21
Jul 11

Renováveis ganham terreno ao petróleo até 2030

A equação fundamental da energia é simples: mais população com maior rendimento significa que a produção e o consumo vão subir. Segundo a BP, o consumo primário vai aumentar 40% até 2030, impulsionado, quase em exclusivo, pelas economias emergentes. Pela primeira vez, os combustíveis não fósseis serão a principal fonte de crescimento. No entanto, as emissões atingem o seu pico em 2020, 20% acima dos valores de 2005 e superiores às metas internacionais. 

 

O crescimento energético mundial durante os próximos 20 anos deverá ser dominado por economias emergentes como a China, Índia, Rússia e Brasil, enquanto as melhorias operadas no campo da eficiência energética vão acelerar.

 

De acordo com o cenário base definido pela petrolífera britânica, correspondente à projecção mais provável, o consumo energético primário deverá aumentar quase 40% nas duas décadas que agora se iniciam, com uma fatia de 93% desta expansão a ter origem em países exteriores à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Desta forma, as nações não pertencentes à organização vão incrementar rapidamente a sua quota da procura por energia à escala global, de pouco mais de metade, hoje, para dois terços em 2030. Acresce que, durante o mesmo período, a intensidade energética, uma medida chave da utilização de energia por unidade de produção económica, irá melhorar a nível mundial, impulsionada pelos ganhos de eficiência nas mesmas economias.  

 

DIVERSIFICAÇÃO DO MIX ENERGÉTICO

A multiplicação de fontes de energia vai acentuar-se, com os combustíveis não fósseis, sobretudo a energia nuclear, hidráulica e renovável a assumirem, em conjunto, o papel de principal fonte de crescimento pela primeira vez na história da humanidade. Neste quadro, entre 2010 e 2030, o contributo das energias renováveis (solar, eólica, geotérmica e biocombustíveis) para o crescimento energético deve avançar de 5% para o patamar dos 18%.

 

Por seu lado, o gás natural será o combustível fóssil de mais rápido crescimento, enquanto o carvão e o petróleo devem perder quota de mercado, com a totalidade dos combustíveis fósseis a apresentarem taxas de expansão mais reduzidas. Neste sentido, a contribuição desta classe de combustíveis para o incremento do consumo energético primário deve recuar de 83% para a fasquia dos 64%.

 

Recorde-se que a procura petrolífera no seio da OCDE atingiu o seu pico em 2005 e, em 2030, deverá regressar para níveis próximos dos apurados em 1990. Quanto aos biocombustíveis, vão representar 9% dos combustíveis utilizados no sector dos transportes ao redor do globo.

 

Segundo as projecções da BP, a procura energética primária mundial vai registar um crescimento médio anual de 1,7% entre 2010 e 2030, embora esta tendência de expansão deva desacelerar ligeiramente depois de 2020. Em particular, o consumo de energia fora do espaço da OCDE será 68% superior ao actual em 2030, com um crescimento médio de 2,6% por ano, correspondendo a 93% do crescimento energético global. Em contraste, o crescimento da OCDE vai limitar-se a uma média anual de 0,3% durante os próximos 20 anos. Acresce que, a partir de 2020, o consumo per capita no espaço de influência da OCDE vai apresentar uma tendência decrescente de menos 0,2 pontos percentuais por ano.

 

TRANSPORTES ABRANDAM 

A subida da utilização de energia nos transportes vai abrandar, penalizada pela quebra registada na OCDE. Como referido, a procura total de petróleo e outros combustíveis líquidos na região alcançou o seu ponto máximo em 2005 e vai regressar aos valores de 1990 em 2030. Perto do final do período em análise, a procura de carvão no mercado chinês deixará de aumentar, com o gigante asiático a transformar-se no maior consumidor mundial de petróleo.

 

OPEP GANHA PESO...

A quota da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) na produção global de crude vai avançar para a marca dos 46%, um nível que não é observado desde o ano de 1977. Em simultâneo, a dependência das importações de petróleo e gás natural nos EUA vai cair para níveis inéditos desde a década de 90 do século passado, devido à melhoria da eficiência e ao incremento da quota de utilização de biocombustíveis na maior economia mundial. A taxa de crescimento do consumo global sofrerá ainda o impacto do aumento dos preços do barril de crude, contabilizado nos últimos anos, bem como da redução gradual dos subsídios nos países importadores de petróleo.

 

... MAS CRUDE PERDE PROTAGONISMO

O mix de combustíveis altera-se com o decorrer do tempo, reflectindo o longo período de vida dos activos. Neste âmbito, o petróleo, excluindo os biocombustíveis, vai crescer lentamente, a uma cadência de 0,6% por ano, enquanto o gás natural deverá beneficiar de uma taxa de expansão mais de três vezes superior à projectada para o crude, na casa dos 2,1% anuais. Por seu lado, o carvão vai aumentar em 1,2 pontos percentuais por ano e, em 2030, deve fornecer um volume de energia equiparável ao do petróleo, excluindo os biocombustíveis. Sublinhe-se ainda que o reforço das medidas de combate às emissões poluentes nos países da OCDE arrisca-se a ser mais do que compensado pelo crescimento esperado para as economias emergentes.

 

A energia eólica e solar, os biocombustíveis e outras fontes energéticas renováveis vão continuar a crescer fortemente, elevando a sua quota na energia primária dos actuais menos de 2% para os mais de 6% projectados para 2030. Em concreto, os biocombustíveis vão fornecer 9% dos combustíveis no sector dos transportes e as energias nuclear e hidráulica vão crescer de forma consistente e conquistar quota de mercado no consumo energético total. Neste ponto, cumpre referir que a projecção da BP resulta de análises estatísticas anteriores ao acidente na central nuclear japonesa de Fukushima, que motivou um recuo da aposta na energia atómica em países como a Alemanha.

 

"A desaceleração do crescimento da energia total nos transportes está relacionada com a subida dos preços do petróleo e com a melhoria da economia de combustível, saturação de veículos nas economias maduras e as subidas esperadas nos impostos, acompanhadas de uma redução dos apoios financeiros, nos países em vias de desenvolvimento", explica a propósito Christof Rühl, economista-chefe da BP. "Em termos percentuais, a procura petrolífera sofre a maior queda no sector energético (-30%), uma vez que esta é a indústria em que é mais fácil substituir o crude por gás natural ou por energias renováveis, sendo ainda a área em que é mais provável a implementação de taxas sobre o carbono", acrescenta o responsável.

 

INTENSIDADE ENERGÉTICA

Desde 1900, a população mundial mais do que quadruplicou o rendimento real, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB), multiplicou-se por 25 e o consumo energético primário cresceu 23 vezes. Neste quadro, a energia por unidade de rendimento continua a diminuir, uma tendência de descida que se irá acentuar. "Isto é verdade no outlook para 2030, não apenas para a média global, mas também para a maioria dos principais países e regiões. A conjugação dos ganhos de eficiência energética com a deslocação estrutural de longo prazo no sentido de actividades menos intensivas do ponto de vista do recurso à energia, à medida que as economias se desenvolvem, sustenta esta tendência", destaca o economista-chefe da BP.

 

EMERGENTES COMANDAM PROCURA

O consumo global de combustíveis líquidos vai fixar-se nos 102,4 milhões de barris por dia em 2030. No entanto, o incremento líquido de 16,5 milhões de barris antecipado para os próximos 20 anos tem exclusivamente origem nas economias emergentes não pertencentes à OCDE. As nações asiáticas de fora da OCDE vão ser responsáveis por perto de dois terços do crescimento do consumo nos países que não pertencem à organização ao longo dos próximos 20 anos e por mais de três quartos do aumento líquido global, subindo em quase 13 milhões de barris diários.

 

Por outro lado, as maiores fontes de nova oferta terão origem na OPEP: crude convencional na Arábia Saudita e no Iraque, bem como Gás Natural Liquefeito (GNL), que não está sujeito às quotas do cartel. Por outro lado, os combustíveis líquidos não abrangidos pela influência da OPEP devem crescer de forma modesta, impulsionados por um incremento significativo no segmento dos biocombustíveis, em combinação com um conjunto de aumentos inferiores nas areias betuminosas do Canadá e nos poços de águas profundas no offshore do Brasil.

 

A BATALHA DOS COMBUSTÍVEIS

De acordo com as estimativas da BP, o petróleo vai prolongar a sua tendência de diminuição da quota de mercado, à medida que o gás natural ganha terreno. Os recentes avanços do carvão, apoiado pelos processos de industrialização em curso na Índia e na China, serão revertidos até 2030, com os três combustíveis fósseis a convergirem em torno de quotas de mercado de cerca de 27%.

 

Esta diversificação pode ser observada mais claramente em termos de quotas de crescimento. Assim, no período entre 1990 e 2010, os combustíveis fósseis contribuíram com 83% do crescimento energético. Em sentido contrário, nos próximos 20 anos, esta classe de combustíveis deve ser responsável por 64% desta expansão, enquanto as fontes renováveis (excluindo a energia hidráulica) e os biocombustíveis, combinados, equivalem já a 18% do crescimento energético até 2030.

 

A diversificação do mix de combustíveis está a ser impulsionada, em grande medida, pelos desenvolvimentos no sector energético. A energia usada para gerar electricidade continua a ser a área de mais rápido crescimento, representando 53% do aumento do consumo primário nos últimos 20 anos e 57% do crescimento que se vai verificar até 2030.

 

Em termos de utilização final, a indústria lidera o consumo. Deste modo, o papel desempenhado pelos transportes está a enfraquecer: ao longo das duas últimas décadas, a procura de energia no sector dos transportes cresceu sensivelmente ao mesmo ritmo da procura total, mas, nos próximos 20 anos, vai evoluir a uma cadência bastante inferior, adverte Christof Rühl.

 

BIOCOMBUSTÍVEIS FLORESCEM

A produção de combustíveis "verdes", sobretudo etanol, deve totalizar 6,7 milhões de barris por dia em 2030, em comparação com os 1,8 milhões de barris diários contabilizados no ano passado, contribuindo com 30% do crescimento da oferta global e com a totalidade da expansão líquida exterior à OPEP nos próximos 20 anos. Esta evolução rápida explica-se pelos apoios políticos reiterados, elevados preços do barril de petróleo e inovação tecnológica.

 

Os EUA e o Brasil vão continuar a dominar a produção de biocombustíveis, com 76% da produção global em 2010, uma quota que deve deslizar para 68% em 2030, para quando se antecipa o início do crescimento da região Ásia-Pacífico. "O mix energético global continua a diversificar-se, mas, pela primeira vez, os combustíveis não fósseis serão importantes fontes de crescimento da oferta", pode ler-se no "BP Energy Outlook 2030".

 

POLÍTICAS AMBIENTAIS CONDICIONAM FUTURO ENERGÉTICO

As projecções apresentadas pela BP partem do pressuposto de que as medidas continuadas de combate às alterações climáticas e de promoção da segurança energética se vão manter, com base nas actuais tendências. Neste sentido, a empresa desenvolveu um cenário alternativo, que explora as implicações de um reforço significativo do nível de compromisso político, traduzido num aperto das medidas de protecção ambiental. 

 

"O ponto fulcral deste cenário consiste na redução da dependência face aos combustíveis com elevadas emissões de dióxido de carbono. Este objectivo pode ser atingido através de uma gama alargada de instrumentos, incluindo diversas formas de estabelecer um preço para o carbono", recorda o economista-chefe da BP, Christof Rühl.

 

Segundo as projecções da petrolífera, as emissões globais vão alcançar o seu pico logo após 2020, fixando-se, apesar de tudo, 20% acima dos níveis registados em 2005. Desta forma, a evolução das emissões poluentes deve exceder o Cenário 450 da Agência Internacional de Energia (AIE), sinalizando os esforços que serão necessários depois de 2030 para colocar o mundo "num caminho seguro".

 

Sublinhe-se que a redução das emissões será alcançada através da conjugação de ganhos de eficiência mais céleres, substituição de combustíveis (do carvão para o gás natural e dos combustíveis fósseis para a energia nuclear, hidráulica e renováveis) e introdução da captura e armazenamento de carbono, tanto para as centrais eléctricas a carvão, como a gás.

fonte:http://www.oje.pt/

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14
Jul 11

Renováveis aumenta produção de energia eólica em 27%

A EDP Renováveis aumentou a produção de energia eólica em 27% no primeiro semestre face ao mesmo período do ano passado.

Em comunicado enviado à CMVM, a empresa liderada por Ana Maria Fernandes refere que os "EUA representaram o principal motor de crescimento anual (+39%), enquanto o nível de crescimento na Europa foi afectado pelo elevado recurso eólico registado em particular no primeiro trimestre do ano anterior."

Os dados mostram que no Brasil, a produção mais do que duplicou, com um crescimento de 107%.

Nos últimos doze meses, indica também a energética, a capacidade eólica instalada da EDP Renováveis aumentou em 1,4 gigawatts, uma subida de 24% face ao primeiro semestre do ano passado.

Entre Janeiro e Junho, a EDP Renováveis instalou 486 megawatts (MW) (60% do total da nova capacidade prevista para 2011), dos quais 362 MW na Europa, 70 MW no Brasil e 54 MW nos EUA.

fonte:http://economico.sapo.pt

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26
Jun 11

O vento sopra cada vez mais a favor das novas energias

Numa altura em que o nuclear está a ser posto em causa, a Europa e o mundo voltam-se ainda mais para as fontes renováveis.

Eram 5.45 em Portugal quando um sismo de magnitude 8,9 na escala de Richter atingiu o Norte do Japão. Seguiram-se dois tsunamis que devastaram o Norte do país e uns dias depois, apesar da destruição e do elevado número de vítimas, a preocupação passou a ser as centrais nucleares afectadas pela catástrofe: Onagawa e Fukushima, onde o risco de explosão parecia ser iminente.

A Europa apressou-se a considerar a situação nuclear japonesa como "apocalíptica", nas palavras do comissário europeu para a Energia, Günther Oettinger, e a questão da segurança nuclear entrou na ordem do dia, levando os governos a planear diversos testes de stress às centrais europeias. A última decisão tomada veio de terras alemãs e suíças. Segundo o anúncio feito no início desta semana, os dois países revolveram abandonar este tipo de produção eléctrica até 2022.

Com menos uma fonte de energia, as energias renováveis adquirem agora uma importância crescente na Europa, numa corrida da qual Portugal parte no grupo da frente.

Apesar de haver "países mais avançados do que nós", Portugal teve uma evolução interessante na última década, afirmou António Sá da Costa, presidente da Associação de Energias Renováveis (APREN), criticando, no entanto, a aplicação da legislação no sector, bem como a demora nos licenciamentos. Em declarações recentes, a ex-ministra socialista do Ambiente Dulce Pássaro afirmou que, apesar da aposta portuguesa neste tipo de energias, ainda há "muito potencial por explorar".

Actualmente, em Portugal, entre 20 a 25% da energia consumida provem de fontes renováveis, percentagem bastante acima da média mundial, que é de 12,9%. Mas a previsibilidade dos números é difícil de apurar, já que a percentagem pode subir ou descer, variando a capacidade de produção entre os meses secos e húmidos. Bom indicador é o primeiro trimestre de 2011, durante o qual 54% da electricidade consumida estava carimbada com o selo renovável.

Em 2010, a potência instalada renovável atingiu um total de 9490 MW, correspondendo a um crescimento de 52% face a 2009, facultado sobretudo pelo aumento do sector hídrico.

fonte:http://www.dn.pt/

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24
Jun 11

A ilha mais verde do mundo

Em 2018, 75% da electricidade da Graciosa, nos Açores, virá de fontes renováveis

A ilha Graciosa, nos Açores, está prestes a tornar-se a primeira ilha do mundo abastecida por energias renováveis. Em 2012, as energias solar e eólica serão os principais recursos energéticos da ilha, o que fará diminuir as emissões de dióxido de carbono.

O projecto é da empresa alemã Younicos, especializada em energias renováveis, que escolheu a Graciosa devido à dimensão e aos seus recursos energéticos.

«A meta é que, em 2018, 75% da produção de electricidade provenha de fontes renováveis», afirma ao SOL José Cabral Vieira, director-regional para o sector da energia. Os restantes 25% poderão provir de motores a diesel, ou, caso tal seja viável, a biodiesel. «Pensa-se, também, na possibilidade do aproveitamento de biomassa».

Para cumprir estes objectivos, a tecnologia passa pela construção de baterias capazes de armazenar a energia. Já está em fase de testes em Berlim, onde se simulam as condições naturais da ilha.

Para José Cabral Vieira, esta é uma iniciativa que reforça a ideia de que os Açores estão na vanguarda das energias renováveis, uma vez que a Graciosa não é caso único. A ilha do Corvo está envolvida num projecto com o MIT (Massachusetts Institute of Technology) Portugal chamado Corvo Sustentável.

Outro exemplo é o caso da ilha das Flores, que durante algumas horas – por vezes oito e nalguns dias até 100% – é abastecida a partir de fontes renováveis. O que «constitui um motivo de orgulho para a população aí residente».

Na Graciosa, a expectativa é a mesma: «Na verdade, todos gostam de ter algo que valorize e distinga positivamente a sua ilha do ponto de vista energético e ambiental».

O projecto pode ser levado para mais ilhas dos Açores como Santa Maria ou até a outras ilhas fora de Portugal, «mas terá sempre o nome da Graciosa associado» por ter sido a primeira.

Mesmo depois de implementado, os principais emissores de CO2 continuaram a ser os transportes rodoviários, que poderiam sempre ser substituídos «por veículos eléctricos». No entanto, a sustentabilidade depende de factores alheios à ilha – é preciso esperar pela produção em massa para o mercado mundial e pela redução dos respectivos custos médios. «O ‘totalmente’ renovável pode levar mais alguns anos», considera Cabral Vieira.

O problema dos transportes e do CO2 que libertam é, definitivamente, uma das questões ambientais mais difíceis de superar.

Mesmo em Växjö, a cidade mais verde da Europa, os 1,2 milhões de habitantes que vivem naquela região sul da Suécia continuam a usar o carro para fazer viagens de apenas cinco minutos.

Por esta razão, uma das medidas adoptadas para incentivar a escolha de veículos menos poluentes, como os híbridos ou os eléctricos, foi a de tornar o estacionamento grátis para quem optasse por conduzir sem recorrer à gasolina ou ao gasóleo.

fonte:http://sol.sapo.pt

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20
Jun 11

Bicombustíveis ainda são pouco sustentáveis

«O mercado está a conduzir-nos para biocombustíveis pouco sustentáveis», revelou Nusa Urbancis, gestora de políticas na Federação Europeia dos Transportes e Ambiente, no Seminário Internacional sobre Políticas e Impactes dos Biocombustíveis em Portugal e na Europa, que teve lugar hoje em Lisboa.

Dados da entidade onde exerce funções, revelam que as alterações indirectas do uso do solo (ILUC, da sigla em inglês) podem levar a emissões adicionais entre 31 a 65 milhões de toneladas por ano, ou seja, ter um impacto correspondente a entre 14 a 29 milhões de veículos extra nas estradas.

Este mês deverá ser conhecido o relatório europeu de avaliação do impacto das alterações do uso do solo associadas aos biocombustíveis, após a Comissão Europeia ter decidido prorrogar o prazo por um mês. O documento deverá contribuir para a definição dos critérios de sustentabilidade dos biocombustíveis.

Chris Malins, gestor do programa de combustíveis limpos do Conselho Internacional para os Transportes Limpos, antecipou o que pode ser esperado com este documento: «em termos gerais, promover os biocombustíveis não é uma boa política de mitigação de GEE [Gases com Efeito de Estufa]», referiu.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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16
Jun 11

Geotermia pode aumentar produção de calor e electricidade até dez vezes

Um estudo divulgado pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) revela que a energia geotérmica pode contribuir para aumentar em dez vezes a produção global de calor e electricidade até 2050.

O roadmap tecnológico da IEA aponta as medidas chave e acções políticas necessárias para alcançar um crescimento significativo da produção de energia a partir de fontes renováveis, e onde a energia geotermal pode desempenhar um papel fundamental.

Segundo o relatório, já há mais de um século que se efectua uma exploração activa da energia geotermal, mas os esforços para a extracção têm sido concentrados em zonas onde a água ou vapor surgem naturalmente, nomeadamente zonas vulcânicas.

Ora, a autora do estudo, Milou Beerepoot, nota que há ainda muitos outros locais por explorar, nomeadamente nos países em desenvolvimento e emergentes e que é necessário envidar esforços para remover todo o tipo de barreiras que continuam a “emperrar” o aumento da exploração nestes países.

Segundo o relatório do estudo, as fontes de energia renováveis, como o vento, o solar e a geotermia, terão que constituir uma parte muito maior da matriz energética mundial nos próximos anos, para conseguir cumprir o objectivo de limitar o aumento da temperatura global em 2°C, acordado pelos líderes mundiais na cimeira de Cancún, em 2010.

O relatório afirma que, através de uma combinação de acções que impulsionem o desenvolvimento dos recursos geotérmicos inexplorados e das novas tecnologias, a energia geotérmica pode ser responsável por 3,5 por cento da produção global anual de electricidade e por 3,9 por cento de energia térmica em 2050 – um aumento substancial, considerando que os números actuais se situam nos 0,3 e nos 0,2 por cento, respectivamente.

«Seria um contributo importante para os esforços globais de redução das emissões de carbono, utilizando uma fonte de energia fiável, que está disponível em todo o mundo, todos os dias do ano e cuja disponibilidade não é vulnerável ao clima ou condicionada pelas estações do ano», afirmou o Director Executivo da IEA, Nobuo Tanaka, no lançamento do relatório “Roadmap Tecnológico: calor e energia geotermal”, numa conferência em Estocolmo.

Este estudo é o último de uma série de roadmaps tecnológicos publicados pela IEA, com o intuito de orientar os governos e a indústria pelas acções e metas necessárias para alcançar todo o potencial de uma gama completa de tecnologias de energia limpa.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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15
Jun 11

Ecodesign de motores eléctricos pode poupar o equivalente a três anos de consumo

A entrada em vigor da nova directiva comunitária de concepção ecológica dos motores eléctricos e os consequentes níveis de eficiência energética podem gerar uma poupança equivalente a três anos de consumo de electricidade em Portugal. Este é o principal resultado de um estudo técnico, económico e ambiental, relativo ao EcoDesign de motores eléctricos e desenvolvido pelo Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), que serviu de base à directiva comunitária que vai entrar em vigor no dia 16.

«O potencial de poupança estimado em 2020 é de 135 TWh [Terawatts/hora] de electricidade anuais (quase três vezes o consumo anual em Portugal), o que corresponde a uma redução nas emissões de CO2 de cerca de 60 milhões de toneladas», afirmou João Fong, um dos investigadores do ISR que integrou o grupo de trabalho. «O estudo avaliou o impacto ambiental ao longo do ciclo de vida dos motores eléctricos, estimou o potencial de poupança e propôs valores mínimos de eficiência para os novos equipamentos», refere uma nota de imprensa da UC.

«A nova legislação europeia é decisiva porque os motores eléctricos usam 75 por cento da electricidade consumida na indústria», sublinhou o investigador, realçando que a progressiva substituição por tecnologias mais eficientes – apesar de terem um custo inicial mais elevado - resulta em economias consideráveis de energia ao longo do ciclo de vida do equipamento. Em declarações à agência Lusa, João Fong explicou que as estimativas projectadas para 2020 apontam para uma altura em que sejam já diminutos os motores da anterior geração em funcionamento.

Além da estimativa de economia de 135 TWh em 2020, os investigadores concluem que nesse ano se traduzirá numa poupança de 333 TWh o impacto das medidas da Directiva Europeia de Ecodesign. As televisões (43 TWh), iluminação pública e terciária (38 TWh) iluminação residencial (37 TWh) e o standby dos equipamentos (35 TWh) são outros domínios onde a eficiência energética mais se fará sentir.

A investigação elaborada pelo Instituto de Sistemas e Robótica da UC teve a colaboração do Fraunhofer Institute (Alemanha), da AEA Technologies (Reino Unido) e do Comité Europeu de Fabricantes de Máquinas Eléctricas e Electrónica de Potência.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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14
Jun 11

Novo Ibis de Sintra terá 18 painéis solares, que vão aquecer 75% da água utilizada no hotel

O novo Ibis Sintra, o 20º da cadeia hoteleira em Portugal, contará com 18 painéis solares, que permitirão aquecer 75% da água utilizada no hotel, explicou a marca em comunicado.

Segundo o Ibis, a sustentabilidade faz parte do novo hotel, que terá um programa automático de ar condicionado, redutores aplicados em todas as torneiras e uma fachada com propriedades térmicas inovadoras – o sistema ISODUR, um revestimento com materiais isolantes térmicos e sonoros que permitem uma economia de 20% de toda a energia.

Paralelamente, toda a gestão do fluxo de informação do hotel será efectuada pelo programa All Online, ou seja, totalmente informatizada, o que representa uma poupança de 80% no consumo de papel e 50% em tinteiros de impressoras.

“Estas acções demonstram o compromisso efectivo da rede Ibis em matéria ambiental”, explica a marca.

fonte:http://www.greensavers.pt

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06
Jun 11

EDP Renováveis e Repsol levam eólica offshore ao Reino Unido

A EDP Renováveis (EDPR) anunciou hoje ter estabelecido uma parceria com a Repsol para o desenvolvimento de até 2,4 gigawatts de capacidade eólica offshore no Reino Unido. Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDPR informa que ficará responsável por 60 por cento da participação e que irá liderar a parceria, que surge na sequência da aquisição pela Repsol da SeaEnergy Renewables (SERL).

Segundo o mesmo comunicado, no seguimento da aquisição da petrolífera espanhola, da SERL detida pela SeaEnergy PLC e consequente reestruturação societária, «a EDPR irá deter 67 por cento da sociedade Moray Offshore Wind Limited (MORL), anteriormente detida a 75 por cento pela EDPR e a 25 por cento pela SERL», bem como «49 por cento da sociedade Inch Cape Offshore Wind Limited, anteriormente detida a 100 por cento pela SERL».

A MORL está a desenvolver até 1,5 GW na Zona 1 do programa de atribuição de autorizações para o desenvolvimento de parques eólicos offshore no Reino Unido ("UK Round 3") conduzido pela Coroa Britânica. A Inch Cape, por seu turno, está a desenvolver até 0,9 GW na região Escocesa de Firth of Tay, no âmbito do programa de atribuição de autorizações para o desenvolvimento de parques eólicosoffshore em águas territoriais escocesas por parte da Coroa Britânica.

«Com esta nova parceria, a EDPR aumenta o seu pipeline de projectos, potencia as suas opções de crescimento rentável no longo prazo melhorando o seu perfil de risco, ao mesmo tempo que se associa com a Repsol, uma empresa de classe mundial no sector de energia e com um forte compromisso no desenvolvimento de capacidade eólica offshore», conclui o documento enviado à CMVM.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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04
Jun 11

EDP Renováveis vende certificados verdes a Nova Iorque

A EDP Renováveis vai vender certificados verdes às autoridades de energia de Nova Iorque. Através da subsidiária Horizon Wind Energy LLC, a empresa garantiu um contrato de 10 anos «para a venda dos certificados verdes equivalentes a 45 MW do parque eólico de Marble River, no estado de Nova Iorque, com data prevista de entrada em operação em 2012», anuncia a empresa em comunicado divulgado hoje pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

«Este contrato foi atribuído no âmbito de um processo público e competitivo lançado pela New York State Energy Research and Development Authority em conjunto com a Public Service Commission, o que comprova a competitividade dos projectos eólicos da companhia», refere a empresa portuguesa no comunicado.

Este contrato de dez anos, explica a empresa, vem no seguimento do acordo efectuado em Abril de 2010 com as mesmas instituições «para a venda por um período de 10 anos dos certificados equivalentes a 171 MW do parque eólico de Marble River, o que perfaz um total de 216 MW de capacidade contratada a longo prazo».

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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