Renováveis já asseguram metade do consumo eléctrico nacional

Renováveis já asseguram metade do consumo eléctrico nacional

 

O consumo de energia eléctrica em Portugal já está a ser abastecido, em mais de metade do volume total, por fontes renováveis, tendo a quota das energias limpas assumido em Setembro um peso de 50,3%, segundo dados da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG).

No final de Setembro o consumo anualizado (contando os 12 meses de Outubro de 2009 a Setembro de 2010) estava a ser abastecido em 50,3% a partir das renováveis, acima do anterior recorde de 50,2% de peso das renováveis, verificado em Julho, e também acima da quota de 35,1% que as renováveis assumiram no ano 2009.

A produção total de energia eléctrica a partir de fontes renováveis nos primeiros nove meses deste ano subiu 71% face a igual período do ano passado. Mas no terceiro trimestre o crescimento face ao ano passado foi menos acentuado: a produção hídrica, por exemplo, subiu 40%, e a eólica apenas aumentou 2%.

Dentro da produção eléctrica renovável, as hídricas (incluindo as grandes barragens) assumem um peso de 56,6%, as eólicas valem 33%, a biomassa 7,5% e a produção fotovoltaica, biogás e resíduos sólidos urbanos contribuem com o restante.

Dos 9.336 megawatts (MW) de potência instalada no final de Setembro, os distritos com maior capacidade de geração renovável eram Bragança (1.063 MW), Viana do Castelo (1.087 MW) e Viseu (1.040 MW).

Por tecnologias, a grande hídrica (centrais com mais de 30 MW) somava 4.234 MW instalados em Setembro e as eólicas 3.841 MW.

Segundo a DGEG, estão actualmente licenciados 10.461 MW de potência de origem renovável, o que confere a estes recursos a garantia de ser possível ligar à rede pelo menos mais 12% de potência do que a actualmente existente.

"Até Setembro de 2010, foram licenciados 4.433 MW de potência eólica. Atendendo à potência licenciada, prevê-se que até final de 2010 estejam instalados 4.000 MW de potência eólica no sistema eólico nacional", refere a DGEG.

No terceiro trimestre deste ano foram licenciados 60,6 MW de capacidade eólica e 17 MW de biogás, o que se traduz num total licenciado (77,6 MW) superior aos 62,3 MW do segundo trimestre do ano, mas inferior ao licenciamento do primeiro trimestre (141,1 MW).

fonte:Jornal de Negocios

publicado por adm às 22:17 | comentar | favorito