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Nov 10

Europa lança maior programa de investimento em tecnologias hipocarbónicas

A Comissão Europeia lançou, esta semana, o primeiro convite à apresentação de propostas para o maior programa mundial de investimento em projectos de demonstração de tecnologias hipocarbónicas e energias renováveis.

A iniciativa, conhecida sob o nome NER300, dará um apoio financeiro substancial a, pelo menos, 8 projectos ligados às tecnologias de captação e armazenagem de carbono (CAC) e 34 projectos ligados a tecnologias inovadoras no domínio das energias renováveis. As empresas interessadas em participar têm 3 meses para apresentar propostas a nível nacional.

«Através da utilização de receitas provenientes da venda das licenças de emissão de CO2, cerca de 4,5 mil milhões de euros poderão ser investidos em tecnologias inovadoras no domínio das energias renováveis e na CAC. A este valor virão acrescentar-se as contribuições dos patrocinadores do projecto e dos Estados-Membros que irão totalizar um montante de 9 mil milhões de euros», explicou Connie Hedegaard, Comissária para a Acção Climática.

A Iniciativa NER300 funcionará como um catalisador para a demonstração de novas tecnologias hipocarbónicas à escala comercial. Em cada Estado-Membro será financiado no mínimo um projecto e no máximo três. A Iniciativa NER300 financiará, até um máximo de 50 por cento, os custos de construção e exploração de projectos de CAC e de energias renováveis. Os promotores dos projectos e os Estados-Membros fornecerão o restante financiamento necessário.

fonte:ambienteonline

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11
Jul 10

Energia renovável é responsável por 20% do consumo na Europa

As fontes renováveis de energia, alternativas aos combustíveis fósseis, responderam por 19,9% (ou 608 terawatts-hora – TWh) do consumo total de energia na União Europeia (3042 TWh) em 2009. Elas também foram correspondentes a 62% da nova capacidade de geração de eletricidade instalada no mesmo período. Os dados são do relatório 2010 Renewable Energy Snapshots, publicado pelo Joint Research Centre (JRC) – uma instituição politicamente independente que representa e defende os interesses da UE.

 

Em relação ao consumo, a energia hidrelétrica respondeu pela maior parcela entre as fontes renováveis, com (11,6%), seguida pelas energias eólica (4,2%), biomassa (3,5%) e solar (0,4%). Sobre a nova capacidade de geração instalada em 2009, a energia eólica ficou em primeiro, com 37,1%, seguida pela fotovoltaica (21%), biomassa (2,1%), hidrelétrica (1,4%) e energia solar concentrada (0,4%) - sistema que usa lentes ou espelhos para concentrar uma grande área de luz solar.

 

Já no que diz respeito às fontes de geração não renováveis, da capacidade instalada em 2009 o gás ficou em primeiro, com 24%, seguido pelo carvão (8,7%), óleo (2,1%), incineração de lixo (1,6%) e energia nuclear (1,6%). Dessas alternativas, apenas a matriz energética nuclear não é considerada suja.

 

Caso as taxas de crescimento atuais forem mantidas, em 2020 até 1400 TWh de eletricidade poderá ser gerada a partir de fontes renováveis, aponta o relatório, o que representaria de 35% a 40% do consumo de eletricidade geral estimado para os países que compõem a UE.

 

Bons ventos

A energia eólica é destacada no documento, uma vez que superou já em 2009, com uma capacidade instalada total superior a 74 gigawatts (GW), a meta estabelecida anteriormente para 2010, de 40 GW. Os bons ventos fizeram com que a European Wind Association estabelecesse agora uma nova meta: de ter uma capacidade instalada de 230 GW até 2020.

De acordo com o presidente executivo da Associação Europeia de Energia Eólica (Ewea), Christian Kjaer, todas as necessidades energéticas da Europa poderão ser atendidas pelas energias renováveis em 2050, sendo que só a energia eólica deverá corresponder a 50% de tal procura.

“O potencial existe e a indústria está preparada para isso. A única coisa que temos de fazer é manter as atuais taxas de crescimento [da energia eólica] em terra e no mar”, comentou Kjaer. “As outras energias renováveis podem ‘facilmente’ satisfazer a outra metade das necessidades energéticas da Europa em 2050”, acrescentou.

Outro destaque é a energia de biomassa. De acordo com o relatório da UE, se as taxas de crescimento atuais forem mantidas, a eletricidade gerada dessa fonte poderá dobrar de 2008 a 2010, de 108 TWh para 200 TWh.

Quanto à energia fotovoltaica, desde 2003 a capacidade instalada tem dobrado a cada ano. O documento também destaca o potencial da energia solar concentrada. Atualmente, a maioria dos projetos com a nova tecnologia está concentrada na Espanha.

 

Brasil

Segundo dados de 2008 da Associação Latino-Americana de Energia Eólica (Lewea, na sigla em inglês), o Brasil ocupa a primeira colocação na América Latina tanto em relação ao potencial eólico (regiões adequadas para a instalação), como em capacidade de potência instalada (volume de Megawatts atuais) – 140 mil MW e 247 MW, respectivamente.

fonte:www.ecodesenvolvimento.org.br

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