24
Jan 13
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Jan 13

Governo defende mais eficiência no mercado das energias renováveis

O secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, disse hoje que o Governo pretende tornar o mercado das energias renováveis mais eficiente e com isso poupar dinheiro na fatura paga pelos contribuintes.

Em Miranda do Corvo, onde presidiu à abertura do seminário "O mercado de calor e a biomassa. Vetor de desenvolvimento económico", organizado pelo Centro da Biomassa para a Energia (CBE), o governante salientou que a política do executivo é "partilhar melhor os custos e os benefícios das energias renováveis".

"As metas do Governo passam por cumprir as percentagens de energias renováveis com que nos comprometemos no plano que vai até 2020, fazendo-o da forma mais custo/eficiência possível. Em vez de se de atingir um objetivo gastando 100, pretendemos que se atinja o mesmo objetivo gastando 80 ou 70, uma vez que tecnicamente já é possível, e com isso poupar dinheiro na fatura dos consumidores", sublinhou.

Segundo Artur Trindade, as medidas do Governo já evitaram que o custo da eletricidade aumentasse "apenas" 2,8%, em vez dos 11% que chegaram a estar previstos.

"São tivéssemos feito correções, das duas uma: ou o défice tarifário disparava, o que não seria possível porque o sistema financeiro não o absorvia, ou o consumidor teria de suportar um aumento acima de dois dígitos", disse o secretário do Estado da Energia.

O governante afastou, no entanto, qualquer possibilidade de a energia elétrica sofrer qualquer redução nos próximos anos, garantindo que os aumentos vão situar-se ao nível da inflação, "em vez do aumento da fatura de 50% que eram as condições iniciais quando se chegou ao Governo".

"Mas para fazer isso é muito difícil, porque aquilo que estava em jogo era um crescimento de dois dígitos e passá-lo para o nível da inflação é muito difícil. É isso que temos de fazer e acreditamos que a melhor forma é dar maior oportunidade ao mercado de participar também na determinação da quantidade de energias renováveis e do seu custo", frisou.

Sobre a poupança da EDP de 6,3 mil milhões na importação de combustíveis fósseis, entre 2005 e 2012, através da capacidade instalada de energias renováveis, o secretário de Estado da Energia questionou: "quem é que ficou com essa poupança, para onde foi esse dinheiro".

Artur Trindade reiterou que a intenção do Governo é manter os mesmos objetivos físicos de percentagens das renováveis, nalguns casos ir até mais além, mas tentar fazê-lo poupando dinheiro ao consumidor, para que ele fique com uma parte desses 6,3 milhões de euros que foram poupados, dos quais ainda não viram nada.

"Com as nossas medidas, os consumidores vão beneficiar de facto de alguma poupança. Existe um saldo negativo do passado que tem um peso substancial na fatura e as reduções que nós fizemos não conseguem reduzir ainda a fatura, apenas conseguem evitar que ela aumente", referiu.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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03
Jan 13
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Jan 13

EDPR reforça produção eólica nos EUA em 2014-15

Empresa mantém investimento após aprovação da extensão dos incentivos fiscais

A EDP Renováveis (EDPR) vai aumentar a capacidade eólica nos EUA no período 2014-15, um reforço da produção que estava dependente da extensão dos incentivos fiscais para o setor energético, anunciou a empresa liderada por Manso Neto, citada pela Lusa. 

«Após a aprovação desta lei [extensão dos incentivos fiscais], a EDPR mantém o plano de investimento anunciado no Dia do Investidor em maio de 2012, que incluía zero adições de capacidade eólica para 2013 e 400 megawatts (MW) de nova capacidade eólica para o período 2014-15», comunicou a energética.

Este reforço da capacidade de produção estava condicionado à extensão dos incentivos fiscais para o desenvolvimento de futuros projetos de energia eólica no país. 

O presidente dos EUA, Barack Obama, assinou na quarta-feira o American Taxpayer Relief Act of 2012 que inclui a referida extensão de incentivos fiscais para o setor energético beneficiando, nomeadamente o desenvolvimento de futuros projetos de energia eólica no país.

Como resultado desta lei, os projetos eólicos que tenham iniciado a construção até 01 de janeiro de 2014 serão elegíveis para o programa de 10 anos de créditos fiscais, no montante de 30% do investimento inicial, acrescenta a empresa, detida maioritariamento pela EDP.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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01
Jan 13
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Jan 13

Painéis solares e janelas têm novos apoios financeiros

O Governo quer que o consumo de energia seja mais eficiente. Apenas 10% das casas estão certificadas, mas os novos apoios às famílias que instalem painéis solares e janelas poderão acelerar processo. 

No final do ano passado, a União Europeia instituiu 2012 como o ano da sustentabilidade para todos, dando particular relevo à eficiência energética. O objetivo era reforçar as metas de redução de 20% do consumo de energia, incentivando a utilização de eletrodomésticos de classe A e de lâmpadas eficientes ou a alteração de alguns hábitos de consumo, como desligar os equipamentos das tomadas quando não estão em uso. 

A forma de aplicação destas medidas depende de cada um dos Estados-membros e Portugal, já desde 2001, que decidiu ir ainda mais longe em relação às metas da União Europeia e definiu, para 2020, uma redução de 25% no consumo de energia primária e de 30% no consumo dos edifícios públicos. 

De acordo com o diretor-geral da Adene, Filipe Vasconcelos, 2012 foi, apesar da celebração do ano da sustentabilidade e ainda das adversidades económicas, um momento para continuar o trabalho que sido desenvolvido até agora, disponibilizando acesso a novos instrumentos de apoio financeiro. 

Assim, em novembro, no âmbito do Fundo de Eficiência Energética, que tem uma dotação de cinco milhões de euros, o Governo lançou um novo apoio à instalação de janelas eficientes e de painéis solares para aquecimento de águas, que oferece até 1250 e 1500 euros respetivamente.

A candidatura é válida apenas para consumidores domésticos, mas para aceder, diz Filipe Vasconcelos, é necessário recorrer às instaladoras certificadas e também ter um certificado energético que ateste que a casa precisa de novas janelas e/ou de painéis solares. 

Este documento, que atesta a qualidade das casas em termos energéticos e que também faz parte das metas de eficiência do Governo, tem um custo acrescido, mas outra das medidas lançadas este ano (e que terá consequências apenas a partir de 2013) pretende tornar este processo mais barato, mais rápido e menos burocrático, disse ainda ao JN/Dinheiro Vivo, Filipe Vasconcelos. 

Os certificados energéticos podem ser adquiridos a qualquer momento, mas são obrigatórios na venda e arrendamento de casas, o que significa que, perante a situação crise económica e a forte quebra na venda de casas, o número de documentos comprados está "claramente" a cair. 

Segundo Filipe Vasconcelos, este ano foram passados 80 mil certificados, menos que os 100 mil do ano passado, e, no total, há apenas 560 mil casas certificadas, isto é, "10% do parque edificado".

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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