01
Jun 13

EDP já não quer só vento nos EUA. Agora vai explorar o sol da Califórnia

A EDP vai participar em leilões de energia solar na Califórnia, revelou ao Dinheiro Vivo o presidente executivo da empresa, António Mexia. Este é o passo natural seguinte a dar nos EUA, onde a companhia portuguesa é já a maior empresa de eólicas, considera o gestor. 
“A administração Obama aprovou, recentemente, a extensão dos incentivos fiscais que são atribuídos aos produtores de energias renováveis, o que nos dá visibilidade, e por isso estamos a olhar para o solar, e na Califórnia, que é onde faz sentido”, disse António Mexia no final de um almoço do American Club of Lisbon, esta semana. 

A aposta na energia solar faz parte do plano estratégico da EDP e da EDP Renováveis, porque os custos da tecnologia estão mais baixos - quase ao nível das eólicas -, tornando os parques fotovoltaicos mais atrativos. 

“Já fizemos os primeiros investimentos solares na Roménia, e continuamos à procura de outras oportunidades”, disse o CEO da EDP ao Dinheiro Vivo, à margem do encontro. 

Além da aposta no solar, o gestor adiantou ainda que, também por causa da extensão dos chamados Production Tax Credit (PTC), as eólicas nos EUA voltaram a ser interessantes para EDP. 

“Estamos a participar de novo nos leilões verdes”, adiantou António Mexia, sem detalhar as localizações das licenças a que estavam a concorrer. “Quando as utilities pedem energia verde nós concorremos e é isso que estamos a fazer agora”, acrescentou. 

O processo é simples. As distribuidoras de eletricidade, tanto para consumidores domésticos como para industriais, têm quotas de energia verde que podem produzir para depois abastecer os clientes com essa energia mais sustentável. São depois lançados leilões de licenças para construir e explorar parques eólicos (ou solares) com uma determinada capacidade de produção, que será depois injetada na rede de eletricidade. 

Este regresso aos EUA, onde não estavam incluídos novos investimentos nos próximos três anos, já tinha sido anunciado pelo CEO da EDP Renováveis, João Manso Neto, na conference call de apresentação dos resultado do trimestre. “Temos mais oportunidades que antes, porque a procura é muito grande o que prova que as eólicas com PTC são competitivas quando comparadas com as centrais a gás”, concluiu. 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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20
Ago 12

A culpa é do tempo. Importação de eletricidade dispara 129%

A pouca chuva que tem caído este ano em Portugal continua a ter consequências e não é só na agricultura. Em julho, Portugal já tinha importado mais 129% de eletricidade que no mesmo período do ano passado e o saldo importador - a diferença entre o que se importa e o que se exporta - cresceu 364%.

"São mais três mil MW que estamos a ir buscar lá fora, porque a produção hídrica está a um terço do que devia", alerta o presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), António Sá da Costa. E isto numa altura em que as exportações de bens cresceram 9,1% (primeiro semestre).

Este ano, nem as energias renováveis conseguiram ajudar a diminuir o saldo importador porque "houve uma falha muito grande na hídrica", acrescenta aquele responsável. Segundo dados da REN, a produção nas barragens caiu 62,7% e representou apenas 10% do consumo, a mais baixa de todas as formas de produção, segundo as conta de Sá da Costa, que referem as importações com um peso de 18,1%, as renováveis com 26,9% e a térmica com 36,7%.

No entanto, nem esta registou um crescimento muito significativo ao longo do ano, já que a produção a gás caiu abruptamente devido ao aumento do preço da matéria--prima. De acordo com os dados da REN, as centrais a gás da EDP no Ribatejo e na Figueira da Foz (Lares) reduziram a produção, em comparação com o período homólogo, em 78,2% e 67,1%, respetivamente. Já a central da Turbogás na Tapada do Outeiro recuou 44,1% e a da Endesa, no Pego, caiu 9,9%.

A alternativa tem sido recorrer ao carvão. "Por causa das descobertas de gás xisto, os EUA deixaram de consumir carvão e como há menos procura, o preço baixa", explicou António Sá da Costa, acrescentando ainda que, além disso, "até as licenças de CO2 estão agora ao preço da uva mijona". A prová-lo está o aumento de 71,5% na produção da central da EDP em Sines e o de 151,7% na central da Tejo Energia, em Abrantes (Pego).

Renováveis já são 37,7% do consumo
O único fator positivo da leitura dos dados da REN até julho, diz Sá da Costa, está relacionado com o facto de a produção através de renováveis e das barragens - energias limpas - já pesar 37,7% do consumo de eletricidade em Portugal, ou seja, "mais do que a produção térmica, que foi 36,7%", repara.

Para o presidente da APREN, esta situação mostra o peso cada vez maior que as renováveis e as energias limpas têm no consumo e na produção em Portugal, além do peso que têm na economia. "Em 2011, a importação de combustíveis fósseis baixou 7% por causa da existência das renováveis. Foram 720 milhões de euros que o país poupou. É muito dinheiro", salientou.

No entanto, este tipo de energia vai estar sempre sujeito ao clima e por isso é que, enquanto não houver produção suficiente, por exemplo de eólicas ou de solar, para cobrir as falhas nas barragens - e vice-versa -, vai sempre haver aumentos nas importações.

"Na União Europeia fala-se em ter a produção 100% renovável em 2050, mas estou convencido de que em Portugal até vai ser mais cedo, talvez aí em 2042 ou 2044", remata Sá da Costa.

fonte_http://www.dinheirovivo.pt/E

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08
Mar 12

EDP quer fazer parques eólicos e barragens em Angola

O presidente executivo da EDP disse hoje que a empresa irá participar em projetos de parques eólicos e novas barragens em Angola ainda este ano, num plano de expansão da EDP para outras geografias.

António Mexia, que falava na conferência de imprensa anual da EDP em Lisboa, afirmou que a empresa terá "novidades no mercado angolano, em que somos investidores minoritários ainda durante 2012", nomeadamente em "parques eólicos e novas hídricas".

No entanto, o presidente da EDP sublinhou que está tudo dependente de "enquadramento legal e regulatório" que países como Angola ainda não têm: "A maior parte destes mercados precisam de enquadramento legal e regulatório e muitas vezes é mais lento do que nós, e eles, gostaríamos".

fonte:http://www.destak.pt/a

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26
Set 11

Renováveis custam menos de dois euros por mês aos consumidores

Os consumidores só estão a pagar 1,9 euros por mês de contribuição para as energias renováveis, revela um estudo hoje apresentado pela Roland Berger, solicitado pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).

De acordo com o documento, este valor é inferior ao assumido até agora que referia um custo acrescido de 5,5 euros mensais a mais na conta da luz.   

A conclusão surge de uma metodologia alternativa de calcular a diferença entre quanto custa produzir energia através de combustíveis fósseis como o carvão e o gás natural (que são importados) e quanto custa produzi-la através de energias renováveis, nomeadamente eólicas, fotovoltaicas ou mini-hídricas (as barragens e grandes centrais hídricas estão incluídas na produção de energia normal).

De acordo com o presidente da APREN, António Sá da Costa, a nova forma de cálculo é mais justa e menos simplista que a actual, uma vez que permite que os custos com as renováveis sejam partilhados por todos os consumidores e não apenas pelos domésticos como é actualmente.

"Hoje é o consumidore doméstico que paga a maior parte dos custos com a produção através de renováveis", repara Sá da Costa, acrescentando que "se todos pagassemos tudo fifaria mais barato".

Contudo, o mesmo responsável ressalva que, os custos totais para se continuar a investir em renováveis são os mesmos e que esta nova forma de cálculo "apenas rearranja os parâmetros de forma mais justa".

Por isso é que, além de baixar o peso na factura mensal, baixam também os custos anuais, passando a diferença entre os dois tipos de produção dos actuais 330 euros para 111 milhões de euros.

Segundo explicou Pedro Galhardas, um dos responsáveis pelo estudo, a nova forma de cálculo assenta numa visão económica dos custos de geração de energia, ao contrário da actual que assenta numa visão financeira.

Assim, os novos cálculos retiram dos custos com as renováveis uma série de parâmetros que hoje são contabilizados como é o caso das rendas obrigatórias que as centrais eólicas pagam aos minícipios (2,5% da produção); os custos de potência de reserva para fazer face às flutuações na produção renovável ou as perdas evitadas na rede de transporte.

O estudo sugere ainda que nos custos de produção não sejam incluídos o que se gasta a comprar licenças de emissões de carbono para a produção de electricidade.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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14
Jul 11

Renováveis aumenta produção de energia eólica em 27%

A EDP Renováveis aumentou a produção de energia eólica em 27% no primeiro semestre face ao mesmo período do ano passado.

Em comunicado enviado à CMVM, a empresa liderada por Ana Maria Fernandes refere que os "EUA representaram o principal motor de crescimento anual (+39%), enquanto o nível de crescimento na Europa foi afectado pelo elevado recurso eólico registado em particular no primeiro trimestre do ano anterior."

Os dados mostram que no Brasil, a produção mais do que duplicou, com um crescimento de 107%.

Nos últimos doze meses, indica também a energética, a capacidade eólica instalada da EDP Renováveis aumentou em 1,4 gigawatts, uma subida de 24% face ao primeiro semestre do ano passado.

Entre Janeiro e Junho, a EDP Renováveis instalou 486 megawatts (MW) (60% do total da nova capacidade prevista para 2011), dos quais 362 MW na Europa, 70 MW no Brasil e 54 MW nos EUA.

fonte:http://economico.sapo.pt

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06
Jun 11

EDP Renováveis e Repsol levam eólica offshore ao Reino Unido

A EDP Renováveis (EDPR) anunciou hoje ter estabelecido uma parceria com a Repsol para o desenvolvimento de até 2,4 gigawatts de capacidade eólica offshore no Reino Unido. Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDPR informa que ficará responsável por 60 por cento da participação e que irá liderar a parceria, que surge na sequência da aquisição pela Repsol da SeaEnergy Renewables (SERL).

Segundo o mesmo comunicado, no seguimento da aquisição da petrolífera espanhola, da SERL detida pela SeaEnergy PLC e consequente reestruturação societária, «a EDPR irá deter 67 por cento da sociedade Moray Offshore Wind Limited (MORL), anteriormente detida a 75 por cento pela EDPR e a 25 por cento pela SERL», bem como «49 por cento da sociedade Inch Cape Offshore Wind Limited, anteriormente detida a 100 por cento pela SERL».

A MORL está a desenvolver até 1,5 GW na Zona 1 do programa de atribuição de autorizações para o desenvolvimento de parques eólicos offshore no Reino Unido ("UK Round 3") conduzido pela Coroa Britânica. A Inch Cape, por seu turno, está a desenvolver até 0,9 GW na região Escocesa de Firth of Tay, no âmbito do programa de atribuição de autorizações para o desenvolvimento de parques eólicosoffshore em águas territoriais escocesas por parte da Coroa Britânica.

«Com esta nova parceria, a EDPR aumenta o seu pipeline de projectos, potencia as suas opções de crescimento rentável no longo prazo melhorando o seu perfil de risco, ao mesmo tempo que se associa com a Repsol, uma empresa de classe mundial no sector de energia e com um forte compromisso no desenvolvimento de capacidade eólica offshore», conclui o documento enviado à CMVM.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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22
Fev 11

Prioridade da EDP Renováveis passa ao largo da Península Ibérica

Os governos tem de dar condições de infra-estruturas e remunerações para as empresas investirem. O projecto português de eólicas ‘offshore’ vai este ano para o mar da Póvoa do Varzim.

A prioridade da EDP Renováveis (EDPR) não passa pela Península Ibérica. A garantia foi dada ontem por Enrique Alvarez-Uría, responsável pelos projectos de energia eólica ‘offshore' da empresa do grupo EDP. No II Encontro Energias do Mar, promovido em conjunto pelos jornais "Expansión" e Diário Económico, o responsável da EDPR falou perante um plateia de especialistas em energias do mar, muitos deles com reticências em considerar a eólica ‘offshore' como energia marinha. Em Portugal, o projecto Windfloat, de energia eólica ‘offshore', com turbinas dentro do mar na Póvoa do Varzim, arranca este ano com turbinas no mar.

 

fonte:http://economico.sapo.pt

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02
Fev 11

EDP Renováveis aumenta produção e capacidade instalada em 2010

A EDP Renováveis aumentou a sua capacidade instalada em 1,1 gigawatts (GW) em 2010, o que correspondeu a um acréscimo de 20% face ao ano precedente.

 

O acréscimo de capacidade instalada daEDP Renováveis no ano passado resultou da adição de 947 megawatts (MW) à sua capacidade instalada consolidada (MW EBITDA) e de 154 MW (atribuíveis à EDPR) através do consórcio Eólicas de Portugal, refere em comunicado à CMVM a empresa liderada por Ana Maria Fernandes.

No final de Dezembro de 2010, a EDP Renováveis geria uma carteira de activos de 6,4 GW em oito geografias, tendo adicionalmente 239 MW no âmbito do consórcio Eólicas de Portugal. No ano passado, a empresa de energias limpas instalou um total de 501 MW na Europa e 600 MW nos Estados Unidos.

Ainda de acordo com o mesmo documento, a EDPR adicionou 350 MW só no quarto trimestre. Na Europa, a empresa de energias verdes iniciou a operação do seu primeiro parque eólico na Roménia (90 MW), instalou 25 MW em França, 15 MW emEspanha e 4 MW em Portugal.

Em Dezembro de 2010, a EDPR tinha 649 MW em fase de construção: 480 na Europa, 99 nos EUA e 70 no Brasil.

Por outro lado, a empresa produziu no ano passado 14,4 TWh de energia eólica, o que constitui um aumento de 32% face a 2009. Além disso, atingiu um factor de utilização de 29%.Em Portugal, este factor de utilização permitiu à EDPR um aumento de 15% na produção de electricidade.

Recorde-se que a empresa comandada por Ana Maria Fernandes apresenta resultados a 24 de Fevereiro, antes da abertura da bolsa.
fonte:jornaldenegocios

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