Painéis solares e janelas têm novos apoios financeiros

O Governo quer que o consumo de energia seja mais eficiente. Apenas 10% das casas estão certificadas, mas os novos apoios às famílias que instalem painéis solares e janelas poderão acelerar processo. 

No final do ano passado, a União Europeia instituiu 2012 como o ano da sustentabilidade para todos, dando particular relevo à eficiência energética. O objetivo era reforçar as metas de redução de 20% do consumo de energia, incentivando a utilização de eletrodomésticos de classe A e de lâmpadas eficientes ou a alteração de alguns hábitos de consumo, como desligar os equipamentos das tomadas quando não estão em uso. 

A forma de aplicação destas medidas depende de cada um dos Estados-membros e Portugal, já desde 2001, que decidiu ir ainda mais longe em relação às metas da União Europeia e definiu, para 2020, uma redução de 25% no consumo de energia primária e de 30% no consumo dos edifícios públicos. 

De acordo com o diretor-geral da Adene, Filipe Vasconcelos, 2012 foi, apesar da celebração do ano da sustentabilidade e ainda das adversidades económicas, um momento para continuar o trabalho que sido desenvolvido até agora, disponibilizando acesso a novos instrumentos de apoio financeiro. 

Assim, em novembro, no âmbito do Fundo de Eficiência Energética, que tem uma dotação de cinco milhões de euros, o Governo lançou um novo apoio à instalação de janelas eficientes e de painéis solares para aquecimento de águas, que oferece até 1250 e 1500 euros respetivamente.

A candidatura é válida apenas para consumidores domésticos, mas para aceder, diz Filipe Vasconcelos, é necessário recorrer às instaladoras certificadas e também ter um certificado energético que ateste que a casa precisa de novas janelas e/ou de painéis solares. 

Este documento, que atesta a qualidade das casas em termos energéticos e que também faz parte das metas de eficiência do Governo, tem um custo acrescido, mas outra das medidas lançadas este ano (e que terá consequências apenas a partir de 2013) pretende tornar este processo mais barato, mais rápido e menos burocrático, disse ainda ao JN/Dinheiro Vivo, Filipe Vasconcelos. 

Os certificados energéticos podem ser adquiridos a qualquer momento, mas são obrigatórios na venda e arrendamento de casas, o que significa que, perante a situação crise económica e a forte quebra na venda de casas, o número de documentos comprados está "claramente" a cair. 

Segundo Filipe Vasconcelos, este ano foram passados 80 mil certificados, menos que os 100 mil do ano passado, e, no total, há apenas 560 mil casas certificadas, isto é, "10% do parque edificado".

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 22:05 | comentar | favorito