06
Fev 11
06
Fev 11

Energia: Renováveis representaram 28% da produção da elétrica dos Açores em 2010

A componente renovável correspondeu a 28 por cento da produção da elétrica açoriana EDA em 2010, refletindo acréscimos de rendimentos das centrais geotérmicas, hídricas e eólicas em funcionamento nas ilhas, revelou a empresa.

No ano passado, a produção de energia com recurso à geotermia, apenas explorada em Portugal na ilha de S. Miguel, aumentou 7,3 por cento, face a 2009, representando 20,4 por cento de toda a eletricidade lançada na rede da EDA, indicam os dados da elétrica regional a que a agência Lusa teve acesso.

A produção hídrica registou um aumento de 39,4 por cento e a eólica de 8,4 por cento, garantindo, no seu conjunto, uma quota de produção de 7,6 por cento.

fonte:dn.pt

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05
Fev 11

Ikea disposta a analisar projectos de energias renováveis em Portugal

Nos últimos dois anos, o grupo Ikea tem somado torres eólicas em França eAlemanha. As 52 torres representam já 10% do consumo de electricidade das operações mundiais do grupo. Trabalhar de forma sustentável é compatível com redução de custos, relembra Kristina Johansson (na foto), directora-geral da Ikea Portugal desde Abril de 2010. E pode ser uma oportunidade de investimento, além dos 1,1 mil milhões de euros que a Ikea já destinou para sete lojas em Portugal. 

Além dos actuais projectos de Loulé e Gaia ainda têm mais duas lojas previstas para Portugal. Sete lojas esgota o mercado português?

Sim, temos duas lojas a serem definidas, e uma provavelmente será no centro de Portugal. O que é importante é que estejamos bem representados, que os nossos clientes não tenham que andar muito para chegar às nossas lojas - normalmente não deve ser mais do que uma hora de distância. Com estas sete lojas cobrimos bastante bem essa necessidade. 

Porquê investir 1,1 mil milhões de euros [em sete lojas] em Portugal, sendo claro que o País está em dificuldades económicas? Porque não redefiniram os vossos planos?

Antes de aceitar a missão de vir para Portugal vi números fantásticos sobre o País, de um desempenho da Ikea tão bom em todas as áreas, e perguntava a mim mesmo: como é possível? Desde o início os consumidores portugueses deram-nos as boas vindas. A Ikea é simples: somos para as pessoas que querem poupar, existe para fornecer mobiliário doméstico a preços razoáveis. Portugal é um mercado estrategicamente muito importante para o grupo Ikea. Vemos que estamos cá para ficar.

fonte:jornaldenegocios

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05
Fev 11

Ponte com aproveitamento de energia eólica

 

Um trio de arquitetos italianos projetou a mais bela ponte capaz de também aproveitar a energia dos ventos. O problema é que a ideia, segundo especialistas, além de inspiradora, é impraticável. A ponte foi desenhada por Francesco Colarossi, Giovanna Saracino e Luisa Saracino para um concurso de arquitetura na Itália. O projeto é ousado. A ponte teria as pistas tradicionais para automóveis. Embaixo, ao longo dos pilares, grandes estruturas circulares comportariam cataventos com tamanhos variados, para captar a energia dos ventos. Mas não funcionaria. Por algumas razões.

- O atrito do ar com a estrutura e as turbinas provocaria enorme turbulência na ponte

- A estrutura adicional para sustentar as turbinas tornaria a ponte cara demais

- As turbinas penduradas têm uma manutenção caríssima. Além disso, por terem tamanhos diferentes, a manutenção com troca de peças também seria anti-econômica

- As turbinas precisam estar a 80 metros de altura para gerar bastante energia. Construir uma ponte com uma altura dessas raramente compensa

fonte:colunas.epoca.globo

 

publicado por adm às 21:51 | comentar | favorito
04
Fev 11
04
Fev 11

O mundo 'movido' só com energias renováveis

Dentro de quarenta anos todas as necessidades energéticas do mundo serão supridas a partir de fontes limpasrenováveis, diz um relatório do WWF.

 

Jim Leape, director geral do World Wildlife Fund (WWF), para além de advogado formado em Harvard, nos Estados Unidos, e especialista em questões ambientais, é também um idealista e optimista militante.

Num comunicado emitido ontem pelo WWF, Leape diz que  "se continuarmos a depender dos combustíveis fósseis enfrentaremos um futuro de ansiedade relativamente aos custos da energia, segurança e impactos das alterações climáticas".

As suas declarações surgem a propósito da divulgação pelo WWF de um relatório sobre o futuro da energia à escala global, onde se afirma cm toda a segurança que "a totalidade da energia que o mundo necessita pode ser obtida de forma limpa, renovável e economicamente sustentável até 2050".

O adeus aos combustíveis fósseis

 

O relatório, que demorou dois anos a realizar, contém uma análise detalhada e um cenário apresentado pela Ecofys, uma consultora na área da energia, e uma análise da WWF.

Mostra que até 2050 as necessidades de energia, transporte e energia doméstica e industrial podem ser satisfeitas com usos residuais de combustíveis fósseis e nucleares - reduzindo-se drasticamente as ansiedades sobre energia, segurança, poluição e não menos importante, alterações climáticas catastróficas.

A energia eficiente em edifícios, veículos e indústria serão um ingrediente chave, a par de um aumento das necessidades energéticas geradas de forma renovável e distribuídas através de smart grids (redes inteligentes).

No contexto do cenário da Ecofys, em 2050 a procura total de energia será 15 por cento mais baixa do que em 2005, apesar do aumento da população, dos outputs industriais, das viagens e do transporte de mercadorias e da energia disponível para aqueles que não gozam dos seus benefícios. O mundo já não dependerá do carvão ou dos combustíveis nucleares, enquanto as regras internacionais e a cooperação limitarão potenciais estragos ambientais gerados pelo desenvolvimento do biocombustível e da hidro-electricidade.

€4 triliões de benefício

 

Providenciar energia limpa e a custos controlados à escala necessária requererá um esforço global - semelhante à resposta global à crise financeira mundial, mas os benefícios serão muito superiores a longo prazo a nível da energia renovável comparativamente aos investimentos necessárias nesta área das renováveis e da eficiência energética até 2040. O WWF estima que num cenário de "Business As-Usual" os custos da energia limpa até 2050 serão de €4 triliões.

Do ponto de vista político e ambiental, providenciar energia limpa pode permitir evitar conflitos internacionais relacionados com o abastecimento de energia, riscos de derrames de petróleo e quebras nas cadeias de abastecimento de combustíveis que são inerentes à exploração dos 
combustíveis fósseis.

O cenário do Relatório Energia considera a redução de 80 por cento das emissões de CO2 no abastecimento de energia a nível mundial até 2050 - conferindo um nível de confiança elevado de que o aumento da temperatura média anual será limitado a menos de dois graus Celsius, evitando assim catástrofes ao nível dos impactos das alterações climáticas.

"Viveremos de forma diferente, mas viveremos bem," afirma Jim Leape. "Temos que garantir energia para todos sem prejudicar o nosso planeta e este relatório mostra que nós somos capazes".

Portugal no bom caminho

 

Portugal tem já um caminho percorrido nessa direcção: uma elevada percentagem da energia que consumimos é renovável e é estratégico o investimento no desenvolvimento destas fontes de energia (como a energia das ondas).

Conta ainda com experiências a nível das smart-grids e dá os primeiros passos a nível de mobilidade eléctrica (carro eléctrico), cujo combustível (electricidade) terá uma fracção de energias renováveis, o que não acontece com a mobilidade a gasóleo ou gasolina. "Estes investimentos têm de se manter para se atingir o Cenário da Energia Limpa em 2050", considera Ricardo Vieira, especialista em energia do WWF em Portugal.

"Portugal enfrentará ainda grandes desafios para atingir este cenário. Existe um longo caminho a percorrer ao nível de melhoria da eficiência energética, ao nível agrícola e industrial (produção de produtos) e ao nível dos edifícios. Existe também a questão do transporte: a necessidade de desenvolver e melhorar o transporte público, bem como promover a sua utilização."

fonte:expresso


publicado por adm às 22:48 | comentar | favorito
03
Fev 11
03
Fev 11

100 milhões de euros para energias renováveis

A Electricidade dos Açores tem previsto, para o período 2011/2015, um extenso plano de empreendimentos no sector das energias alternativas.

 

A EDA tem previsto para o período de 2011-2015 um extenso plano de novos empreendimentos em aproveitamento de energias renováveis, de que resulta um investimento total de cerca de 100 milhões de euros. A informação é avançada por Roberto Amaral, presidente do Conselho de Administração da Eléctrica dos Açores. Segundo diz, "a concretização de todos esses investimentos permitirá aumentar, em 2015, a parcela correspondente à produção com base em energias renováveis dos actuais cerca de 28% para cerca de 50% no total dos Açores, e evitar a emissão de mais cerca de 164 mil toneladas de CO2 por ano a partir dessa data".

 

Por ilhas, está prevista, para Santa Maria, a ampliação do actual parque eólico, com a instalação de mais dois aerogeradores de potência unitária igual a 300 kW. "A concretização deste investimento, prevista para 2011, irá permitir um acréscimo de capacidade de produção anual na ordem dos 1,6 Gwh. O Parque Eólico do Figueiral passará a contar com uma potência total instalada de 1.500 kW, mais 67% do que a actual."

 

Na Terceira, "ao nível da produção geotérmica, os resultados dos trabalhos já efectuados permitem fazer uma previsão de uma potência geotérmica disponível, numa fase inicial (Fase - A), não superior a 3 MW", explica Roberto Amaral. "Estima-se para esta fase uma produção média anual de energia eléctrica da ordem dos 24 GWh. No entanto, prevê-se ainda a continuação dos trabalhos de prospecção no sentido de se aferir da possibilidade em se obter um potencial geotérmico com capacidade para uma potência de pelo menos mais 7 MW (Fase B), de modo a que, no conjunto, se consiga uma potência total disponível de cerca de 10 MW." Por outro lado, e como forma de compensar o atraso do projecto geotérmico, a EDA prevê concretizar, em 2011, a ampliação do actual Parque Eólico da Serra do Cume, com a montagem de mais 5 aerogeradores com potência unitária de 900 kW.

 

Para a Graciosa está prevista a instalação de mais dois aerogeradores, a transferir do actual parque eólico do Faial, de potência unitária igual a 300 kW, bem como a desmontagem dos dois ae- rogeradores em fim de vida útil de potência unitária igual a 100 kW. Em resultado da conclusão destas acções, previstas para 2011, o Parque Eólico da Serra Branca passará a contar com uma potência total instalada de 1.200 kW, mais 50% do que a actual.

 

Para S. Jorge está prevista a instalação de três novos aerogeradores com 330 kW de potência unitária. "A par desta intervenção, está também prevista a desclassificação de uma potência de 550 kW, correspondente a cinco aerogeradores em fim de vida útil. Assim, está previsto que, a partir de 2011, o Parque Eólico do Pico da Urze tenha uma potência total instalada de 1.590 kW, mais 38% do que o presente." Nesta ilha, está também prevista a construção de um aproveitamento hidroeléctrico, utilizando o potencial hídrico da Ribeira do Salto.

 

Para o Pico está prevista a ampliação do actual parque eólico, com a instalação de dois aerogeradores de 300 kW. Com esta ampliação, prevista para 2011, o Parque Eólico Terras do Canto passará a contar com uma potência total instalada de 2.400 kW, mais 33% do que a actual.

 

No Faial será construído um novo parque eólico. Nesta infra-estrutura serão instalados cinco aerogeradores com potência unitária igual a 850 kW. Com a sua entrada em serviço, prevista para 2011, a ilha passará a contar com uma potência eólica total instalada de 4.250 kW. O novo parque eólico terá uma produção anual estimada próxima dos 12,8 GWh.

 

Para as Flores estão previstos dois investimentos em aproveitamentos hidroeléctricos. "O primeiro corresponde à remodelação da Central Hidroeléctrica de Além-Fazenda, cuja conclusão está prevista para 2012/2013. O segundo investimento compreende à construção de uma nova central hídrica, para aproveitamento do potencial hidroeléctrico da Ribeira Grande, cuja entrada em serviço está prevista para 2013."

 

Projectos para S. Miguel

 

Em S. Miguel, e no que respeita a investimentos em geotermia, dar-se-á continuidade ao processo de optimização do aproveitamento dos recursos da actual Central Geotérmica da Ribeira Grande, através da beneficiação dos poços geotérmicos CL2 e CL4 e a possível execução de dois novos poços, o que permitirá manter uma produção média anual de cerca de 83 Gwh, refere Roberto Amaral. "Encontra-se ainda em fase de estudo a possibilidade de ampliação da Central Geotérmica do Pico Vermelho e a construção de um novo centro produtor na zona das Caldeiras da Ribeira Grande." "Ao nível da energia eólica, e como forma de compensar a necessidade de confirmação dos estudos ainda em curso sobre a potencialidade dos dois campos geotérmicos atrás referidos, está prevista, para 2011, a entrada em serviço de um parque eólico nos Graminhais. Esta infra-estrutura será dotada, numa primeira fase, de dez aerogeradores com 900 kW de potência unitária. Estima-se, assim, uma produção anual de energia eléctrica de cerca de 27 GWh (com base em registos da velocidade do vento obtidos durante o ano de 2009)."

fonte:expressodasnove

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02
Fev 11
02
Fev 11

EDP Renováveis aumenta produção e capacidade instalada em 2010

A EDP Renováveis aumentou a sua capacidade instalada em 1,1 gigawatts (GW) em 2010, o que correspondeu a um acréscimo de 20% face ao ano precedente.

 

O acréscimo de capacidade instalada daEDP Renováveis no ano passado resultou da adição de 947 megawatts (MW) à sua capacidade instalada consolidada (MW EBITDA) e de 154 MW (atribuíveis à EDPR) através do consórcio Eólicas de Portugal, refere em comunicado à CMVM a empresa liderada por Ana Maria Fernandes.

No final de Dezembro de 2010, a EDP Renováveis geria uma carteira de activos de 6,4 GW em oito geografias, tendo adicionalmente 239 MW no âmbito do consórcio Eólicas de Portugal. No ano passado, a empresa de energias limpas instalou um total de 501 MW na Europa e 600 MW nos Estados Unidos.

Ainda de acordo com o mesmo documento, a EDPR adicionou 350 MW só no quarto trimestre. Na Europa, a empresa de energias verdes iniciou a operação do seu primeiro parque eólico na Roménia (90 MW), instalou 25 MW em França, 15 MW emEspanha e 4 MW em Portugal.

Em Dezembro de 2010, a EDPR tinha 649 MW em fase de construção: 480 na Europa, 99 nos EUA e 70 no Brasil.

Por outro lado, a empresa produziu no ano passado 14,4 TWh de energia eólica, o que constitui um aumento de 32% face a 2009. Além disso, atingiu um factor de utilização de 29%.Em Portugal, este factor de utilização permitiu à EDPR um aumento de 15% na produção de electricidade.

Recorde-se que a empresa comandada por Ana Maria Fernandes apresenta resultados a 24 de Fevereiro, antes da abertura da bolsa.
fonte:jornaldenegocios

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