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Projecto da energia das ondas em risco

O ex-regulador da energia Jorge Vasconcelos alertou e o secretário de Estado da Energia teve de responder. Vasconcelos disse nesta quinta-feira que o projecto das ondas em Portugal está em risco devido à burocracia, podendo o investimento fugir para Espanha. Artur Trindade reconheceu minutos depois que a burocracia, ao nível do licenciamento dos investimentos, afecta o sector.

“Portugal tem de dar um sinal político muito claro de que apoia a energia renovável, para que a economia verde possa ser motor eficaz na retoma económica”, disse Jorge Vasconcelos. Na energia das ondas, acrescentou, há quatro multinacionais interessadas em investir e não podem fazer “por faltar assinar um papel”.

O resultado é “riscar Portugal da shortlist e instalar-se noutros países”, eventualmente em Espanha.

Jorge Vasconcelos advertiu para a situação que as empresas do sector vivem: depois de investirem, “estão a desinvestir com o resultado possível de que os actores industriais passem a ser financeiros”.

A pergunta e a resposta surgiram no âmbito da conferência anual da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren), este ano dedicada à sustentabilidade do sector eléctrico e realizada em Viana do Castelo.

Sobre a recente redução de 150 milhões de euros em subsídios pagos à energia eólica, o Governo e o sector das renováveis mostraram-se de acordo. Para Artur Trindade, foi uma forma de “racionalidade”. 

Para o presidente da Apren, António Sá da Costa, foi a hipótese de comprar “um seguro”. “Os produtores ganharam um período de transição entre 2013 e 2020”, resolvendo problemas de interpretação que havia na lei sobre o fim da tarifa garantida. “Isso trouxe estabilidade para o futuro”, disse.

fonte:http://economia.publico.pt/

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Investimento em renováveis cresceu 17 por cento em 2011

Os investimentos em tecnologias de energia renovável continuaram a crescer em 2011, de acordo com o “Vital Signs”, relatório do Worldwatch Institute publicado hoje. De 2010 para 2011 o investimento cresceu 17 por cento, totalizando 257 mil milhões de dólares (excluindo grandes hidroeléctricas e água quente solar).

Num ano marcado pela queda nos custos de tecnologias de energia renovável, o investimento líquido em capacidade de energia renovável cifrou-se nos 40 mil milhões de dólares. Segundo o mesmo documento, o total de investimentos em energia renovável nos países industrializados em 2011 representaram 65 por cento do investimento global no sector da energia, aumentando 21 por cento, para 168 mil milhões de  dólares. Em contraste, os 35 por cento de novos investimentos global, que foi para os países em desenvolvimento aumentou 10 por cento. Desta soma, China, Índia e Brasil foram responsáveis por 71 mil milhões em investimento total.  


Um grande desenvolvimento foi verificado no domínio da energia solar - impulsionado por uma redução de 50 por cento no preço da tecnologia - com 147,4 mil milhões de dólares investidos, em comparação com 83,8 mil milhões de dólares para projectos eólicos e 10,6 mil milhões de dólares para biomassa e resíduos. 
Esta não é a primeira vez que o solar ultrapassa a eólica, mas o que se nota é que o diferencial nunca foi tão elevado.

Os investimentos em projectos de pequena escala com capacidade de menos de 1 MW cresceu 25 por cento, para 75,8 mil milhões de dólares em 2011.

A China atraiu 52,2 mil milhões de dólares americanos em novos investimentos em 2011, representando a maior soma de qualquer país. O montante representou quase 60 por cento do total de investimentos novos em países em desenvolvimento e mais de 20 por cento do total global.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/ 

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