26
Ago 10
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Ago 10

Brasileiros conseguem gerar electricidade a partir do ar

Pesquisadores da Unicamp desenvolveram um dispositivo que consegue gerar eletricidade a partir da umidade presente na atmosfera

 

Em um futuro não muito distante, será possível gerar eletricidade a partir do ar, iluminando casas ou recarregando carros elétricos, assim como células solares geram energia a partir da luz do sol. Será possível também impedir a formação de raios utilizando placas no topo dos prédios. E a pesquisa que leva a todas essas perspectivas é brasileira, realizada na Unicamp e conduzida pelo químico Fernando Galembeck. O trabalho está sendo apresentado nesta quarta no 240º encontro da Sociedade Americana de Química, em Boston.

 

Galembeck e sua equipe buscam há 12 anos uma forma de explicar uma das maiores charadas científicas — como a eletricidade é formada e descarregada na atmosfera. "Nossa pesquisa pode abrir caminho para transformar a eletricidade da atmosfera em uma fonte de energia alternativa no futuro", disse Galembeck. O químico acredita que "assim como a energia solar pode fazer com que pessoas não precisem mais pagar pela energia que consomem, essa nova fonte de energia poderá ter um efeito semelhante".

 

A equipe brasileira descobriu que as gotículas de água na atmosfera possuem carga elétrica, ao contrário do que se acreditava. Galembeck usou pequenas partículas de sílica e fosfato de alumínio — ambas substâncias comuns no ar — mostrando que a sílica assumia carga negativa na presença de alta umidade e o fosfato de alumínio se tornava mais positivo. "Isso mostrou que a água na atmosfera pode acumular cargas elétricas e transferi-las para outros materiais que estiver em contato", explicou Galembeck. "O nome que demos ao novo método é 'higroeletricidade', o que significa eletricidade a partir da umidade".

 

O pesquisador brasileiro disse que o método também pode ser utilizado para impedir a formação de raios. Ele explicou que painéis "higroelétricos" poderiam ser colocados no topo de prédios em regiões muito úmidas, onde tempestades são comuns. Esses painéis poderiam drenar a eletricidade do ar e impedir a formação da carga elétrica que é descarregada com os raios. Os pesquisadores da Unicamp já estão testando quais são os melhores metais para ajudar na captura da eletricidade atmosférica.

 

O equipamento criado no laboratório brasileiro ainda não é capaz de produzir eletricidade em larga escala. "Acreditamos que em dez anos será possível levar essa tecnologia para a casa das pessoas", disse Galembeck, momentos antes de realizar sua apresentação em Boston. "Com certeza o caminho é longo, mas os benefícios futuros de aproveitar a eletricidade a partir do ar valem a pena", concluiu.

fonte:Veja Abril

 

Leia também Portugal faz parte do “top 5” das energias renováveis

publicado por adm às 11:59 | comentar | favorito
21
Ago 10
21
Ago 10

Nas renováveis Portugal serve de exemplo aos EUA

Com direito a destaque de primeira página, o artigo que se segue foi publicado esta semana pelo "New York Times"

 

Há cinco anos, os líderes deste país queimado pelo sol e batido pelo vento fizeram a aposta: para reduzir a dependência de Portugal dos combustíveis fósseis importados, embarcaram numa série de projectos ambiciosos de energias renováveis - explorando principalmente os recursos eólicos e hidroeléctricos mas também a luz do sol e as ondas do oceano.

Hoje, os bares da moda de Lisboa, as fábricas do Porto e os resorts luxuosos do Algarve são alimentados, de forma substancial, por energias limpas. Aproximadamente 45% da rede eléctrica de Portugal virá de fontes renováveis este ano, contra os 17% de há cinco anos.

A energia eólica de base terrestre - considerada este ano "potencialmente competitiva" em relação aos combustíveis fósseis pela Agência Internacional da Energia, em Paris - expandiu-se sete vezes no mesmo período de tempo. E Portugal espera tornar-se, em 2011, no primeiro país a inaugurar uma rede nacional de postos de carregamento para automóveis eléctricos.

"Vi os sorrisos: é um bom sonho. Não é competitivo. É demasiado caro", diz o primeiro-ministro, José Sócrates, recordando como Silvio Berlusconi, o primeiro-ministro italiano, ofereceu-se, a brincar, para lhe construir um Ferrari eléctrico. Sócrates acrescenta: "A experiência de Portugal mostra que é possível fazer estas mudanças num curto espaço de tempo."

O derrame de petróleo no Golfo do México renovou as questões acerca dos riscos e custos imprevisíveis da continuada dependência dos Estados Unidos nos combustíveis fósseis. O presidente Barack Obama agarrou a oportunidade de promover o seu objectivo de ter 20 a 25% da electricidade americana produzida a partir de fontes renováveis em 2025.

Embora a experiência de Portugal mostre que o progresso rápido é alcançável, demonstra também o preço de tal transição. Os lares portugueses há muito que pagam o dobro do que os americanos pela electricidade, e os preços subiram 15% nos últimos cinco anos, provavelmente por causa do programa de energias renováveis, afirma a Agência Internacional de Energia.

Embora um relatório de 2009 da agência classifique a transição de Portugal para as energias renováveis como um "êxito extraordinário", acrescenta também: "Não é suficientemente claro que os custos, quer económicos quer financeiros, bem como o seu impacto nos preços finais da energia aos consumidores, sejam bem compreendidos e apreciados."

De facto, as queixas acerca do aumento do preço da electricidade são desde há muito uma constante entre os reformados. Sócrates, que após uma vitória esmagadora nas eleições de 2005 implementou os elementos principais da renovação energética apesar das objecções da indústria dos combustíveis fósseis do país, apenas conseguiu sobreviver como líder de um governo minoritário no ano passado.

"Não é possível imaginar as pressões que sofremos nesse primeiro ano", afirma Manuel Pinho, ministro da Economia de Portugal desde 2005 até ao último ano, que foi em grande parte o responsável pela transição.

Ainda assim, as políticas agressivas para acelerar o uso de energias renováveis estão a ter êxito em Portugal e noutros países, segundo um relatório da IHS Emerging Energy Research, de Cambridge, Massachussets, uma destacada empresa de consultoria energética. Em 2025, Irlanda, Dinamarca e Reino Unido obterão também 40% ou mais da sua electricidade a partir de fontes renováveis; se incluirmos a energia proveniente de grandes barragens hidroeléctricas, um tipo mais antigo de energia renovável, países como o Canadá e o Brasil juntam-se à lista.

Os Estados Unidos, que no ano passado geraram menos de 5% da sua energia a partir de novas formas de energia renovável, sofrerão um atraso de 16% (ou pouco mais de 20%, incluindo a energia hidroeléctrica), segundo a IHS.

Para forçar a transição energética de Portugal, o governo de Sócrates reestruturou e privatizou serviços públicos de energia de forma a criar uma rede mais adequada às fontes de energia renovável. Para atrair empresas privadas para o novo mercado português, o governo ofereceu-lhes contratos a preço fixo durante 15 anos.

Em comparação com os Estados Unidos, os países europeus têm incentivos mais poderosos para adoptar as energias renováveis: muitos, como Portugal, têm poucos combustíveis fósseis de produção própria e o sistema de atribuição de licenças de emissão da União Europeia desencoraja a utilização de combustíveis fósseis ao exigir que a indústria pague pelas emissões excessivas de dióxido de carbono.

Portugal estava pronto para ser uma cobaia porque possui grandes e inexplorados recursos de energia eólica e hídrica, as duas fontes renováveis mais eficazes em termos de custo. Responsáveis governamentais dizem que a mudança energética não obrigou ao aumento de impostos precisamente porque as novas formas de electricidade, que não exigem combustível e não produzem emissões, substituíram a electricidade antes produzida a partir da importação e transformação de petróleo, gás natural e carvão.

Se os Estados Unidos querem apanhar países como Portugal, dizem os especialistas em energia, devem suplantar obstáculos como a rede energética fragmentada e antiga, pouco adequada às energias renováveis; a dependência histórica no fornecimento abundante e barato de combustíveis fósseis, principalmente o carvão; as poderosas indústrias de petróleo e carvão que se opõem com frequência aos incentivos para o desenvolvimento das renováveis; e a política energética que é largamente influenciada pelos estados a nível individual.

Os custos relativos de uma transição energética nos Estados Unidos seriam, inevitavelmente, mais altos do que em Portugal. No entanto, à medida que os custos das energias renováveis caem, um número crescente de países vê tal mudança como compensadora, diz Alex Klein, director de investigação para as energias limpas e renováveis da IHS.

A iniciativa de Portugal foi motivada pela necessidade: com os padrões de vida a crescer e sem produção própria de combustíveis, o custo das importações de energia - petróleo e gás natural - duplicou na última década, perfazendo 50% do défice comercial do país, e tornou-se altamente volátil. 

Portugal está agora no bom caminho para alcançar o objectivo de, em 2020, 60% da sua electricidade e 31% das suas necessidades tenham origem em energias renováveis, incluindo a energia hidroeléctrica em grande escala. 

O país superou preocupações acerca de fiabilidade e custos elevados. As luzes acendem-se em Lisboa mesmo quando o vento abranda na vasta central eólica do Alto Minho. Os custos de produção e os preços ao consumidor - incluindo os preços altos pagos pela energia proveniente de fontes renováveis - estão na média europeia mas mais altos do que na China ou nos Estados Unidos, países que dependem do carvão barato.

Portugal garante que manteve os custos baixos ao concentrar-se nas formas mais baratas de energia renovável - eólica e hidroeléctrica. Embora o governo estime que o investimento total para renovar a estrutura energética seja de 16,3 mil milhões de euros, esse custo é suportado pelas empresas privadas que exploram a rede e as centrais renováveis e reflecte-se no preço da electricidade ao consumidor. O retorno financeiro das empresas está assegurado pelos 15 anos de preços grossistas estáveis garantidos pelo governo. Assim que a nova infra-estrutura fique completa, afirma Pinho, o sistema custará menos 1,7 mil milhões de euros por ano, em grande parte porque evitará a importação de gás natural.

Fujino, da Agência Internacional de Energia, diz que os cálculos de Portugal talvez sejam optimistas. Porém, ressalva que a transição portuguesa criou também uma nova indústria: no ano passado, pela primeira vez, Portugal tornou-se exportador de energia, vendendo uma pequena quantidade de electricidade a Espanha. Dezenas de milhares de portugueses trabalham no terreno. A Energias de Portugal (EDP), a maior empresa energética do país, é proprietária de centrais eólicas nos EUA.

Dirigir um país que utiliza electricidade derivada das forças altamente imprevisíveis da natureza requer novas tecnologias e dotes de malabarista. Uma central eólica que produza 200 megawatts numa hora pode produzir apenas cinco megawatts na hora seguinte; o sol brilha de forma intermitente em muitos sítios; a energia hidroeléctrica é abundante no Inverno chuvoso mas é limitada no Verão em em períodos de seca.

A Redes Energéticas Nacionais ( REN, usa modelos sofisticados para prever o tempo. "São necessários novos conhecimentos: é uma operação em tempo real e há muitas decisões a tomar, a cada hora, a cada segundo", diz Victor Baptista, director-geral da REN. "O objectivo é manter o sistema a funcionar e evitar apagões."

Portugal gerou, durante décadas, electricidade a partir das barragens. Mas os novos programas combinam água e vento: turbinas movidas a vento bombeiam água durante a noite, depois, a água flui durante o dia, gerando electricidade, quando a procura é mais alta.

O sistema de distribuição português é hoje uma rua de dois sentidos. Em vez de fornecer apenas electricidade, recolhe-a até dos geradores mais pequenos, como, por exemplo, painéis solares em casas particulares. O governo encoraja tais contribuições estabelecendo um preço vantajoso para quem compre electricidade gerada por painéis solares.

Para assegurar uma base energética estável quando as forças da natureza não colaboram, o sistema necessita de manter uma base de combustível fóssil para ser usada quando necessário. Embora as centrais térmicas funcionem hoje menos horas do que antes, o país está a construir centrais a gás natural mais eficientes. Portugal começou a modernizar a sua rede há uma década. O fornecimento de uma maior parcela de renováveis custa 480 milhões de euros, uma despesa incorporada no preço da electricidade, diz a a REN.

O presidente Barack Obama ofereceu milhares de milhões de dólares em concessões para modernizar a rede dos Estados Unidos, mas não é claro que tal esforço seja adequado às energias renováveis. Autorizações diversas em diferentes estados e o facto de muitas empresas privadas controlarem fragmentos locais da rede tornam difícil o transporte de energia de longa distância do ventoso Iowa para consumidores em Atlanta. A Sociedade Americana de Engenheiros Civis afirma que a rede dos Estados Unidos "necessita de modernização urgente."

Um relatório de 2009 do Pew Center on Global Climate Change estima que os Estados Unidos teriam de gastar dois a três mil milhões de euros por ano nos próximas duas décadas para criar uma rede que possa produzir 20% da electricidade a partir da energia eólica em 2030 - um aumento de 40 a 50% em relação aos gastos actuais.

Os especialistas em energia consideram a experiência portuguesa um êxito. Mas há também há perdedores. Ambientalistas contestam sobretudo o impacto ambiental das novas barragens. 

Até se tornar na maior central eólica a sul de Lisboa, Barão de São João era uma aldeia adormecida da Costa Alentejana, habitada por agricultores que cultivavam os seus montes e por turistas atraídos pelo preço barato da terra e pela vista idílica.

"Bem sei que é bom para o país porque é energia limpa e é bom para os proprietários que receberam dinheiro, mas a mim não trouxe nada de bom", diz José Cristino, um agricultor robusto que trabalha a terra com o ruído das turbinas eólicas sempre presente. "Estou sempre a olhar para estas coisas, dia e noite", diz, acrescentando que 90% da população da aldeia se opôs à central eólica.

Em Portugal como nos EUA, os políticos venderam programas de energia limpa às comunidades com a promessa de criação de emprego. Mas a nível local, o efeito provou ser limitado. 

Há mais de cinco anos que a isolada cidade de Moura alberga, na Amareleja, a maior central solar do país, porque "não há lugar na Europa que tenha mais sol, para além de ter muito espaço livre", afirma José Maria Pós-de-Mina, o presidente da câmara. No entanto, embora a central da Amareleja tenha sido construída por 400 pessoas, apenas 20 a 25 trabalham nela actualmente.

fonte:Ionline

 

Leia também o artigo: O novo líder mundial em energia termo-solar é a Espanha

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17
Ago 10

Enzima encontrada nas raízes das sementes podem «criar» combustível para automóveis

Enzima encontrada nas raízes das sementes de soja pode vir a ser utilizada como energia para fazer funcionar automóveis

 

Uma enzima encontrada nas raízes das sementes de soja pode ser utilizada como energia para mover os automóveis, avança a «Chemestry World». A Vanadium Nitrogenase consegue produzir amoníaco a partir de nitrogénio, já usado actualmente para encher pneus em alternativa ao ar normal, porque permite maior resistência e menor desgaste.

Os cientistas dizem que a pesquisa ainda está numa fase embrionária, mas também acreditam que este pode ser o caminho para criar um combustível amigo do ambiente e até, quem sabe, gasolina.

Este organismo é uma bactéria muito comum que é bem conhecida, já que é estudada desde há algum tempo” disse Markus Ribbe, cientista da Universidade da California.

Fonte:Auto portal

 

Leia também o artigo:Algas podem inaugurar a química verde e substituir metade do petróleo

publicado por adm às 23:50 | comentar | favorito
17
Ago 10

Algas podem inaugurar a química verde e substituir metade do petróleo

Química verde

O etanol é um substituto eficiente do petróleo tanto em termos ecológicos quanto energéticos.

Mas isto não significa que ele possa substituir todo o petróleo usado no mundo.

O setor de transportes consome cerca de metade da produção da indústria petrolífera - a outra metade abastece a indústria química, que produz todo tipo de material sintético, dos plásticos e solventes até os gases industriais, como o hidrogênio.

 

Mas pode haver saídas também para a criação de uma química verde: as microalgas e as pequenas plantas aquáticas da família das Lemnaceaes podem ser usadas para a obtenção de combustível em forma de óleo.

Esta proposta foi defendida pelo norte-americano Richard Sayre, durante o 2º Congresso Pan-Americano sobre Plantas e Bioenergia, que terminou ontem em São Pedro (SP).

Para Sayre, as algas são uma opção sustentável, têm estruturas mais simples e se reproduzem em velocidades muito maiores do que as dos outros vegetais e têm grande capacidade de absorver dióxido de carbono (CO2).

"A gasolina pode ser substituída por etanol, porém outros combustíveis e produtos derivados de petróleo dependem de matérias-primas baseadas em óleo", afirmou ele, ressaltando que o óleo tem o dobro da densidade energética do etanol.

 

Biodiesel de algas

Na comparação entre as fontes de biodiesel, as algas também apresentam uma produtividade 10 vezes superior à das demais matérias-primas - são 58.700 litros de óleo por hectare cultivado, contra 5.950 litros de óleo de palma, a segunda colocada.

"Essa é uma estimativa modesta, que considera a extração de 30% de óleo da biomassa, mas podemos extrair até 70% elevando a produtividade para 136.900 litros de óleo por hectare", afirmou.

Além disso, as algas não possuem tecidos heterogêneos, como folhas, galhos e raízes, o que elimina um dos maiores obstáculos para a obtenção dos biocombustíveis de plantas: a quebra da parede celular.

Outra vantagem apontada pelo pesquisador é o alto teor de óleo das células das algas, que podem apresentar até 50% de lipídios não polares, mais fáceis de serem quebrados, e possuem de 10% a 45% mais energia do que as matérias-primas obtidas de carboidratos.

O desafio da equipe de Sayre está em desenvolver melhorias genéticas a fim de aprimorar a conversão de energia solar no interior das células. Essa conversão depende do tamanho de estruturas chamadas de complexo LHCII. Por serem muito grandes, essas estruturas recebem mais energia do que conseguem processar e o excedente (cerca de 60%) acaba sendo desperdiçado.

A viabilidade econômica da produção de biodiesel de algas foi conquistada ao longo dos anos graças aos avanços obtidos em pesquisa. "Hoje, conseguimos produzir biodiesel de algas ao custo de US$ 2 por galão, sem subsídio algum do governo. Há três anos, esse mesmo galão custava US$ 100", comparou.

O especialista norte-americano propõe também que as algas sejam aplicadas na solução de outro problema das grandes cidades: o tratamento de esgoto. Algas capazes de decompor matéria orgânica poderiam ser cultivadas em estações de tratamento. Além da limpeza da água, o cultivo produziria biodiesel e absorveria uma boa parte do CO2 da atmosfera.

No exemplo de Sayre, o tratamento de esgoto de uma cidade como Nova Iorque produziria 10 milhões de litros de biodiesel de algas por ano e absorveria 40% do CO2 emitido por uma termelétrica de 200 MWh movida a carvão. "Também haveria ganhos adicionais com a produção de metano e de produtos para ração animal", completou.

 

Clones genéticos

A menor planta do mundo capaz de produzir flores é outra fonte promissora de biocombustível, de acordo com o professor Eric Lam, do Departamento de Biologia e Patologia Vegetal da Universidade do Estado de Nova Jersey - Rutgers, nos Estados Unidos.

Conhecidas no Brasil como lentilhas d'água, as plantas da família Lemnaceae são capazes de se reproduzir sobre água doce ou salobra. São cinco gêneros e 40 espécies conhecidas que se espalham em regime perene por praticamente todo o planeta, com exceção das regiões desérticas e polares.

Nos Estados Unidos, elas são chamadas de duckweeds ("erva de pato"), por servirem de alimento às aves aquáticas, que aproveitam as estruturas ricas em gordura, proteínas e amido da planta.

Assim como as algas, as lentilhas d'água se reproduzem com velocidade muito maior do que a dos demais vegetais. "Os exemplares da espécie Wolffia microscopicadobram de quantidade a cada 30 horas", disse Lam.

Essa proliferação se deve ao fato de as Lemnaceaes se propagarem principalmente de maneira assexuada, produzindo clones genéticos. Outra diferença é que essas plantas aquáticas são extremamente pobres em lignina, macromolécula responsável pela defesa imunológica, pelo transporte de água e nutrientes e, especialmente, pela estrutura física da planta, conferindo-lhe suporte mecânico.

Lam especula que a pouca concentração de lignina nas lentilhas d'água seria um fruto da adaptação desses vegetais ao habitat aquático, no qual não seria necessária igual rigidez.

A baixa presença de lignina é uma vantagem importante na fabricação de biocombustível porque quebrar essa molécula tem sido um dos maiores desafios da pesquisa em combustíveis de origem vegetal.

 

Recuperação de águas contaminadas

De maneira similar às algas, as Lemnaceaes têm a capacidade de recuperar águas contaminadas, uma vez que reduzem coliformes, absorvem metais pesados e consomem parcelas consideráveis de nitrogênio e fósforo. Elas também têm um papel importante no ecossistema ao estimular a presença de anfíbios e de outros animais aquáticos.

Em uma experiência realizada em uma fazenda de porcos nos Estados Unidos, o professor Jay Cheng, da Universidade do Estado da Carolina do Norte, conseguiu em 12 dias eliminar completamente altas concentrações de nitrogênio e potássio que a criação emitia no lago da fazenda apenas com aplicação de lentilhas d'água.

O mesmo experimento utilizou as plantas na produção de combustível e obteve uma produtividade cinco vezes maior por unidade de área cultivada em comparação com o etanol obtido do milho.

A planta ainda pode ser obtida em regiões em que ela se prolifera como invasora. Lam apresentou dois exemplos, um no lago Maracaibo, na Venezuela, e outro em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Em ambos, as Lemnaceaes ocuparam quase toda a superfície dos lagos, prejudicando o ecossistema.

"As autoridades locais vão adorar se você se dispuser a retirar essas plantas dos lagos. É uma fonte abundante e gratuita para o produtor de biocombustível", disse Lam.

Segundo ele, algas e Lemnaceaes são fontes por excelência de biocombustível, pois, além de recuperar águas contaminadas e absorver CO2, elas não competem por terras agriculturáveis nem com a produção de alimentos como milho e soja.

fonte:Inovação tecnologica

 

Leia também o artigo: O que é o biodiesel?

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16
Ago 10
16
Ago 10

Cidade vai ter energia eléctrica gerado a partir de ar comprimido

Depois de criar um carro que é alimentado por ar comprimido, Nanjundaiah K, um estudante de gestão de uma aldeia perto de Bangalore, agora ele quer alimentar toda aldeia com energia elétrica gerado com o ar comprimido através de seu invento. Ele planeia usar a mesma tecnologia do carro para fornecer energia elétrica ininterruptamente para a sua pequena aldeia.

 

Nanjundaiah criou o motor movido a ar comprimido utilizando materiais de sucata. O motor de 8hp converte o ar comprimido em energia que impulsiona o veículo. A sua tecnologia é capaz de produzir eletricidade, que pode iluminar ate 25 casas, pois esse motor vai ser acoplado a um dínamo ou alternador, também de sucata. A instalação está em fase avançada e nos próximos quatro meses todo o sistema vai estar pronto.

Nanjundaiah, ainda não pediu  patente, tem procurado ajuda de várias autoridades, para seu novo empreendimento e necessita de ajuda financeira.

“Ajudamos a montar o seu carro”, disse o S Revanna, titular, Siddeshwara Obras de Engenharia. “Ele veio com um conceito, mas não tinha capital. Em breve vamos ver o resultado dessa experiência, só não foi informado como ele enche o reservatório de ar!

fonte:Vida Sustentável

 

Leia também o artigo: Novo conceito de automóvel movido a energia solar

publicado por adm às 00:18 | comentar | favorito
15
Ago 10
15
Ago 10

Começa a ser instalada a maior turbina do mundo movida a marés

 

 

Energia das marés


A maior turbina movida a energia de marés do mundo será testada na Escócia.

Criada pela empresa Atlantis Resources, a turbina AK-1000 será instalada para testes no Centro Europeu de Energia Marinha em Orkney, na Escócia.

Segundo a empresa a turbina subaquática foi desenvolvida para suportar a pressão das mais fortes correntes marinhas.

Com hélices de 18 m de diâmetro, mais de 22 m de altura e 1,3 mil toneladas, ela pode gerar até 1 MW de eletricidade, o suficiente para abastecer cerca de mil casas.

A empresa também afirma que por causa de sua baixa velocidade, a turbina não causará danos à vida marinha.

Se passar nos testes, a turbina poderá ser a primeira de muitas a serem instaladas na costa da Escócia.

Ao longo dos últimos anos, a Grã-Bretanha vem desenvolvendo uma espécie de rede de distribuição de energia submarina, conhecida como WaveHub, para viabilizar a exploração da energia das ondas e das marés.

fonte: Inovação tecnologica

 

Leia também Energia HidroElétrica

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08
Ago 10
08
Ago 10

Portugal vai ter mais 16 centrais de produção de electricidade a partir do lixo

Portugal vai ter mais 16 centrais de produção de electricidade a partir dos lixos, apurou o DN junto do Ministério do Ambiente. As novas centrais entrarão gradualmente em funcionamento nos próximos dois anos e juntam-se às nove já existentes, prevendo-se que venham assegurar uma produção energética superior a 140 mil megawtts (Mw) por ano.

Trata-se de aumentar em 40% a produção concentrada no universo empresarial do Estado (350 mil Mw), que em 2009 evitou a importação de 207 mil barris de petróleo e poupou a emissão de 268 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2).

Das 16 novas centrais, nove irão produzir electricidade através de biogás de aterro e as restantes sete da valorização orgânica dos resíduos. Entre estas inclui-se a da Valnor, em Avis, cujo investimento de 7,5 milhões de euros agora iniciado deverá estar concluído em 2012, permitindo produzir 2750 Mw por ano através de digestão anaeróbia, processo biológico no qual a matéria orgânica é transformada em biogás que pode ser usado na produção de energia eléctrica e térmica.

A valorização energética dos resíduos começou em 2001 na Valorsul, em Loures, cuja central produziu, em 2009, 293 837 Mw (cerca de 80% do total nacional). Se a estes se somarem as unidades que estão fora da alçada do Ministério do Ambiente, a produção de energia a partir dos lixos garantirá as necessidades de 3% do sector doméstico, ou seja, 168 mil famílias, evitando a importação anual de 311 mil barris de petróleo.

A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, diz que o Governo está "muito virado" para estes projectos, que têm a dupla vertente de conciliar a gestão ambiental e a criação de mais-valias energéticas. "Se tratássemos os resíduos da forma tradicional, só em aterro, estávamos a resolver uma parte do problema. Assim, o biogás que resulta da degradação dos resíduos é aproveitado e esta é a aposta certa, seguida nos países com políticas consistentes em matéria de ambiente".

Uma vez concluídos os projectos, Portugal será dos países europeus "com maior adesão a este tipo de solução", diz Rui Berkemeier, da Quercus, acrescentando que ficará instalada uma capacidade de tratamento mecânico e biológico para cerca de 1,5 milhões de toneladas de lixo. "Como o País produz à volta de cinco milhões de toneladas, ainda há uma margem bastante grande para se instalarem mais unidades".

Rui Berkemeier acrescenta que em regiões como o Oeste, Gaia ou Santa Maria da Feira, as unidades projectadas são "muito pequenas", sendo necessários novos investimentos em Lisboa e Porto, para "compensar" o período de paragem dos respectivos incineradores. "A produção de biogás é só uma das vantagens deste sistema, que permite ainda recuperar grandes quantidades de materiais recicláveis, sobretudo plástico, e produzir um composto de qualidade média para a agricultura".

Por: Luís Maneta


DN

 

Leia também o artigo sobre Biomassa

publicado por adm às 18:03 | comentar | favorito
07
Ago 10
07
Ago 10

Qual é a maior barragem hidrelétrica do mundo?

No dia 20 de maio de 2006, o governo chinês finalmente conclui uma obra iniciada em 1993 e saiu propagandeando pelos quatro cantos do mundo: a Usina de Três Gargantas, instalada no Rio Yang-Tsé (Rio Azul) é a maior do mundo. Essa declaração bateu fundo nos nacionalistas mais exaltados, tanto aqui no Brasil como no Paraguai, já que até então este título pertencia à Itaipu Binacional, localizada no Rio Paraná, orgulho nacional. Desde a inauguração da usina chinesa, começou a discussão: de uma vez por todas, qual é a maior usina?

 

A resposta é: depende do critério. Para começar, se levarmos a palavra “maior” ao pé da letra, o título ainda pertence à Itaipu. Somados os comprimentos de todas as barragens, nossa usina tem 7.700m de comprimento (o equivalente ao comprimento de 77 campos de futebol), e 196m de altura (algo da altura de um prédio com cerca de 60 andares). A Três Gargantas, por sua vez, é praticamente da mesma altura (192m), embora também tenha lá mais de 50 andares, mas tem menos da metade da largura, “apenas” 2.300m.

 

É claro que não seria sensato chamá-la de maior pelo sentido literal, o que importa é o quanto se gera de energia. Mais uma vez, no entanto, caímos em uma dificuldade. Se considerarmos a capacidade máxima momentânea (o máximo de energia que se pode gerar em energia ao mesmo tempo), a Três Gargantas é mesmo a maior. Atualmente, a geração instantânea da usina chinesa, com suas 32 turbinas, é de 22.500 MW (Mega Watts). A Itaipu, por sua vez, conta com 20 turbinas, que totalizam uma capacidade instantânea de 14.000 MW.

 

Contudo, a geração anual das duas é bem parelha. Até ano passado, a Itaipu superava a Três Gargantas, mas em 2009 a usina chinesa produziu 100 TWh (Terawatt/hora, que é um milhão de Megawatts), suficiente para suprir toda a energia anual, por exemplo, da Holanda, um quarto do que necessita o Brasil, e 3% do que consome a China. A Itaipu está um pouco abaixo: 91,6 TWh, mas isso dá para facilmente suprir 90% do Paraguai e ainda sobra para vender, é uma grande fonte de renda do país. Para o Brasil, representa 20% da energia consumida.

 

Assim, pesando os fatores, pode-se dizer que realmente a usina de Três Gargantas é a maior de fato. Já é a maior, inclusive, nas críticas contra o projeto. Por vários motivos. O primeiro é histórico: engenheiros já previam uma obra semelhante no rio Yang-Tsé desde 1919, mas a Revolução Cultural que se seguiu à Segunda Guerra Mundial atrasou o projeto, enquanto grande parte da população vivia sem eletricidade. Apenas em 1992 as obras começaram a sair do papel, e a construção real se iniciou em 1993 para ser concluída treze anos depois.

Os ambientalistas também reclamam: a criação da barragem e do reservatório de água acabou inundando cidades, fazendas e sítios históricos. Mais de 1,13 milhões de pessoas tiveram de ser transferidas de suas casas, que ficaram embaixo d’água, e uma parte dessa população ainda não tem moradia fixa, quatro anos depois. Mas a relocação de moradores, que custou 24 milhões de dólares (cerca de 42 milhões de reais na conversão atual) aos cofres chineses, não é o único problema. Geólogos afirmam que a vazão ampliada do rio Yang-Tsé está corroendo suas margens, o que pode vir a causar uma catástrofe ambiental no futuro.

 

A favor da usina, argumenta-se que ela finalmente irá acabar com o histórico problema de carência de energia na China e trazer progresso às regiões que dela se beneficiam. E apontam para o benefício ecológico de Três Gargantas: sua barragem evita que haja enchentes. De fato, em 1998, quando ainda não havia a usina, uma enchente do Yang-Tsé custou a vida de 4000 pessoas que moravam em comunidades próximas. E essa enchente foi de apenas 20.000 metros cúbicos de água. Em 2010, quando houve uma temporada de tufões na região, a barragem aguentou a vazão de 70.000 metros cúbicos, e o Rio Azul não transbordou.

Fonte:[Life's Little Mysteries]

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