Câmara de Olhão aposta em energias renováveis

A Câmara de Olhão anunciou, esta sexta-feira, que quer diminuir a dependência de combustíveis fósseis, economizar nos gastos energéticos e, para isso, está a apostar na instalação de energias renováveis em equipamentos municipais.

 

A medida prevê a captação de energia solar nas piscinas municipais, no auditório, na biblioteca e em escolas, possibilitando uma recuperação a médio prazo do investimento realizado e permitindo, depois das estruturas todas pagas, uma poupança anual na ordem dos 21 mil euros, segundo afirmou o responsável pela manutenção dos equipamentos da câmara, Laranjo Martins.

"A aposta na vertente solar possibilita uma recuperação do investimento relativamente rápida, em cerca de seis a sete anos, promovendo igualmente a redução da dependência dos combustíveis fósseis e consequente redução dos gases poluentes. Desta maneira o município consegue, de uma forma ambientalmente limpa, economizar consideravelmente nos gastos com energia", justificou, em declarações à Lusa.

A Câmara de Olhão adiantou, ainda, que, "nas Piscinas Municipais, foi desenvolvido um sistema solar térmico que tem por base a instalação de 50 coletores solares, que possibilitam a produção de energia térmica para o aquecimento das águas sanitárias e das piscinas", o mesmo tipo de equipamento utilizado em duas escolas do concelho para "dar apoio às cozinhas às águas quentes sanitárias".

Nestes colectores solares para produção de energia térmica, "a câmara contou com fundos comunitários para um investimento de 85 mil euros, que será amortizado em seis anos e, depois de estar coberto, permitirá uma poupança anual na despesa de gás natural na ordem dos 15 mil euros, cerca de 35% do que actualmente é pago", explicou o responsável pela manutenção de equipamentos.

Foram também instalados na biblioteca municipal e no auditório "sistemas de microgeração que têm por base 28 colectores fotovoltaicos" e cujo objectivo será a "produção de energia eléctrica a ser 'injectada" na rede pública", explicou Laranjo Martins, acrescentando que estes equipamentos "custaram 42 mil euros, suportados integralmente pela autarquia".

 

A amortização será feita "num prazo um pouco maior, de 7,5 a oito anos, e quando estiver concluída, permitirá uma poupança anual de 5500 euros", acrescentou, sublinhando que "actualmente a autarquia paga cerca de 1500 euros mensais de eletricidade na biblioteca municipal e a instalação permitirá injectar energia na rede no valor de 350 euros".

"Esta é a perspectiva financeira, mas há também aqui questões ambientais a sublinhar, porque com estes equipamentos o município reduz a sua dependência de energias como o gás natural e a electricidade e reduz as suas emissões de CO2", concluiu.

fonte:http://www.jn.pt/p

publicado por adm às 00:06 | comentar | favorito