Torres Vedras produz mais de metade da energia que consome

O concelho de Torres Vedras, onde residem 80 mil pessoas, produz mais de metade da eletricidade que consome e pode tornar-se autossustentável em 2015, devido à existência de fontes de energia renováveis.

Dados da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), disponibilizados pela câmara municipal, revelam que as várias fontes renováveis existentes no concelho já contribuem com a produção de 250 gigawatts (GW) para as necessidades anuais de consumo, que são de 336 GW, informa a agência Lusa.

A entrada em funcionamento de uma central de gás natural, uma parceria da Galp Energia com uma empresa hortícola, para aquecimento de estufas e geração de energia, vai permitir tornar o concelho autossustentável até 2015.

Desde o início do ano, um sistema de cogeração com uma potência de 8,8 MW poderá produzir por ano cerca de 70 GW de eletricidade, números que poderão duplicar em 2015, com a ampliação prevista do projeto.

Em Torres Vedras, a força dos ventos permitiu a fixação de nove parques eólicos, com uma capacidade instalada de 116 megawatts (MW). A autarquia tem vindo também, nos últimos anos, «a adotar políticas de eficiência energética, como a instalação de 15 painéis fotovoltaicos nos edifícios públicos», disse à agência Lusa Carlos Bernardes, vice-presidente da câmara.

«Hoje conseguimos uma redução de 20% na fatura total da eletricidade consumida pelo município, que por ano para 1,2 milhões de euros», precisou Carlos Bernardes, também vereador com o pelouro do Ambiente.

A substituição da iluminação pública convencional por lâmpadas de baixo consumo, o incentivo aos particulares para aderirem à microgeração e ao veículo elétrico e a criação de uma rede de bicicletas públicas gratuitas na cidade, a inaugurar em junho, são outras das medidas levadas a cabo pelo município que tem o concelho com a maior área do distrito de Lisboa.

Em empresas e habitações, existem cerca de 330 sistemas instalados com uma potência equivalente a uma torre eólica de 1MW, capaz de abastecer um aglomerado populacional com 500 moradias.

As políticas municipais de eficiência energética contribuíram também para a instalação de empresas ligadas às renováveis no concelho, onde se localiza a única fábrica de produção de painéis fotovoltaicos do país, da multinacional espanhola Eurener, e uma outra empresa que fabrica componentes tecnológicos para transformar o hidrogénio em combustível.

A meta da eficiência energética deverá ser alcançada «tendo em conta as enormes potencialidades em energias renováveis» que existem na região, explicou à Lusa João Bernardo, diretor do departamento das renováveis da DGEG.

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/

publicado por adm às 12:08 | comentar | favorito