Até Setembro Região da Madeira terá 28% de energia renovável

«Estas duas só vão ter mais capacidade do que as outras seis. São duas torres, com 80 metros de altura, da mais recente tecnologia a nível mundial».

 

Até o final de Setembro, a Madeira terá um novo parque de energia eólica: o do Loiral II, que terá uma capacidade de produção de seis megawatts, com apenas duas torres (aerogeradoras) de 80 metros cada. 
Com esse investimento, a Região atingirá os 28 por cento de produção de energia renovável, percentagem superior aos 20 por cento que a União Europeia exige até 2020. 
Com a conclusão da ampliação da Central Hidro-eléctrica da Calheta, que deverá estar pronta dentro de ano e meio, a percentagem madeirense subirá para 38 por cento.
O anúncio foi feito ontem pelo vice-presidente do Governo, na inauguração do Centro Logístico da Empresa de Electricidade da Madeira, no Parque Empresarial de Machico.
Em relação ao Loiral II, Cunha e Silva disse que «significará uma grande quota de investimento, em penetração de energia renovável, em termos eólicos, que é digna de registo e de salientar-se neste momento».
O governante acrescentou que o parque do Loiral I tinha seis aerogeradores, com capacidade para 0,85 megawatts.
«Estas duas só vão ter mais capacidade do que as outras seis. São duas torres, com 80 metros de altura, da mais recente tecnologia a nível mundial e que significará a conclusão do ciclo que se iniciou com a ampliação da Central Hidro-Eléctrica dos Socorridos e que trará para a Região a penetração de 28 por cento em termos de energias renováveis. Se juntarmos a esta infraestrutura e a todas as já existentes a que virá com a Central Eléctrica da Calheta, atingiremos a meta que falei há tempos dos 38 por cento, ultrapassando em larga percentagem o que são as metas exigidas pela União Europeia para 2020 e nós ainda estamos no ano de 2011», disse Cunha e Silva.
O vice-presidente do Governo acrescentou que tudo isto se deve a «um trabalho notável, que não me canso de sublinhar, da Empresa de Electricidade da Madeira, servindo a Madeira e os madeirenses».
Cunha e Silva sublinhou que a empresa em causa, para além da sustentabilidade dos seus projectos, «trabalha com projectos que vão ajudar, não só a empresa, mas a própria Região, porque quanto menos importarmos matéria-prima é mais dinheiro que fica na Região, é mais dinheiro que circula na Região e portanto é uma achega que se dá para elevarmos o Produto Interno Bruto e ficarmos menos dependentes do exterior».
O governante acrescentou que a EEM não se preocupa apenas em criar projectos que nos conduzam à modernidade, que sejam auto-sustentáveis, mas também em ajudar a Região e a sua economia.
Cunha e Silva considerou «exemplar» o facto de a EEM se ter instalado no parque empresarial de Machico.
No seu discurso, o presidente do Conselho de Administração da EEM, Rui Rebelo, disse que o investimento associado à construção do Centro Logístico da empresa no Parque Empresarial de Machico ascendeu a 258 mil euros.
Rui Rebelo explicou que esta unidade permitiu concentrar num só espaço várias tarefas e equipamentos que se encontravam dispersos em pequenos e inadequados espaços. Isso contribuiu, conforme disse, para a melhoria da qualidade do ambiente, do ordenamento territorial e da requalificação urbana, «aspectos, indiscutivelmente, relevantes para um arquipélago que se pretende afirmar como um caso de sucesso nas regiões insulares da Europa».

 

fonte:http://www.jornaldamadeira.pt/

publicado por adm às 11:32 | comentar | favorito