06
Jun 11

EDP Renováveis e Repsol levam eólica offshore ao Reino Unido

A EDP Renováveis (EDPR) anunciou hoje ter estabelecido uma parceria com a Repsol para o desenvolvimento de até 2,4 gigawatts de capacidade eólica offshore no Reino Unido. Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDPR informa que ficará responsável por 60 por cento da participação e que irá liderar a parceria, que surge na sequência da aquisição pela Repsol da SeaEnergy Renewables (SERL).

Segundo o mesmo comunicado, no seguimento da aquisição da petrolífera espanhola, da SERL detida pela SeaEnergy PLC e consequente reestruturação societária, «a EDPR irá deter 67 por cento da sociedade Moray Offshore Wind Limited (MORL), anteriormente detida a 75 por cento pela EDPR e a 25 por cento pela SERL», bem como «49 por cento da sociedade Inch Cape Offshore Wind Limited, anteriormente detida a 100 por cento pela SERL».

A MORL está a desenvolver até 1,5 GW na Zona 1 do programa de atribuição de autorizações para o desenvolvimento de parques eólicos offshore no Reino Unido ("UK Round 3") conduzido pela Coroa Britânica. A Inch Cape, por seu turno, está a desenvolver até 0,9 GW na região Escocesa de Firth of Tay, no âmbito do programa de atribuição de autorizações para o desenvolvimento de parques eólicosoffshore em águas territoriais escocesas por parte da Coroa Britânica.

«Com esta nova parceria, a EDPR aumenta o seu pipeline de projectos, potencia as suas opções de crescimento rentável no longo prazo melhorando o seu perfil de risco, ao mesmo tempo que se associa com a Repsol, uma empresa de classe mundial no sector de energia e com um forte compromisso no desenvolvimento de capacidade eólica offshore», conclui o documento enviado à CMVM.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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04
Abr 11

BPI recomenda corte do investimento em eólicas e fotovoltaico

Uma redução do investimento previsto no Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis (PNAER) em 10,9 mil milhões de euros é a principal do estudo do BPI sobre o sector energético, divulgado a 31 de Março. O documento prevê o corte de dois terços dos investimentos previstos até 2020, devido à conjuntura de crise, sublinhando que este investimento minímo será suficiente para assegurar a satisfação do consumo para os próximos nove anos.

Na óptica do relatório, a redução do investimento seria feito essencialmente ao nível das renováveis, com o corte total do investimento no fotovoltaico e o adiamento do investimento previsto em nova potência eólica.

«Dado o actual contexto de endividamento e de mercados financeiros, o investimento previsto em nova potência eólica, ascendente a 2 619 MW de potência instalada e a 3,4 mil milhões de euros, deve ser adiado», explicita o estudo do BPI. Já no caso do fotovoltaico, o relatório afirma que os investimentos, avaliados em 4,7 mil milhões de euros, «não devem ser efectuados, pelo menos até que esta tecnologia atinja uma maior maturidade tecnológica».

O documento sublinha ainda que o reforço de potência na central termoeléctrica a gás natural de Sines e os investimentos em centrais hídricas serão suficientes para dispensar a aposta na central termoeléctrica de Lavos (estimada em 540 milhões de euros).

Face às conclusões do relatório, a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren) já demonstrou o seu desagrado. Ao Jornal de Negócios, o presidente da Apren, António Sá da Costa, referiu a existência de «erros graves», num trabalho «acabado à pressa». Entre várias críticas, Sá da Costa sublinha a existência de erros técnicos, como é o caso do custo de investimento estimado para cada megawatt de mini-hídrica e grandes barragens. «Nunca um MW instalado numa pequena central hídrica é mais barato que o de uma central grande», afirma o presidente da Apren.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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26
Fev 11

Aguçadoura volta acolher projecto energético pioneiro

A EDP pretende instalar no mar de Aguçadoura um projecto inovador de aproveitamento energético. Trata-se de um torre eólica que irá flutuar no oceano, a cinco quilómetros da costa, e será activada pela força do vento para produzir energia.

 

 

Depois vários anos de avanços e recuos, que nos últimos tempos culminaram numa estagnação, o projecto para o aproveitamento energético no mar de Aguçadoura, poderá ganhar agora um novo fôlego, com o interesse da EDP em implementar um novo programa.

 

A revelação foi feita por Sérgio Cardoso, presidente da Junta de Freguesia local, que garantiu já ter havido contactos nesse sentido, embora desconhecendo pormenores.

 

"A EDP está com um novo projecto. Não sabemos concretamente qual é, mas estão estudar um projecto ligado às ondas. Já manifestaram interesse e têm feito estudos nesse sentido", afirmou o autarca.

 

Entretanto, na imprensa nacional foram já esta semana revelados mais alguns detalhes sobre os planos da EDP, que diferem um pouco da estrutura instalada na freguesia, por outra empresa, gizada para aproveitar a força das ondas.

 

Segunda as notícias difundidas, a WindPlus, consórcio liderado pelo grupo EDP, assinou um acordo com a dinamarquesa Vestas para o fornecimento de uma turbina eólica de 2 megawatts, que será implementada no mar região, a cinco quilómetros da costa, até ao Verão deste ano.

 

O projecto, denominada Wind Float, foi explicado da seguinte forma: "É uma estrutura flutuante patenteada, com design simples e económico, para suporte de aerogeradores offshore. As funcionalidades inovadoras do WindFloat - que atenua os movimentos induzidos pelas ondas e pelos aerogeradores/vento - permitem implantar aerogeradores offshore em locais antes inacessíveis, onde a água excede os 50 metros de profundidade e os recursos eólicos são superiores" sublinhou a EDP.

 

O sistema deverá ser assim testado na Aguçadoura, num parque EDP, ligado à rede, por um período não inferior a 12 meses, com o objectivo de validar o desempenho da integração entre o WindFloat e o aerogerador.

 "A EDP elegeu a energia eólica offshore como uma das suas cinco prioridades de inovação e o WindFloat é uma das tecnologias mais promissoras nesta área. Quando forem conhecidos os resultados desta fase de demonstração crucial, a EDP estará mais bem posicionada para superar os desafios da energia eólica offshore em todo o mundo", afirmou António Mexia, presidente da empresa, citado no comunicado.

fonte:expresso

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08
Jan 11

Energia eólica ultrapassa carvão pela primeira vez em Portugal

Os parques eólicos produziram mais energia, em 2010, do que as centrais a carvão, pela primeira vez em Portugal. A produção térmica baseada no carvão caiu 45%, uma vez que a electricidade foi gerada, maioritariamente, pelas barragens, devido à forte pluviosidade que se fez sentir no território no ano passado.

As eólicas produziram mais 20% de energia do que em 2009, o que, combinado com a descida da produção de energia a partir do carvão, fez com que a energia do vento seja, actualmente, terceira principal fonte de abastecimento eléctrico em Portugal, atrás da hídrica e das centrais de ciclo combinado a gás natural.

Em 2010, segundo dados da REN – Redes Energéticas Nacionais, os parques eólicos injectaram no sistema eléctrico português 9,03 terawatt hora (TWh), um volume de produção suficiente para abastecer três milhões de consumidores na baixa tensão normal (quase dois terços das famílias portuguesas que este ano pagarão mais 3,8% pela electricidade.

A notícia é avançada pela edição electrónica do Jornal de Negócios.

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