30
Dez 11

Portugal: IVA dos equipamentos para renováveis sobe para 23%

Nem os equipamentos de utilização de energias renováveis escaparão à actualização das taxas do IVA. Segundo o Orçamento de Estado para 2012, estes equipamentos verão a taxa do IVA aumentada para 23%, o que, de acordo com o jornal Climatização, agravará em 10% o preço para o cliente final, “o que deverá desincentivar ainda mais o investimento nas tecnologias”.

Até aqui, os equipamentos de captação e aproveitamentos de energias renováveis, em particular energia solar, eólica e geotérmica, eram taxados à taxa reduzida intermédia – 13%.

No pacote dos produtos que verão o seu IVA aumentar para 23% incluem-se os sistemas solares térmicos, solares fotovoltaicos e bombas de calor.

Citada pelo Climatização, a Associação Portuguesa da Indústria Solar revelou que este medida irá levar a um “aumento real do preço ao consumidor final. “[O acréscimo em 10% no valor destes equipamentos deverá provocar um decréscimo acentuado no sector], pondo em causa a manutenção da procura”.

Finalmente, o Orçamento de Estado acaba também com os benefícios fiscais para os equipamentos de utilização de energias renováveis. Em 2011, a aquisição destes equipamentos ainda usufrui de benefício fiscal, cujos tectos são reduzidos, variando de acordo com o escalão de rendimentos. Em 2009 e 2010, foi possível deduzir à colecta 30% das despesas com estes equipamentos, com um limite, respectivamente, de €796 e €803.

fonte:http://www.greensavers.pt

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30
Dez 11

China de olhos postos na EDP Renováveis

Empresa liderada por Ana Fernandes «fará parte de uma plataforma» para a eléctrica chinesa «chegar a outros negócios e outros mercados»

O vice-presidente executivo da China Three Gorges admitiu esta sexta-feira o interesse na EDP Renováveis. «A EDP Renováveis é uma óptima plataforma para o futuro e para a China Three Gorges», disse Lin Chuxue, em resposta às perguntas da TVI.

«A EDP Renováveis fará parte de uma plataforma para chegar a outros negócios e outros mercados», acrescentou, ainda, o responsável, durante a conferência de imprensa para explicar o acordo para a compra de 21,35% da EDP, assinado esta manhã, pelas 11h00, no Ministério das Finanças, em Lisboa.

O acordo de compra de 21,35% da EDP já contempla a aquisição de posições minoritárias da EDP Renováveis, mas o presidente da Three Gorges não quis quantificar o interesse da eléctrica chinesa.

Questionado se, para além do acordo já firmado, a empresa estará interessada na compra de uma posição na EDP Renováveis, as respostas foram evasivas, mas não descartaram essa possibilidade.

Cao Guangjing, presidente da nova dona da EDP, admitiu que a compra de uma parcela da eléctrica nacional, é apenas «um ponto de partida, uma porta aberta, para mais investimentos chineses em Portugal».

«De facto, este acordo esta transacção vai claramente trazer boas noticias entre ligações comerciais entre Portugal e a China», explicou Cao Guangjing.

O responsável da eléctrica chinesa considerou que «o maior problema da EDP era o financiamento», realçando que a empresa e os bancos chineses vão ajudar, ao injectar liquidez na empresa. 

Cao Guangjing sublinhou, ainda, que, com o novo investimento, será possível à EDP criar mais postos de trabalho no futuro.

Escusando-se a revelar os planos enquanto maior accionista da EDP, o presidente da chinesa Three Gorges admitiu o interesse em comprar os quatro por cento do capital que ainda estão na posse do Estado e remeteu uma decisão sobre a manutenção de António Mexia na liderança da eléctrica para depois de uma discussão com os outros accionistas.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

 


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26
Dez 11

Siemens lança nova turbina a vapor para centrais eléctricas geotérmicas

A multinacional alemã Siemens anunciou hoje o lançamento de uma nova turbina  a vapor para centrais eléctricas geotérmicas, uma infra-estrutura com uma capacidade até 60 megawatts e que pretende dar resposta à crescente procura do mercado mundial por este tipo de equipamento.

Entre as soluções e equipamentos destinados à eficiência industrial, as turbinas a vapor da Siemens podem constituir-se como aliados fundamentais em aplicações de recuperação de energia que conduzem à optimização dos custos da factura eléctrica.

“A Siemens estudou a fundo os requisitos específicos de centrais eléctricas geotérmicas e apresenta agora ao mercado um conceito de turbina amplamente comprovado”, revelou o CEO da Unidade Industrial Power Business da Siemens Energy, Markus Tacke.

“Verifica-se em todo o mundo uma crescente procura por turbinas a vapor geotérmicas. Com esta turbina temos todas as condições para vingar no mercado e estabelecermo-nos a longo prazo como fabricante de turbinas a vapor”, continuou o responsável.

Recorde-se que, segundo um estudo desenvolvido pela IHS Emerging Energy Research, a capacidade instalada de energia geotérmica vai triplicar em todo o mundo, até 2020, atingindo os 31 GW até esta data.

Por outro lado, e no final de 2010, a capacidade global instalada das centrais elétricas geotérmicas cifrava-se em 11 gigawatts (GW). Os EUA são o actual líder mundial neste sector, com uma capacidade geotérmica instalada de 3,1 GW. Seguem-se as Filipinas, com aproximadamente 1,9 GW, e a Indonésia com 1,2 GW.

Existe também potencial para a utilização de energia geotérmica para efeito de produção de energia na África Oriental, América Central, Chile, Rússia, Itália, Islândia e Turquia.

fonte:http://www.greensavers.pt

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26
Dez 11

Futura presidência dinamarquesa da UE defende eficiência energética e renováveis

A Europa deve investir na eficiência energética e nas renováveis, afirmaram nesta segunda-feira em Bruxelas os ministros dinamarqueses do Ambiente e da Energia.

“Na Europa encontramo-nos numa encruzilhada e temos de fazer escolhas para o futuro”, disse o ministro da Energia e Clima, Martin Lenegaard, durante a apresentação das prioridades da presidência semestral da União Europeia (UE), da Dinamarca, que começa a 1 de Janeiro de 2012.

“Somos confrontados com a crise económica mais grave desde a II Guerra Mundial e caminhamos para um aumento de 6º nas temperaturas”, acrescentou. “Os tempos são difíceis para a Europa, por causa da crise económica e financeira. Mas também somos confrontados com uma grave crise ambiental e com uma crise de recursos”, advertiu a ministra dinamarquesa do Ambiente, Ida Auken. “A Europa não se pode concentrar apenas na crise económica e ignorar a crise ambiental”.

A Comissão Europeia fez propostas para uma maior eficiência energética, lembrou Martin Lenegaard. “Cada euro investido na eficiência vai para o emprego na UE, mas cada euro investido em energias fósseis sai da UE”, salientou.

A análise realizada pela Comissão e apresentada a 15 de Dezembro assenta em cenários que combinam eficiência energética, fontes de energia renováveis, nuclear e captura e armazenamento de carbono, considerados os quatro grandes eixos da “descarbonização” da produção de energia na UE.

Mas a tendência não é favorável às renováveis. Os investimentos nestas fontes de energia na UE caíram 10% em 2009 por causa da crise económica, salienta a Comissão.

A UE comprometeu-se a reduzir as suas emissões de dióxido de carbono em 20%, em relação a níveis de 1990, até 2020. Além disso comprometeu-se a conseguir 20% em poupanças de energia e 20% de renováveis na produção energética.


fonte:Público

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20
Dez 11

Governo tem um mês para rever subsídios às renováveis

O Governo compromete-se a analisar a eficiência dos regimes de apoio aos produtores de energia em regime especial até Janeiro de 2012, um mês após a data definida em Setembro na primeira revisão do memorando de entendimento com a troika.

Na segunda revisão do documento, os prazos para a análise da eficácia dos regimes de apoio à cogeração e possíveis reduções na tarifa, uma redução implícita da subvenção, são prolongados até Janeiro de 2012, face ao final deste ano, anteriormente previsto.

Também a revisão dos regimes de apoio às energias renováveis resvala para Janeiro do próximo ano, o que também devia acontecer no final deste ano.

Na revisão do memorando de entendimento com a troika, reitera-se que as tarifas reguladas de electricidade e de gás serão eliminadas até Janeiro de 2013, tendo o Governo que legislar sobre a liberalização dos mercados até ao final deste ano. 

As tarifas reguladas de electricidade «serão progressivamente eliminadas o mais tardar até 1 de Janeiro de 2013», tendo o Governo que implementar legislação até ao final do ano, que especifique o calendário e os critérios para a liberalização dos sectores regulamentados, reduzindo o período de transição de três anos para 30 meses.

Nesse período de transição, tem que estar garantido que as tarifas praticadas estão acima do preço do mercado e que a diferença vai aumentando à medida que o tempo passa, de forma a criar incentivos para a gradual transição dos consumidores para o mercado liberalizado.

No caso do gás, o início de 2013 continua a ser o prazo para a eliminação das tarifas reguladas, tendo o Governo que elaborar, até ao final do ano, um relatório com medidas para resolver a falta de diversificação de fontes de gás. 

Na segunda revisão do memorando de entendimento entre Portugal e o Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, o Governo reitera que tomará medidas para acelerar o funcionamento de um mercado ibérico para o gás natural, tendo os reguladores de Portugal e Espanha de apresentar propostas de convergência regulatória e da harmonização tarifária entre Portugal e Espanha até ao final do ano. 

No início do próximo ano, o Governo tem que rever o apoio aos produtores em regime especial, que inclui a energia eólica, cogeração, biomassa e microgeração, analisando a eficiência dos subsídios.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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20
Dez 11

Brasil se prepara para fazer Copa do Mundo "verde" em 2014

Com as mãos na massa para construir estádios monumentais, as 12 sedes brasileiras que receberão a Copa do Mundo de futebol em 2014 têm como objetivo dar um bom espetáculo em cenários esportivos respeitosos ao meio ambiente.

Por recomendações da Fifa, todos os estádios devem cumprir com exigências mínimas de sustentabilidade ambiental, como reuso da água da chuva, emprego de equipamentos que consumam menos eletricidade e limitar a geração de resíduos.

"Já não se aceitam obras de engenharia sem levar em conta a sustentabilidade ambiental", afirmou à José Roberto Bernasconi, presidente do Sindicato de Arquitetura e Engenharia de São Paulo (Sinaenco-SP).

Mas o Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, em Belo Horizonte, quer ir além das exigências da Fifa e pretende ser o primeiro estádio brasileiro a receber a reconhecida certificação internacional "Leed" de edifício verde, concedida pelo Conselho Americano de Edifícios Verdes (US Green Building Council).

O plano ambiental do estádio, construído em 1965 e que deve ser reinaugurado no fim de 2012, inclui ações para controlar a emissão de gases causadores do efeito estufa durante a obra, através da contratação de fornecedores com instalações próximas para reduzir o transporte; a coleta de até seis milhões de litros d'água da chuva para regar o gramado e para limpeza e uso sanitário, e o reuso de resíduos.

100% do concreto retirado do edifício original foi reutilizado na própria reforma ou destinado a obras vizinhas; os 800.000 m³ de terra retirada foram destinados à recuperação de áreas degradadas por mineradoras, e os 50.000 antigos assentos foram doados para ginásios e estádios do interior do estado de Minas Gerais.

"Tudo foi reutilizado, não teve desperdício o descarte de material que poderia ser reaproveitado", afirmou Vinicius Lott, gerente do projeto Copa Sustentável do governo do estado de Minas Gerais.

Mas o carro-chefe do projeto é a geração de energia limpa com a instalação da primeira usina elétrica solar no teto de um estádio brasileiro, que abastecerá a rede elétrica local e fornecerá energia para 1500 residências.

"Tem uma cobertura ociosa, parada, recebendo radiação solar grande. Nós resolvemos colocar esse tipo de paneis fotovoltaicos, cobrir, e com isso fazer uma usina solar", explicou o engenheiro elétrico Alexandre Heringer, administrador do projeto Minas Solar 2014 da Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig).

Os mais de 6.000 painéis de silício cristalino que serão instalados terão uma potência de 1,5 megawatts (MW) por hora. Comparativamente, a hidrelétrica brasileira-paraguaia de Itaipu tem 14.000 MW de potência instalada.

A usina solar terá um custo de 12 milhões de reais (US$ 6,5 milhões), investimento que deve ser recuperado durante os 25 anos de vida útil que os painéis têm, explicou Heringer.

Já os custos operacionais da usina são "muito baratos", já que não exige manutenção e a limpeza é feita com água da chuva, acrescentou.

Como o Brasil não dispõe de fábricas de painéis solares, no próximo ano será feita uma licitação internacional para a compra das placas, um chamado que atraiu empresas alemãs, chinesas, coreanas, espanholas e italianas, afirmou o encarregado.

Após a inauguração da usina no Mineirão, os engenheiros esperam "aproveitar o máximo de tetos possíveis" de Belo Horizonte e para 2013 projetam que uma nova usina esteja funcionando no ginásio Mineirinho, e em 2014 no aeroporto internacional, afirmou Heringer.

A cidade de Belo Horizonte, a sexta maior do Brasil, com 2,5 milhões de habitantes, deve receber seis partidas do Mundial de 2014 e três da Copa das Confederações de 2013.

Durante a Copa, a capital mineira se prepara para receber mais de 100 mil turistas e os torcedores em um grande complexo de atividades ao redor do estádio, com capacidade total para 157.000 pessoas em três espaços: Mineirão, Mineirinho e uma arena multiuso, explicou Sergio Barroso, encarregado da Secretaria para a Copa (Secopa).

O total de investimentos que Minas Gerais fará para os grandes eventos esportivos seriam de pelo menos US$ 2,8 bilhões, incluindo capitais públicos e privados, acrescentou.

fonte:http://esportes.terra.com.br/n

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17
Dez 11

Microgerador transforma movimento dos pneus em eletricidade

Energia dos pneus

O laboratório belga IMEC criou um minúsculo gerador capaz de produzir energia a partir das vibrações normais dos pneus durante o movimento de um carro.

O "dispositivo de colheita de energia" é capaz de gerar 42 microWatts de potência de forma sustentada quando o veículo roda a 70 km/h.

Em condições especiais de rodagem, ele chegou a gerar quase 12 vezes mais - 489 microWatts.

Contudo, os 42 microWatts são suficientes para alimentar sensores, como os usados nos sistemas de monitoramento da pressão dos pneus, já presentes em alguns carros - a vantagem é que esses sistemas não mais dependerão da troca de baterias.

O aparelho deverá também viabilizar automações adicionais, como sensores para monitorar a qualidade da estrada, ajustando automaticamente a suspensão, sistemas de segurança, detectando estilos de direção mais agressivos, e mesmo um monitoramento da integridade estrutural dos pneus.

 

 

Indústria e meio ambiente

Mas o coletor de energia não terá seus usos restritos à indústria automotiva.

Ele poderá ser instalado em qualquer equipamento que apresente algum tipo de vibração ou esteja sujeito a choques periódicos.

Isto inclui desde máquinas industriais até o monitoramento de estruturas civis, como pontes e edifícios, viabilizando ainda as redes de sensores, que deverão ser usadas para monitorar o meio ambiente e até a integridade estrutural de aviões.

O chip coletor de energia usa minúsculas vigas feitas de um material piezoelétrico, o nitreto de alumínio, que gera eletricidade quando é submetido a um impacto mecânico.

fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br

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17
Dez 11

Abasteça o carro com casca de laranja

Que tal usar as cascas da laranjada do café da manhã para abastecer seu carro com energia limpa? Essa é a ideia de pesquisadores da USP – em parceria com especialistas das universidades de Córdoba e York, na Espanha e Grã-Bretanha –, que estão testando um método de produção de biocombustível a partir da casca da laranja.

Funciona assim: os restos da produção industrial de suco de laranja – só no Brasil, cerca de oito milhões de toneladas de casca da fruta são jogadas no lixo, todos os anos – são triturados e colocados em uma máquina, onde são expostos a altas potências de micro-ondas, capazes de ativar a celulose presente na casca. A substância, então, é isolada e utilizada na fabricação do biocombustível – usado, entre outros fins, para o abastecimento de veículos.

Se der certo, a tecnologia – que está em fase de testes, inclusive no Brasil – poderá incentivar a produção de energia limpa no mundo e, ainda, ajudar a resolver o crescente problema do lixo. Isso porque, de acordo com os pesquisadores, a máquina desenvolvida por eles é capaz de processar cerca de seis toneladas de resíduos por hora. E mais: a técnica funciona não só com cascas de laranja, mas com qualquer produto que contenha celulose – incluindo papel e cartolina.

Como se não bastasse, os cientistas ainda garantem que, no futuro, a tecnologia poderá ser aplicada em escala doméstica, por qualquer mortal que tenha dinheiro para comprar a “máquina mágica” desenvolvida por eles – atualmente, avaliada em R$ 2,7 milhões. Um investimento e tanto…

fonte:http://super.abril.com.br/

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