28
Jun 12

Biomassa com prazos alargados para acesso a incentivos

O Conselho de Ministros de hoje aprovou alterações no diploma que regula a produção e o aproveitamento da biomassa com o objectivo de promover o sector e assegurar o abastecimento das centrais dedicadas de biomassa florestal.

Considerando a importância assumida pela produção e o aproveitamento de biomassa no quadro das políticas de valorização dos recursos florestais, de desenvolvimento económico sustentável e de aposta nas energias renováveis, as alterações agora aprovadas visam alargar os prazos fixados para o acesso aos incentivos para a construção e exploração das centrais dedicadas a biomassa florestal.

Também hoje foi aprovada uma proposta de lei no âmbito do sistema de gestão dos consumos intensivos de energia (SGCI). O documento estabelece o regime de acesso e exercício das actividades de realização de auditorias energéticas, de elaboração de planos de racionalização dos consumos de energia e de controlo da sua execução e progresso.

A ideia é reduzir ou eliminar obstáculos supérfluos ou desproporcionados ao acesso e exercício das mencionadas actividades, concretizar alguns aspectos da disciplina relativa ao reconhecimento das qualificações profissionais e do regime que criou o sistema de regulação de acesso a profissões. O novo diploma visa a aplicação do Regulamento da Gestão do Consumo de Energia para o Sector dos Transportes.

Outro diploma, que transpõe a directiva comunitária relativa à limitação das emissões de compostos orgânicos voláteis em determinadas tintas e vernizes, produtos de retoque de veículos e respectivas subcategorias, faz ainda parte dos documentos aprovados hoje.

Esta alteração, ao considerar os progressos técnicos entretanto verificados, vem autorizar o uso de novos métodos de ensaio, reduzindo os custos, lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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11
Jun 12

Biomassa: a esperança no sector das renováveis

Colocado em consulta pública há uma semana, as linhas estratégicas para a revisão do Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis confirma o forte golpe numa política de energias renováveis levada a cabo pelo anterior executivo. Se é verdade, no entanto, que os novos investimentos em renováveis foram suspensos, a biomassa surge neste cenário como o segmento menos prejudicado.

As novas linhas de orientação do governo apontam para a promoção na produção de biocombustíveis e o incentivo às culturas energéticas. Mesmo assim, também neste sector as metas para 2020 foram revistas, de um mínimo de 250 MW instalados para 200 MW. Partindo dos 117 MW instalados em 2011, segundo as contas da tutela, o máximo de 200 MW deve ser alcançado em 2016, não existindo expectativas de aumentar este valor até 2020 (ano do horizonte no PNAER).

Nos cenários apresentados no Plano de Acção, a biomassa representará uma fatia de sete por cento na repartição da produção eléctrica de fonte renovável daqui a oito anos. As estimativas apontam ainda para que as fontes de energia renováveis sejam responsáveis por 58 por cento do total da produção de electricidade nacional. À semelhança dos restantes sectores das renováveis, quaisquer novos investimentos em biomassa serão suspensos até 2014.

Segundo dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), a biomassa (com e sem co-geração) representa actualmente cerca de 12 por cento da energia eléctrica produzida através de renováveis. A informação,  divulgada a 25 de Maio deste ano, reforça o peso da biomassa como terceiro sector com maior produção bruta dentro das fontes renováveis, apenas ultrapassada pela hídrica e eólica.

O mesmo documento da DGEG apresenta ainda a percentagem de uso de biomassa (e biogás) na comparação entre países da OCDE, no ano de 2010. Na altura, a produção nacional estava em oito por cento, acima da Espanha (4,1 por cento), mas muito abaixo de países como a Bélgica (62,8), Reino Unido (46,3) ou Finlândia (45).

Em paralelo com a aposta assumida do governo na biomassa, também o parlamento já se pronunciou sobre o sector. A 9 de Maio foi publicado em Diário da República uma resolução da Assembleia da República que recomenda um conjunto de medidas que «promovam a utilização e valorização da biomassa florestal como contributo para a gestão sustentável das florestas e como prevenção da ocorrência de incêndios florestais».

A reavaliação da estratégia para o aproveitamento da biomassa surge entre as medidas apontadas. O parlamento quer, especificamente, que sejam definidas medidas e respectivas «métricas económico-financeiras da sua implementação», para sustentação das medidas que se justifiquem concretizar.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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02
Set 11

Sector da biomassa defende incentivos para energia térmica

ndissociável da fileira florestal, a produção de energia a biomassa representa 14,02 por cento dos consumos de energia primária em Portugal, segundo dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia de 2009. Mesmo assim, o sector da biomassa acredita que é possível fazer mais, especialmente em termos do mercado de calor habitacional.

«Se quisermos apostar na biomassa como forma de levar a energia térmica aos edifícios, é preciso que a legislação defina que, a partir de certa data, os edifícios novos devem dispor de redes de distribuição de água quente e fria», afirma Paulo Preto dos Santos, secretário-geral da Associação de Produtores de Energia e Biomassa (APEB), na defesa de um esquema de apoios e incentivos à adaptabilidade das habitações para o aproveitamento da biomassa.

O gestor dá como exemplos o esquema de incentivos à reconversão de edifícios para o gás natural, posto em prática nos anos 90, mas também os investimentos feitos no Parque das Nações. O parque habitacional desta área oriental de Lisboa é servido por redes de água quente e fria.

Por seu lado, João Baetas, da ANPEB – Associação Nacional de Pellets Energéticas a Biomassa, também sugere um programa de incentivos, mas com um perfil mais modesto. O responsável sugere que a reconversão dos edifícios para caldeiras a pellets seja apoiada «ao nível dos impostos, por exemplo».

Resta saber se, em período de conjuntura económica desfavorável, será viável apostar em esquemas deste tipo. Paulo Preto dos Santos admite que o nível de investimentos necessários possa ser uma barreira à operacionalização de uma política energética a este nível.

«Estamos a falar do mesmo nível de investimentos que foram feitos para o gás natural. Ou seja, investimentos muito elevados». Mesmo assim, o secretário-geral da APEB acredita que esta seria a estratégia certa para garantir, a longo prazo, uma diminuição da dependência energética de Portugal.

No entanto, e em paralelo com a possibilidade de apoios estatais, o sector reconhece que o mercado de calor carece de formação. «As pessoas precisam de ter mais informação sobre as vantagens do uso da biomassa, e a tarefa de informar cabe também aos próprios fabricantes», conclui João Baetas.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/
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30
Ago 11

Picadora de eucalipto produz biomassa

Florestas energéticas. É neste conceito que a New Holland vem trabalhando de dois anos para cá. Durante a Expointer, em Esteio (RS), que prossegue até o dia 4 de setembro, a fabricante de tratores, colhedoras e outras máquinas agrícolas apresentou uma roçadeira que, com uma plataforma específica, transforma-se numa colhedora e picadora de eucalipto para produção de biomassa. O equipamento, autopropelido, com potência de 600 cavalos e batizado de FR9060, será vendido com a plataforma de corte de madeira FB130 e é o primeiro do gênero no País, garante a fabricante.

Esta biomassa são cavacos de eucalipto, cada vez mais utilizados para geração de energia a partir da combustão. No filme que apresenta a máquina em operação, árvores de eucalipto de no máximo dois anos, cultivadas no sistema adensado (7 mil plantas por hectare, em vez das usuais 5 mil plantas por hectare), são cortadas rente ao chão, à altura de 10 centímetros e até menos, logo engolidas e trituradas pelas facas internas da plataforma. Um transbordo recolhe os cavacos.

A máquina com plataforma já tem preço, cerca de R$ 850 mil, mas ainda está em processo de validação na Universidade Estadual Paulista (Unesp), câmpus de Botucatu (SP). “Vamos levar cerca de dois anos até concluírmos todos os testes de validação”, diz o especialista de Produto da New Holland, Roberto Jonker, explicando que a máquina foi desenvolvida na Bélgica, testada com outras espécies de árvores, e agora está sendo avaliada com eucalipto cultivado no Brasil.

Este tipo de máquina compreende, na verdade, a venda de um pacote tecnológico, em que até a maneira convencional de cultivo de eucalipto terá de ser modificada, passando-se do convencional para o adensado – além de o cultivo ter de ser feito em áreas com pouco declive para garantir a operação da máquina. Ou seja, ao contrário do que preconizam recomendações técnicas, de utilizar para o plantio de eucalipto áreas declivosas e com pouca aptidão para o cultivo de alimentos. Jonker não acredita, aliás, que o eucalipto cultivado sob este novo sistema, para se adaptar à nova máquina, concorrerá com áreas de lavoura de grãos. “Há uma grande extensão de pastos degradados no País, na qual pode-se plantar eucalipto. Além disso, a necessidade de eucalipto para abastecer energeticamente o País não tomará nem 0,5% da área total cultivada”, diz.

fonte:http://blogs.estadao.com.br/

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16
Jun 11

Biomassa é metade da energia renovável consumida na Europa

O Eurostat revelou esta quarta-feira que metade da energia renovável consumida nos 27 Estados-membros é proveniente de madeira e resíduos florestais. Portugal atinge os 60 por cento da energia proveniente destes materiais.

A madeira e os resíduos florestais estão na origem de metade da energia renovável consumida nos 27 países da União Europeia (UE), embora existam grandes diferenças entre eles, variando entre os 16 por cento do Chipre e os 97 por cento da Estónia, diz a Lusa.

O relatório divulgado pelo Eurostat mostra ainda que a floresta representa cerca de 40 por cento da superfície europeia, ou seja, um total de 178 milhões de hectares, quatro por cento da floresta mundial.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/n

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14
Abr 11

Marques Mendes quer que governantes ponham as mãos na biomassa

"Só num país de doidos é que há um concurso que o Governo abre em Março de 2006 para 15 centrais de biomassa e cinco anos depois tem o concurso praticamente no papel", afirmou o gestor e antigo dirigente do PSD.

 

Luís Marques Mendes, administrador da Nutroton Energias, afirmou hoje que no domínio da energia "as prioridades de investimento precisam de ser reavaliadas", reclamando uma maior consideração do Governo português pela produção deelectricidade a partir de biomassa. 

Marques Mendes sublinhou hoje, num seminário da Câmara de Comércio Luso-Belga-Luxemburguesa e da Sociedade Rebelo de Sousa, que "o poder político não tem manifestado sensibilidade [para a biomassa], com excepção do actual secretário de Estado [da Energia, Carlos Zorrinho]". 

O mesmo responsável, que tem dado a cara pelos interesses de várias empresas dedicadas à biomassa, lançou críticas ao actual Governo. "Só num país de doidos é que há um concurso que o Governo abre em Março de 2006 para 15 centrais de biomassa e cinco anos depois tem o concurso praticamente no papel", afirmou Marques Mendes. 

O gestor e antigo dirigente do Partido Social Democrata lembrou ainda que os parques eólicos funcionam cerca de 2.500 horas por ano e as centrais solares cerca de 1.600 horas, enquanto as unidades de biomassa produzem electricidade durante quase 7.500 horas por ano. 

Marques Mendes também chamou a atenção para o papel de geração de emprego das centrais de biomassa, por contraposição às eólicas e energia solar. Ainda assim, o administrador da Nutroton Energias considera que "esta aposta que o país tem feito nos últimos anos nas renováveis é estrategicamente correcta". 

Luís Marques Mendes lamenta ainda que haja menos investidores virados para o sector da biomassa. "Os bancos não acham graça nenhuma a financiar a biomassa", referiu o mesmo responsável. 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt

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17
Dez 10

Vimasol aposta na energia da biomassa

Unidade industrial de produção de ‘pellet’ obrigou a um investimento de 1,6 milhões de euros. Empresa responde por toda a cadeia de valor.

A Vimasol, empresa do sector das energias renováveis fundada em 2003, está a fazer derivar a sua aposta estratégica na área da biomassa - aquela que, segundo o seu CEO, Eduardo Ferreira, tem mais potencial para responder às necessidades do mercado. Necessidades entendidas num sentido lato e vários níveis: da utilização de energia por parte de clientes particulares e empresariais; das disponibilidades de matéria-prima; e de impacto ambiental, visual, etc.

A biomassa é de facto, segundo Eduardo Ferreira, de um potencial energético elevado e de muito fácil utilização. Prova disso está na unidade fabril que o grupo Vimasol inaugurou em finais de 2008, onde produz 'pellet'. Este produto é ideal para a alimentação de diversas caldeiras a biomassa colocadas à disposição dos mercado e deriva da utilização do serrim das serrações da zona onde a empresa se encontra (arredores da cidade de Guimarães) - que de outra forma seguiria directamente para os aterros.

fonte:economico.sapo

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22
Nov 10

Actualização de tarifa da biomassa gera consenso

A actualização da tarifa de produção de biomassa florestal, aprovada em decreto-lei este mês, tem o acordo da maioria dos votantes da mais recente sondagem do Ambiente Online. Questionados sobre esta mudança, que aumenta o coeficiente de remuneração dos actuais 8,2 para 9,6, cerca de 68 por cento dos participantes da votação concordou com o aumento da tarifa.

Dessa maioria, 42,1 por cento acredita que «de outra forma não seria possível impulsionar este sector, esquecido pelos decisores». Os restantes 26,3 por cento lembram, no entanto, que embora tenha sido importante actualizar a tarifa, «os valores praticados no resto da Europa continuam a ser mais altos».

Por fim, 31,6 por cento discordam deste fomento ao sector da biomassa, por não acreditarem que seja uma aposta de futuro para Portugal. Através do novo decreto-lei, as centrais de biomassa de potência superior a 5 MW vão ver a tarifa subir de 107,5 para 118,3 euros por MW/h. Já no caso das centrais de menor potência, a remuneração passa dos actuais 109,5 para 120,2 euros por MW/h.

fonte:ambienteonline

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12
Nov 10

Governo aumenta tarifa da biomassa

O Governo aprovou um decreto para estimular a produção de energia de biomassa florestal, cuja energia produzida passará a ter um coeficiente de remuneração de 9,6 em vez dos actuais 8,2. Significa isto que, para as centrais de potência superior a 5 MW a tarifa sobe de 107,5 euros por MW/h para 118,3 euros por MW/h. No caso de as centrais com potência inferior a 5 MW, a remuneração passa de 109,5 euros por MW/h para 120,2 euros por MW/h.

Para beneficiarem deste incentivo, as centrais dedicadas a biomassa florestal devem cumprir determinados deveres, nomeadamente a organização de sistemas de registos de dados que permitam avaliar, auditar e fiscalizar a tipologia da biomassa consumida na central, bem como a elaboração de um plano de acção visando a sustentabilidade a prazo do aprovisionamento das centrais e a coordenação dos programas de manutenção das centrais com o operador da rede de transporte.

A aplicação deste incentivo fica dependente, em especial, da entrada em exploração das centrais, até final de 2013 ou 2014, em casos especiais.

A Associação dos Produtores de Energia e Biomassa (APEB) congratula-se com a decisão do Governo e sublinha que foi o seu trabalho que colocou o tema da biomassa na agenda política. Paulo Preto dos Santos, secretário-geral da associação, sublinha que esta actualização era «absolutamente necessária, sendo que os valores agora estipulados, face à situação actual, são aceitáveis».

Ainda assim, o responsável lembra que os valores praticados em Portugal continuam a estar abaixo dos valores praticados no resto da europa, nomeadamente na vizinha Espanha.

fonte:ambienteonline

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11
Nov 10

Iberfer estreia central com biomassa animal já este ano

A Iberfer está a desenvolver um projecto de investigação e desenvolvimento com biomassa proveniente da actividade pecuária. O projecto tem como base a tecnologia de gaseificação, que converte a biomassa num gás de síntese, através de calor num meio sem oxigénio. O anúncio foi feito ontem, por Salvador Malheiro, da Universidade de Trás-os -Montes e Alto Douro (Utad) e consultor da Iberfer, durante a conferência Energias Renováveis, Energias do Futuro, a decorrer na 5ª Expo Energia.

A ideia é instalar uma unidade piloto de 1 MW, que deverá entrar em funcionamento ainda este ano, depois de ter estado em testes no último mês. Nesta unidade será valorizado o subproduto biomassa avícola, ao mesmo tempo que é produzida energia eléctrica descentralizada.

«No actual panorama energético e ambiental mundial, a biomassa deve ser definitivamente encarada como um fonte de energia», referiu Salvador Malheiro.

fonte:ambienteonline

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