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Nov 11

Empresas suíças de cleantech conquistam a China

A China está investindo bilhões de dólares em energia renovável e na eficiência energética.

Para aproveitar o boom da tecnologia limpa (cleantech), cada vez mais empresas suíças se lançam no vasto e lucrativo mercado chinês.

 

Uma nova Europa, mais ecológica e sustentável, está nascendo no deserto. À frente dos trabalhos, no entanto, não está Bruxelas, mas a Suíça, um país que a Europa (aquela comunitária) tem pouco a ver.
 
"Este é um projeto para o desenvolvimento de um novo bairro em Ordos, na Mongólia Interior, região autônoma no norte da China", mostra à swissinfo.ch Diego Salmeron, diretor-geral da LEP Consultants, uma spin-off da ETH Zurich, a politécnica federal de Zurique.
 
A ideia é ambiciosa, na definição chinesa do termo. No meio de uma região semidesértica será construído um assentamento urbano (45 mil pessoas) com uma arquitetura de estilo europeu. "Haverá um núcleo francês, inglês, italiano, alemão e, é lógico, suíço", explica Salmeron, que acaba de fechar um contrato com um parceiro local. "Ele nos pediu para desenvolver um conceito preliminar para o planejamento urbano e territorial."
 
O objetivo, segundo Salmeron, é construir um bairro energeticamente sustentável. "Os edifícios são projetados conforme o padrão energético suíço Minergie. Na parte alemã, pensamos criar um parque solar e eólico."

 

Mercado em expansão

A empresa de consultoria não é a única a se interessar pela China. De acordo com a plataforma de exportação de tecnologia limpa Cleantech Switzerland, entre 100 e 150 empresas suíças estão ativas no mercado chinês.
 
"Na China, o setor de tecnologia limpa está em expansão", diz Rolf Häner, diretor de operações da associação de promoção econômica. Segundo Haner, o país está investindo cerca de 170 bilhões de dólares para promover as tecnologias limpas.
 
A China já é o maior produtor de energia eólica (na frente dos EUA). Na lista dos maiores fabricantes de células fotovoltaicas, seis em cada dez empresas são chinesas, segundo os dados de 2010 da empresa de análise de mercados Bloomberg New Energy Finance.
 
O dragão asiático, no entanto, continua emitindo enormes quantidades de gás carbônico e outros poluentes. O ar e os rios de muitas de suas cidades estão entre os mais poluídos do mundo. "O país requer toda a gama de produtos que a indústria de tecnologias limpas da Suíça pode oferecer", observa Häner
 
Cleantech Switzerland cita, por exemplo, uma empresa de incineração de lixo chinesa que pretende criar uma parceria com uma empresa suíça para "melhorar o processo de triagem e o processamento de gás". De acordo com Rolf Häner, as empresas suíças com maior potencial são as que propõem "soluções para uma melhor eficiência energética".

 

Bons contatos

O acesso ao mercado chinês não é evidente. "É importante ter um bom produto e uma ampla rede de bons contatos, tanto com o governo e com particulares. A concorrência no mercado é muito grande", afirma Diego Salmeron.
 
Em seguida, é necessário superar a barreira da língua, presente em todos os níveis, e acompanhar seu projeto com as referências certas, acrescenta Rolf Häner. A chave do sucesso, insiste o diretor de operações, são as relações com os parceiros certos.
 
Por esta razão, a plataforma criada em 2010 pretende, com seus especialistas, dar apoio às pequenas e médias empresas da Suíça que buscam se lançar em mercados emergentes como China e Índia.

 

Uma leva à outra

No futuro, o número de empresas suíças na China deve crescer. Talvez até de forma exponencial. "Se nosso conceito for aceito, passaremos à realização de um projeto preliminar. Nesta fase, será importante envolver outras empresas suíças, capazes de cuidar de um setor específico", observa o diretor da LEP Consultants.
 
Aos olhos dos chineses, continua Diego Salmeron, a marca suíça é símbolo de qualidade e fiabilidade. No entanto, isto não é o suficiente para se sentar sobre os louros da vitória. "Se a Suíça quer se posicionar no topo da tecnologia verde, ela deve promover projetos de meio ambiente não só no exterior mas também no seu território."

fonte:http://www.swissinfo.ch/

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China anuncia 100 projetos de energia limpa na África

Dez nações africanas são beneficiadas pelos trabalhos; entre elas, estão Etiópia e Moçambique, que devem receber as instalações em breve

O governo chinês anunciou a implantação de cem projetos de energia limpa a serem realizados em países africanos. De acordo com a declaração das autoridades locais, a ação visa ajudar a África a combater as mudanças climáticas.

 

Segundo Lu Shaye, diretor-general do Departamento dos Assuntos Africanos no Ministério das Relações Exteriores da China, dez nações africanas têm sido beneficiadas pelos trabalhos realizados pelo governo chinês. A escolha deve-se ao fato que o continente é o mais afetado pelas mudanças no clima e assim parte desses efeitos pode ser minimizada.

Entre os cem projetos existem programa direcionados à energia solar, biogás, e hidrelétricas, com o intuito de facilitar e obtenção de energia e tornar o processo mais limpo. Etiópia e Moçambique estão na lista dos beneficiados, que devem começar a receber as instalações em breve.

O continente africano tem sido a principal preocupação de especialistas, que garantem que os impactos das alterações climáticas podem ser sentidos com mais intensidades nessas áreas, que atualmente já são afetadas pela pobreza e pela falta de estrutura em saneamento básico, por exemplo.

Neste mês, o pesquisador australiano Tony McMichael, da Universidade Nacional Australiana, alertou para o aumento das mortes na África, causadas pela fome e pela propagação de doenças infecciosas.

Assim como a China, muitos países desenvolvidos têm investido capital em estruturas de combate às mudanças climáticas em nações em desenvolvimento, devido ao compromisso estabelecido no Protocolo de Kyoto.

fonte:http://exame.abril.com.br/

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08
Set 11

China e EUA são os países mais atrativos para renováveis

China e os Estados Unidos são os maiores poluidores do mundo, mas paradoxalmente, ou talvez por isso mesmo, são os que mais atraem investimentos em energias renováveis. Esses dados, apresentados na quinta-feira (1) pela empresa Ernst & Young, indicam uma predominância dos países do Hemisfério Norte nas primeiras posições. Mas uma boa notícia para os brasileiros: o país já está entre os 15 mais atrativos para os investimentos renováveis, e subiu uma posição desde o último trimestre.

O Índice de Atratividade das Energias Renováveis por País estima o quanto um país atrai os investimentos de energias renováveis através de uma análise trimestral de tecnologias eólicas, solares, de biomassa e geotérmicas, além de fazer um diagnóstico com base nas questões econômicas e de mercado do setor renovável de cada país.

A pesquisa informa que, entre 2000 e 2010, a divisão dos investimentos feitos na indústria renovável foram de 42% para a eólica, 25% para a solar, 20% para a biomassa, 5% para as pequenas hidrelétricas, 4% para a geotérmica e 4% para a energia dos oceanos. Estes investimentos foram conduzidos principalmente pelo crescimento da Ásia e da América do Sul, pelo fortalecimento da biomassa na Europa e pela recuperação do crescimento nos EUA.

Segundo as informações da nova edição do relatório, a China e os Estados Unidos se mantiveram nos dois primeiros lugares do ranking, seguidos pela Alemanha, que subiu da terceira para a quarta posição, da Índia, que caiu da terceira para a quarta, e do Reino Unido e da Itália, que empataram em quinto lugar.

O documento afirma que a China se manteve no topo do ranking devido às recentes decisões do país de aumentar sua capacidade eólica offshore de 2 GW para 5 GW até 2015. Além de acrescentar sua capacidade energética, a China pretende também aumentar suas redes de energia.

Os Estados Unidos se conservaram em segundo na liderança por causa da administração do presidente Barack Obama, que, defendida pelos Democratas, criou programas de empréstimos e subsídios para as indústrias eólica e solar norte-americanas. No segundo trimestre do ano, o Departamento de Energia dos EUA (DOE) continuou a aprovar empréstimos e garantias para projetos de energias renováveis, apesar da pressão dos Republicanos para cortar estes fundos.

Já a Alemanha se aproximou um pouco do topo do ranking devido às iniciativas do país de acabar com seu programa nuclear, anunciando que o fechamento da última usina de energia atômica será em 2022, e de lançar um programa de incentivo de US$ 7,14 bilhões (R$ 11,45 bilhões) para a energia eólica offshore.

Mas os países que mais subiram posições foram a Finlândia, que galgou do 30º para o 23º lugar, e a Romênia, que saltou do 21º para a 16º. A maior queda ficou por conta da Grécia, que devido à série crise financeira que vem atravessando, despencou 11 posições, caindo da 10ª para a 21ª.

A pesquisa diz que apesar do momento relativamente estável que vive o setor renovável, a recessão econômica que ronda os Estados Unidos e a Europa deve em breve ter efeitos sobre essa indústria. O relatório sugere ainda que esse abalo financeiro será sentido principalmente nos mercados mais vulneráveis, enquanto as economias menos expostas devem ter uma rápida reação, retornando a condições de financiamento mais competitivas.

Brasil

O Brasil ganhou uma posição no Índice de Atratividade das Energias Renováveis por País, ficando em 11º, devido principalmente ao preço da energia eólica no país, cujo teto nos leilões foi estabelecido entre R$ 139 e R$ 146 por MWh pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Com relação ao ranking de atratividade de energia eólica, o país subiu duas posições, indo de 16º para 14º. Já nos investimentos solares, o país manteve seu índice de atratividade em 16º lugar.

Na biomassa o Brasil também ganha destaque. De acordo com o documento, os leilões e subsídios governamentais são os grandes responsáveis pelos mecanismos de apoio à biomassa do país. Segundo dados de Javier Sobrini, do Banco Santander SA, incluídos no relatório, o desenvolvimento de economias emergentes como o Brasil está criando oportunidades para investimentos em energias renováveis que não existiam antes.

Essa tendência já vem se desenvolvendo há algum tempo, e é a segunda vez que o país aparece entre os 15 mais atrativos para os investimentos renováveis na pesquisa da Ernst & Young. A primeira foi no trimestre passado, quando o Brasil subiu quatro posições, atingindo o 12º lugar.

fonte:http://www.midianews.com.br

 

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08
Dez 10

China consolida liderança em ranking global de energias renováveis ...

Após ter ultrapassado os Estados Unidos como o destino mais atrativo para investimentos em projetos de energias renováveis no mundo, em estudo da Ernst & Young concluído em agosto, a China consolida sua liderança global. O país asiático ampliou sua pontuação na mais recente edição do ranking, finalizada em novembro. Com avaliação idêntica nas duas listas, o Brasil mantém a condição de país latino-americano mais bem posicionado, mas caiu do 16º para o atual 18º lugar, em virtude da ascensão de outros países.

No ranking de 30 países produzido pela Ernst & Young desde 2003 e atualizado trimestralmente, pela primeira vez, figuram Coreia do Sul, México, Romênia e Egito. Outros destaques da relação concluída em novembro são a subida do Japão de 19º para 15º lugar e a saída da República Tcheca da listagem.

Por trás da consolidação chinesa na primeira colocação, está o alto investimento do país em sua indústria de energia eólica. O gasto da China neste segmento equivale à metade do total do investimento global em novos projetos eólicos no restante do mundo. Até o final do segundo trimestre, Pequim responde por empregar cerca de US$ 10 bilhões em energia eólica, de um total de US$ 20,5 bilhões no mundo. Esse investimento pesado assegurou que aproximadamente 50% das turbinas movidas por vento a iniciarem funcionamento em 2010 estão na China.

Já os Estados Unidos, que lideraram o ranking entre novembro de 2006 e maio de 2010, estão na última versão do ranking, cinco pontos atrás dos chineses (em agosto, eram dois). A repercussão prolongada da crise financeira, a queda no preço do gás e incertezas acerca de políticas ambientais de médio e longo prazo ocasionaram a queda de um ponto para os americanos no trimestre, enquanto a China somou outros dois.

“Desde que atingiu a liderança no ranking divulgado no início de setembro, a China abriu boa vantagem sobre outros mercados. Tecnologia limpa, incluindo energias renováveis, representa uma parcela significativa do plano de crescimento econômico chinês”, avalia Ben Warren, líder de consultoria para infraestrutura energética e ambiental da Ernst & Young no Reino Unido.

fonte:jornale

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09
Nov 10

China é o país que investe mais em energias renováveis

Cerca de 90 por cento do investimento realizado nas energias renováveis é oriundo de países do designado G20, mas é a China que lidera o ranking, pela sua liquidez e crescimento que tem estimulado nesta área. Os EUA, que lideraram esta tabela nos últimos cinco anos, ficaram no segundo lugar em 2009. Os números foram revelado esta manhã por António Tomás, da consultora HQN Strategy Consulting, durante o Fórum da Energia, realizado no âmbito da Expo energia 2010.

O investimento mundial em energias renováveis tem crescido de forma consistente, cerca de 40 por cento ao ano, tendo atingido os 173 mil milhões de dólares em 2008. O líder mundial em matéria de capacidade instalada na energia eólica são os EUA, enquanto no solar o título pertence à Alemanha. Os incentivos no sector das renováveis ascende a cerca de 184,1 mil milhões de dólares, dos quais 31 por cento deverão ser alocados até 2011, destacando-se os EUA e a China como os países que mais apoiam este segmento.

Finalmente, António Tomás, estimou que até 2020 o mercado de '1ª geração das energias renováveis' deverá evoluir, prevendo-se depois desta data uma aposta no offshore profundo e a transição para um mercado mais competitivo, ou seja, não subsidiado.

fonte:ambienteonline

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15
Jul 10

China ultrapassa os EUA como o país com mais investimento em energia renovável

A China superou pela primeira vez aos Estados Unidos nos investimentos em energias renováveis em 2009, ano no que a Ásia e Oceania foram as regiões mais dinâmicas do mundo nesse setor, disse nesta quinta o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA).

 

Pelo segundo ano consecutivo, o investimento em energias limpas superou o gasto pelas fontes tradicionais na Europa e nos Estados Unidos, mas mesmo assim em 2009 não foi um bom ano para o setor nesses mercados, devido à crise econômica.

 

Após anos de crescimentos espetaculares, na Europa, o investimento caiu 10% em 2009, para US$ 43,7 bilhões, enquanto na América do Norte e a redução foi de 38%, o que a deixou em 20,7 bilhões, segundo o PNUMA, que apresentou hoje seu relatório anual ao respeito.

Por outro lado, na Ásia e Oceania subiu 30%, até os US$ 40,8 bilhões, graças particularmente à atividade na China e Índia, uma alta que situou a uma passagem de atalhar ao velho continente como a região líder das energias renováveis.

 

No Oriente Médio e África houve um aumento de 19%, embora a partir de um nível muito baixo, com o que a quantia total alcançou os US$ 2,5 bilhões no ano passado.

 

O investimento na América do Sul caiu 20%, para os US$ 11,6 bilhões, apesar de o Brasil produzir quase todo o etanol à base de cana-de-açúcar do mundo e também ter construído recentemente plantas eólicas e de processamento de biomassa.

 

No total, o investimento mundial em energias limpas caiu 7% em 2009 e se colocou em US$ 162 bilhões, de acordo com o relatório.

As maiores baixas foram registradas em grandes plantas de energia solar e em biocombustíveis, enquanto o investimento cata-ventos foi recorde, graças às novas instalações chinesas e a complexos eólicos no Mar do Norte.

 

Achim Steiner, o chefe do PNUMA, assinalou que em 2009 o setor demonstrou "resistência" diante da crise, já que a queda foi menor do que o previsto por muitos analistas.

fonte:De Agencia EFE

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