Energia HidroElétrica

A Força dos Rios

Tudo começa na Usina Hidrelétrica. Como no Brasil temos um grande número de rios com quedas d´água esta é a opção mais prática, econômica e segura para a geração de eletricidade. As partes mais importantes são :
As Barragens; as Comporta; Vertedouro e a Casa de Máquinas;

 

As Barragens como o próprio nome diz têm a função de barrar o fluxo de água formando a represa, um grande lago onde a água fica armazenada.
As Comportas e o Vertedouro controlam o nível de água evitando que ela transborde, quando o nível da repressa passa do limite. As comportas são abertas e a água escoa pelo vertedouro.
Na Casa de Máquinas estão instaladas as turbinas que geram a energia elétrica. 
A água repressada entra na casa de máquinas por tubos (que são chamados dutos forçados) a força da água é que movimenta as turbinas fazendo girar o eixo que tem um grande ímã na parte superior, este em contato com as turbinas produz um campo magnético que gera a energia elétrica.
Depois de gerada, a energia elétrica sai da usina por cabos, diretamente para a estação elevadora. Através dos transformadores a tensão elétrica ou voltagem se torna aproximadamente 10 vezes maior do que ao sair da casa de máquinas, isto é necessário para que ela chegue até as cidades com força suficiente depois de percorrer grandes distâncias pela linha de transmissão sustentadas pelas torres.
Mas antes de entrar nas cidades e ser distribuída a energia elétrica precisa ficar de novo com a mesma voltagem que tinha ao sair da usina, 10 vezes menor, esta redução é feita na subestação rebaixadora.

 

Da subestação rebaixadora a energia segue seu caminho pela rede primária agora pelas linhas de distribuição, mas nesta etapa a voltagem é muita alta para ser consumida, antes de chegar na casa ela é novamente reduzida. Só agora a energia elétrica fica com quantidade de volts para consumo que varia de região para região.

Finalmente a energia entra para a rede secundária e chega até sua casa.
A concessionária de energia elétrica é a responsável da entrega da energia até o medidor ou relógio de cada residência ou estabelecimento.

 

Estado em Portugal

 

Em Portugal o potencial de aproveitamento de energia minihídrica está distribuído por todo o território nacional, com maior concentração no Norte e Centro do país.

O Decreto-Lei n.º 189/88 de 27 de Maio, abriu a actividade de produção independente de energia eléctrica a pessoas singulares ou colectivas públicas ou privadas, com o limite de 10 MW de potência instalada. Desde então até 1994 foram licenciados 120 empreendimentos de utilização de água para produção de energia. Destes 120 até a data apenas 44 estão em funcionamento, representando um total de 170 MW de potência instalada e uma produção de 550 GWh/ano.

Tendo em conta as antigas concessões, 34 minihídricas com uma potência total de 30 MW e 100 GWh/ano, e ainda 20 do SENV (Sistema Eléctrico Não Vinculado-Grupo EDP) com 56 MW e produtividade de 165 GWh/ano, o total de aproveitamento minihídrico situa-se actualmente em 98 centrais que correspondem a 256 MW de potência instalada e uma produção 815 GWh/ano.

 

No entanto nos últimos anos tem vindo a ser muito reduzido o número de candidaturas, isto devido a vários factores como:

- dificuldades nos processos de licenciamento, onde intervêm uma série de entidades diferentes sem coordenação entre elas.

- dificuldades na ligação à rede eléctrica por insuficiências da mesma.

- a falta de critérios objectivos para a emissão de pareceres das diversas entidades.

- restrições ambientais, em certos locais com potencial exploratório o impacte ambiental ou a legislação podem inviabilizar estes projectos.

- a falta de recursos humanos face ao número de pedidos, leva a que os processos se tornem morosos.

 

Futuro

 

Apesar de ser difícil estimar o potencial de exploração minihídrica existente é possível apontar para valores perto dos 1.000 MW, dos quais entre 500 e 600 MW são concretizáveis em poucos anos (até 2010), com uma produção média entre 1.500 e 1.800 GWh/ano.

No entanto, para isto será necessário uma série de medidas de forma a ultrapassar os actuais constrangimentos já referidos. 

Entre as várias medidas necessárias é fundamental:

- melhor articulação entre os vários organismos intervenientes nos processos de licenciamento.

- eliminação de indefinições relativas às competências legais na área de gestão do recurso hídrico.

- definição de critérios operacionais de conciliação dos condicionamentos ambientais.

- certificação dos promotores e consultores.

- adequar os meios humanos dos organismos licenciadores.

 

publicado por adm às 23:22 | comentar | favorito