13
Fev 14

Mau tempo empurra renováveis para recorde em Janeiro

As barragens e parques eólicos em Portugal produziram em Janeiro electricidade que seria suficiente para assegurar 91% do consumo nacional. Se parte desta energia não tivesse sido exportada, na prática nove em cada dez lâmpadas acesas numa casa poderiam ter sido alimentadas sobretudo pelos parques eólicos e barragens do país.

“São números brutais”, diz o presidente da Associação de Energias Renováveis (Apren), António Sá da Costa. “E o mês de Fevereiro vai pelo mesmo caminho”, completa.

Os números avançados pela Apren, com base na estatística mensal das Redes Energéticas Nacionais (REN), representam apenas uma imagem do potencial das fontes renováveis no país. Em números reais, 78% da produção nacional de electricidade são de origem renovável. Cerca de 14% de toda a electricidade produzida foram exportados.

A maior fatia da produção em Janeiro cabe às barragens, que estão a abarrotar com as chuvas deste Inverno. Das 57 albufeiras monitorizadas pela Agência Portuguesa do Ambiente, 35 estão acima dos 80% da sua capacidade de armazenamento. Quase todas as bacias hidrográficas do país estão com mais água do que a média dos últimos 30 anos para Janeiro.

Com isso, as grandes hidroeléctricas produziram 44% da electricidade do mês passado. As mini-hídricas completaram a produção com mais 4%.

A seguir vêm os parques eólicos, que foram responsáveis por 30% da produção eléctrica. “Foi o mês de Janeiro de maior produção eólica de sempre”, afirma António Sá da Costa.

A queima de resíduos, de biomassa e de biogás contribuiu com mais 4% para a produção de electricidade e os painéis solares fotovoltaicos com uma pequena fatia — 0,4%.

A influência da meteorologia tem sido determinante. Em 2012, ano de um Inverno mais seco, apenas 36% da electricidade produzida em Janeiro veio de fontes renováveis.

Portugal está, agora, a passar por semanas extremamente húmidas. Depois de um Novembro seco e de um Dezembro próximo da média, Janeiro foi um mês de chuvas em grande parte do país. As barragens encheram-se e têm sido feitas descargas controladas, de modo a manter alguma reserva para “encaixar” picos de cheias.

Ainda assim, alguns efeitos têm sido sentidos. Na manhã desta quarta-feira, havia 50 estradas e caminhos cortados em todo o país devido ao mau tempo. Reguengo do Alviela, como sempre ocorre mal sobem as águas do Tejo, ficou isolada na terça-feira. Na Régua, o cais fluvial foi inundado pelas águas do Douro. E na região Oeste, os agricultores começam a fazer contas aos prejuízos do alagamento dos campos de hortícolas.

A situação actual não chega a ser excepcional. “De três em três anos temos valores como os de agora”, afirma Rui Rodrigues, director do Departamento de Monitorização e Sistemas de Informação do Domínio Hídrico. “São variações próprias do clima mediterrânico”, completa.

O reverso da medalha é o empurrão que as condições do tempo estão a dar às renováveis. O presidente da Apren acredita, porém, que a meteorologia não diz tudo e afirma que o resultado do mês passado — que se soma ao de 2013, com quase 60% de electricidade com origem em fonte renovável em todo o ano — mostra que as renováveis são uma fonte fiável de abastecimento.

Sá da Costa refere-se em particular aos críticos, que argumentam que muita dependência das renováveis — em particular dos parques eólicos — pode representar um risco, dada a variabilidade da produção em função das condições naturais. “Nada disto é verdade”, afirma.

fonte:http://www.publico.pt/e

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02
Nov 13

Renováveis abastecem mais de metade do consumo de electricidade

O consumo de electricidade aumentou em Outubro pelo quarto mês consecutivo, reduzindo a queda verificada desde Janeiro para 0,2%, e a produção renovável abasteceu este ano 57% do consumo nacional, segundo dados da REN.

De acordo com os dados da REN - Redes Energéticas Nacionais, o consumo de energia eléctrica registou, em Outubro, um aumento de 1,2% em relação ao mesmo mês de 2012, que se limita a 0,9% com correcção dos efeitos de temperatura e número de dias úteis.

Entre Janeiro e Outubro deste ano, o consumo apresentou uma tendência de queda de 0,4% face a igual período de 2012, ou de 0,2% com correcção dos efeitos de temperatura e dias úteis.

Até final de Outubro, 57% do consumo nacional de electricidade foi abastecido por fontes renováveis: hídricas 28%, eólicas 23%, biomassa 6% e fotovoltaicas 1%.

Já as centrais a carvão abasteceram 22% do consumo e as centrais a gás natural 14%.

Nota ainda para o facto de, na madrugada do dia 22 de Outubro, a produção eólica ter atingindo o valor mais elevado de sempre: 3.840 Megawatt (MW).

Em Outubro, a tendência importadora que se registou nos últimos meses manteve-se, com o saldo importador anual a equivaler, no final do mês, a 6% do consumo total.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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12
Out 13

Viver do renovável é possível e Portugal é exemplo mundial

Quando Thomas Midgley Jr. inventou, na década de 20, o aditivo de chumbo para a gasolina utilizado nos automóveis, além de alguns dos CFC utilizados em aerossóis, o seu trabalho foi acatado como de grande importância científica, tendo o inventor recebido vários prémios pelo seu trabalho. 

Só mais tarde se viria a descobrir que Midgley teve «mais impacto na atmosfera do que outro organismo na história da Terra», palavras do historiador ambiental J. R. McNeill.

Midgley ficaria conhecido como o «homem que matou mil milhões de pessoas», devido aos malefícios para a saúde da exposição ao chumbo libertado na atmosfera mundialmente, e dos danos causados pelos CFC na camada do Ozono.

Agora é preciso reverter este processo. E a maioria da comunidade mundial está interessada em retroceder os danos causados ao planeta, não só pelas invenções de Midgley, mas principalmente pela utilização de combustíveis fósseis para criação de energia. 

Portugal está, no entanto, no top 10 mundial de uso de energias limpas (dados de 2012), com 70% da energia consumida a nível nacional a provir de fontes renováveis, segundo dados da REN, relativos ao primeiro trimestre deste ano, e que foram esta quinta-feira referidos num artigo do jornal The Guardian. 

Significam estes números que a energia eólica (25% do consumo), a energia provinda de barragens (cerca de 36%), a solar, a biomassa e até a energia das ondas (produto inovador a nível mundial instalado no fundo do mar ao largo de Peniche) podem vir a sustentar o setor energético português se assim se entender.

A produção de energias renováveis, uma das bandeiras dos mandatos de José Sócrates, cresceram dos 38% de 2008, segundo estudo da APREN (associação das energias renováveis), para os 70 de hoje, com o norte e centro do país responsáveis pela maioria da energia gerada pelo vento, o sul encarregue da maioria da produção solar, e o litoral e arquipélagos responsáveis pela maioria da energia gerada pelo mar.

No dia 6 deste mês a EDP Renováveis conseguiu um contrato na Califórnia, EUA, para abastecer aquela zona com 100 mega Watts durante 20 anos, a juntar ao contrato de julho, para abastecer igualmente o estado de Oklahoma. 

A lembrar também, a fábrica de turbinas eólicas que estava nos planos da CTG, empresa que comprou a parte do Estado português na EDP, que poderia gerar uma fonte de riqueza ao nosso país e ainda não foi descartada pela empresa chinesa.

Portugal deu também um salto no setor automóvel, estando já disponíveis vários modelos de carros completamente elétricos, hoje mais apelativos que os primeiros modelos lançados há uns anos. 

Carros como o desportivo «Model S», da Tesla, conseguem já uma autonomia de 480km com uma única carga, que alimenta um motor de 410cv e vai dos 0 aos 100km/h em apenas 4.3 segundos. E se o seu problema é os pontos de carga, saiba que existem 1300, normais (6-8 horas), e 50 postos rápidos (de 20/30 minutos) em todo o país.

Por falar em carros, o projeto que está em desenvolvimento na cidade da Covilhã, onde está a ser testado um captador de energia cinética de automóveis que irá alimentar os semáforos e luzes de uma avenida da cidade.

O projeto da empresa, waydip, desenvolvido por dois ex-alunos da UBI, Francisco Duarte e Filipe Casimiro, consiste numa espécie de mosaico que capta a energia produzida pelo andar das pessoas, e dos carros, quando pisado. 

Estamos, por isso, mais além das meras lâmpadas económicas e dos carros híbridos disponíveis na década passada. Na semana em que se anunciou a produção de um carro que gasta apenas um litro de gasolina aos 100km, de um drone que consegue manter-se a uma altitude de quase 20km durante 5 anos sem gastar um único litro de combustível, e um mês depois do anúncio de um barco movido a energia solar, é possível pensar que num futuro próximo estaremos livres dos combustíveis habituais. E Portugal parece estar pronto para acompanhar o resto do mundo


fonte:http://www.tvi24.iol.pt/t

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19
Jul 13

EDP Renováveis assina contrato de venda de energia de parque com 100 MW nos EUA

Projecto eólico Arbuckle Mountain, com uma capacidade de 100 MW, no estado de Oklahoma, deverá estar em funcionamento em 2015.

A EDP Renováveis anunciou esta sexta-feira que assinou mais um contrato para venda de energia nos Estados Unidos.

 

Desta vez o contrato foi celebrado com a Lincoln Electric System e tem a duração de 20 anos. Consiste na venda da produção do projecto eólico Arbuckle Mountain, com uma capacidade de 100 MW, no estado de Oklahoma, que deverá estar em funcionamento em 2015.

 

“Com este novo acordo, a EDPR aumenta para 300 MW os projectos com PPA já contratados a serem instalados em 2014-15”, refere um comunicado da empresa liderada por Manso Neto, adiantando que “continua a executar um modelo de negócio flexível e a ajustar o crescimento para os mercados mais atractivos”.

 

Segundo a EDP Renováveis, nos EUA a extensão dos PTC (Production Tax Credits) em Janeiro de 2013 “permitiu um ambiente mais favorável para o desenvolvimento de novos projectos de energia eólica criando deste modo novas oportunidades de crescimento” para a empresa.

fonte.:http://www.jornaldenegocios.pt/e

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14
Jul 13

Produção de energia a partir de renováveis atinge recorde de 72% até Junho

A produção total de energia eléctrica a partir de fontes renováveis atingiu níveis recorde no primeiro semestre deste ano, chegando a 72%. Esta é uma das conclusões do balanço feito pela Quercus-Associação Nacional de Conservação da Natureza sobre a produção de electricidade em Portugal continental, com base nos dados da REN (Redes Energéticas Nacionais).

A Quercus comparou a produção de electricidade com fontes renováveis no primeiro semestre do ano passado – que se ficava pelos 38% – com o mesmo período deste ano. Contas feitas, constatou que houve um aumento absoluto de 34%, lê-se em comunicado de imprensa divulgado este domingo.

A associação ambientalista explica que o aumento se fica dever à potência instalada de renováveis, mas principalmente às condições climáticas favoráveis. Este ano tem sido mais húmido do que o normal, o que permitiu um maior recurso ao uso de energia hídrica, e também mais ventoso, resultando numa maior produção eólica.

A produção da electricidade de origem renovável em regime especial (que representa toda a produção renovável excepto a grande hídrica) aumentou, tendo sido responsável por 49% de toda a electricidade produzida em Portugal continental no primeiros semestre deste ano.

Na electricidade de origem fóssil, houve um recuo no uso de carvão da ordem dos 22%, o que, aliado ao maior peso da produção renovável, conduziu a uma redução de emissões entre os dois primeiros semestres de 2012 e 2013 de cerca de 1,9 milhões de toneladas de dióxido de carbono.

Destaca-se ainda que Portugal exportou mais 50% de electricidade do que importou, o que é uma situação contrária à verificada em 2012, refere a associação. Mas, enquanto que ao longo de 2012 houve uma redução do consumo de electricidade de 2,8% em relação ao ano anterior, no primeiro semestre de 2013 a redução foi menos acentuada (-1,7%, por comparação com igual período de 2012). A Quercus considera que Portugal tem um enorme potencial para o aproveitamento das energias renováveis, em particular aquelas com menor impacte ambiental, como é o caso da energia solar.  A Quercus quer Portugal com 100% de electricidade de fontes renováveis até ao ano de 2050.

 

fonte:http://www.publico.pt/e

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10
Jun 13

EDP Renováveis assina contrato para venda de energia com eléctrica de Indiana

Contrato engloba a energia produzida pelo projecto eólico Headwaters com uma capacidade de 200 MW. BPI considera que acordo tem impacto positivo na EDP Renováveis.

A EDP Renováveis anunciou esta segunda-feira que celebrou um contrato, com duração de 20 anos, para a venda de energia com a Indiana Michigan Power Company, uma subsidiária da American Electric Power.

 

De acordo com um comunicado da empresa liderada por Manso Neto, este contrato “engloba a energia produzida pelo projecto eólico Headwaters com uma capacidade de 200 MW no estado de Indiana, nos EUA, com data prevista de instalação em 2014”.

 

A EDP Renováveis tem celebrado vários contratos deste tipo com eléctricas norte-americanas, que garante a venda da energia que a companhia portuguesa produz em vários parques eólicos nos Estados Unidos.

 

“Nos EUA, a extensão dos PTC (Production Tax Credits) em Janeiro de 2013 permitiu um ambiente mais favorável para o desenvolvimento de novos projectos de energia eólica e para a celebração de novos contractos CAE de longo prazo criando deste modo novas oportunidades de crescimento para a EDPR”, acrescenta a EDP Renováveis.

 

O BPI Equity Research classifica esta notícia como “positiva” para a EDP Renováveis, pois permite à empresa “continuar a crescer no competitivo mercado norte-americano com preços garantidos”.

 

Os analistas do banco destacam que o preço médio dos contratos celebrados pela EDP Renováveis, no primeiro trimestre, foi de 53,9 dólares por MWh, acima do preço de mercado de 30,1 dólares, no mesmo período.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/e
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01
Jun 13

EDP já não quer só vento nos EUA. Agora vai explorar o sol da Califórnia

A EDP vai participar em leilões de energia solar na Califórnia, revelou ao Dinheiro Vivo o presidente executivo da empresa, António Mexia. Este é o passo natural seguinte a dar nos EUA, onde a companhia portuguesa é já a maior empresa de eólicas, considera o gestor. 
“A administração Obama aprovou, recentemente, a extensão dos incentivos fiscais que são atribuídos aos produtores de energias renováveis, o que nos dá visibilidade, e por isso estamos a olhar para o solar, e na Califórnia, que é onde faz sentido”, disse António Mexia no final de um almoço do American Club of Lisbon, esta semana. 

A aposta na energia solar faz parte do plano estratégico da EDP e da EDP Renováveis, porque os custos da tecnologia estão mais baixos - quase ao nível das eólicas -, tornando os parques fotovoltaicos mais atrativos. 

“Já fizemos os primeiros investimentos solares na Roménia, e continuamos à procura de outras oportunidades”, disse o CEO da EDP ao Dinheiro Vivo, à margem do encontro. 

Além da aposta no solar, o gestor adiantou ainda que, também por causa da extensão dos chamados Production Tax Credit (PTC), as eólicas nos EUA voltaram a ser interessantes para EDP. 

“Estamos a participar de novo nos leilões verdes”, adiantou António Mexia, sem detalhar as localizações das licenças a que estavam a concorrer. “Quando as utilities pedem energia verde nós concorremos e é isso que estamos a fazer agora”, acrescentou. 

O processo é simples. As distribuidoras de eletricidade, tanto para consumidores domésticos como para industriais, têm quotas de energia verde que podem produzir para depois abastecer os clientes com essa energia mais sustentável. São depois lançados leilões de licenças para construir e explorar parques eólicos (ou solares) com uma determinada capacidade de produção, que será depois injetada na rede de eletricidade. 

Este regresso aos EUA, onde não estavam incluídos novos investimentos nos próximos três anos, já tinha sido anunciado pelo CEO da EDP Renováveis, João Manso Neto, na conference call de apresentação dos resultado do trimestre. “Temos mais oportunidades que antes, porque a procura é muito grande o que prova que as eólicas com PTC são competitivas quando comparadas com as centrais a gás”, concluiu. 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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28
Mai 13

Maior hidrelétrica do mundo será construída na África

A maior hidrelétrica do mundo será construída no Rio Congo, o maior rio do mundo depois do Amazonas.

A hidrelétrica Inga, que será construída na República Democrática do Congo, terá uma capacidade de geração de eletricidade duas vezes maior do que a maior hidrelétrica do mundo atualmente, a usina de Três de Gargantas, na China.

Hidrelétrica sem barragem

Mas, além da potência, ela terá uma vantagem imbatível: a hidrelétrica será construída sem a necessidade de construir uma represa.

Isso será possível porque, nas chamadas Cataratas Inga, cerca de 42.000 metros cúbicos de água por segundo descem uma sucessão de corredeiras única na Terra.

Assim, as turbinas da usina de 40 GW serão acionadas pelo próprio fluxo normal do rio Congo, sem represa, sem terras inundadas e sem desalojamento da população

Aliás, assim que foi anunciado, o projeto já recebeu inúmeras críticas porque, segundo algumas organizações não-governamentais, não irá beneficiar a população do Congo: metade da energia será usada nas minas de cobre do país, cujo metal é exportado para o primeiro mundo, e a outra metade será comprada pela África do Sul.

Segundo seus defensores, com a instalação da infraestrutura adequada de transmissão, a energia gerada na usina de Inga poderá abastecer a Nigéria, o Egito e até a Europa.

O Banco Mundial, que está financiando o projeto, não vê sentido na polêmica, afirmando em nota que a usina vai "catalisar benefícios de larga escala para melhorar o acesso aos serviços de infraestrutura na África.

Segundo o Banco, a usina de Inga terá um dos custos de energia mais baixos do mundo, de cerca de US$0,02/kWh.

As obras deverão começar em 2015.

fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/

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20
Mai 13

Hidrelétrica submersa guarda energia no fundo do ma

Uma hidrelétrica geralmente é formada por uma barragem para elevar o nível da água - quando desce, a água faz girar uma turbina, que aciona um gerador para produzir eletricidade.

Por isso, pode parecer um tanto estranha a ideia do pesquisador norueguês Rainer Schramm: ele quer construir uma hidrelétrica no fundo do mar.

"Imagine abrir uma escotilha em um submarino submerso. A água vai fluir para dentro do submarino com uma força enorme. É justamente esse potencial de energia que queremos utilizar," explica Schramm.

"Muitas pessoas já lançaram a ideia de armazenar energia explorando a pressão no fundo do mar, mas nós somos os primeiros no mundo a idealizar uma tecnologia para tornar isso possível," acrescenta ele.

Hidrelétrica de armazenamento

Na prática, para usar a pressão da água no fundo do mar, a energia mecânica é convertida por uma turbina reversível, como em uma hidrelétrica normal, mas o sistema usa o bombeamento, em vez da queda natural.

Nesta usina bombeada, a turbina será ligada a um reservatório no leito marinho a uma profundidade entre 400 e 800 metros.

A turbina é equipada com uma válvula e, quando esta válvula é aberta, a água entra e começa a girar a turbina. A turbina aciona um gerador para produzir eletricidade.

"Uma usina de armazenamento bombeada é uma hidrelétrica que pode ser 'carregada' novamente bombeando a água de volta para o reservatório superior depois que ela tenha passado através da turbina. Esse tipo de usina é usada como uma 'bateria' quando conectada à rede de energia," explica Schramm.

Assim, ela pode ser usada para equilibrar a inconstância das energias renováveis, como solar e eólica - uma parte da energia solar ou eólica pode ser usada no bombeamento durante o dia, e a hidrelétrica submersa faz o trabalho noturno.

Pode-se conectar qualquer número de tanques. Em outras palavras, é o número de tanques de água que decide quanto tempo a hidrelétrica submersa pode gerar eletricidade.

O inventor já criou uma empresa para tentar comercializar a tecnologia, que está sendo desenvolvida com o apoio do instituto SINTEF, do governo da Noruega.

fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/

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19
Mai 13

Torres Vedras produz mais de metade da energia que consome

O concelho de Torres Vedras, onde residem 80 mil pessoas, produz mais de metade da eletricidade que consome e pode tornar-se autossustentável em 2015, devido à existência de fontes de energia renováveis.

Dados da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), disponibilizados pela câmara municipal, revelam que as várias fontes renováveis existentes no concelho já contribuem com a produção de 250 gigawatts (GW) para as necessidades anuais de consumo, que são de 336 GW, informa a agência Lusa.

A entrada em funcionamento de uma central de gás natural, uma parceria da Galp Energia com uma empresa hortícola, para aquecimento de estufas e geração de energia, vai permitir tornar o concelho autossustentável até 2015.

Desde o início do ano, um sistema de cogeração com uma potência de 8,8 MW poderá produzir por ano cerca de 70 GW de eletricidade, números que poderão duplicar em 2015, com a ampliação prevista do projeto.

Em Torres Vedras, a força dos ventos permitiu a fixação de nove parques eólicos, com uma capacidade instalada de 116 megawatts (MW). A autarquia tem vindo também, nos últimos anos, «a adotar políticas de eficiência energética, como a instalação de 15 painéis fotovoltaicos nos edifícios públicos», disse à agência Lusa Carlos Bernardes, vice-presidente da câmara.

«Hoje conseguimos uma redução de 20% na fatura total da eletricidade consumida pelo município, que por ano para 1,2 milhões de euros», precisou Carlos Bernardes, também vereador com o pelouro do Ambiente.

A substituição da iluminação pública convencional por lâmpadas de baixo consumo, o incentivo aos particulares para aderirem à microgeração e ao veículo elétrico e a criação de uma rede de bicicletas públicas gratuitas na cidade, a inaugurar em junho, são outras das medidas levadas a cabo pelo município que tem o concelho com a maior área do distrito de Lisboa.

Em empresas e habitações, existem cerca de 330 sistemas instalados com uma potência equivalente a uma torre eólica de 1MW, capaz de abastecer um aglomerado populacional com 500 moradias.

As políticas municipais de eficiência energética contribuíram também para a instalação de empresas ligadas às renováveis no concelho, onde se localiza a única fábrica de produção de painéis fotovoltaicos do país, da multinacional espanhola Eurener, e uma outra empresa que fabrica componentes tecnológicos para transformar o hidrogénio em combustível.

A meta da eficiência energética deverá ser alcançada «tendo em conta as enormes potencialidades em energias renováveis» que existem na região, explicou à Lusa João Bernardo, diretor do departamento das renováveis da DGEG.

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/

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