O vento sopra cada vez mais a favor das novas energias

Numa altura em que o nuclear está a ser posto em causa, a Europa e o mundo voltam-se ainda mais para as fontes renováveis.

Eram 5.45 em Portugal quando um sismo de magnitude 8,9 na escala de Richter atingiu o Norte do Japão. Seguiram-se dois tsunamis que devastaram o Norte do país e uns dias depois, apesar da destruição e do elevado número de vítimas, a preocupação passou a ser as centrais nucleares afectadas pela catástrofe: Onagawa e Fukushima, onde o risco de explosão parecia ser iminente.

A Europa apressou-se a considerar a situação nuclear japonesa como "apocalíptica", nas palavras do comissário europeu para a Energia, Günther Oettinger, e a questão da segurança nuclear entrou na ordem do dia, levando os governos a planear diversos testes de stress às centrais europeias. A última decisão tomada veio de terras alemãs e suíças. Segundo o anúncio feito no início desta semana, os dois países revolveram abandonar este tipo de produção eléctrica até 2022.

Com menos uma fonte de energia, as energias renováveis adquirem agora uma importância crescente na Europa, numa corrida da qual Portugal parte no grupo da frente.

Apesar de haver "países mais avançados do que nós", Portugal teve uma evolução interessante na última década, afirmou António Sá da Costa, presidente da Associação de Energias Renováveis (APREN), criticando, no entanto, a aplicação da legislação no sector, bem como a demora nos licenciamentos. Em declarações recentes, a ex-ministra socialista do Ambiente Dulce Pássaro afirmou que, apesar da aposta portuguesa neste tipo de energias, ainda há "muito potencial por explorar".

Actualmente, em Portugal, entre 20 a 25% da energia consumida provem de fontes renováveis, percentagem bastante acima da média mundial, que é de 12,9%. Mas a previsibilidade dos números é difícil de apurar, já que a percentagem pode subir ou descer, variando a capacidade de produção entre os meses secos e húmidos. Bom indicador é o primeiro trimestre de 2011, durante o qual 54% da electricidade consumida estava carimbada com o selo renovável.

Em 2010, a potência instalada renovável atingiu um total de 9490 MW, correspondendo a um crescimento de 52% face a 2009, facultado sobretudo pelo aumento do sector hídrico.

fonte:http://www.dn.pt/

publicado por adm às 21:09 | comentar | favorito