20
Ago 12
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Ago 12

A culpa é do tempo. Importação de eletricidade dispara 129%

A pouca chuva que tem caído este ano em Portugal continua a ter consequências e não é só na agricultura. Em julho, Portugal já tinha importado mais 129% de eletricidade que no mesmo período do ano passado e o saldo importador - a diferença entre o que se importa e o que se exporta - cresceu 364%.

"São mais três mil MW que estamos a ir buscar lá fora, porque a produção hídrica está a um terço do que devia", alerta o presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), António Sá da Costa. E isto numa altura em que as exportações de bens cresceram 9,1% (primeiro semestre).

Este ano, nem as energias renováveis conseguiram ajudar a diminuir o saldo importador porque "houve uma falha muito grande na hídrica", acrescenta aquele responsável. Segundo dados da REN, a produção nas barragens caiu 62,7% e representou apenas 10% do consumo, a mais baixa de todas as formas de produção, segundo as conta de Sá da Costa, que referem as importações com um peso de 18,1%, as renováveis com 26,9% e a térmica com 36,7%.

No entanto, nem esta registou um crescimento muito significativo ao longo do ano, já que a produção a gás caiu abruptamente devido ao aumento do preço da matéria--prima. De acordo com os dados da REN, as centrais a gás da EDP no Ribatejo e na Figueira da Foz (Lares) reduziram a produção, em comparação com o período homólogo, em 78,2% e 67,1%, respetivamente. Já a central da Turbogás na Tapada do Outeiro recuou 44,1% e a da Endesa, no Pego, caiu 9,9%.

A alternativa tem sido recorrer ao carvão. "Por causa das descobertas de gás xisto, os EUA deixaram de consumir carvão e como há menos procura, o preço baixa", explicou António Sá da Costa, acrescentando ainda que, além disso, "até as licenças de CO2 estão agora ao preço da uva mijona". A prová-lo está o aumento de 71,5% na produção da central da EDP em Sines e o de 151,7% na central da Tejo Energia, em Abrantes (Pego).

Renováveis já são 37,7% do consumo
O único fator positivo da leitura dos dados da REN até julho, diz Sá da Costa, está relacionado com o facto de a produção através de renováveis e das barragens - energias limpas - já pesar 37,7% do consumo de eletricidade em Portugal, ou seja, "mais do que a produção térmica, que foi 36,7%", repara.

Para o presidente da APREN, esta situação mostra o peso cada vez maior que as renováveis e as energias limpas têm no consumo e na produção em Portugal, além do peso que têm na economia. "Em 2011, a importação de combustíveis fósseis baixou 7% por causa da existência das renováveis. Foram 720 milhões de euros que o país poupou. É muito dinheiro", salientou.

No entanto, este tipo de energia vai estar sempre sujeito ao clima e por isso é que, enquanto não houver produção suficiente, por exemplo de eólicas ou de solar, para cobrir as falhas nas barragens - e vice-versa -, vai sempre haver aumentos nas importações.

"Na União Europeia fala-se em ter a produção 100% renovável em 2050, mas estou convencido de que em Portugal até vai ser mais cedo, talvez aí em 2042 ou 2044", remata Sá da Costa.

fonte_http://www.dinheirovivo.pt/E

publicado por adm às 23:39 | comentar | favorito
13
Ago 12
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Ago 12

Sumo de melancia pode ser o novo biocombustível

Um estudo recente do Governo norte-americano aponta o sumo da melancia como um possível biocombustível no futuro. A ideia é aproveitar as melancias que não são comercializadas e, através dos compostos açucarados do seu sumo, produzir etanol.


O Governo norte-americano chegou à conclusão, através de um estudo recente, que é possível aproveitar as melancias para produzir biocombustível. O fruto é especialmente procurado no verão por ser refrescante mas, a partir de agora, poderá ser procurado para fazer mover os automóveis.

Assim, a ideia do Governo dos EUA é aproveitar a enorme quantidade de melancias que é rejeitada pelos consumidores porque têm algum defeito e dar-lhe um outro fim.

"Aproximadamente um quinto das melancias que se cultivam têm marcas que as tornam pouco atrativas para o consumidor", explica Wayne Fish, co-autor do estudo e químico do Serviço de Investigação Agrícola de Lane, no estado de Oklahoma.

Os investigadores começaram, então, a procura pelas potencialidades desconhecidas da melancia e descobriram que, depois de retirar os compostos antioxidantes da fruta, era possível produzir etanol através dos compostos açucarados que restavam.

Os investigadores prepararam vários litros do novo do combustível em laboratório e optimizaram o processo de modo a produzir cerca de 87 litros de etanol a partir de um acre de melancia rejeitada.

"As quintas entre 121 e 405 hectares poderiam conservar elas mesmas o etanol e utilizá-lo na sua produção", afirma Wayne Fish. Para a produção deste biocombustível seria sempre necessário passar por um laboratório mas, segundo o investigador, "o processo não é muito diferente de fazer cerveja caseira".

Para além disto, seria uma possibilidade para as quintas que produzissem grandes quantidades de biocombustível a partir do sumo da melancia venderem o excedente no mercado.

fonte:http://www.jn.pt/Pa


publicado por adm às 23:18 | comentar | favorito
11
Ago 12
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Ago 12

Seca: produção de energia nas barragens cai 63%

A seca provocou uma quebra de 63% na produção de eletricidade a partir das barragens, nos sete primeiros meses do ano, face ao período homólogo de 2011, conduzindo a um «enorme aumento» do recurso ao carvão.
Os dados, citados pela Lusa, foram divulgados pela associação ambientalista Quercus, que fez a análise dos dados de produção e consumo de eletricidade entre janeiro e julho, em comparação com o período homólogo de 2011, com base nos dados disponibilizados pelas redes energéticas nacionais (REN). 

Segundo a associação, «Portugal está sujeito a uma enorme variabilidade climática com incidência no recurso à produção de eletricidade a partir de fontes renováveis, em particular à hídrica». 

Este facto, acrescido de algumas condições específicas de mercado, foram determinantes nos primeiros sete meses de 2012, em que o peso das energias renováveis desceu 15%, de 51,8% para 36,8%, por comparação com o período homólogo de 2011.

Em declarações à agência Lusa, Francisco Ferreira, da Quercus, destacou a queda da produção hídrica nos sete primeiros meses do ano, que «tem sido um período de seca»: «Temos uma quebra da produção hídrica, principalmente das grandes barragens, na ordem dos 63%, o que leva também a uma quebra global da produção a partir de fontes renováveis na ordem dos 15%».

«Portugal deve fazer um caminho para ter 100% de eletricidade a partir de fontes renováveis, mas não é com a grande hídrica que lá chegaremos porque o futuro é de maiores alterações climáticas, de maiores períodos de seca», defendeu, alertando: «o que está a acontecer este ano é o que acontecerá de forma mais frequente no futuro».

Por outro lado, realçou, o preço do carvão tem vindo a descer consecutivamente desde meados do ano passado - resultado da exploração e oferta cada vez maior de gás de xisto nos Estados Unidos - e a utilização que está a ser feita deste combustível mineral «tende a ser cada vez maior».
«Só por causa deste aumento da utilização de carvão, nós temos mais três milhões de toneladas de dióxido de carbono emitidas», alertou.

Os dados da Quercus indicam que, até julho, se verificou «um enorme aumento» do recurso ao carvão, tendo a central térmica de Sines registado um crescimento na produção de 72% e, na central do Pego, de 152%, relativamente a 2011. 

«Apesar das centrais a carvão apresentarem baixos níveis de eficiência energética e elevadas emissões de dióxido de carbono por kWh [Quilowatt-hora] produzido, o elevado excedente de licenças de emissão de CO2 à escala europeia, resultante da crise económica, traduz-se num preço do carbono cerca de três vezes abaixo do que seria expectável, o que diminui também os custos de utilização», sublinha a associação.

A Quercus salienta também a redução do consumo de eletricidade da ordem de 3,2% (4,2% se se considerar um correção relacionada com os dias feriados e o clima), em relação a 2011, «claro resultado do abrandamento da atividade económica». 

Para Francisco Ferreira, a redução do consumo de luz «é positivo, do ponto de vista ambiental», porque é um sinal de que os portugueses «estarão a fazer um uso mais eficiente da eletricidade em suas casas».

Por outro lado, o saldo importador de energia elétrica teve um aumento de 364%, representando 18% do total do consumo, ao contrário de 2011, em que representava 4%.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 08:46 | comentar | favorito