08
Set 11
08
Set 11

China e EUA são os países mais atrativos para renováveis

China e os Estados Unidos são os maiores poluidores do mundo, mas paradoxalmente, ou talvez por isso mesmo, são os que mais atraem investimentos em energias renováveis. Esses dados, apresentados na quinta-feira (1) pela empresa Ernst & Young, indicam uma predominância dos países do Hemisfério Norte nas primeiras posições. Mas uma boa notícia para os brasileiros: o país já está entre os 15 mais atrativos para os investimentos renováveis, e subiu uma posição desde o último trimestre.

O Índice de Atratividade das Energias Renováveis por País estima o quanto um país atrai os investimentos de energias renováveis através de uma análise trimestral de tecnologias eólicas, solares, de biomassa e geotérmicas, além de fazer um diagnóstico com base nas questões econômicas e de mercado do setor renovável de cada país.

A pesquisa informa que, entre 2000 e 2010, a divisão dos investimentos feitos na indústria renovável foram de 42% para a eólica, 25% para a solar, 20% para a biomassa, 5% para as pequenas hidrelétricas, 4% para a geotérmica e 4% para a energia dos oceanos. Estes investimentos foram conduzidos principalmente pelo crescimento da Ásia e da América do Sul, pelo fortalecimento da biomassa na Europa e pela recuperação do crescimento nos EUA.

Segundo as informações da nova edição do relatório, a China e os Estados Unidos se mantiveram nos dois primeiros lugares do ranking, seguidos pela Alemanha, que subiu da terceira para a quarta posição, da Índia, que caiu da terceira para a quarta, e do Reino Unido e da Itália, que empataram em quinto lugar.

O documento afirma que a China se manteve no topo do ranking devido às recentes decisões do país de aumentar sua capacidade eólica offshore de 2 GW para 5 GW até 2015. Além de acrescentar sua capacidade energética, a China pretende também aumentar suas redes de energia.

Os Estados Unidos se conservaram em segundo na liderança por causa da administração do presidente Barack Obama, que, defendida pelos Democratas, criou programas de empréstimos e subsídios para as indústrias eólica e solar norte-americanas. No segundo trimestre do ano, o Departamento de Energia dos EUA (DOE) continuou a aprovar empréstimos e garantias para projetos de energias renováveis, apesar da pressão dos Republicanos para cortar estes fundos.

Já a Alemanha se aproximou um pouco do topo do ranking devido às iniciativas do país de acabar com seu programa nuclear, anunciando que o fechamento da última usina de energia atômica será em 2022, e de lançar um programa de incentivo de US$ 7,14 bilhões (R$ 11,45 bilhões) para a energia eólica offshore.

Mas os países que mais subiram posições foram a Finlândia, que galgou do 30º para o 23º lugar, e a Romênia, que saltou do 21º para a 16º. A maior queda ficou por conta da Grécia, que devido à série crise financeira que vem atravessando, despencou 11 posições, caindo da 10ª para a 21ª.

A pesquisa diz que apesar do momento relativamente estável que vive o setor renovável, a recessão econômica que ronda os Estados Unidos e a Europa deve em breve ter efeitos sobre essa indústria. O relatório sugere ainda que esse abalo financeiro será sentido principalmente nos mercados mais vulneráveis, enquanto as economias menos expostas devem ter uma rápida reação, retornando a condições de financiamento mais competitivas.

Brasil

O Brasil ganhou uma posição no Índice de Atratividade das Energias Renováveis por País, ficando em 11º, devido principalmente ao preço da energia eólica no país, cujo teto nos leilões foi estabelecido entre R$ 139 e R$ 146 por MWh pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Com relação ao ranking de atratividade de energia eólica, o país subiu duas posições, indo de 16º para 14º. Já nos investimentos solares, o país manteve seu índice de atratividade em 16º lugar.

Na biomassa o Brasil também ganha destaque. De acordo com o documento, os leilões e subsídios governamentais são os grandes responsáveis pelos mecanismos de apoio à biomassa do país. Segundo dados de Javier Sobrini, do Banco Santander SA, incluídos no relatório, o desenvolvimento de economias emergentes como o Brasil está criando oportunidades para investimentos em energias renováveis que não existiam antes.

Essa tendência já vem se desenvolvendo há algum tempo, e é a segunda vez que o país aparece entre os 15 mais atrativos para os investimentos renováveis na pesquisa da Ernst & Young. A primeira foi no trimestre passado, quando o Brasil subiu quatro posições, atingindo o 12º lugar.

fonte:http://www.midianews.com.br

 

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07
Set 11

Alemanha: Mais de 20% da energia produzida no primeiro semestre de 2011 provém de fontes renováveis

Um relatório da Associação Alemã das Indústrias da Energia e Água revela que, pela primeira vez, a potência europeia superou os 20% energia limpa produzida, o que revela que está no bom caminho para cumprir o objectivo de que 35 % de toda a energia seja proveniente das renováveis em 2022, altura em que está prevista também a desactivação das últimas centrais nucleares.

Foi recentemente publicado pela Associação Alemã das Indústrias da Energia e Água um relatório em que é analisado desempenho da Alemanha no que toca à produção de energia limpa no primeiro semestre de 2011.

Os resultados são muito positivos já que, pela primeira vez, a potência do Norte da Europa superou os 20% de energia total produzida proveniente das renováveis.

Com efeito, nos primeiros 6 meses de 2011 foram produzidos 57,3 biliões kWh hora a partir de fontes renováveis, que correspondem a 20,8% do total global de 275,5 biliões kWh consumidos a nível nacional, um aumento de 2,5% relativamente a 2010.

A energia eólica mantém-se na liderança da produção, com 7,5% do total global (20,7KWh), seguida da biomassa, cuja produção representa 5,6% do total (15,4 biliões kWh). A surpresa é que a energia solar fotovoltaica ocupa actualmente o terceiro lugar porque, pela primeira vez superou a energia hídrica, representando 3,5 % da energia eléctrica produzida, contra os 3,3% da hidroelectricidade (9,6 biliões kWh versus 9,1 biliões kWh, respectivamente).

Estes números indicam que a Alemanha está no bom caminho para cumprir o objectivo a que se propôs de que 35% da energia produzida a nível nacional seja limpa em 2022, altura em que também está prevista a desactivação das últimas 3 centrais nucleares, do total de 20 - 17 serão encerradas até 2021 segundo o plano apresentado por Ângela Merkel em Maio passado.

Dados recentemente divulgados pela Direcção Geral de Energia e Geologia revelam que, em Portugal, a energia eléctrica produzida a partir de fontes renováveis correspondia a 50,9% para efeitos da Directiva 2011/77/CE. Esta directiva estabeleceu como meta para 2010 que 39% da energia eléctrica fosse gerada a partir das renováveis, meta que foi alterada para 45%, em 2005, quando foi apresentada a Estratégia Nacional para a Energia (ENE) aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros nº 169/2005, de 24 de Outubro. O objectivo foi cumprido: em 2010 para efeitos da Directiva acima mencionada, 50,2% da electricidade foi gerada a partir de fontes de energia renováveis. Em a ENE foi revista tendo sido adoptadas novas metas para 2020 – ENE 2020 – entre as quais se destaca aquela que estabelece que 60% da electricidade seja gerada a partir das Renováveis.

fonte:http://naturlink.sapo.pt

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Sérvia joga trunfo das renováveis na caminhada europeia

Com apenas cinco anos de independência, a Sérvia quer livrar-se definitivamente dos seus fantasmas e entrar no restrito clube dos 27. Classificado como potencial candidato à adesão da União Europeia, o País entregou no ano passado a sua candidatura, sob a promessa europeia de uma avaliação, e anunciou ao mundo que acreditava na adesão em 2014, apesar de admitir que a tarefa não vai ser fácil.

O Plano Nacional de Investimentos 2006-2011 reservou 44 milhões de euros para financiar projectos de gestão de recursos hídricos, estruturas de contenção de cheias, limpeza de canais e infra-estruturas para a gestão da agua. Em 2008, o Banco de Desenvolvimento Alemão (KFW) anunciou que iria doar 18 milhões e conceder um crédito de 25 milhões de euros para que o sistema de fornecimento de água fosse melhorado. Os investimentos incidem também sobre redução das perdas, substituição de equipamento obsoleto, e sensibilização de entidades gestoras e consumidores.

O investimento torna-se tão mais premente quanto a situação em que o País se encontra: os principais factores de poluição da água advêm de águas residuais não tratadas,provenientes da indústria e dos sistemas municipais. A Estratégia revela também que mesmo as cidades maiores não têm unidades de tratamento de águas residuais. Apenas 5,3 por cento das águas residuais são pré-tratadas antes da descarga e cerca de 90 por cento das descargas industriais não têm qualquer tratamento. A qualidade da água é também considerada insatisfatória, a rede de abastecimento é antiga e não tem a manutenção adequada, segundo o Governo.


Três mil milhões para as renováveis

O Ministério da Energia já licenciou parques eólicos no total de 1 500 MW nas áreas mais ventosas da Sérvia, e o potencial estimado é de 2 300 Gwh. A primeira instalação vai, no entanto, começar a produzir no final deste ano (6 MW de capacidade instalada). No ano que vem a capacidade instalada deverá chegar aos 100 MW.

O potencial hidroeléctrico estimado está na ordem dos 7 000 Gwh e actualmente estão a ser construídas duas pequenas centrais hidroeléctricas, uma deles entrará em produção no final deste ano e a outra no final do ano que vem. Das 60 mini-hidricas que existem no País, 50 por cento não estão em operação.

O uso da energia solar começou agora, com o anúncio da chinesa CND de um investimento de 390 milhões de euros na construção de uma central solar na cidade de Kikinda.

A Expo Água reservou um painel que identificará estas e outras oportunidades na área do Ambiente e Energia da Sérvia. Na tarde do dia 19, destaque para as prelecções de Luís de Almeida Sampaio, Embaixador de Portugal em Belgrado, William infante, representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento na Sérvia e Adriano Martins, vice-chefe da delegação da União Europeia em Belgrado.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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07
Set 11

Energias renováveis combatem iliteracia em África

Em véspera do Dia Mundial da Alfabetização, o AmbienteOnline foi espreitar projectos em curso que estão alinhados com os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). A TESE – Associação para o Desenvolvimento, é uma ONGD portuguesa que está a implementar dois projectos deste tipo em São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau. 

Aumentar o acesso a alfabetização de crianças e adultos, em particular de mulheres, através da iluminação de infra-estruturas escolares com recurso a energia solar é o grande objectivo dos dois projectos desenvolvidos pelos Engenheiros Sem Fronteiras da TESE. 

Estes dois projectos, que serão concluídos no final deste ano, procuram contornar o constrangimento que potenciais beneficiários tinham em largar as suas tarefas diárias que lhes dão rendimentos, para frequentar cursos de alfabetização. A iluminação em período nocturno de escolas maioritariamente situadas em meio rural permite que mulheres e homens realizem as suas tarefas durante o dia e tenham acesso a cursos de alfabetização nocturnos. 

O projecto Extensão Luz Bin, financiado pela Fundação EDP e pela TESE, na Guiné-Bissau, deverá equipar 15 salas escolares rurais com sistemas de iluminação solar, formar 15 professores, melhorar a gestão escolar para alargamento do horário escolar e garantir a correcta operação e manutenção dos equipamentos solares, e estudar a viabilidade de gestão de novas tecnologias solares: lampiões, fornos e purificadores, em escolas piloto. 

O projecto Escolas Solares de São Tomé e Príncipe, implementado em parceria com o Ministério da Educação, Cultura e Formação da República de São Tomé e Príncipe abrange 42 salas de 31 escolas, aumentando em 28 mil o número de horas de aulas/ano, apoiar e melhorar os serviços de gestão escolar, e capacitar técnicos em manutenção e instalação de sistemas de energia solar e formar jovens empreendedores, para potenciar a geração de rendimento. 

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento a Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, encontram-se na 151ª e 109ª posição em 179 do ranking mundial de alfabetização, respectivamente (dados de 2009).

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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06
Set 11
06
Set 11

Ilha do Corvo substitui esquentadores a gás por energias renováveis

Na ilha do Corvo, os tradicionais esquentadores a gás vão ser substituídos por equipamentos que utilizam energias renováveis, num projecto da autarquia açoriana.

Os equipamentos - alimentados por painéis solares ou termodinâmicos ou ainda por bombas de calor - começarão a ser instalados ainda este ano, na sequência de um concurso que será lançado em meados de Outubro, informou Manuel Rita, presidente da Câmara do Corvo. 

No total existem 154 aparelhos para montar nos lares do Corvo, onde “apenas quatro ou cinco casas é que não quiseram aderir” a este processo de reconversão energética. 

“A instalação dos equipamentos que vão substituir os esquentadores a gás será gratuita. As pessoas não têm que pagar mais nada por isso”, garantiu o autarca, acrescentando que o processo envolve um investimento total de 700 mil euros. 

A ilha do Corvo, com cerca de 400 habitantes, é a única do arquipélago dos Açores totalmente dependente de combustíveis (gás butano, gasóleo e gasolina) transportados por via marítima, o que tem elevados custos associados, além dos riscos de ruptura decorrentes do mau tempo no Inverno. Actualmente, o governo regional paga 24 euros pelo transporte de cada garrafa de gás de S. Miguel para o Corvo.

fonte:http://ecosfera.publico.clix.pt/

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04
Set 11
04
Set 11

RSA Seguros quer alcançar 20% do mercado em energias renováveis até 2013

Apostando no crescimento da geração de energia por fontes renováveis, a RSA Seguros acredita que pode alcançar 20% de market share no setor até 2013, no Brasil.
 
A empresa já tem muita experiência no setor em outros países, principalmente na Europa, e já tem 80% dos seguros de energia eólica offshore do mundo, por exemplo.
 
No Brasil, somente neste ano a empresa já tem R$ 8 milhões em prêmio contratado somente para o setor de energia eólica, de acordo com Ariel Couto, diretor comercial da empresa.
 
A expectativa era chegar ao final do ano com R$ 16 milhões, mas o executivo acredita que a empresa pode superar esse valor. "O segundo semestre promete ser ainda melhor que o primeiro, e podemos chegar a até R$ 20 milhões", diz.
 
A RSA oferece seguros para a construção e o transporte das plantas eólicas, fase que está mais forte atualmente, e também para a planta operante e seguro para lucro cessante - ou seja, o lucro que a empresa deixa de ter caso alguma turbina pare de funcionar.
 
Além de energia eólica, a empresa também oferece seguros para biomassa, energia solar e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).
 
"A biomassa é muito ligada às usinas, por isso o seguro costuma ser total; e a energia solar ainda é muito pequena no Brasil, por isso nossa atuação é mais forte em eólica e PCH", diz Couto.[2]
fonte:http://www.segs.com.br/
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02
Set 11
02
Set 11

Sector da biomassa defende incentivos para energia térmica

ndissociável da fileira florestal, a produção de energia a biomassa representa 14,02 por cento dos consumos de energia primária em Portugal, segundo dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia de 2009. Mesmo assim, o sector da biomassa acredita que é possível fazer mais, especialmente em termos do mercado de calor habitacional.

«Se quisermos apostar na biomassa como forma de levar a energia térmica aos edifícios, é preciso que a legislação defina que, a partir de certa data, os edifícios novos devem dispor de redes de distribuição de água quente e fria», afirma Paulo Preto dos Santos, secretário-geral da Associação de Produtores de Energia e Biomassa (APEB), na defesa de um esquema de apoios e incentivos à adaptabilidade das habitações para o aproveitamento da biomassa.

O gestor dá como exemplos o esquema de incentivos à reconversão de edifícios para o gás natural, posto em prática nos anos 90, mas também os investimentos feitos no Parque das Nações. O parque habitacional desta área oriental de Lisboa é servido por redes de água quente e fria.

Por seu lado, João Baetas, da ANPEB – Associação Nacional de Pellets Energéticas a Biomassa, também sugere um programa de incentivos, mas com um perfil mais modesto. O responsável sugere que a reconversão dos edifícios para caldeiras a pellets seja apoiada «ao nível dos impostos, por exemplo».

Resta saber se, em período de conjuntura económica desfavorável, será viável apostar em esquemas deste tipo. Paulo Preto dos Santos admite que o nível de investimentos necessários possa ser uma barreira à operacionalização de uma política energética a este nível.

«Estamos a falar do mesmo nível de investimentos que foram feitos para o gás natural. Ou seja, investimentos muito elevados». Mesmo assim, o secretário-geral da APEB acredita que esta seria a estratégia certa para garantir, a longo prazo, uma diminuição da dependência energética de Portugal.

No entanto, e em paralelo com a possibilidade de apoios estatais, o sector reconhece que o mercado de calor carece de formação. «As pessoas precisam de ter mais informação sobre as vantagens do uso da biomassa, e a tarefa de informar cabe também aos próprios fabricantes», conclui João Baetas.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/
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