Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Energias Renovaveis

Blog destinado a partilhar o que de melhor existe no mundo das energias renováveis. Energia solar, energia eólica, biomassa, etc, tudo sobre as ultimas novidades e noticias.

Blog destinado a partilhar o que de melhor existe no mundo das energias renováveis. Energia solar, energia eólica, biomassa, etc, tudo sobre as ultimas novidades e noticias.

Energias Renovaveis

10
Jul10

Energia HidroElétrica

adm

A Força dos Rios

Tudo começa na Usina Hidrelétrica. Como no Brasil temos um grande número de rios com quedas d´água esta é a opção mais prática, econômica e segura para a geração de eletricidade. As partes mais importantes são :
As Barragens; as Comporta; Vertedouro e a Casa de Máquinas;

 

As Barragens como o próprio nome diz têm a função de barrar o fluxo de água formando a represa, um grande lago onde a água fica armazenada.
As Comportas e o Vertedouro controlam o nível de água evitando que ela transborde, quando o nível da repressa passa do limite. As comportas são abertas e a água escoa pelo vertedouro.
Na Casa de Máquinas estão instaladas as turbinas que geram a energia elétrica. 
A água repressada entra na casa de máquinas por tubos (que são chamados dutos forçados) a força da água é que movimenta as turbinas fazendo girar o eixo que tem um grande ímã na parte superior, este em contato com as turbinas produz um campo magnético que gera a energia elétrica.
Depois de gerada, a energia elétrica sai da usina por cabos, diretamente para a estação elevadora. Através dos transformadores a tensão elétrica ou voltagem se torna aproximadamente 10 vezes maior do que ao sair da casa de máquinas, isto é necessário para que ela chegue até as cidades com força suficiente depois de percorrer grandes distâncias pela linha de transmissão sustentadas pelas torres.
Mas antes de entrar nas cidades e ser distribuída a energia elétrica precisa ficar de novo com a mesma voltagem que tinha ao sair da usina, 10 vezes menor, esta redução é feita na subestação rebaixadora.

 

Da subestação rebaixadora a energia segue seu caminho pela rede primária agora pelas linhas de distribuição, mas nesta etapa a voltagem é muita alta para ser consumida, antes de chegar na casa ela é novamente reduzida. Só agora a energia elétrica fica com quantidade de volts para consumo que varia de região para região.

Finalmente a energia entra para a rede secundária e chega até sua casa.
A concessionária de energia elétrica é a responsável da entrega da energia até o medidor ou relógio de cada residência ou estabelecimento.

 

Estado em Portugal

 

Em Portugal o potencial de aproveitamento de energia minihídrica está distribuído por todo o território nacional, com maior concentração no Norte e Centro do país.

O Decreto-Lei n.º 189/88 de 27 de Maio, abriu a actividade de produção independente de energia eléctrica a pessoas singulares ou colectivas públicas ou privadas, com o limite de 10 MW de potência instalada. Desde então até 1994 foram licenciados 120 empreendimentos de utilização de água para produção de energia. Destes 120 até a data apenas 44 estão em funcionamento, representando um total de 170 MW de potência instalada e uma produção de 550 GWh/ano.

Tendo em conta as antigas concessões, 34 minihídricas com uma potência total de 30 MW e 100 GWh/ano, e ainda 20 do SENV (Sistema Eléctrico Não Vinculado-Grupo EDP) com 56 MW e produtividade de 165 GWh/ano, o total de aproveitamento minihídrico situa-se actualmente em 98 centrais que correspondem a 256 MW de potência instalada e uma produção 815 GWh/ano.

 

No entanto nos últimos anos tem vindo a ser muito reduzido o número de candidaturas, isto devido a vários factores como:

- dificuldades nos processos de licenciamento, onde intervêm uma série de entidades diferentes sem coordenação entre elas.

- dificuldades na ligação à rede eléctrica por insuficiências da mesma.

- a falta de critérios objectivos para a emissão de pareceres das diversas entidades.

- restrições ambientais, em certos locais com potencial exploratório o impacte ambiental ou a legislação podem inviabilizar estes projectos.

- a falta de recursos humanos face ao número de pedidos, leva a que os processos se tornem morosos.

 

Futuro

 

Apesar de ser difícil estimar o potencial de exploração minihídrica existente é possível apontar para valores perto dos 1.000 MW, dos quais entre 500 e 600 MW são concretizáveis em poucos anos (até 2010), com uma produção média entre 1.500 e 1.800 GWh/ano.

No entanto, para isto será necessário uma série de medidas de forma a ultrapassar os actuais constrangimentos já referidos. 

Entre as várias medidas necessárias é fundamental:

- melhor articulação entre os vários organismos intervenientes nos processos de licenciamento.

- eliminação de indefinições relativas às competências legais na área de gestão do recurso hídrico.

- definição de critérios operacionais de conciliação dos condicionamentos ambientais.

- certificação dos promotores e consultores.

- adequar os meios humanos dos organismos licenciadores.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Sites Interessantes

Politica de privacidade

Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D