06
Nov 12

25% da eletricidade consumida produzida a partir do carvão

Um quarto do consumo de eletricidade em Portugal nos primeiros dez meses do ano foi assegurado pela produção a partir de carvão, principal fonte para produção de elétrica, quando as barragens apenas responderam a 9% do consumo, revelam dados da REN e citados pela Lusa.

Nos primeiros dez meses do ano, 25% do consumo de eletricidade foi assegurado pela produção a partir de carvão, 22% a gás natural, sendo a eólica a terceira principal fonte de energia para a produção de eletricidade, tendo assegurado 19% do consumo.

Apesar de uma ligeira melhoria, outubro foi um mês seco, com a quantidade de água nas barragens a representar 60% dos valores normais para esta época, tendo a produção hídrica caído 56% nos primeiros dez meses do ano, garantindo apenas 9% do consumo. 

Em compensação, a importação comercial de eletricidade aumentou 102,8% até outubro, representando cerca de 17% do consumo. 

A tendência de redução do consumo de eletricidade apresentou um abrandamento no mês de outubro, com uma contração de apenas 2,5% em relação ao período homólogo, de acordo com a REN. 

O consumo de eletricidade caiu 4% nos primeiros dez meses do ano, em relação ao período homólogo, o que permite antecipar um recuo do consumo total em 2012 para os valores de 2006, em resultado da recessão que o país está a viver. 

O consumo de energia elétrica até outubro foi de 41.992 GWh (gigawatt/hora), o que representa uma queda de 3,1% face ao mesmo período do ano passado com a correção dos dias úteis e da temperatura.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/ec

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03
Nov 12

Ondas de Peniche já produzem eletricidade

Se pensava que Peniche só era famoso no surf, então leia com atenção: o Waveroller já está a produzir energia elétrica a partir das ondas. É uma máquina única a nível mundial e está no fundo do mar, a 900 metros da costa, perto do Baleal.

O último realtório da sobre energias renováveis publicado há poucos dias pela Direção Geral da Energia e Geologia (DGEG) não deixa margem para dúvidas. Portugal voltou a ter energia elétrica produzida a partir da força das ondas.

Há três anos já tinha havido uma experiência com o Pelamis, na Aguçadoura (Póvoa de Varzim), mas agora é o Waveroller (de origem finlandesa), que já está em teste no fundo do mar de Peniche, na zona do Baleal, a cerca de 900 metros da costa.

O Waveroller é já a segunda fase de um projeto que nasceu há cerca de dois anos, em articulação com a Eneólica (do grupo Lena) e a finlandesa AW Energy.

Ou seja, este protótipo pré-comercial surge na sequência de uma experiência anterior, a uma escala muito menor, mas que correu muito bem "e superou todas as expectativas", nota Leocádio Costa, da AW Energy.

Mais de seis milhões no fundo do mar 


Custou perto de €6,5 milhões (em grande parte financiados por programas comunitários) e pesa 600 toneladas. Tem 43 metros de comprimento, por 18 de largura e 12 de altura. Mais de 50% desta estrutura submarina terá incorporação nacional.

Está desde agosto colocado no fundo do mar, onde as suas pás gigantes vão oscilando com a força das ondas que lhe passam por cima. Com esse movimento é acionado um dispositivo que transforma a energia das ondas em energia elétrica. Essa energia é depois enviada para a costa por um cabo submarino, onde é recebida por um transformador que depois a injeta na rede.

O Expresso mostra-lhe aqui um vídeo onde é revelado o momento em que as várias componentes do Waveroller começam a ser acopladas, realizado poucos meses antes da sua entrada em funcionamento.



fonte: http://expresso.sapo.pt/ 

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18
Out 12

Projecto da energia das ondas em risco

O ex-regulador da energia Jorge Vasconcelos alertou e o secretário de Estado da Energia teve de responder. Vasconcelos disse nesta quinta-feira que o projecto das ondas em Portugal está em risco devido à burocracia, podendo o investimento fugir para Espanha. Artur Trindade reconheceu minutos depois que a burocracia, ao nível do licenciamento dos investimentos, afecta o sector.

“Portugal tem de dar um sinal político muito claro de que apoia a energia renovável, para que a economia verde possa ser motor eficaz na retoma económica”, disse Jorge Vasconcelos. Na energia das ondas, acrescentou, há quatro multinacionais interessadas em investir e não podem fazer “por faltar assinar um papel”.

O resultado é “riscar Portugal da shortlist e instalar-se noutros países”, eventualmente em Espanha.

Jorge Vasconcelos advertiu para a situação que as empresas do sector vivem: depois de investirem, “estão a desinvestir com o resultado possível de que os actores industriais passem a ser financeiros”.

A pergunta e a resposta surgiram no âmbito da conferência anual da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren), este ano dedicada à sustentabilidade do sector eléctrico e realizada em Viana do Castelo.

Sobre a recente redução de 150 milhões de euros em subsídios pagos à energia eólica, o Governo e o sector das renováveis mostraram-se de acordo. Para Artur Trindade, foi uma forma de “racionalidade”. 

Para o presidente da Apren, António Sá da Costa, foi a hipótese de comprar “um seguro”. “Os produtores ganharam um período de transição entre 2013 e 2020”, resolvendo problemas de interpretação que havia na lei sobre o fim da tarifa garantida. “Isso trouxe estabilidade para o futuro”, disse.

fonte:http://economia.publico.pt/

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11
Out 12

Investimento em renováveis cresceu 17 por cento em 2011

Os investimentos em tecnologias de energia renovável continuaram a crescer em 2011, de acordo com o “Vital Signs”, relatório do Worldwatch Institute publicado hoje. De 2010 para 2011 o investimento cresceu 17 por cento, totalizando 257 mil milhões de dólares (excluindo grandes hidroeléctricas e água quente solar).

Num ano marcado pela queda nos custos de tecnologias de energia renovável, o investimento líquido em capacidade de energia renovável cifrou-se nos 40 mil milhões de dólares. Segundo o mesmo documento, o total de investimentos em energia renovável nos países industrializados em 2011 representaram 65 por cento do investimento global no sector da energia, aumentando 21 por cento, para 168 mil milhões de  dólares. Em contraste, os 35 por cento de novos investimentos global, que foi para os países em desenvolvimento aumentou 10 por cento. Desta soma, China, Índia e Brasil foram responsáveis por 71 mil milhões em investimento total.  


Um grande desenvolvimento foi verificado no domínio da energia solar - impulsionado por uma redução de 50 por cento no preço da tecnologia - com 147,4 mil milhões de dólares investidos, em comparação com 83,8 mil milhões de dólares para projectos eólicos e 10,6 mil milhões de dólares para biomassa e resíduos. 
Esta não é a primeira vez que o solar ultrapassa a eólica, mas o que se nota é que o diferencial nunca foi tão elevado.

Os investimentos em projectos de pequena escala com capacidade de menos de 1 MW cresceu 25 por cento, para 75,8 mil milhões de dólares em 2011.

A China atraiu 52,2 mil milhões de dólares americanos em novos investimentos em 2011, representando a maior soma de qualquer país. O montante representou quase 60 por cento do total de investimentos novos em países em desenvolvimento e mais de 20 por cento do total global.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/ 

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20
Ago 12

A culpa é do tempo. Importação de eletricidade dispara 129%

A pouca chuva que tem caído este ano em Portugal continua a ter consequências e não é só na agricultura. Em julho, Portugal já tinha importado mais 129% de eletricidade que no mesmo período do ano passado e o saldo importador - a diferença entre o que se importa e o que se exporta - cresceu 364%.

"São mais três mil MW que estamos a ir buscar lá fora, porque a produção hídrica está a um terço do que devia", alerta o presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), António Sá da Costa. E isto numa altura em que as exportações de bens cresceram 9,1% (primeiro semestre).

Este ano, nem as energias renováveis conseguiram ajudar a diminuir o saldo importador porque "houve uma falha muito grande na hídrica", acrescenta aquele responsável. Segundo dados da REN, a produção nas barragens caiu 62,7% e representou apenas 10% do consumo, a mais baixa de todas as formas de produção, segundo as conta de Sá da Costa, que referem as importações com um peso de 18,1%, as renováveis com 26,9% e a térmica com 36,7%.

No entanto, nem esta registou um crescimento muito significativo ao longo do ano, já que a produção a gás caiu abruptamente devido ao aumento do preço da matéria--prima. De acordo com os dados da REN, as centrais a gás da EDP no Ribatejo e na Figueira da Foz (Lares) reduziram a produção, em comparação com o período homólogo, em 78,2% e 67,1%, respetivamente. Já a central da Turbogás na Tapada do Outeiro recuou 44,1% e a da Endesa, no Pego, caiu 9,9%.

A alternativa tem sido recorrer ao carvão. "Por causa das descobertas de gás xisto, os EUA deixaram de consumir carvão e como há menos procura, o preço baixa", explicou António Sá da Costa, acrescentando ainda que, além disso, "até as licenças de CO2 estão agora ao preço da uva mijona". A prová-lo está o aumento de 71,5% na produção da central da EDP em Sines e o de 151,7% na central da Tejo Energia, em Abrantes (Pego).

Renováveis já são 37,7% do consumo
O único fator positivo da leitura dos dados da REN até julho, diz Sá da Costa, está relacionado com o facto de a produção através de renováveis e das barragens - energias limpas - já pesar 37,7% do consumo de eletricidade em Portugal, ou seja, "mais do que a produção térmica, que foi 36,7%", repara.

Para o presidente da APREN, esta situação mostra o peso cada vez maior que as renováveis e as energias limpas têm no consumo e na produção em Portugal, além do peso que têm na economia. "Em 2011, a importação de combustíveis fósseis baixou 7% por causa da existência das renováveis. Foram 720 milhões de euros que o país poupou. É muito dinheiro", salientou.

No entanto, este tipo de energia vai estar sempre sujeito ao clima e por isso é que, enquanto não houver produção suficiente, por exemplo de eólicas ou de solar, para cobrir as falhas nas barragens - e vice-versa -, vai sempre haver aumentos nas importações.

"Na União Europeia fala-se em ter a produção 100% renovável em 2050, mas estou convencido de que em Portugal até vai ser mais cedo, talvez aí em 2042 ou 2044", remata Sá da Costa.

fonte_http://www.dinheirovivo.pt/E

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11
Ago 12

Seca: produção de energia nas barragens cai 63%

A seca provocou uma quebra de 63% na produção de eletricidade a partir das barragens, nos sete primeiros meses do ano, face ao período homólogo de 2011, conduzindo a um «enorme aumento» do recurso ao carvão.
Os dados, citados pela Lusa, foram divulgados pela associação ambientalista Quercus, que fez a análise dos dados de produção e consumo de eletricidade entre janeiro e julho, em comparação com o período homólogo de 2011, com base nos dados disponibilizados pelas redes energéticas nacionais (REN). 

Segundo a associação, «Portugal está sujeito a uma enorme variabilidade climática com incidência no recurso à produção de eletricidade a partir de fontes renováveis, em particular à hídrica». 

Este facto, acrescido de algumas condições específicas de mercado, foram determinantes nos primeiros sete meses de 2012, em que o peso das energias renováveis desceu 15%, de 51,8% para 36,8%, por comparação com o período homólogo de 2011.

Em declarações à agência Lusa, Francisco Ferreira, da Quercus, destacou a queda da produção hídrica nos sete primeiros meses do ano, que «tem sido um período de seca»: «Temos uma quebra da produção hídrica, principalmente das grandes barragens, na ordem dos 63%, o que leva também a uma quebra global da produção a partir de fontes renováveis na ordem dos 15%».

«Portugal deve fazer um caminho para ter 100% de eletricidade a partir de fontes renováveis, mas não é com a grande hídrica que lá chegaremos porque o futuro é de maiores alterações climáticas, de maiores períodos de seca», defendeu, alertando: «o que está a acontecer este ano é o que acontecerá de forma mais frequente no futuro».

Por outro lado, realçou, o preço do carvão tem vindo a descer consecutivamente desde meados do ano passado - resultado da exploração e oferta cada vez maior de gás de xisto nos Estados Unidos - e a utilização que está a ser feita deste combustível mineral «tende a ser cada vez maior».
«Só por causa deste aumento da utilização de carvão, nós temos mais três milhões de toneladas de dióxido de carbono emitidas», alertou.

Os dados da Quercus indicam que, até julho, se verificou «um enorme aumento» do recurso ao carvão, tendo a central térmica de Sines registado um crescimento na produção de 72% e, na central do Pego, de 152%, relativamente a 2011. 

«Apesar das centrais a carvão apresentarem baixos níveis de eficiência energética e elevadas emissões de dióxido de carbono por kWh [Quilowatt-hora] produzido, o elevado excedente de licenças de emissão de CO2 à escala europeia, resultante da crise económica, traduz-se num preço do carbono cerca de três vezes abaixo do que seria expectável, o que diminui também os custos de utilização», sublinha a associação.

A Quercus salienta também a redução do consumo de eletricidade da ordem de 3,2% (4,2% se se considerar um correção relacionada com os dias feriados e o clima), em relação a 2011, «claro resultado do abrandamento da atividade económica». 

Para Francisco Ferreira, a redução do consumo de luz «é positivo, do ponto de vista ambiental», porque é um sinal de que os portugueses «estarão a fazer um uso mais eficiente da eletricidade em suas casas».

Por outro lado, o saldo importador de energia elétrica teve um aumento de 364%, representando 18% do total do consumo, ao contrário de 2011, em que representava 4%.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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18
Jun 12

Renováveis: Portugal melhor do que a UE

Portugal apresenta um desempenho melhor nas energias renováveis do que a União Europeia. 

A percentagem de energia de fontes renováveis representava, em 2010, 24,6% do consumo final bruto de energia, ao passo que na UE era de apenas 12,4%, revelam os dados publicados esta segunda-feira pelo Eurostat.

Portugal registou mesmo uma das melhores prestações: segundo o gabinete de estatísticas da UE, as mais elevadas proporções de energias de fontes renováveis no consumo total registaram-se na Suécia (47,9%), Letónia (32,6%), Finlândia (32,2%), Áustria (30,1%) e precisamente Portugal (24,6%). Ficamos, portanto, em quinto lugar nos 27.

No outro extremo da tabela estão Malta (0,4%), Luxemburgo (2,8%), Reino Unido (3,2%) e Holanda (3,8%).

No entanto, por cá a percentagem de energia proveniente de fontes renováveis estagnou de 2009 para 2010, enquanto na UE subiu sete décimas, de 11,7% para 12,4%.

O objetivo para 2020 é, em Portugal, chegar aos 31% de energias renováveis no consumo total bruto, enquanto na média europeia a meta é de 20%.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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11
Jun 12

Biomassa: a esperança no sector das renováveis

Colocado em consulta pública há uma semana, as linhas estratégicas para a revisão do Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis confirma o forte golpe numa política de energias renováveis levada a cabo pelo anterior executivo. Se é verdade, no entanto, que os novos investimentos em renováveis foram suspensos, a biomassa surge neste cenário como o segmento menos prejudicado.

As novas linhas de orientação do governo apontam para a promoção na produção de biocombustíveis e o incentivo às culturas energéticas. Mesmo assim, também neste sector as metas para 2020 foram revistas, de um mínimo de 250 MW instalados para 200 MW. Partindo dos 117 MW instalados em 2011, segundo as contas da tutela, o máximo de 200 MW deve ser alcançado em 2016, não existindo expectativas de aumentar este valor até 2020 (ano do horizonte no PNAER).

Nos cenários apresentados no Plano de Acção, a biomassa representará uma fatia de sete por cento na repartição da produção eléctrica de fonte renovável daqui a oito anos. As estimativas apontam ainda para que as fontes de energia renováveis sejam responsáveis por 58 por cento do total da produção de electricidade nacional. À semelhança dos restantes sectores das renováveis, quaisquer novos investimentos em biomassa serão suspensos até 2014.

Segundo dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), a biomassa (com e sem co-geração) representa actualmente cerca de 12 por cento da energia eléctrica produzida através de renováveis. A informação,  divulgada a 25 de Maio deste ano, reforça o peso da biomassa como terceiro sector com maior produção bruta dentro das fontes renováveis, apenas ultrapassada pela hídrica e eólica.

O mesmo documento da DGEG apresenta ainda a percentagem de uso de biomassa (e biogás) na comparação entre países da OCDE, no ano de 2010. Na altura, a produção nacional estava em oito por cento, acima da Espanha (4,1 por cento), mas muito abaixo de países como a Bélgica (62,8), Reino Unido (46,3) ou Finlândia (45).

Em paralelo com a aposta assumida do governo na biomassa, também o parlamento já se pronunciou sobre o sector. A 9 de Maio foi publicado em Diário da República uma resolução da Assembleia da República que recomenda um conjunto de medidas que «promovam a utilização e valorização da biomassa florestal como contributo para a gestão sustentável das florestas e como prevenção da ocorrência de incêndios florestais».

A reavaliação da estratégia para o aproveitamento da biomassa surge entre as medidas apontadas. O parlamento quer, especificamente, que sejam definidas medidas e respectivas «métricas económico-financeiras da sua implementação», para sustentação das medidas que se justifiquem concretizar.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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04
Jun 12

"Renováveis já representam 44% da produção em Portugal"

Portugal está entre os três países da OCDE com maior produção de energia eléctrica com recurso a fontes renováveis. A hídrica mantém liderança, mas eólica está no encalço.

As energias renováveis - incluindo a produção hídrica - representam quase metade da electricidade produzida em Portugal. Segundo dados da APREN - Associação das Energias Renováveis a energia elétrica produzida a partir de fontes renováveis situava-se nos 44,3% em Janeiro deste ano, o que permite antever que as metas impostas para 2012 serão cumpridas.

A União Europeia impôs uma quota de 39% para a produção de electricidade de origem renovável mas os objectivos nacionais são mais ambiciosos, impondo um limite mínimo de 45%. "Não há, de momento, receio de não cumprir os objectivos de 2012. Contudo, o mesmo não posso dizer em relação às metas propostas para 2020 pois desconhecemos as políticas a implementar pelo Governo e as suas consequências", refere, a propósito, António Sá da Costa, presidente da direcção da APREN.

Este responsável mostra-se preocupado com alterações que a política de austeridade poderá trazer ao Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis (PNAER), já que só daqui a um ano será avaliado o seu grau de execução. "Sabemos, no entanto que o Governo se prepara para rever o PNAER em baixa, o que na minha opinião, é negativo não apenas para o sector das energias renováveis como para o país. Essa revisão em baixa vai desacelerar a economia, diminuir o emprego, aumentar as importações de combustíveis fósseis canalizados para a produção de electricidade e afasta a captação de investimento estrangeiro", afirma.

Portugal com objectivos ambiciosos 
Portugal está entre os cinco países com os objectivos mais elevados da Europa a 27, e está nos três primeiros lugares no que diz respeito ao peso da produção de electricidade de origem renovável, entre os países da OCDE. Os dados de 2010 revelam que Portugal se situava logo após a Áustria, com um peso de renováveis na ordem dos 61%, e da Suécia, com 54%, sendo que a média europeia (média a 15 países-membros) é de 20,6%. Os Estados Unidos ficam-se apenas pelos 10% e o Japão 9,4 por cento.

A produção hídrica é a que mais peso tem no conjunto das fontes renováveis, atingindo em Portugal mais de metade da produção. Também na restante Europa a utilização da água dos rios é a forma de produção renovável mais utilizada, com quase 54%. A produção eólica começa agora a ganhar terreno, estando em Janeiro de 2012 com uma potência instalada de 4.301 megawatts, nos 218 parques existentes, e com um peso de 39,7%.

Sá da Costa refere que a o principal entrave ao crescimento da produção eléctrica por fontes renováveis está nas dificuldades de financiamento. "Além das dificuldades que resultam do risco país, juntou-se o chamado risco regulatório devido à falta de definições que têm tido lugar desde Julho de 2011", afirma.

Microgeração com retorno a cinco anos
Sabia que, sendo consumidor de energia eléctrica em baixa tensão, pode tornar-se também produtor e vender o excedente à rede? Trata-se de um processo chamado de microgeração, aberto a qualquer pessoa que compre o equipamento (solar, eólico, biomassa, hídrico) e se candidate a uma licença. Neste momento, mais de 20 mil consumidores (particulares e empresas) já optaram por esta solução. Segundo Frederico Rosa, administrador da Sunergetic, empresa que actua no aproveitamente de energia solar, a rentabilidade é garantida. "O investimento está pago em cinco ou seis anos, com uma rentabilidade muito superior à da banca", diz. No actual mercado de microgeração, a energia solar fotovoltaica é a mais procurada, atingindo os 90%. Porém, o sector está em compasso de espera, pois a emissão de licenças para a microgeração bonificada (com tarifas mais altas durante 15 anos) está parada por ter sido esgotada a respectiva quota. "Há interessados, mas não há licenças. Há clientes que começam a optar pelo regime geral, que ainda tem licenças disponíveis, apesar de a tarifa paga ser mais baixa", refere Raúl Assunção, da Ecopower, empresa especializada em energias renováveis. Já a miniprodução destina-se a pequenos clientes empresariais com potências superiores à da microgeração. Em ambos os casos, os produtores apenas podem instalar metade da potência contratada.


O peso das  renováveis

1 - Hídrica 
Utiliza água dos rios. Produção bruta: 19%

2 - Eólica 
Utiliza o movimento das massas de ar. Produção bruta: 16,5%

3 - Biomassa (com e sem cogeração)
Utiliza resíduos naturais. Produção bruta: cerca de 12%

4 - Solar Fotovoltaica 
Utiliza a energia solar. Produção bruta: cerca de 0,5%

5 - Biogás 
Utiliza gás como combustível. Produção bruta: 0,3%

6 - Geotérmica
Utiliza o calor da terra. Produção bruta: marginal

7 - Ondas e mares
Utiliza a força das marés. Produção bruta: marginal

fonte:http://economico.sapo.pt

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31
Mai 12

Peniche vai ter produção de energia das ondas

A empresa finlandesa AW Energy deverá instalar até final de junho tecnologia no fundo do mar da praia da Almagreira, Peniche, para produção de energia a partir das ondas, disse esta quinta-feira o presidente da câmara.

António José Correia afirmou à agência Lusa que, após três anos a trabalhar nos estaleiros navais de Peniche, a empresa já concluiu a construção de uma plataforma metálica de 40 metros que vai ser instalada no fundo do mar.

Nesta plataforma vão ser instaladas pás verticais que, ao movimentar-se, vão produzir energia.

«Duas pás já estão concluídas e estão a produzir a terceira. Há boias no mar a sinalizar o local», acrescentou o autarca, adiantando que a empresa «prevê até final de junho implantar a estrutura no mar da Almagreira».

Desde 2009 que os parceiros tecnológicos têm vindo a trabalhar no projeto-piloto, correspondente à fase pré-comercial de produção de energia, para o qual estão envolvidos cinco milhões de euros, três dos quais financiados pela Comissão Europeia, após a aprovação de uma candidatura ao sétimo Programa Quadro de Investigação e Desenvolvimento.

A tecnologia Wave Roller vai produzir resultados que, caso sejam favoráveis, vão permitir avançar para uma fase comercial de produção de energia.

Trata-se de um equipamento pioneiro, com pás que oscilam debaixo de água com o movimento das ondas e que foi testado pela primeira vez a nível mundial na praia da Almagreira em 2007.

Mais tarde, a única máquina Wave Roller, instalada a 20 metros de profundidade e a 500 milhas da praia, foi retirada da água por problemas técnicos, atrasando a concretização do projeto em cerca de três anos.

A inovação foi criada em 2007 pela AW Energy para ser comercializada e testada em Portugal pela empresa Eneólica, do Grupo Lena, durante a primeira fase de demonstração do projeto-piloto.

Através de pás flutuantes que acompanham o movimento das águas, a tecnologia é capaz de captar energia para depois ser transformada em eletricidade, como demonstrou o protótipo com uma potência de 15 quilowatts (KW).

O objetivo dos promotores passa por criar na praia da Almagreira um grande parque mundial de energia das ondas e entrar numa fase de exploração comercial do projeto com uma potência instalada entre os 50 e os 100 megawatts (MW).

A avançar para a fase comercial, o investimento ascenderá a 100 milhões de euros e colocará Portugal na linha da frente no segmento da produção mundial de energia a partir do movimento das ondas.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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