Sector da biomassa defende incentivos para energia térmica

ndissociável da fileira florestal, a produção de energia a biomassa representa 14,02 por cento dos consumos de energia primária em Portugal, segundo dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia de 2009. Mesmo assim, o sector da biomassa acredita que é possível fazer mais, especialmente em termos do mercado de calor habitacional.

«Se quisermos apostar na biomassa como forma de levar a energia térmica aos edifícios, é preciso que a legislação defina que, a partir de certa data, os edifícios novos devem dispor de redes de distribuição de água quente e fria», afirma Paulo Preto dos Santos, secretário-geral da Associação de Produtores de Energia e Biomassa (APEB), na defesa de um esquema de apoios e incentivos à adaptabilidade das habitações para o aproveitamento da biomassa.

O gestor dá como exemplos o esquema de incentivos à reconversão de edifícios para o gás natural, posto em prática nos anos 90, mas também os investimentos feitos no Parque das Nações. O parque habitacional desta área oriental de Lisboa é servido por redes de água quente e fria.

Por seu lado, João Baetas, da ANPEB – Associação Nacional de Pellets Energéticas a Biomassa, também sugere um programa de incentivos, mas com um perfil mais modesto. O responsável sugere que a reconversão dos edifícios para caldeiras a pellets seja apoiada «ao nível dos impostos, por exemplo».

Resta saber se, em período de conjuntura económica desfavorável, será viável apostar em esquemas deste tipo. Paulo Preto dos Santos admite que o nível de investimentos necessários possa ser uma barreira à operacionalização de uma política energética a este nível.

«Estamos a falar do mesmo nível de investimentos que foram feitos para o gás natural. Ou seja, investimentos muito elevados». Mesmo assim, o secretário-geral da APEB acredita que esta seria a estratégia certa para garantir, a longo prazo, uma diminuição da dependência energética de Portugal.

No entanto, e em paralelo com a possibilidade de apoios estatais, o sector reconhece que o mercado de calor carece de formação. «As pessoas precisam de ter mais informação sobre as vantagens do uso da biomassa, e a tarefa de informar cabe também aos próprios fabricantes», conclui João Baetas.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/
publicado por adm às 17:07 | comentar | favorito
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