04
Jul 12

Eletricidade dos Açores mantém projeto geotérmico da ilha Terceira - presidente

Essa unidade, com uma capacidade de 3 MW, aproveitará os fluidos gerados por um dos poços já abertos naquela ilha do grupo Central, que "revelou capacidade produtiva contínua", afirmou Duarte Ponte, em declarações à Lusa no final de uma reunião de responsáveis da Geoterceira, empresa com capital da EDA (50,04 por cento) e da EDP que visa a exploração da energia geotérmica na Terceira, com investigadores e técnicos nacionais e estrangeiros.

Duarte Ponte salientou, no entanto, que esta central apenas avançará depois de serem feitos testes aos furos já realizados, que se deverão prolongar por um ano.

fonte:http://noticias.sapo.pt/n

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11
Ago 11

Geotermia já pesa quase 1/3 na produção eléctrica nos Açores

A produção da eléctrica da açoriana EDA com recurso a fontes renováveis aumentou 15% no primeiro semestre deste ano, face ao mesmo período de 2010, garantindo cerca de um terço da energia lançada na rede nos Açores.

 

Os dados da empresa, citados pelo Serviço Regional de Estatística, indicam que a produção de electricidade no arquipélago nas centrais geotérmicas, hídricas e eólicas cresceu de 114.129 para 131.390 MWh entre Janeiro e Junho, um aumento quase integralmente assegurado pela geotermia, que subiu neste período de 77.331 para 95.223 MWh.

Os Açores têm, na ilha de S. Miguel, as únicas centrais de produção eléctrica do país com base na utilização de fluidos geotérmicos captados em profundidade.

O aumento do volume de energia renovável lançada na rede regional na primeira metade do ano implicou uma redução na produção com recurso a centrais térmicas clássicas de 295.656 para 276.768 MWh.

Nos primeiros seis meses do ano, a produção total da EDA registou uma quebra de 409.786 para 408.158 MWh, ainda segundo os dados da eléctrica regional. 

O Governo dos Açores pretende que o aproveitamento de recursos renováveis permita garantir 75% da produção de electricidade no arquipélago dentro de sete anos.

Nesse sentido, a EDA tem em execução um plano que prevê que as fontes renováveis representem cerca de 50% da produção de energia em 2014.

Nos próximos quatro anos, a eléctrica regional tem previsto investimentos nesta área que ascendem a cerca de 100 milhões de euros.

fonte:Diário Digital / Lusa 

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16
Jun 11

Geotermia pode aumentar produção de calor e electricidade até dez vezes

Um estudo divulgado pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) revela que a energia geotérmica pode contribuir para aumentar em dez vezes a produção global de calor e electricidade até 2050.

O roadmap tecnológico da IEA aponta as medidas chave e acções políticas necessárias para alcançar um crescimento significativo da produção de energia a partir de fontes renováveis, e onde a energia geotermal pode desempenhar um papel fundamental.

Segundo o relatório, já há mais de um século que se efectua uma exploração activa da energia geotermal, mas os esforços para a extracção têm sido concentrados em zonas onde a água ou vapor surgem naturalmente, nomeadamente zonas vulcânicas.

Ora, a autora do estudo, Milou Beerepoot, nota que há ainda muitos outros locais por explorar, nomeadamente nos países em desenvolvimento e emergentes e que é necessário envidar esforços para remover todo o tipo de barreiras que continuam a “emperrar” o aumento da exploração nestes países.

Segundo o relatório do estudo, as fontes de energia renováveis, como o vento, o solar e a geotermia, terão que constituir uma parte muito maior da matriz energética mundial nos próximos anos, para conseguir cumprir o objectivo de limitar o aumento da temperatura global em 2°C, acordado pelos líderes mundiais na cimeira de Cancún, em 2010.

O relatório afirma que, através de uma combinação de acções que impulsionem o desenvolvimento dos recursos geotérmicos inexplorados e das novas tecnologias, a energia geotérmica pode ser responsável por 3,5 por cento da produção global anual de electricidade e por 3,9 por cento de energia térmica em 2050 – um aumento substancial, considerando que os números actuais se situam nos 0,3 e nos 0,2 por cento, respectivamente.

«Seria um contributo importante para os esforços globais de redução das emissões de carbono, utilizando uma fonte de energia fiável, que está disponível em todo o mundo, todos os dias do ano e cuja disponibilidade não é vulnerável ao clima ou condicionada pelas estações do ano», afirmou o Director Executivo da IEA, Nobuo Tanaka, no lançamento do relatório “Roadmap Tecnológico: calor e energia geotermal”, numa conferência em Estocolmo.

Este estudo é o último de uma série de roadmaps tecnológicos publicados pela IEA, com o intuito de orientar os governos e a indústria pelas acções e metas necessárias para alcançar todo o potencial de uma gama completa de tecnologias de energia limpa.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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29
Mai 11

Chaves aproveita energia geotérmica da água termal para aquecer edifícios

O projecto ESOL, constituído por oito entidades do Norte de Portugal e da Galiza, encerrou na passada quinta-feira em Chaves com um resultado prático: a implementação de sistemas geradores de energias renováveis em diferentes edifícios públicos. Em Chaves, foi optimizado um sistema de geotermia que hoje aquece a Piscina Municipal de Chaves, parte do Balneário das Termas e o Hotel Aquae Flaviae.

 

De uma caldeira convencional, as águas da Piscina Municipal de Chaves passaram a ser aquecidas por um sistema de captação geotérmica, baseado em energia totalmente renovável. Este é o resultado produzido pelo Projecto de Energia Sustentável Local (ESOL), cujo encerramento decorreu no Hotel Forte de São Francisco na passada quinta-feira, 26 de Maio. Ao longo dos dois últimos anos, este projecto formou um consórcio, constituído por oito entidades do Norte de Portugal e da Galiza, que investiu 1,2 milhões de euros num plano de uso de energias renováveis em edifícios públicos.

Dirigido pelo Instituto Energético da Galiza (INEGA) e pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo, o projecto ESOL, co-financiado a 75% por fundos comunitários através do Programa Operativo de Cooperação Transfronteiriça Espanã – Portugal 2007-2013, iniciou em 2009 e teve como objectivo avançar na gestão sustentável do meio ambiente da zona transfronteiriça, com base nos recursos renováveis existentes e crescente cooperação entre territórios. Esta parceria luso-galaica integrou os municípios portugueses de Chaves e Vinhais e os galegos de Verín, A Mezquita, Baltar e Riós.

No concelho de Chaves, o projecto, cujo investimento foi de 150 mil euros, traduziu-se na utilização da energia de um furo geotérmico existente nas Termas desde 1982, com água a 73 graus, que foi revestido com aço inox para aquecer a piscina municipal, bem como as águas sanitárias e espaço ambiental do Hotel Aquae Flaviae e parte do balneário das Termas de Chaves. Assim, graças ao aproveitamento de toda a água termal bombeada – sob forma de permutação de calor através de uma central geotérmica – “aumentámos a disponibilidade dos recursos”, explicou o director técnico da exploração de recursos da concessão das Caldas de Chaves, Manuel Cabeleira.

 

Aproveitamento geotérmico da captação termal para aquecimento da piscina e balneário permitiu “poupança energética muito elevada”

 

Ao adaptar a captação de água termal mineral para aproveitamento geotérmico para a climatização de parte do balneário termal (balneoterapia e parte musculosesquelético), houve “uma poupança energética muito elevada”, apontou Manuel Cabeleira, exemplificando que, com a caldeira convencional, a factura da energia eléctrica era “cerca de 2000 euros por mês e rondava os 4000 euros no Inverno”. Com a energia geotérmica, a mesma factura de energia eléctrica “é hoje de 20 euros por mês”, confirmou.

Já o aproveitamento geotérmico da captação termal para aquecimento da piscina também permitiu poupar 100% do custo de combustível e reduzir a emissão de 21 toneladas equivalentes de CO2 na atmosfera por ano. “Esta é uma energia totalmente limpa!”, garantiu Manuel Cabeleira. No entanto, alertou, “ é importante fazer uma exploração sustentada e equilibrada para não perturbar a composição da água”, tendo sempre em conta que é a água mineral medicinal mais quente do país, rematou Manuel Cabeleira. Com vista a não adulterar as suas características únicas, o projecto ESOL permitiu implementar sistemas de controlo e monitorização da nascente termal.

No final, a vereadora municipal Maria de Lurdes Campos avançou que, numa segunda fase, serão criadas “as estruturas necessárias para que os estabelecimentos hoteleiros da margem direita do rio Tâmega usufruam de aquecimento mais eficiente e mais barato”. Com o Balneário Romano encontrado no Largo do Arrabalde, além de um “acréscimo de recurso”, é certo que o futuro Museu das Termas Romanas será aquecido com este sistema, bem como o Tribunal, rematou Manuel Cabeleira.

Nas Jornadas de encerramento do projecto ESOL, mais de 60 alunos do curso técnico de energias renováveis da Escola Profissional de Chaves participaram nas apresentações sobre o que foi feito nas suas cidades por cada parceiro do projecto. Na Galiza, os municípios de A.Mezquita, Baltar, Riós e Verín instalaram uma central de biomassa, que distribui energia a vários edifícios públicos, como centros de saúde, pavilhão multiusos e centro cultural. Já no município que forma a Eurocidade com Chaves, Verín, foram instalados painéis solares na piscina municipal climatizada.

fonte:http://diarioatual.com/


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10
Jul 10

O que é a energia geotérmica?

Kilometros abaixo da superfície terrestre reside uma das maiores fontes de energia mundial - enegia geotérmica. Nossos ancestrais usaram a energia geotérmica para cozinhar e tomar banho, hoje podemos usá-la para fornecer energia limpa e barata para milhões de pessoas.


O que é a energia geotérmica?
Energia geotérmica é o calor retido debaixo da crosta terrestre. Este calor é trazido a superfície como vapor ou água quente—criada quando a água flui pelos lencóis subterrâneos proximos a rochas aquecidas—e usadas diretamente para aquecimento de casas e prédios ou convertida em eletricidade.

Usinas geotérmicas
Usinas geotérmicas usam poços para canalizar o vapor e água quente até a superfície onde é gerada eletricidade. Nos EUA as usinas existentes geram eletricidade a um custo de 5¢ a 7.5¢ por kilowatt-hora. Hoje a capacidade implantada é superior a 2700 Megawatts.

Formas dos recursos geotérmicos
Das cinco formas de energia geotérmica, somente duas- reservatórios hidrotérmicos e energia da terra—são usados comercialmente. As outras formas são mares pressurizados, rochas aquecidas e magma.

Reservatórios hidrotérmicos
Reservatórios Hidrotérmicos são grandes piscinas de vapor ou água quente presas em rochas porosas. Para gerar eletricidade, o vapor ou a água quente é bombeada para a superfície terrestre onde giram uma turbina de uma gerador elétrico. O Vapor é mais raro do que a água quente, sendo que cada um possui sua tecnologia diferenciada. 

Vapor — O vapor é levado diretamenta às turbinas, eliminando a necessidade de caldeiras, que usam carvão ou gás natural.

 

Água em alta temperatura — Água quente (acima de 200°C) sob alta pressão é levada a um tanque de baixa pressão o que causa sua vaporização instantânea, o vapor é então levado à turbina

 

Água em temperatura moderada—a água quente (abaixo de 200°C) é usada para aquecer e vaporizar outro fluído que então move a turbina. 

Energia da terra

Energia da terra — Nos lugares onde o calor da terra aparece próximo a superfície—se usa esse calor diretamente para aquecer casas e prédios, se chama tecnologia de uso direto.

Bombas de calor — Usa-se a propriedade que a terra tem de manter sua temperatura quase constante, assim no inverno o calor é retirado da terra, e no verão é injetado na terra o calor excedente. 

Sistemas de aquecimento local — Muitas comunidades encanam a água quente e a transporta através dos prédios e casas, também é uma forma de uso direto.

Outras formas de energia geotérmica:

Rochas quentes—Quando a rocha não possui água, o jeito é injetar água sob pressão na rocha, a rocha irá aquecer a água que então poderá ser aproveitada. 

Magma—Magma são rochas parcialmente derretidas existentes abaixo da crosta, atingem temperaturas de até 1200°C e embora em algumas condições se encontre nagma próximo a superfície, ainda falta discobri como explorar essa fonte de energia.

Águas marinhas pressurizadas— Geralmente são quentes e possuem metano, ambos podendo ser utilizados para gerar energia. 

Benefícios da energia geotérmica:


Ambiente—A energia geotérmica é uma fonte de eletricidade benigna ao ambiente. Atende as mais exigentes leis ambientais, liberando muito pouco, ou nada, de dióxido de carbono.

Confiabilidade—Usinas geotérmicas são muito confiáveis e podem operar 24hs por dia, a maioria das usinas de energia, só operam 95% do tempo.

 

 

 

A sua Conversão:

 

Este recurso pode ser classificado em duas categorias:

- alta temperatura (T>150 ºC): este recurso está geralmente associado a áreas de actividade vulcânica, sísmica ou magmática. A estas temperaturas é possível o aproveitamento para a produção de energia eléctrica.

- baixa temperatura (T<100 ºC): resultam geralmente da circulação de água de origem meteórica em falhas e fracturas e por água residente em rochas porosas a grande profundidade. 
O aproveitamento deste calor pode ser realizado directamente para aquecimento ambiente, de águas, piscicultura ou processos industriais.

 

Tecnologias

 

Nos processos geotérmicos existe uma transferência de energia por convecção tornando útil o calor produzido e contido no interior da terra. O aproveitamento também pode ser feito utilizando a tecnologia de injecção de água a partir da superfície em maciços rochosos quentes.

A utilização ideal da energia geotérmica é em cascata, a temperaturas progressivamente mais baixas, até cerca dos 20ºC (Diagrama de Lindal). 
Actualmente existe também a utilização de ciclos binários na produção de energia eléctrica e de bombas de calor (BCG) no caso de utilizações directas.

 

 

Actualidade em Portugal


Em Portugal continental existem essencialmente aproveitamentos de baixa temperatura ou termais. Este pode ser dividido em duas vias:
aproveitamento de polos termais existentes (temperaturas entre 20 e 76 ºC): exemplos disso são os aproveitamentos em Chaves e S. Pedro do Sul com cerca de 3 MWt a temperaturas de cerca de 75 ºC a funcionar desde a década de oitenta.
aproveitamento de aquíferos profundos das bacias sedimentares: caso do projecto geotérmico do Hospital da Força Aérea do Lumiar, em Lisboa, obtida a partir de um furo com 1.500 m de profundidade com temperaturas superiores a 50 ºC, a funcionar desde 1992.

 

Os aproveitamentos mais interessantes na área da geotermia são os realizados nas ilhas dos Açores. Actualmente estão inventariados 235,5 MWt distribuidos da seguinte forma:

 

Ilha S. Miguel 173,0 Terceira 25,0 Faial 8,9 Pico 12,0 S. Jorge 8,0 Graciosa 5,0 Flores 2,5 Corvo 1,1 Total 235,5 Potência Instalada [MWt].

Só em S.Miguel (Centrais Geotérmicas de Ribeira Grande com 13 MWe e Pico Vermelho com 3 MWe) a energia produzida por esta fonte representou em 2003 cerca de 25% da electricidade consumida na Ilha, contribuindo a Central Geotérmica da Ribeira Grande com 85,4 GWh e a Central Geotérmica do Pico Vermelho com 3,5 GWh. 
A contribuição máxima atingida pela fonte geotérmica foi de 35% durante o ano 2001.

 

Futuro

 

A energia geotérmica constitui um recurso endógeno muito importante para os Açores, podendo ser atingidos nos próximos dez anos mais 30 MWe.

Existe também algum potencial de aproveitamento a baixa temperatura no Funchal, Ilha da Madeira.

Em Portugal continental o aproveitamento de pólos termais já existentes e das aplicações directas nas orlas sedimentares podem representar um potencial de cerca de 20 MWt.

Uma outra aplicação futura poderá ser a aplicação de Bombas de Calor Geotérmicas (BCG) reversíveis, que aproveitam o calor a partir de aquíferos ou das formações geológicas através de permutadores instalados no sub-solo, permitido utilizações de aquecimento e climatização, que poderá representar um potencial de 12 MWt.

Mesmo apenas tendo uma grande representatividade nos Açores a energia geotérmica tem um potencial bastante interessante a nível nacional, sendo necessário no futuro uma série de acções de informação, regulamentação e apoio desta fonte renovável de energia.

 

 

 

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