação de três parques eólicos em Espanha, de acordo com o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Segundo a energética, a dívida de longo prazo contratada é de 177 milhões de euros e tem como objetivo a instalação de três parques eólicos na região espanhola da Catalunha. 

De acordo com a empresa, do projeto inicial «25 MW foram instalados em 2009 e 50 MW em 2011, enquanto os restantes 50 MW atualmente em construção espera-se que estejam instalados até ao final de 2012».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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05
Mar 12

EUA quer liderança em energia limpa

Os Estados Unidos, sem uma política governamental a fixar limites à emissão de gases do efeito estufa, continuam alheios ao aquecimento global, mas uma agência estatal, de orçamento modesto, mostra os primeiros sinais que o país pode tomar um rumo diferente. 
A Agência de Projectos Avançados em Energia (Arpa-E) realizou um congresso em que apresentou mais de 250 programas de pesquisa em energia que estão ainda na fase de experiência. Todos têm como meta serem alternativa aos combustíveis fósseis. 
Empresas recém-criadas e laboratórios universitários tentam criar tecnologias limpas, desde equipamentos com hélices para gerarem energia eólica até bactérias geneticamente modificadas para produzir biodiesel. A Arpa-E, que tem à frente o cientista de materiais Arun Majumdar, tenta, desde 2009, fomentar ideias na área, embora o dinheiro para isso, pelo menos por enquanto, não seja muito. A agência, com um orçamento de 180 milhões de dólares, tem para gastar num ano o que o Exército norte-americano gasta num dia no Afeganistão. 
“A primeira coisa que perguntamos é se, caso o projecto tenha sucesso, vai fazer alguma diferença”, referiu Arun Majumdar. 
“A natureza deste tipo de inovação é arriscada, mas não corremos o risco pelo risco”, salientou.

fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao

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04
Mar 12
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Mar 12

Peniche tem projecto que aproveita energia das correntes marítimas

Mais do que a produção, o objectivo da instalação, que tem o apoio da União Europeia, visa desenvolver uma tecnologia que possa expandir este tipo de energia que é renovável e limpa.

Aproveitar as correntes submarinas do fundo do mar para produzir energia eléctrica é o objectivo do projecto Waveroller, de tecnologia finlandesa, que vai instalar no mar de Peniche uma plataforma com três módulos capazes de produzir 300 kilowatts-hora (KWh).

software e grande parte do hardware são, obviamente, finlandeses. Os portugueses têm a seu cargo os trabalhos de montagem final e preparação da fixação da estrutura ao fundo do mar, que é da responsabilidade dos Estaleiros Navais de Peniche.

Os trabalhos estão em curso desde Janeiro e, em Maio, deverá ser depositado a três milhas (cerca de 5km) da praia da Almagreira (Baleal), a uma profundidade de 25 a 30 metros, a estrutura sobre a qual assentam três asas que se movem ao sabor das correntes, e que estará ligada a terra por um cabo submarino pelo qual será transportada a energia eléctrica que será injectada na rede da REN/EDP.

A receita assim obtida será residual, como residual é também a quantidade produzida. Trezentos KWh é menos de 10% da capacidade de um moinho eólico, mas Carlos Mota, administrador dos Estaleiros Navais de Peniche, recorda que isto é pura I&D (investigação e desenvolvimento) e que não é por acaso que se trata de um projecto financiado pela Comissão Europeia, através do 7º Programa-Quadro.

O objectivo é, pois, experimentar, aperfeiçoar, optimizar, de modo a que mais tarde se possa produzir mais e melhor tecnologia e expandir esta fonte de energia, que é renovável e limpa, porque não tem quaisquer impactos ambientais negativos. Nem sequer paisagísticos, porque os equipamentos estão no fundo do mar.

Denominado Surge - Simple Underwater Renewable, o projecto tem como parceiros a AW Energy Oy, que lidera, e a Multimart Oy e a ABB Oy, todos finlandeses. A parte portuguesa é composta pela Câmara Municipal de Peniche, Estaleiros Navais de Peniche, Instituto Hidrográfico, Centro de Energia das Ondas e a empresa do grupo Lena Eneólica. Há ainda um parceiro alemão (Bosch Rexroth) e outro belga (Instituut voor Infrastructuur).

António José Correia, presidente da Câmara de Peniche, eleito pela CDU, disse ao PÚBLICO que foi contactado pelos finlandeses em 2006. "Eles tinham uma ideia de que a costa desta zona tinha condições interessantes para acolher este tipo de projectos e eu disse que faria sentido utilizar as competências locais na área dos estaleiros e no mergulho", lembrou. A autarquia tem actuado também como "agente facilitador" na ligação com a administração central, procurando obter as autorizações e licenciamentos necessários numa área sobre a qual não há praticamente legislação por ser muito inovadora.

Mais 25 mil horas

Para os Estaleiros Navais de Peniche, que sofreram nos últimos meses uma quebra nas encomendas, este projecto não é um negócio da China, mas representa, ainda assim, 25 mil horas de trabalho. Mais importante, contudo, é que, se isto resultar, esta empresa poderá vir a ser o embrião de um cluster idêntico ao que é hoje o da energia eólica.

Para 2013 os finlandeses projectam instalar uma versão pré-comercial com uma capacidade de 5 MWh, ou seja, 17 vezes mais do que a da plataforma agora em construção.

Os estaleiros penichenses são a maior empresa privada de construção naval do país e tiveram em 2011 um volume de negócios de 15 milhões de euros, mas o seu administrador não quis divulgar os resultados líquidos, limitando-se a enfatizar que, "apesar do momento de recessão económica, foram positivos na ordem das centenas de milhares de euros". 

A empresa de construção naval conta, actualmente, com 120 trabalhadores, mas ainda no Verão passado eram 220. Carlos Mota explica que esta redução se deveu à também quebra do volume de trabalho que ocorreu no segundo semestre de 2011.

fonte:http://ecosfera.publico.clix.pt/

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