09
Abr 12

Dinamarca quer renunciar à energia fóssil até 2050

A representante política dinamarquesa Lykke Friis fez questão de deixar uma coisa clara: "não somos hippies". Talvez a frase soe um pouco defensiva ao extremo, mas Friis está fazendo a defesa de uma iniciativa ousada: a Dinamarca anunciou que, até o final desta década, produzirá um terço de sua energia a partir de fontes renováveis - poder eólico, principalmente, mas também solar e queima de "biomassa". De forma ainda mais ambiciosa, o governo dinamarquês tem como meta alimentar o país inteiro com energia renovável até 2050, abandonando as fontes fósseis. O que faz desse anúncio algo ainda mais surpreendente é o fato de ele ter recebido o apoio de todo o espectro político do país.

 

 

 

Lykke Friis, por exemplo, é a líder do oposicionista Partido Liberal, de centro-direita e orientação pró-negócios. Para ela, a decisão de erradicar o uso de energia fóssil é uma questão de planejamento financeiro. "Independentemente do que façamos, teremos um aumento no preço da energia, simplesmente porque as pessoas na Índia e na China querem ter seus próprios carros", justifica. "É por isso que temos a clara ambição de criar independência em relação aos combustíveis fósseis - para não estarmos vulneráveis a grandes flutuações no preço da energia."

 

 

 

Novo rumo
A experiência em curso na Dinamarca tem explicações históricas: o país sofreu de forma especialmente forte com as flutuações do preço do petróleo registradas no início dos anos 1970. Com poucas opções domésticas de energia, a nação assistiu a uma grande elevação nos custos energéticos, fazendo com que ganhasse força a ideia de que um novo rumo era necessário.

 

 

 

A energia nuclear, por sua vez, sempre foi alvo de oposição por parte de políticos e da opinião pública. Por conta disso, a Dinamarca começou a apostar em fontes renováveis muito antes do que outros países, ganhando a dianteira especialmente na energia eólica.

 

 

 

Na usina de Avedore, nos arredores de Copenhague, quase mil megawatts de energia estão sendo gerados a partir de fontes renováveis, o suficiente para abastecer 250 mil residências. Uma parte disso vem de gigantescas turbinas movidas a vento; outra, vem de usinas de biomassa, que queimam feno e resíduos industriais.

 

 

 

Avedore é administrada pela maior empresa energética dinamarquesa, a Dong Energy, que planeja fornecer toda a eletricidade do país a partir de fontes limpas. "É uma grande transformação da empresa", diz o vice-presidente executivo Thomas Dalsgaard. "Acreditamos que o futuro não é baseado em carvão. Mas é difícil, você tem que criar um modelo totalmente diferente para operar nos negócios."

 

 

 

Armazenamento
A questão vai além de modificar usinas ou de construir mais parques eólicos. Para começar, existe o desafio de armazenar energia renovável, para usá-la na ausência de sol e de vento. Engenheiros estudam propostas de armazenar o calor gerado pela eletricidade; de expandir o número de carros elétricos do país, com baterias recarregáveis. Mas tudo isso está em estágio inicial de desenvolvimento.

 

 

 

Outro desafio é a distribuição. Usinas energéticas convencionais estão localizadas nos arredores das cidades. Se plantas eólicas forem construídas em áreas marítimas mais remotas, como planejado, será necessária uma ampla rede de cabeamento para levar a energia gerada aos consumidores urbanos.

 

 

 

"Será preciso um grande investimento", diz Erik Kristofferson, da Energinet, que administra a rede de eletricidade do país. "E esse investimento deve começar agora. É uma questão política, mas acreditamos que pode ser feito."

 

 

 

Críticas
Já Bjorn Lomborg não está convencido. Ele é um dos mais conhecidos críticos da energia renovável no mundo, e lamenta o fato de seu próprio país estar comprometido com um futuro de energia baseada em vento, ondas do mar e painéis solares.

 

 

 

"Construir usinas eólicas nos faz sentir bem. Mas isso reduzirá o crescimento econômico", justifica ele. "A energia verde é muito mais cara do que os combustíveis fósseis. Deveríamos combater o aquecimento global abandonando o carvão, que polui muito, e adotando o gás, que polui muito menos."

 

 

 

Lomborg alega que existe uma potencial reserva de gás de xisto no subsolo do país. Mas a real extensão das reservas é desconhecida. A Polônia, que inicialmente anunciou que poderia suprir a maioria de suas necessidades energéticas com gás de xisto, recentemente voltou atrás e reduziu as estimativas sobre suas reservas. Além disso, esse tipo de gás é extraído por um processo que, para alguns, é excessivamente danoso ao meio ambiente.

 

 

 

Suprimento estável
Para o ministro de Energia da Dinamarca, Martin Lidegaard, o xisto não traz vantagens em relação em relação a outros combustíveis fósseis e pode também sofrer com a oscilação de preços. "O risco de subida de preços de combustíveis é real. O que queremos é assegurar um suprimento estável de energia limpa e barata."

 

 

 

Lidegaard admite que não pode calcular os custos da transição completa às fontes renováveis, mas argumenta que essa transição ainda faz sentido economicamente - e não apenas para a Dinamarca. "Tenho certeza não apenas de que outros países poderiam fazer isso, mas que o farão, simplesmente por causa do desenvolvimento dos mercados. Cada país terá que encontrar sua própria solução. Mas isso acontecerá? Sim."

 

 

 

O compromisso dinarmarquês ainda terá que ser debatido pelo Parlamento do país. Mas, considerando que quase todos os parlamentares demonstraram apoio à medida, a tramitação deverá ser apenas uma formalidade. Depois disso, porém, é que começará o trabalho de verdade: descobrir como pôr em prática esse ambicioso objetivo.

fonte:http://economia.terra.com.br/n

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24
Fev 11

Dinamarca quer livrar-se dos combustíveis fósseis em 2050

O Governo dinamarquês prevê que em 2050 aquele País deixe de ser dependente dos combustíveis fósseis, segundo um relatório publicado no Green Futures.

Segundo a Comissão do Clima do Governo dinamarquês, citada pelo Green Futures, esta transição poderá implicar um investimento de apenas 2,1 mil milhões de euros. Um estudo realista ou pura ficção?

De acordo com o relatório, o investimento nesta transição energética será relativamente barato porque o preço dos combustíveis fósseis continuará a aumentar durante as próximas quatro décadas, enquanto as energias renováveis passarão a ser relativamente baratas.

Este aumento dos combustíveis fósseis, adianta o relatório, não surgirá apenas por factores externos. O Governo dinamarquês prevê o “aumento substancial” dos impostos sobre os combustíveis fósseis nas próximas décadas, sobretudo até 2030.

Esta Comissão do Clima é formada por cientistas independentes e especialistas da OCDE e foi criada pelo Governo dinamarquês há dois anos para averiguar o que é necessário para criar uma economia que não consuma combustíveis fósseis e que seja capaz de alcançar uma redução de 95% das emissões de gases com efeito de estufa em 2050.

Ainda segundo esta comissão, acabar com os combustíveis fósseis e mudar para a energia eólica e biomassa implicará a redução das emissões em 75% em comparação com os níveis de 1990.

Para tal, a maioria da tecnologia necessária já existe, está disponível e inclui redes inteligentes de distribuição e novas ligações internacionais que permitam exportar a energia eólica em caso de excedente – e importar a electricidade quando não houver vento.

Para chegar a níveis maiores de redução das emissões são necessárias alterações mais complexas noutros sectores da economia, sobretudo o da agricultura, avança ainda a comissão.

“[O Governo vai apresentar uma estratégia sobre] como deveremos ser completamente independentes dos combustíveis fósseis. Um plano de transição semelhante afectará todos os sectores da sociedade e todos os aspectos da política”, reagiu o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen.

“Estamos a enfrentar uma altura de decisões difíceis de adoptar. Não é um objectivo que possa conseguir-se de um dia para o outro, mas sabemos o que precisamos para iniciar o caminho”, revelou Lars Lokke Rasmussen.

fonte:http://www.greensavers.pt

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29
Set 10

Escócia e Dinamarca consideram depender exclusivamente das energias renováveis em 2025 e 2050 respectivamente

Recentemente a Comissão do Clima do governo da Dinamarca publicou um relatório que conclui que é possível a energia do país ser 100% renovável em 2050. Por seu lado, o Primeiro-ministro da Escócia afirma que a Escócia pode em teoria gerar toda a sua energia eléctrica a partir de renováveis até 2025.

 

À medida que o petróleo se torna cada vez mais escasso e caro multiplicam-se os casos de nações que fazem planos de depender apenas das energias renováveis a médio prazo.

Com efeito, depois de a Agência do Ambiente Federal da Alemanha ter em Julho passado afirmado que é técnica e ecologicamente possível o país dependa apenas das energias renováveis paraa produção de electricidade em 2050, avançam agora a Dinamarca e a Escócia.

A Comissão do Clima do governo da Dinamarca publicou hoje um relatório que conclui que é possível criar uma rede energética totalmente independente dos combustíveis fósseis em 2050, com a energia eólica e a biomassa a poderem só por elas da resposta à maior parte da procura.

O documento conclui também que a relação custo-benefício é mais favorável no caso das energias renováveis do que nos combustíveis fósseis. Consequentemente, o relatório recomenda que o Governo comece a dedicar 0,5 do PIB anual aos investimentos no sector para garantir que a meta dos 100% é atingível em 2050.

Por seu lado, o Primeiro-ministro escocês deitou recentemente por terra os actuais objectivos do país de atingir os 50% de energia eléctrica renovável em 2020 substituindo-os por uma ambiciosa meta de 80%, chegando até a afirmar que é possível atingir os 100% em 2025.

Para tal, o chefe de governo crê no potencial da energia eólica alto mar e das marés mas o seu optimismo não convence a todos, e o seu próprio governo reconhece as dificuldades no que diz respeito à concretização destes objectivos.

fonte:naturlink

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