Renováveis custam menos de dois euros por mês aos consumidores

Os consumidores só estão a pagar 1,9 euros por mês de contribuição para as energias renováveis, revela um estudo hoje apresentado pela Roland Berger, solicitado pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).

De acordo com o documento, este valor é inferior ao assumido até agora que referia um custo acrescido de 5,5 euros mensais a mais na conta da luz.   

A conclusão surge de uma metodologia alternativa de calcular a diferença entre quanto custa produzir energia através de combustíveis fósseis como o carvão e o gás natural (que são importados) e quanto custa produzi-la através de energias renováveis, nomeadamente eólicas, fotovoltaicas ou mini-hídricas (as barragens e grandes centrais hídricas estão incluídas na produção de energia normal).

De acordo com o presidente da APREN, António Sá da Costa, a nova forma de cálculo é mais justa e menos simplista que a actual, uma vez que permite que os custos com as renováveis sejam partilhados por todos os consumidores e não apenas pelos domésticos como é actualmente.

"Hoje é o consumidore doméstico que paga a maior parte dos custos com a produção através de renováveis", repara Sá da Costa, acrescentando que "se todos pagassemos tudo fifaria mais barato".

Contudo, o mesmo responsável ressalva que, os custos totais para se continuar a investir em renováveis são os mesmos e que esta nova forma de cálculo "apenas rearranja os parâmetros de forma mais justa".

Por isso é que, além de baixar o peso na factura mensal, baixam também os custos anuais, passando a diferença entre os dois tipos de produção dos actuais 330 euros para 111 milhões de euros.

Segundo explicou Pedro Galhardas, um dos responsáveis pelo estudo, a nova forma de cálculo assenta numa visão económica dos custos de geração de energia, ao contrário da actual que assenta numa visão financeira.

Assim, os novos cálculos retiram dos custos com as renováveis uma série de parâmetros que hoje são contabilizados como é o caso das rendas obrigatórias que as centrais eólicas pagam aos minícipios (2,5% da produção); os custos de potência de reserva para fazer face às flutuações na produção renovável ou as perdas evitadas na rede de transporte.

O estudo sugere ainda que nos custos de produção não sejam incluídos o que se gasta a comprar licenças de emissões de carbono para a produção de electricidade.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

publicado por adm às 22:21 | comentar | favorito