Renováveis representam 50% da electricidade consumida em Portugal

A produção, no entanto, tem estado a cair, em parte devido à componente hídrica.

No final de Agosto a electricidade de origem renovável representava 50% da electricidade consumida em Portugal sendo que a PRE-REN (Produção em Regime Especial Renovável), de onde se exclui as grandes centrais hidroeléctricas, representava 25,3%. Os dados foram fornecidos por António Sá da Costa, presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), que afirma ser "natural que até final do ano este valor suba ligeiramente".

O responsável acredita que o aumento da produção de energias através de fontes renováveis trará "uma poupança nas importações de combustíveis fósseis, carvão e gás natural, usados na produção de electricidade e que este ano deverá rondar mil milhões de euros".

De acordo com os dados da Direcção Geral de Geologia e Energia (DGGE) relativos a Junho, o total da potência renovável instalada atingiu os 9.688 MW no final desse mês. O maior aumento de potência, diz a entidade, verificou-se na potência instalada eólica, fotovoltaica e de biogás. Isto face a Maio.

No entanto, a produção total de energia eléctrica, a partir de fontes de energia renováveis desceu 19% no 1º semestre de 2011, face a igual período de 2010. Um decréscimo que foi "fortemente" influenciado o comportamento da sua componente hídrica. Já relativamente à produção eólica nos primeiros seis meses do ano, desceu 6% relativamente a igual período do ano anterior.

A produção a partir de biomassa, por seu turno, regista uma subida de 12% no 1º semestre face ao período homólogo de 2010.

Sá da Costa vê Portugal como um exemplo e garante que o país, "ao investir em tecnologias maduras, como é o caso da electricidade hídrica e eólica, fez a opção correcta pois conseguiu tirar partido do desenvolvimento feito noutros países, em especial no sector eólico". O presidente da APREN afirma que esta opção "é suportada pelo facto de não termos dimensão nem economia que possa custear o desenvolvimento de tecnologias novas, mas temos recurso e capacidade técnica para implementar tecnologias maduras, uma vez que elas se encontrem num estado de desenvolvimento aceitável".

Microgeração com 6,8MW disponiveis
Em Agosto estavam ainda disponíveis 6,8 MW dos 29,6 MW para microgeração previstos para 2011, o que que poderá representar cerca de 1.800 instalações e um mercado potencial de perto de três milhões de euros até ao esgotamento da potência ou até fim de Outubro. Apesar da boa notícia, continua a dúvida se haverá uma revisão significativa aos valores das quotas e tarifas para o ano de 2012, pelo que há uma maior necessidade de que todas as instalações contratualizadas em 2011, estejam concluídas até 31 de Dezembro do corrente ano de forma a assegurar a tarifa actual de 380 euros por/MWh.

Parques
Até ao final de Junho havia 213 parques e 2 161 aerogeradores em Portugal continental . 36% da potência instalada situa-se em parques com potência igual ou inferior a 25 MW.

Produção
A produção, em 2010, situou-se nas 2.476 horas equivalentes por MW, um valor, de acordo com a DGGE, superior ao registado para 2009.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 19:38 | comentar | favorito