18
Abr 12

Portugal tem 186 pequenas centrais hidroeléctricas

Mini-hídrica podem abastecer o consumo doméstico de uma cidade com 700 mil habitantes, como por exemplo Lisboa.

O país tem cerca de 48 centrais com potência entre 10 MW a 30 MW e 138 com potência inferior ou igual a 10 MW em funcionamento. Todas consideradas pequenas centrais hidroeléctricas (que vulgarmente se designam de mini-hídricas), e que correspondem à instalação de 590 MW de potência e a uma produção média de mil MW. Para melhor ilustrar esta capacidade, saliente-se que é passível de abastecer o consumo doméstico de uma cidade com 700 mil habitantes, como por exemplo Lisboa.

O negócio das pequenas centrais hidroeléctricas oferece potencialidades de crescimento, existindo, seguramente condições para duplicar a capacidade instalada e porventura até atingir os 1000 MW. Mas desde há quatro anos a esta parte que a actividade vive um impasse e não têm sido atribuídas novas licenças, acrescentou, apesar de haver cerca de mil novos pedidos. No entanto, não é um negócio para qualquer um e, refira-se, 95% da capacidade instalada está localizada da bacia do Mondego para Norte, assim como a potencialidade para a construção de novos equipamentos. Os valores de investimento inerentes obrigam a que os potenciais interessados tenham alguma capacidade financeira. Os valores de investimento podem variar entre os dois a três milhões de euros por MW. Talvez por isso, o negócio está concentrado em quatro entidades empresarias, existindo também alguns pequenos operadores.

Quatro operadores em Portugal 
A EDP é a principal operadora das pequenas centrais hidroeléctricas com cerca de 160 MW, embora neste momento esteja um pouco desinteressada do negócio. Esta actividade é ainda explorada pela Hidrocentrais Reunidas (empresa de capital austríaco) que responde por uma capacidade instalada de 42 MW, pela portuguesa Generg (tem 33 MW), pela luso-alemã Hidroerg (20 MW) e ainda pela sociedade Empreendimentos Hidroeléctricos do Alto Tâmega e Barroso.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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22
Mar 12

Futuro das centrais mini-hídricas está ensombrado

O Governo está a rever a política energética de apoio às renováveis por imposição da ‘troika’.

O futuro do negócio das mini-hídricas vive actualmente ensombrado, à semelhança do que acontece com as restantes energias renováveis.

Com a imposição por parte da ‘troika', no âmbito do plano de ajuda financeira externa a Portugal, de cortes aos subsídios concedidos às energias verdes, o Governo está actualmente a redefinir a estratégia para o sector. O objectivo é reduzir o seu impacto nas tarifas pagas pelos consumidores finais e no agravamento do défice tarifário, numa altura em que os preços da electricidade vão deixar de ser regulados a partir de 1 de Janeiro do próximo ano. Medidas que têm, para já, um alvo identificado: a energia eólica. Mas há convicção assente no sector que poderá ser extensível aos restantes segmentos.

Inquestionável é segundo Eira Leitão, membro da APREN, entidade que representa as empresas de energias renováveis, o contributo das mini-hídricas para a redução da dependência exterior de matérias-primas de origem fóssil, assim com o seu peso reduzido no portefólio das energias renováveis.

Dos 1.120 megawatts (MW) de potencial identificados em Portugal, Eira Leitão refere que apenas um terço, cerca de 410 MW, estão em operação.

A incerteza reinante neste negócio, que abrange todas as pequenas centrais com potências instaladas inferiores a 10 MVA, abrange ainda as concessões atribuídas no concurso público lançado pelo anterior Governo.

A venda de 12 lotes rendeu então aos cofres públicos cerca de 30 milhões de euros. Um valor que ficou muito aquém das estimativas iniciais do Executivo que apontavam para um encaixe potencial de 100 milhões de euros.

Montado em escassas semanas, sob supervisão do Ministério do Ambiente, com o objectivo de privilegiar o encaixe financeiro, o concurso foi alvo de crítica por parte de alguns dos principais operadores do sector energético que lhe apontaram problemas de natureza técnica.

O resultado ficou à vista. Dos 19 lotes colocados no mercado, sete lotes, correspondentes a 46 MW, acabariam por ficar desertos.

Uma das críticas apontadas ao concurso pelo presidente da APREN, António Sá da Costa, reside no facto de entre os vencedores não se encontra nenhuma das empresas que actuam no sector energético.

O concurso das mini-hídricas totalizava 128 MW de potência entre as zonas Centro, Norte e Tejo.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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03
Nov 10

Oito novas mini-hídricas no Centro do país

A Administração da Região Hidrográfica do Centro lançou oito concursos públicos para a implantação e concessão de mini-hídricas, num total de 29 megawatts (MW) de potência.

Os lotes agora colocados a concurso situam-se nos rios Mondego (concelhos de Penacova e Poiares), Alva (Arganil e Tábua), Dinha, Pavia e ribeiras de Asnes e Sasse (Tondela e Viseu), Criz (Tondela), Alfusqueiro (Oliveira de Frades), Troço (São Pedro do Sul e Vouzela), Arões (Sever do Vouga) e Mel (Castro Daire).

São concursos, de âmbito internacional, para atribuição de concessões para captação de água do domínio público hídrico, produção de energia hidroeléctrica e concepção, exploração e conservação das respectivas infraestruturas hidráulicas, e que prevêem, ainda, a reserva de capacidade de injecção de potência na rede eléctrica de serviço público e a identificação de pontos de recepção associados, para a energia eléctrica produzida em centrais hidroeléctricas.

Previstos desde Setembro, estes concursos estão englobados num plano alargado que projecta o lançamento de outros concursos, em todo o país, num total de potência a atribuir de 150 MW. Até ao final de 2011, por outro lado, está previsto o lançamento de um outro concurso para a atribuição de 100 megawatts de potência.

fonte:ambienteonline

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16
Out 10

Mini-hídricas avançam em 2011

O plano das centrais de míni-hídricas vai avançar em 2011, segundo a versão preliminar da proposta de Orçamento do Estado para 2011.

Promete-se que esse arranque será feito com o lançamento de concursos e procedimentos simplificados.

Serão também lançados os concursos para a instalação de centrais fotovoltaicas de média potência na proximidade dos centros consumidores de energia eléctrica, “evitando investimentos em redes de transporte e distribuição e permitindo a instalação de 150 MW”.

O QREN continuará, por outro lado, a apoiar a instalação de painéis solares térmicos, enquanto a míni-geraçao de electricidade passará a impor a existência de consumos significativos nos locais de instalação e a aplicação de medidas de eficiência energética.

fonte:economia

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