24
Jul 11
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Jul 11

Brisa poupa 300 mil euros por ano nos gastos com electricidade

O plano da concessionária do Grupo José de Mello inclui ajustes na iluminação das auto-estradas.

A Brisa vai poupar 300 mil euros por ano com um plano de eficiência energética na rede de auto-estradas que a empresa iniciou em 2010. Já no ano passado a concessionária controlada pelo Grupo José de Mello conseguiu poupar cerca de 300 mil euros (10% de redução de custos com electricidade), perspectivando para este ano e para 2012 poupanças de cerca de 300 mil euros nesta área de cortes de custos com a energia.

Fonte oficial da Brisa explica que o consumo de electricidade constitui cerca de 54% do consumo total de energia da Brisa. 

Após um ano de testes-piloto, foram aplicadas medidas concretas, como o ajuste dos relógios astronómicos (que comandam a ligação da iluminação das auto-estradas), de acordo com o ciclo horário solar, assim como o acerto dos controladores de fluxos luminosos na rede, 

"ajustando-os às necessidades reais".

Além disso, a Brisa alterou a potência de iluminação em certos pontos da rede de 400W para 250W e, em alguns casos, de 250W para 150W, "quando adequado. Em 2010, a poupança introduzida pelas medidas deste projecto totalizaram 11.372 GigaJoules. As intervenções descritas tiveram como objectivo a optimização de energia, mantendo todos os níveis de segurança e serviço", assegura a referida fonte oficial da Brisa.

Participadas reduzem consumo

Para além da poupança registada a nível operacional, todas as restantes participadas da Brisa registaram reduções no consumo de electricidade no último ano, "o que resultou numa diminuição total de cerca de 10,9% no consumo de electricidade do grupo".

Para conseguir atingir este objectivo, a Brisa está ainda a testar equipamentos e tecnologias inovadoras no âmbito da energia solar. "Neste momento, os testes estão relacionados como os equipamentos de telemática rodoviária (SOS, painéis de mensagens variáveis, estações meteorológicas e câmaras) em cerca de 70 locais", revela a mesma fonte da Brisa.

O mesmo responsável acrescenta que a concessionária do Grupo José de Mello está também a realizar estudos para a introdução de painéis fotovoltaicos, uma iniciativa que já está a ser concretizada na participada da Brisa nos Estados Unidos.

Concluídos os testes em causa, e seguindo os resultados exploratórios até agora conseguidos, a Brisa pretende generalizar o conceito a toda a rede de auto-estradas que gere.

A empresa liderada por Vasco de Mello gasta cerca de três milhões de euros por ano com energia. Em 2008, este consumo equivaleu a 132.863 GigaJoules, que subiu para 142.340 GigaJoules em 2009. No ano passado, já em resultado destas medidas, o consumo energético da concessionária baixou para 126.780 GigaJoules. Uma tendência que se deverá manter em 2011 e nos próximos anos.

 

Northwest Parkway vai ser alimentada por energia solar

A Nortwest Parkway, concessionária de auto-estradas com portagem, localizada em Denver, Colorado, nos Estados Unidos, está a iniciar um projecto inovador de energia solar para alimentar diversos equipamentos da rede. Pedro Costa, administrador executivo desta participada da Brisa, adiantou ao Diário Económico que a concessionária fechou recentemente um contrato com uma empresa norte-americana, a Energy Capital, que vai instalar dezenas de painéis fotovoltaicos ao longo dos cerca de 18 quilómetros da rede de auto-estrada. "O Colorado tem espaço e cerca de 300 ou mais dias de sol por ano. Temos uma estimativa de poupança anual de cerca de cinco mil dólares por ano com este projecto", assegurou Pedro Costa. O gestor explica ainda que a Nortwest Parkway pagava até agora cerca de 11 cêntimos de dólar por KW/h. "Agora, passámos a pagar um preço médio de cerca de cinco cêntimos de dólar por KW/h", sublinha Pedro Costa. O presidente da Northwest Parkway adiantou que o contrato é por 20 anos e prevê que o aumento do preço médio de referência da energia a ser fornecida pela Energy Capital se fixará numa taxa de 3,5% ao ano, "pelo que no final deste prazo ainda vamos pagar muito mais barato pela energia do que antes".

fonte:http://economico.sapo.pt/

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22
Jul 11
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Jul 11

Toyota investe em fontes de energia renováveis e fábricas sustentáveis

A partir deste mês, a Toyota inicia, em conjunto com a British Gas, empresa britânica do setor de energia, a instalação de um conjunto de painéis solares de larga escala na fábrica da Toyota no Reino Unido. O sistema é composto por cerca de 17 mil painéis e ocupará uma área de 30,6 mil m², equivalente a quase cinco campos de futebol.

O conjunto de painéis solares tem capacidade de geração estimada em 4,6 milhões de kWh de energia limpa por ano. O sistema proverá eletricidade suficiente para a produção de quase 7 mil veículos por ano e reduzirá as emissões anuais de CO2 em aproximadamente 2 mil toneladas.

Este conjunto de painéis solares é apenas uma parte da visão global de “fábrica sustentável” da Toyota naquela localidade, iniciada em 2007. O objetivo é criar operações fabris que estejam em harmonia com as comunidades locais e o meio ambiente. Em 2008, a Toyota instalou um conjunto de painéis solares de 15 mil m² na planta de Tsutsumi, no Japão. Atualmente o sistema gera aproximadamente 2,4 milhões de kWh de energia limpa por ano.

A planta da Toyota no Reino Unido, que produz o modelo Auris híbrido para o mercado europeu, serve como modelo para atividades sustentáveis em outras unidades da empresa ao redor do mundo. A fábrica empreende esforços contínuos para reciclar o esgoto, aumentar o uso de iluminação natural nos prédios e zerar a incineração de resíduos. Além disso, há um sistema de “eco pontos”, onde os funcionários são premiados por participação em atividades e eventos de conservação do entorno da instalação e apresentação de propostas ligadas à preservação do meio ambiente, por exemplo.

Na França, a Toyota também investe em energia sustentável. Naquele local, a empresa irá instalar uma “parede solar” para condução de calor, composta por painéis solares, no exterior da planta localizada na cidade de Valenciennes. O projeto também faz parte da visão global de “fábrica sustentável” da empresa.

Quando a luz do sol atinge a parede, seus painéis solares absorvem o calor, permitindo que o ar quente aqueça o interior da planta. A Toyota estima que o sistema resultará em uma economia anual de energia elétrica na ordem de 25%, comparado aos métodos convencionais de aquecimento, além de uma redução de aproximadamente 20 toneladas nas emissões anuais de CO2.

No Brasil -A nova planta que a Toyota está construindo em Sorocaba, no interior paulista, foi projetada sob o conceito Ecofactory, que estabelece critérios de alto padrão de eficiência ambiental. A unidade será a primeira fábrica da América Latina a utilizar esse sistema desenvolvido pela matriz da Toyota no Japão.

A planta seguirá rígidas metas de redução dos índices de emissões de dióxido de carbono e de VOCs (compostos orgânicos voláteis) e exigentes padrões de reutilização da água pluvial. A nova unidade ainda tem metas rigorosas quanto à diminuição na geração e destinação de resíduos, além da implantação de um processo de logística eficiente e com menor impacto ao meio ambiente.

Os cuidados previstos no conceito Ecofactory ainda se estendem à comunidade em torno da fábrica. Todo o projeto foi estruturado em conformidade com a legislação local, sem impactar a qualidade de vida dos habitantes do município e cidades vizinhas ou gerar risco de qualquer contaminação ambiental.

A Toyota do Brasil Ltda conta com mais de 3.600 colaboradores em suas unidades de Indaiatuba (SP), São Bernardo do Campo (SP), São Paulo (SP) e Guaíba (RS). Fundada em 1937, a Toyota Motor Corporation (TMC) é uma das fabricantes de veículos para passageiros e comerciais mais representativas do mundo. Com produção em 26 países e regiões e vendas em mais de 170 países, a empresa é detentora das marcas Toyota, Lexus, Daihatsu e Hino. A Toyota possui ações nas Bolsas de Valores de Tóquio, Nagoya, Osaka, Fukuoka e Sapporo (Japão), Nova Iorque (EUA) e Londres (Reino Unido) e emprega atualmente mais de 285.000 colaboradores em todo o mundo. [ www.toyota.co.jp e www.toyota.com.br].

fonte:http://www.revistafator.com.br/

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21
Jul 11

Energia das ondas potenciada no Pico

Numa altura em que as energias renováveis assumem um papel cada vez mais importante, os Açores podem contribuir sobremaneira para a investigação desenvolvida nesta área.

A Central de Ondas do Pico, um projecto experimental de aproveitamento da energia do mar, poderá vir a ser um pólo de investigação europeu. Este equipamento tem, na opinião de José Cabral Vieira, ex-director regional da Energia, "condições para ser uma bandeira dos Açores no mundo e, sobretudo, na União Europeia numa altura em que a investigação e desenvolvimento (I&D) no âmbito das energias renováveis assume um papel cada mais importante".


A energia das ondas tem algum potencial mas assenta, por enquanto, em tecnologias que têm de ser aperfeiçoadas e amadurecidas. "Há quem diga que o seu estado de amadurecimento é semelhante ao do recurso eólico há cerca de 20 ou 30 anos atrás.


Deste modo, carece ainda de um grande esforço de investigação e desenvolvimento", sublinha o ex-governante. "A Central de Ondas do Pico, por ser a mais antiga em operação e uma das duas em operação na Europa, tem algumas vantagens neste processo. Importa, no entanto, limitar o seu campo de acção fundamental: um contributo para a Investigação e Desenvolvimento ao nível da energia das ondas. Na fase actual de desenvolvimento da tecnologia não podemos pensar no seu contributo para o abastecimento da ilha. Não é disso que se trata e, na minha opinião, é um erro pensar de forma diferente."


Esta central pertence ao Centro de Energia das Ondas, sedeado do Instituto Superior Técnico. Neste momento, refere Cabral Vieira, "estuda-se a possibilidade daquele centro ser transformado num Instituto de Energia Offshore (IEO), a criar no âmbito do Pólo de Competitividade e Tecnologia da Energia, o qual poderá integrar a rede europeia de infra-estruturas de I&D em energia dos oceanos. Um projecto que, para além do Instituto Superior Técnico, tem ainda como parceiros empresas de renome como a EDP, a Galp, a Efacec e Martifer. Uma ligação entre a universidade e as empresas que, pela importância e pelo prestígio de cada um dos intervenientes, nos faz antever que da mesma possam surgir projectos bem sucedidos e de grande interesse científico e comercial". No âmbito desta operação, a Central de Ondas do Pico surge como um potencial pólo do Instituto de Energia Offshore, devidamente integrado numa rede europeia. "Isto constitui, sem dúvida, uma mais-valia para os Açores que se encontram, de forma indelével, associados ao desenvolvimento da energia das ondas desde 1999, exactamente através da Central de Ondas do Pico, a primeira do mundo ligada à rede pública." Enquanto pólo de I&D, com funções de apoio a projectos científicos, a Central de Ondas do Pico desenvolverá um trabalho, no que concerne à demonstração e teste de protótipos, com impacto na economia local e regional e de apoio a empresas e à indústria a nível internacional. "De facto, uma das potencialidades da central no contexto actual é a sua contribuição para o desenvolvimento e a demonstração tecnológica, possibilitando uma melhor compreensão da tecnologia e dos componentes mais críticos da conversão energia das ondas", explica Cabral Vieira. Tem ainda potencialidades para apoiar a realização de trabalhos de investigação científica apoiados e financiados por diversas entidades e para realização de cursos e seminários. "De momento ocorre-me, por exemplo, a possibilidade da vinda de equipas de teste e investigação no âmbito de projectos como o MariNET, financiado pelo do 7º Programa Quadro."

Sucesso depende da rentabilidade da central de ondas

"A Central de Ondas do Pico, por ser a mais antiga em operação e uma das duas em operação na Europa, tem algumas vantagens neste processo. Importa, no entanto, limitar o seu campo de acção fundamental: um contributo para a Investigação e Desenvolvimento ao nível da energia das ondas. Na fase actual de desenvolvimento da tecnologia não podemos pensar no seu contributo para o abastecimento da ilha. Não é disso que se trata e, na minha opinião, é um erro pensar de forma diferente."

fonte:http://www.expressodasnove.pt/

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21
Jul 11

Renováveis ganham terreno ao petróleo até 2030

A equação fundamental da energia é simples: mais população com maior rendimento significa que a produção e o consumo vão subir. Segundo a BP, o consumo primário vai aumentar 40% até 2030, impulsionado, quase em exclusivo, pelas economias emergentes. Pela primeira vez, os combustíveis não fósseis serão a principal fonte de crescimento. No entanto, as emissões atingem o seu pico em 2020, 20% acima dos valores de 2005 e superiores às metas internacionais. 

 

O crescimento energético mundial durante os próximos 20 anos deverá ser dominado por economias emergentes como a China, Índia, Rússia e Brasil, enquanto as melhorias operadas no campo da eficiência energética vão acelerar.

 

De acordo com o cenário base definido pela petrolífera britânica, correspondente à projecção mais provável, o consumo energético primário deverá aumentar quase 40% nas duas décadas que agora se iniciam, com uma fatia de 93% desta expansão a ter origem em países exteriores à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Desta forma, as nações não pertencentes à organização vão incrementar rapidamente a sua quota da procura por energia à escala global, de pouco mais de metade, hoje, para dois terços em 2030. Acresce que, durante o mesmo período, a intensidade energética, uma medida chave da utilização de energia por unidade de produção económica, irá melhorar a nível mundial, impulsionada pelos ganhos de eficiência nas mesmas economias.  

 

DIVERSIFICAÇÃO DO MIX ENERGÉTICO

A multiplicação de fontes de energia vai acentuar-se, com os combustíveis não fósseis, sobretudo a energia nuclear, hidráulica e renovável a assumirem, em conjunto, o papel de principal fonte de crescimento pela primeira vez na história da humanidade. Neste quadro, entre 2010 e 2030, o contributo das energias renováveis (solar, eólica, geotérmica e biocombustíveis) para o crescimento energético deve avançar de 5% para o patamar dos 18%.

 

Por seu lado, o gás natural será o combustível fóssil de mais rápido crescimento, enquanto o carvão e o petróleo devem perder quota de mercado, com a totalidade dos combustíveis fósseis a apresentarem taxas de expansão mais reduzidas. Neste sentido, a contribuição desta classe de combustíveis para o incremento do consumo energético primário deve recuar de 83% para a fasquia dos 64%.

 

Recorde-se que a procura petrolífera no seio da OCDE atingiu o seu pico em 2005 e, em 2030, deverá regressar para níveis próximos dos apurados em 1990. Quanto aos biocombustíveis, vão representar 9% dos combustíveis utilizados no sector dos transportes ao redor do globo.

 

Segundo as projecções da BP, a procura energética primária mundial vai registar um crescimento médio anual de 1,7% entre 2010 e 2030, embora esta tendência de expansão deva desacelerar ligeiramente depois de 2020. Em particular, o consumo de energia fora do espaço da OCDE será 68% superior ao actual em 2030, com um crescimento médio de 2,6% por ano, correspondendo a 93% do crescimento energético global. Em contraste, o crescimento da OCDE vai limitar-se a uma média anual de 0,3% durante os próximos 20 anos. Acresce que, a partir de 2020, o consumo per capita no espaço de influência da OCDE vai apresentar uma tendência decrescente de menos 0,2 pontos percentuais por ano.

 

TRANSPORTES ABRANDAM 

A subida da utilização de energia nos transportes vai abrandar, penalizada pela quebra registada na OCDE. Como referido, a procura total de petróleo e outros combustíveis líquidos na região alcançou o seu ponto máximo em 2005 e vai regressar aos valores de 1990 em 2030. Perto do final do período em análise, a procura de carvão no mercado chinês deixará de aumentar, com o gigante asiático a transformar-se no maior consumidor mundial de petróleo.

 

OPEP GANHA PESO...

A quota da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) na produção global de crude vai avançar para a marca dos 46%, um nível que não é observado desde o ano de 1977. Em simultâneo, a dependência das importações de petróleo e gás natural nos EUA vai cair para níveis inéditos desde a década de 90 do século passado, devido à melhoria da eficiência e ao incremento da quota de utilização de biocombustíveis na maior economia mundial. A taxa de crescimento do consumo global sofrerá ainda o impacto do aumento dos preços do barril de crude, contabilizado nos últimos anos, bem como da redução gradual dos subsídios nos países importadores de petróleo.

 

... MAS CRUDE PERDE PROTAGONISMO

O mix de combustíveis altera-se com o decorrer do tempo, reflectindo o longo período de vida dos activos. Neste âmbito, o petróleo, excluindo os biocombustíveis, vai crescer lentamente, a uma cadência de 0,6% por ano, enquanto o gás natural deverá beneficiar de uma taxa de expansão mais de três vezes superior à projectada para o crude, na casa dos 2,1% anuais. Por seu lado, o carvão vai aumentar em 1,2 pontos percentuais por ano e, em 2030, deve fornecer um volume de energia equiparável ao do petróleo, excluindo os biocombustíveis. Sublinhe-se ainda que o reforço das medidas de combate às emissões poluentes nos países da OCDE arrisca-se a ser mais do que compensado pelo crescimento esperado para as economias emergentes.

 

A energia eólica e solar, os biocombustíveis e outras fontes energéticas renováveis vão continuar a crescer fortemente, elevando a sua quota na energia primária dos actuais menos de 2% para os mais de 6% projectados para 2030. Em concreto, os biocombustíveis vão fornecer 9% dos combustíveis no sector dos transportes e as energias nuclear e hidráulica vão crescer de forma consistente e conquistar quota de mercado no consumo energético total. Neste ponto, cumpre referir que a projecção da BP resulta de análises estatísticas anteriores ao acidente na central nuclear japonesa de Fukushima, que motivou um recuo da aposta na energia atómica em países como a Alemanha.

 

"A desaceleração do crescimento da energia total nos transportes está relacionada com a subida dos preços do petróleo e com a melhoria da economia de combustível, saturação de veículos nas economias maduras e as subidas esperadas nos impostos, acompanhadas de uma redução dos apoios financeiros, nos países em vias de desenvolvimento", explica a propósito Christof Rühl, economista-chefe da BP. "Em termos percentuais, a procura petrolífera sofre a maior queda no sector energético (-30%), uma vez que esta é a indústria em que é mais fácil substituir o crude por gás natural ou por energias renováveis, sendo ainda a área em que é mais provável a implementação de taxas sobre o carbono", acrescenta o responsável.

 

INTENSIDADE ENERGÉTICA

Desde 1900, a população mundial mais do que quadruplicou o rendimento real, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB), multiplicou-se por 25 e o consumo energético primário cresceu 23 vezes. Neste quadro, a energia por unidade de rendimento continua a diminuir, uma tendência de descida que se irá acentuar. "Isto é verdade no outlook para 2030, não apenas para a média global, mas também para a maioria dos principais países e regiões. A conjugação dos ganhos de eficiência energética com a deslocação estrutural de longo prazo no sentido de actividades menos intensivas do ponto de vista do recurso à energia, à medida que as economias se desenvolvem, sustenta esta tendência", destaca o economista-chefe da BP.

 

EMERGENTES COMANDAM PROCURA

O consumo global de combustíveis líquidos vai fixar-se nos 102,4 milhões de barris por dia em 2030. No entanto, o incremento líquido de 16,5 milhões de barris antecipado para os próximos 20 anos tem exclusivamente origem nas economias emergentes não pertencentes à OCDE. As nações asiáticas de fora da OCDE vão ser responsáveis por perto de dois terços do crescimento do consumo nos países que não pertencem à organização ao longo dos próximos 20 anos e por mais de três quartos do aumento líquido global, subindo em quase 13 milhões de barris diários.

 

Por outro lado, as maiores fontes de nova oferta terão origem na OPEP: crude convencional na Arábia Saudita e no Iraque, bem como Gás Natural Liquefeito (GNL), que não está sujeito às quotas do cartel. Por outro lado, os combustíveis líquidos não abrangidos pela influência da OPEP devem crescer de forma modesta, impulsionados por um incremento significativo no segmento dos biocombustíveis, em combinação com um conjunto de aumentos inferiores nas areias betuminosas do Canadá e nos poços de águas profundas no offshore do Brasil.

 

A BATALHA DOS COMBUSTÍVEIS

De acordo com as estimativas da BP, o petróleo vai prolongar a sua tendência de diminuição da quota de mercado, à medida que o gás natural ganha terreno. Os recentes avanços do carvão, apoiado pelos processos de industrialização em curso na Índia e na China, serão revertidos até 2030, com os três combustíveis fósseis a convergirem em torno de quotas de mercado de cerca de 27%.

 

Esta diversificação pode ser observada mais claramente em termos de quotas de crescimento. Assim, no período entre 1990 e 2010, os combustíveis fósseis contribuíram com 83% do crescimento energético. Em sentido contrário, nos próximos 20 anos, esta classe de combustíveis deve ser responsável por 64% desta expansão, enquanto as fontes renováveis (excluindo a energia hidráulica) e os biocombustíveis, combinados, equivalem já a 18% do crescimento energético até 2030.

 

A diversificação do mix de combustíveis está a ser impulsionada, em grande medida, pelos desenvolvimentos no sector energético. A energia usada para gerar electricidade continua a ser a área de mais rápido crescimento, representando 53% do aumento do consumo primário nos últimos 20 anos e 57% do crescimento que se vai verificar até 2030.

 

Em termos de utilização final, a indústria lidera o consumo. Deste modo, o papel desempenhado pelos transportes está a enfraquecer: ao longo das duas últimas décadas, a procura de energia no sector dos transportes cresceu sensivelmente ao mesmo ritmo da procura total, mas, nos próximos 20 anos, vai evoluir a uma cadência bastante inferior, adverte Christof Rühl.

 

BIOCOMBUSTÍVEIS FLORESCEM

A produção de combustíveis "verdes", sobretudo etanol, deve totalizar 6,7 milhões de barris por dia em 2030, em comparação com os 1,8 milhões de barris diários contabilizados no ano passado, contribuindo com 30% do crescimento da oferta global e com a totalidade da expansão líquida exterior à OPEP nos próximos 20 anos. Esta evolução rápida explica-se pelos apoios políticos reiterados, elevados preços do barril de petróleo e inovação tecnológica.

 

Os EUA e o Brasil vão continuar a dominar a produção de biocombustíveis, com 76% da produção global em 2010, uma quota que deve deslizar para 68% em 2030, para quando se antecipa o início do crescimento da região Ásia-Pacífico. "O mix energético global continua a diversificar-se, mas, pela primeira vez, os combustíveis não fósseis serão importantes fontes de crescimento da oferta", pode ler-se no "BP Energy Outlook 2030".

 

POLÍTICAS AMBIENTAIS CONDICIONAM FUTURO ENERGÉTICO

As projecções apresentadas pela BP partem do pressuposto de que as medidas continuadas de combate às alterações climáticas e de promoção da segurança energética se vão manter, com base nas actuais tendências. Neste sentido, a empresa desenvolveu um cenário alternativo, que explora as implicações de um reforço significativo do nível de compromisso político, traduzido num aperto das medidas de protecção ambiental. 

 

"O ponto fulcral deste cenário consiste na redução da dependência face aos combustíveis com elevadas emissões de dióxido de carbono. Este objectivo pode ser atingido através de uma gama alargada de instrumentos, incluindo diversas formas de estabelecer um preço para o carbono", recorda o economista-chefe da BP, Christof Rühl.

 

Segundo as projecções da petrolífera, as emissões globais vão alcançar o seu pico logo após 2020, fixando-se, apesar de tudo, 20% acima dos níveis registados em 2005. Desta forma, a evolução das emissões poluentes deve exceder o Cenário 450 da Agência Internacional de Energia (AIE), sinalizando os esforços que serão necessários depois de 2030 para colocar o mundo "num caminho seguro".

 

Sublinhe-se que a redução das emissões será alcançada através da conjugação de ganhos de eficiência mais céleres, substituição de combustíveis (do carvão para o gás natural e dos combustíveis fósseis para a energia nuclear, hidráulica e renováveis) e introdução da captura e armazenamento de carbono, tanto para as centrais eléctricas a carvão, como a gás.

fonte:http://www.oje.pt/

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14
Jul 11
14
Jul 11

Renováveis aumenta produção de energia eólica em 27%

A EDP Renováveis aumentou a produção de energia eólica em 27% no primeiro semestre face ao mesmo período do ano passado.

Em comunicado enviado à CMVM, a empresa liderada por Ana Maria Fernandes refere que os "EUA representaram o principal motor de crescimento anual (+39%), enquanto o nível de crescimento na Europa foi afectado pelo elevado recurso eólico registado em particular no primeiro trimestre do ano anterior."

Os dados mostram que no Brasil, a produção mais do que duplicou, com um crescimento de 107%.

Nos últimos doze meses, indica também a energética, a capacidade eólica instalada da EDP Renováveis aumentou em 1,4 gigawatts, uma subida de 24% face ao primeiro semestre do ano passado.

Entre Janeiro e Junho, a EDP Renováveis instalou 486 megawatts (MW) (60% do total da nova capacidade prevista para 2011), dos quais 362 MW na Europa, 70 MW no Brasil e 54 MW nos EUA.

fonte:http://economico.sapo.pt

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08
Jul 11

Tâmega e Sousa querem ser uma região energeticamente sustentável

Fazer do Tâmega e Sousa uma região energeticamente sustentável e reduzir a factura energética dos municípios é o propósito da Agência de Energia criada, esta segunda-feira, pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa. Os objectivos, adianta a CIM, passam por promover actividades que contribuam para o aumento da eficiência energética na região, a redução da dependência de energias fósseis e o aumento da exploração das energias renováveis.A proposta de criação e os estatutos da Agência de Energia do Tâmega e Sousa, que terá sede em Penafiel, foi aprovada em Assembleia-geral da CIM, com apenas dois votos contra.

 

 

O nascimento desta Agência parte de um estudo que traçou o cenário energético dos 12 municípios que integram a CIM. Segundo informações desta Comunidade, os transportes são o sector da região com maior procura energética (35%). Seguem-se o sector doméstico (27%) e a indústria (21%). O documento mostra ainda que, anualmente, só em iluminação pública estes municípios gastam cerca de 7,5 milhões de euros.

 

 

Cada vez mais é essencial ter uma agenda que passe pelas questões energéticas, acredita Alberto Santos. Segundo o presidente da CIM, "importa procurar fórmulas alternativas para conseguir energias que não sejam tradicionais, sejam mais baratas e amigas do ambiente" e, ao mesmo tempo, procurar formas para reduzir a factura energética.

Assim, a Agência Energética agora criada pretende apoiar os municípios do Tâmega e Sousa nessa tarefa de "caracterização e monitorização do desempenho energético", promovendo as práticas energeticamente eficientes e as energias renováveis, com o objectivo de desenvolver uma política energética para a região. A redução do consumo de energia, explicou Alberto Santos, pode ser conseguida com gestos simples. No caso da iluminação pública, por exemplo, podem ser desligadas lâmpadas em certos locais, substitui-las por tecnologia mais recente (como LED's) ou introduzir reguladores de fluxo.

Os estatutos prevêem ainda a participação da Agência em Programas Europeus e Nacionais para "projectar o Tâmega e Sousa como uma região energeticamente sustentável e mais competitiva".

A Agência Energética não terá fins lucrativos e terá como associados os 12 membros da CIM e outros aderentes, como grandes consumidores, empresários ou fornecedores de energia da região. Ainda segundo Alberto Santos, esta será uma "agência low-cost". A sua instalação poderá contar com fundos comunitários e, além disso, vão ser aproveitadas as instalações e os recursos humanos da CIM.´

 

 

 

 

 

7,5 milhões de euros gastos em iluminação pública

A criação desta Agência teve por base um estudo que estabeleceu um cenário energético no Tâmega e Sousa. Segundo o documento, a iluminação das vias públicas e o interior de edifícios do Estado representam 34 por cento dos consumos eléctricos do sector dos serviços na CIM. Só os encargos com iluminação de vias públicas representam para os 12 municípios gastos que ascendem aos 7,5 milhões de euros.

Este estudo faz uma análise sector a sector, mostrando que é o dos transportes o que tem maior procura energética, seguido pelo doméstico e pela indústria. No caso do sector dos transportes, o gasóleo representa 73 por cento do consumo, a gasolina 25 por cento, enquanto o GPL e o biodiesel se limitam a um por cento cada.

O consumo energético doméstico centra-se nas lenhas (40%) e na electricidade (40%). Já indústria recorre, sobretudo, à electricidade (36%) e aos resíduos de madeira (48%). "No sector agrícola destacam-se os consumos de gasóleo e electricidade que cobrem, em conjunto, 96% das suas necessidades energéticas", sustenta o documento.

fonte:http://www.verdadeiroolhar.pt

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08
Jul 11

Brasil começa a atrair investimentos em renováveis

Com a inauguração da fábrica de equipamentos eólicos pela espanhola Gamesa na Bahia e o leilão de energias renováveis dominada por eólicas mês que vem, o setor começa a consolidar-se, colocando as energias renováveis brasileiras em destaque.

As movimentações mais recentes foram: a subsidiária sulina da Eletrobras, Eletrosul, abre chamadade  P&D para apoiar desenvolvimento de paineis solares nacionais, e a consultoria interacional, Ernst&Young apontando o Brasil como o 12º melhor país para investimentos em renováveis. 

Além disso, os biocombustíveis foram elencados entre os pontos que melhoraram a posição noranking de inovação.
fonte:http://www.revistasustentabilidade.com.br/
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03
Jul 11

As 10 cidades com menor emissão de dióxido de carbono

Estudo realizada mostra as cidades com as menores emissões e indica quais são as características principais.

Num momento em que as crises ambientais começam a repercutir mais na vida das pessoas, várias cidades assumem políticas públicas de mudança, mostrando que é possível mudar a maneira de gerir as cidades. E, apesar das mudanças individuais serem importantes, a mudança dos sistemas urbanos facilita novos modelos e faz com que pessoas que ainda não se importavam comecem a fazer parte do processo.

Uma investigação feita pelo Instituto Internacional do Meio Ambiente e Desenvolvimento calculou a emissão de CO2 das cidades, listando os locais mais sustentáveis. Dados mostrados pelo estudo dizem que a maioria das cidades europeias apresentam menos de metade da emissão por pessoa que a maioria das cidades da América do Norte.

Conheça a lista das cidades com as menores emissões de CO2:

1. Honolulu, EUA - 
Localizada no Havaí, a cidade apresenta a menor emissão de CO2 do mundo, segundo o estudo. Outros estudos indicam que as cidades metropolitanas mais afastadas, mesmo que com um consumo menor de energia, emitem mais CO2 que as cidades mais populosas e concentradas, mesmo quando apresentam um consumo de energia maior. E é esse o caso de Honolulu, sendo uma das principais causas de ocupar o primeiro lugar da lista.

2. Los Angeles, EUA
 - O clima moderado, faz com que o uso de aquecedores ou aparelhos de ar condicionado seja baixo, é apontado pelo estudo devido aos baixos níveis de emissão de CO2.

3. Dhaka, Bangladesh - 
Infelizmente, nesse caso o estuo indica que os baixos níveis de emissão devem-se à pobreza da população, fazendo com que o nível da industrialização e consumo sejam baixos. A intenção do governo é fazer um crescimento mantendo os índices de emissão mais baixos possível.

4. Chicago, EUA
 - Mudanças da administração da cidade foram capazes de mudar a política pública da cidade, tornando mais sustentável nos últimos anos. Uma das mudanças, por exemplo, foi o uso de caixotes de separação de lixo e a reciclagem.

5. Boise, EUA - 
As principais ações da cidade é o uso de energia hidroelétrica de baixo impacto (quando não danifica profundamente o ambiente onde a central foi instalada) e o uso de combustíveis alternativos no transporte público (como híbridos, biodiesel e etanol).

6. Moreland City, Austrália
 - Para diminuir a emissão de CO2, a cidade parou de produzir energia termoelétrica e passou a utilizar fontes alternativas de energia limpa.

7. Melbourne, Australia - 
A cidade é destacada pelas iniciativas de proteção do ambiente e de responsabilidade social.

8. Calgary, Canadá - 
A mudança incentivada em Calgary conta com a participação da própria comunidade, que desenvolve estratégias próprias para a redução da emissão de gases do efeito estufa.

9. Freiburg, Alemanha - 
Para se tornar mais sustentável, essa cidade adotou o uso de energia solar, entre outras fontes renováveis.

10. Songdo, Coreia do Sul
 - As iniciativas sustentáveis da administração pública são o parque central da cidade, irrigado com água do mar, uma linha de metro, faixas para bicicletas e um projeto de recolha de pneus.

fonte:http://pelanatureza.pt/

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Timor desafia Galp a investir nos biocombustíveis

Política do Governo de Timor-leste passa por redução da dependência externa, aposta nas renováveis e protecção do ambiente

 

O secretário de Estado da Política Energética de Timor-Leste, Avelino Coelho, convidou esta sexta-feira a Galp a desenvolver investimentos no país, no sector dos biocombustíveis.

Durante um debate sobre o futuro dos «combustíveis verdes», integrado no encontro sobre energia realizado em Díli, Avelino Coelho salientou que Timor-Leste, apesar de 80 por cento da sua população viver da agricultura, tem mais de um milhão de terras por cultivar, que pode ser aproveitado para o cultivo de oleaginosas para produzir biocombustível, escreve a Lusa.

Apesar dos recursos consideráveis em petróleo e gás natural do país, Timor-Leste tem uma dependência energética quase total do exterior, que Avelino Coelho quer ver reduzida.

Por isso, salientou, a política energética do Governo de que faz parte têm como grandes linhas a redução da dependência externa, a aposta nas renováveis e a protecção do ambiente.
De acordo com os estudos que estão na posse da sua Secretaria de Estado, existem potencialidades no país para produzir até 252 megawatts com recursos hídricos, 72 megawatts de energia eólica e até 40 megawatts em parques solares.

A aposta nos biocombustíveis é outra das componentes da política do Governo, que avançou já com um campo experimental de 150 hectares, onde os agricultores associados em modelo cooperativo cultivam jatrofa, e montou uma destilaria com capacidade para produzir entre 1.500 a 2.000 litros por dia.

«Estamos a fazer esse estudo prático, com uma produtividade de cerca de um litro por cada três quilos de sementes de jatrofa, planta que não é estranha a Timor, onde se dá até no monte Ramelau e que já era cultivada pelos nossos ancestrais desde há séculos», disse.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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Jul 11

Brasil no top 15 da energia renovável

Desde 2003, a consultoria Ernst & Young publica trimestralmente um ranking com os 35 países mais atrativos para investimentos relacionados a energias renováveis. Após oito anos, o Brasil entrou para a lista dos top 15. A expansão da energia eólica foi decisiva para que o país subisse quatro posições no último trimestre, da 16ª para a 12ª.

Curioso é que, em movimento inverso, os demais países mais bem classificados restraram uma ligeira queda em seus índices – reflexo da redução de incentivos e restrição de acesso ao capital para projetos desta natureza. Ainda assim, o estudo prevê que eventos globais recentes, como o tsunami (e o consequente desastre nuclear) no Japão e as sucessivas turbulências políticas no Oriente Médio e norte da África servirão de estímulo para que os países ampliem o uso de energias renováveis em seu portfólio.

China manteve a primeira posição no ranking, muito em função de seus projetos de geração de energia eólica em águas marítimas rasas e à meta de, até 2015, obter 11,3% de sua energia a partir de combustíveis não fósseis.

Com uma série de projetos de energia solar em andamento e boas perspectivas para este setor, os Estados Unidospermaneceram no segundo lugar. A Índia, dando sequência aos resultados registrados nos boletins anteriores da consultoria, continuou subindo no ranking. Ultrapassou a tradicionalmente verde Alemanha e se posicionou em terceiro lugar.

A lista dos 35 países mais promissores para investimentos em renováveis ganhou quatro novos nomes. Marrocos foi um deles, ocupando o 27º lugar, graças a projetos de energia solar e eólica e a uma demanda crescente por novos investimentos nestes setores.

Empreendimentos de energia solar e o potencial da eólica também permitiram a Taiwan ingressar na lista. O estudo apontou, ainda, que a exploração do potencial natural de Bulgária e Chile vêm sendo minados por barreiras políticas.

Já o Japão perdeu três posições no ranking após adotar a estratégia de utilizar mais gás natural e importar petróleo para substituir a capacidade de geração de energia nuclear comprometida depois do acidente em Fukushima.

fonte:http://colunas.epocanegocios.globo.com/

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