14
Abr 12
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Abr 12

Energia: Áustria quer aproveitar experiência portuguesa para cortar custos - ministra austríaca das Finanças

A Áustria está a negociar com a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) uma colaboração que permita cortar custos com energia, sobretudo aproveitando a mão-de-obra especializada em Portugal, disse hoje à Lusa a ministra austríaca das Finanças.

"Estamos a falar com a CIP e trouxemos uma grande comitiva de empresas desta área - energia solar, energia eólica e outras [empresas] de energias renováveis -- porque estamos interessados em trabalhar juntos", disse à Lusa a ministra Maria Fekter, à margem da jornada técnica sobre eficiência energética, organizada em Lisboa pela comitiva do governo austríaco.

"Sabemos que Portugal tem mão-de-obra bem preparada que, no momento, não tem emprego e, na Áustria, temos falta de trabalhadores especializados, porque temos uma situação de quase emprego total", referiu a ministra das Finanças, acrescentando que "pode ser uma situação de ganho para os dois lados".

fonte:http://expresso.sapo.pt/

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11
Abr 12
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Abr 12

Renováveis: troika não exige suspensão de projetos

A Comissão Europeia declarou esta quarta-feira que o acordo de assistência financeira entre Portugal e a troika «não exige a suspensão de novas licenças para projetos de energias renováveis», numa resposta endereçada à eurodeputada do PS Edite Estrela.

«As reformas de regimes de apoio às energias renováveis e à cogeração devem ser realizadas na sequência de um processo transparente e voltado para o futuro, sem alterações retroativas e que procure implementar as melhores práticas em toda a Europa», diz o comissário europeu responsável pela Energia, Günther Oettinger, numa declaração endereçada à eurodeputada socialista e divulgada por Edite Estrela esta tarde.

Edite Estrela havia questionado Bruxelas sobre a recente decisão do Governo português de suspender a atribuição de novas licenças para a produção de energias renováveis e cogeração.

Os Estados-membros, sublinha o comissário Günther Oettinger, devem «evitar abordagens intermitentes e esforçar-se por reduzir ao mínimo as situações geradoras de perturbação e confusão nos investidores e nos operadores de mercado».

A eurodeputada do PS pede agora ao Governo português para «explicar com clareza a sua política energética», que, alerta, «deve servir o interesse nacional e não os interesses de grupos económicos».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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09
Abr 12
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Abr 12

Dinamarca quer renunciar à energia fóssil até 2050

A representante política dinamarquesa Lykke Friis fez questão de deixar uma coisa clara: "não somos hippies". Talvez a frase soe um pouco defensiva ao extremo, mas Friis está fazendo a defesa de uma iniciativa ousada: a Dinamarca anunciou que, até o final desta década, produzirá um terço de sua energia a partir de fontes renováveis - poder eólico, principalmente, mas também solar e queima de "biomassa". De forma ainda mais ambiciosa, o governo dinamarquês tem como meta alimentar o país inteiro com energia renovável até 2050, abandonando as fontes fósseis. O que faz desse anúncio algo ainda mais surpreendente é o fato de ele ter recebido o apoio de todo o espectro político do país.

 

 

 

Lykke Friis, por exemplo, é a líder do oposicionista Partido Liberal, de centro-direita e orientação pró-negócios. Para ela, a decisão de erradicar o uso de energia fóssil é uma questão de planejamento financeiro. "Independentemente do que façamos, teremos um aumento no preço da energia, simplesmente porque as pessoas na Índia e na China querem ter seus próprios carros", justifica. "É por isso que temos a clara ambição de criar independência em relação aos combustíveis fósseis - para não estarmos vulneráveis a grandes flutuações no preço da energia."

 

 

 

Novo rumo
A experiência em curso na Dinamarca tem explicações históricas: o país sofreu de forma especialmente forte com as flutuações do preço do petróleo registradas no início dos anos 1970. Com poucas opções domésticas de energia, a nação assistiu a uma grande elevação nos custos energéticos, fazendo com que ganhasse força a ideia de que um novo rumo era necessário.

 

 

 

A energia nuclear, por sua vez, sempre foi alvo de oposição por parte de políticos e da opinião pública. Por conta disso, a Dinamarca começou a apostar em fontes renováveis muito antes do que outros países, ganhando a dianteira especialmente na energia eólica.

 

 

 

Na usina de Avedore, nos arredores de Copenhague, quase mil megawatts de energia estão sendo gerados a partir de fontes renováveis, o suficiente para abastecer 250 mil residências. Uma parte disso vem de gigantescas turbinas movidas a vento; outra, vem de usinas de biomassa, que queimam feno e resíduos industriais.

 

 

 

Avedore é administrada pela maior empresa energética dinamarquesa, a Dong Energy, que planeja fornecer toda a eletricidade do país a partir de fontes limpas. "É uma grande transformação da empresa", diz o vice-presidente executivo Thomas Dalsgaard. "Acreditamos que o futuro não é baseado em carvão. Mas é difícil, você tem que criar um modelo totalmente diferente para operar nos negócios."

 

 

 

Armazenamento
A questão vai além de modificar usinas ou de construir mais parques eólicos. Para começar, existe o desafio de armazenar energia renovável, para usá-la na ausência de sol e de vento. Engenheiros estudam propostas de armazenar o calor gerado pela eletricidade; de expandir o número de carros elétricos do país, com baterias recarregáveis. Mas tudo isso está em estágio inicial de desenvolvimento.

 

 

 

Outro desafio é a distribuição. Usinas energéticas convencionais estão localizadas nos arredores das cidades. Se plantas eólicas forem construídas em áreas marítimas mais remotas, como planejado, será necessária uma ampla rede de cabeamento para levar a energia gerada aos consumidores urbanos.

 

 

 

"Será preciso um grande investimento", diz Erik Kristofferson, da Energinet, que administra a rede de eletricidade do país. "E esse investimento deve começar agora. É uma questão política, mas acreditamos que pode ser feito."

 

 

 

Críticas
Já Bjorn Lomborg não está convencido. Ele é um dos mais conhecidos críticos da energia renovável no mundo, e lamenta o fato de seu próprio país estar comprometido com um futuro de energia baseada em vento, ondas do mar e painéis solares.

 

 

 

"Construir usinas eólicas nos faz sentir bem. Mas isso reduzirá o crescimento econômico", justifica ele. "A energia verde é muito mais cara do que os combustíveis fósseis. Deveríamos combater o aquecimento global abandonando o carvão, que polui muito, e adotando o gás, que polui muito menos."

 

 

 

Lomborg alega que existe uma potencial reserva de gás de xisto no subsolo do país. Mas a real extensão das reservas é desconhecida. A Polônia, que inicialmente anunciou que poderia suprir a maioria de suas necessidades energéticas com gás de xisto, recentemente voltou atrás e reduziu as estimativas sobre suas reservas. Além disso, esse tipo de gás é extraído por um processo que, para alguns, é excessivamente danoso ao meio ambiente.

 

 

 

Suprimento estável
Para o ministro de Energia da Dinamarca, Martin Lidegaard, o xisto não traz vantagens em relação em relação a outros combustíveis fósseis e pode também sofrer com a oscilação de preços. "O risco de subida de preços de combustíveis é real. O que queremos é assegurar um suprimento estável de energia limpa e barata."

 

 

 

Lidegaard admite que não pode calcular os custos da transição completa às fontes renováveis, mas argumenta que essa transição ainda faz sentido economicamente - e não apenas para a Dinamarca. "Tenho certeza não apenas de que outros países poderiam fazer isso, mas que o farão, simplesmente por causa do desenvolvimento dos mercados. Cada país terá que encontrar sua própria solução. Mas isso acontecerá? Sim."

 

 

 

O compromisso dinarmarquês ainda terá que ser debatido pelo Parlamento do país. Mas, considerando que quase todos os parlamentares demonstraram apoio à medida, a tramitação deverá ser apenas uma formalidade. Depois disso, porém, é que começará o trabalho de verdade: descobrir como pôr em prática esse ambicioso objetivo.

fonte:http://economia.terra.com.br/n

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06
Abr 12
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Abr 12

Renegociações de contratos afectam 3477 MW de potência eólica

Ao todo, são 3477 MW de potência eólica que poderão ver os seus contratos de remuneração à produção alterados. A revisão em baixa da chamada “subsidiação” das renováveis é um dos pontos sensíveis da reforma do sector energético nacional, sendo que o mais recente relatório de revisão do memorando da troika, divulgado ontem, assegura que «a revisão dos sistemas de apoio às renováveis será efectuada para as capacidades que não foram objecto de concurso público».

Dos 4309 MW de potência eólica instalados actualmente em Portugal Continental (distribuídos por 231 parques com um total de 2220 turbinas), apenas 832 MW dizem respeito a potência atribuída no conjunto das três fases do Concurso Público para a eólica, adjudicadas entre 2006 e 2008.

Além da potência já instalada e em funcionamento, estão ainda planeados – e em diferentes processos de licenciamento ou início de construção – cerca de 1000 MW subjacentes aos lotes atribuídos no concurso eólico, que deverão ser concluídos até 2015.

fonte:http://www.ambienteonline.pt

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05
Abr 12
05
Abr 12

Endesa procura oportunidades para investir em Portugal

A Endesa, que aplicou mais de 710 milhões de euros em Portugal nos últimos cinco anos, continua a analisar de perto as oportunidades de investimento no país, afirmou o presidente da elétrica espanhola.

Em comunicado divulgado na sequência de uma reunião, na sexta-feira, entre o presidente, Borja Prado, e o primeiro-ministro português, a empresa diz ter reafirmado junto de Pedro Passos Coelho «o compromisso da Endesa com o país», onde é atualmente a segunda operadora elétrica, com uma quota de 8% em geração de energia e de 26% na comercialização de energia no mercado livre.

Para além da reunião com Passos Coelho, só divulgada esta quarta-feira, Borja Prado encontrou-se com o Ministro da Economia e Emprego, Álvaro Santos Pereira, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.

Nestes encontros, Borja Prado destacou «o importante esforço da companhia para incorporar ofertas inovadoras de energia elétrica no mercado português», onde está presente desde 1993 e, garante, continua «a acompanhar de perto as oportunidades de investimento».

Atualmente, a Endesa possui uma quota de 8% no mercado de geração em Portugal, através das centrais de Pego (628 megawatts de carvão e o novo ciclo combinado de 851 megawatts).

A empresa detém ainda 38,9% da fábrica de carvão e 50% da central do ciclo combinado, situada junto à de carvão.

A Endesa é também a segunda operadora de eletricidade no mercado liberalizado português, com mais de 70.000 clientes e 6.000 GWh de energia vendida em 2011, o que representa 19 e 26% da quota do mercado liberalizado, respetivamente.

O avanço da Endesa no mercado liberalizado tem-se sentido sobretudo nos segmentos de clientes industriais, grandes consumidores e pequenas e médias empresas, onde diz ter atualmente quotas de 32, 21 e 23%, respetivamente. No consumo doméstico a quota da Endesa ronda os 14%.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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