28
Jun 12

Praia de Peniche recebe protótipo de energia das ondas na próxima semana

A montagem do primeiro protótipo mundial de produção de energia das ondas ficou concluída terça-feira, nos Estaleiros Navais de Peniche, com a colocação de pás gigantes para começar a produzir electricidade ao largo da praia da Almagreira.

A plataforma metálica de 40 metros, composta por três pás verticais gigantes, vai ser fundeada a 20 metros de profundidade e a 500 milhas da praia na próxima semana, segundo afirmou à agência Lusa Jorma Savolainen, responsável técnico da empresa finlandesa (AW Energy) que concebeu a tecnologia.

O protótipo de produção de electricidade a partir do movimento das ondas, único no mundo, apresenta pás que oscilam debaixo de água com o movimento das ondas e que conseguem produzir por hora até 100 killowatts (kw) cada uma, o que vai permitir abastecer entre 40 a 60 habitações.

Dentro de três anos, a empresa estima partir para a fase pré-comercial do projecto, com a instalação de mais 500 kw, ou seja, mais cinco pás.

Desde 2009 que os parceiros tecnológicos têm trabalhado no projecto-piloto da tecnologia Wave Roller, orçado em cinco milhões de euros, três dos quais financiados pela Comissão Europeia. Na fase comercial o investimento poderá ascender a 100 milhões de euros.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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28
Jun 12

Biomassa com prazos alargados para acesso a incentivos

O Conselho de Ministros de hoje aprovou alterações no diploma que regula a produção e o aproveitamento da biomassa com o objectivo de promover o sector e assegurar o abastecimento das centrais dedicadas de biomassa florestal.

Considerando a importância assumida pela produção e o aproveitamento de biomassa no quadro das políticas de valorização dos recursos florestais, de desenvolvimento económico sustentável e de aposta nas energias renováveis, as alterações agora aprovadas visam alargar os prazos fixados para o acesso aos incentivos para a construção e exploração das centrais dedicadas a biomassa florestal.

Também hoje foi aprovada uma proposta de lei no âmbito do sistema de gestão dos consumos intensivos de energia (SGCI). O documento estabelece o regime de acesso e exercício das actividades de realização de auditorias energéticas, de elaboração de planos de racionalização dos consumos de energia e de controlo da sua execução e progresso.

A ideia é reduzir ou eliminar obstáculos supérfluos ou desproporcionados ao acesso e exercício das mencionadas actividades, concretizar alguns aspectos da disciplina relativa ao reconhecimento das qualificações profissionais e do regime que criou o sistema de regulação de acesso a profissões. O novo diploma visa a aplicação do Regulamento da Gestão do Consumo de Energia para o Sector dos Transportes.

Outro diploma, que transpõe a directiva comunitária relativa à limitação das emissões de compostos orgânicos voláteis em determinadas tintas e vernizes, produtos de retoque de veículos e respectivas subcategorias, faz ainda parte dos documentos aprovados hoje.

Esta alteração, ao considerar os progressos técnicos entretanto verificados, vem autorizar o uso de novos métodos de ensaio, reduzindo os custos, lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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18
Jun 12
18
Jun 12

Renováveis: Portugal melhor do que a UE

Portugal apresenta um desempenho melhor nas energias renováveis do que a União Europeia. 

A percentagem de energia de fontes renováveis representava, em 2010, 24,6% do consumo final bruto de energia, ao passo que na UE era de apenas 12,4%, revelam os dados publicados esta segunda-feira pelo Eurostat.

Portugal registou mesmo uma das melhores prestações: segundo o gabinete de estatísticas da UE, as mais elevadas proporções de energias de fontes renováveis no consumo total registaram-se na Suécia (47,9%), Letónia (32,6%), Finlândia (32,2%), Áustria (30,1%) e precisamente Portugal (24,6%). Ficamos, portanto, em quinto lugar nos 27.

No outro extremo da tabela estão Malta (0,4%), Luxemburgo (2,8%), Reino Unido (3,2%) e Holanda (3,8%).

No entanto, por cá a percentagem de energia proveniente de fontes renováveis estagnou de 2009 para 2010, enquanto na UE subiu sete décimas, de 11,7% para 12,4%.

O objetivo para 2020 é, em Portugal, chegar aos 31% de energias renováveis no consumo total bruto, enquanto na média europeia a meta é de 20%.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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11
Jun 12
11
Jun 12

Biomassa: a esperança no sector das renováveis

Colocado em consulta pública há uma semana, as linhas estratégicas para a revisão do Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis confirma o forte golpe numa política de energias renováveis levada a cabo pelo anterior executivo. Se é verdade, no entanto, que os novos investimentos em renováveis foram suspensos, a biomassa surge neste cenário como o segmento menos prejudicado.

As novas linhas de orientação do governo apontam para a promoção na produção de biocombustíveis e o incentivo às culturas energéticas. Mesmo assim, também neste sector as metas para 2020 foram revistas, de um mínimo de 250 MW instalados para 200 MW. Partindo dos 117 MW instalados em 2011, segundo as contas da tutela, o máximo de 200 MW deve ser alcançado em 2016, não existindo expectativas de aumentar este valor até 2020 (ano do horizonte no PNAER).

Nos cenários apresentados no Plano de Acção, a biomassa representará uma fatia de sete por cento na repartição da produção eléctrica de fonte renovável daqui a oito anos. As estimativas apontam ainda para que as fontes de energia renováveis sejam responsáveis por 58 por cento do total da produção de electricidade nacional. À semelhança dos restantes sectores das renováveis, quaisquer novos investimentos em biomassa serão suspensos até 2014.

Segundo dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), a biomassa (com e sem co-geração) representa actualmente cerca de 12 por cento da energia eléctrica produzida através de renováveis. A informação,  divulgada a 25 de Maio deste ano, reforça o peso da biomassa como terceiro sector com maior produção bruta dentro das fontes renováveis, apenas ultrapassada pela hídrica e eólica.

O mesmo documento da DGEG apresenta ainda a percentagem de uso de biomassa (e biogás) na comparação entre países da OCDE, no ano de 2010. Na altura, a produção nacional estava em oito por cento, acima da Espanha (4,1 por cento), mas muito abaixo de países como a Bélgica (62,8), Reino Unido (46,3) ou Finlândia (45).

Em paralelo com a aposta assumida do governo na biomassa, também o parlamento já se pronunciou sobre o sector. A 9 de Maio foi publicado em Diário da República uma resolução da Assembleia da República que recomenda um conjunto de medidas que «promovam a utilização e valorização da biomassa florestal como contributo para a gestão sustentável das florestas e como prevenção da ocorrência de incêndios florestais».

A reavaliação da estratégia para o aproveitamento da biomassa surge entre as medidas apontadas. O parlamento quer, especificamente, que sejam definidas medidas e respectivas «métricas económico-financeiras da sua implementação», para sustentação das medidas que se justifiquem concretizar.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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04
Jun 12
04
Jun 12

"Renováveis já representam 44% da produção em Portugal"

Portugal está entre os três países da OCDE com maior produção de energia eléctrica com recurso a fontes renováveis. A hídrica mantém liderança, mas eólica está no encalço.

As energias renováveis - incluindo a produção hídrica - representam quase metade da electricidade produzida em Portugal. Segundo dados da APREN - Associação das Energias Renováveis a energia elétrica produzida a partir de fontes renováveis situava-se nos 44,3% em Janeiro deste ano, o que permite antever que as metas impostas para 2012 serão cumpridas.

A União Europeia impôs uma quota de 39% para a produção de electricidade de origem renovável mas os objectivos nacionais são mais ambiciosos, impondo um limite mínimo de 45%. "Não há, de momento, receio de não cumprir os objectivos de 2012. Contudo, o mesmo não posso dizer em relação às metas propostas para 2020 pois desconhecemos as políticas a implementar pelo Governo e as suas consequências", refere, a propósito, António Sá da Costa, presidente da direcção da APREN.

Este responsável mostra-se preocupado com alterações que a política de austeridade poderá trazer ao Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis (PNAER), já que só daqui a um ano será avaliado o seu grau de execução. "Sabemos, no entanto que o Governo se prepara para rever o PNAER em baixa, o que na minha opinião, é negativo não apenas para o sector das energias renováveis como para o país. Essa revisão em baixa vai desacelerar a economia, diminuir o emprego, aumentar as importações de combustíveis fósseis canalizados para a produção de electricidade e afasta a captação de investimento estrangeiro", afirma.

Portugal com objectivos ambiciosos 
Portugal está entre os cinco países com os objectivos mais elevados da Europa a 27, e está nos três primeiros lugares no que diz respeito ao peso da produção de electricidade de origem renovável, entre os países da OCDE. Os dados de 2010 revelam que Portugal se situava logo após a Áustria, com um peso de renováveis na ordem dos 61%, e da Suécia, com 54%, sendo que a média europeia (média a 15 países-membros) é de 20,6%. Os Estados Unidos ficam-se apenas pelos 10% e o Japão 9,4 por cento.

A produção hídrica é a que mais peso tem no conjunto das fontes renováveis, atingindo em Portugal mais de metade da produção. Também na restante Europa a utilização da água dos rios é a forma de produção renovável mais utilizada, com quase 54%. A produção eólica começa agora a ganhar terreno, estando em Janeiro de 2012 com uma potência instalada de 4.301 megawatts, nos 218 parques existentes, e com um peso de 39,7%.

Sá da Costa refere que a o principal entrave ao crescimento da produção eléctrica por fontes renováveis está nas dificuldades de financiamento. "Além das dificuldades que resultam do risco país, juntou-se o chamado risco regulatório devido à falta de definições que têm tido lugar desde Julho de 2011", afirma.

Microgeração com retorno a cinco anos
Sabia que, sendo consumidor de energia eléctrica em baixa tensão, pode tornar-se também produtor e vender o excedente à rede? Trata-se de um processo chamado de microgeração, aberto a qualquer pessoa que compre o equipamento (solar, eólico, biomassa, hídrico) e se candidate a uma licença. Neste momento, mais de 20 mil consumidores (particulares e empresas) já optaram por esta solução. Segundo Frederico Rosa, administrador da Sunergetic, empresa que actua no aproveitamente de energia solar, a rentabilidade é garantida. "O investimento está pago em cinco ou seis anos, com uma rentabilidade muito superior à da banca", diz. No actual mercado de microgeração, a energia solar fotovoltaica é a mais procurada, atingindo os 90%. Porém, o sector está em compasso de espera, pois a emissão de licenças para a microgeração bonificada (com tarifas mais altas durante 15 anos) está parada por ter sido esgotada a respectiva quota. "Há interessados, mas não há licenças. Há clientes que começam a optar pelo regime geral, que ainda tem licenças disponíveis, apesar de a tarifa paga ser mais baixa", refere Raúl Assunção, da Ecopower, empresa especializada em energias renováveis. Já a miniprodução destina-se a pequenos clientes empresariais com potências superiores à da microgeração. Em ambos os casos, os produtores apenas podem instalar metade da potência contratada.


O peso das  renováveis

1 - Hídrica 
Utiliza água dos rios. Produção bruta: 19%

2 - Eólica 
Utiliza o movimento das massas de ar. Produção bruta: 16,5%

3 - Biomassa (com e sem cogeração)
Utiliza resíduos naturais. Produção bruta: cerca de 12%

4 - Solar Fotovoltaica 
Utiliza a energia solar. Produção bruta: cerca de 0,5%

5 - Biogás 
Utiliza gás como combustível. Produção bruta: 0,3%

6 - Geotérmica
Utiliza o calor da terra. Produção bruta: marginal

7 - Ondas e mares
Utiliza a força das marés. Produção bruta: marginal

fonte:http://economico.sapo.pt

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