05
Mai 13

Renováveis: Custos superiores a mil milhões de euros Preço bonificado aumenta fatura

Produtores de energias renováveis recebem mais 112% do que o preço de venda

Os portugueses pagaram a mais 1,1 milhões de euros na fatura de eletricidade de 2012, devido aos preços bonificados das energias renováveis. Esta energia foi paga em 2012 aos produtores, nomeadamente à EDP, a 109,9 €/MWh, e vendida por eles a 51,80 €/MWh, de acordo com estudo do economista Eugénio Rosa.

Os produtores de energia renovável tiveram uma "renda excessiva de 58,1 €/MWh ou seja receberam um preço 112,1% superior ao preço de venda de eletricidade", contabiliza ainda o economista.

O preço subsidiado da energia eólica, por exemplo, é de 101,8 €/MWh em Portugal, mas em Espanha é de apenas 88 euros. E não têm parado de aumentar desde 2000, quando o valor de referência era de 53,8 €/MWh.

O preço pago aos produtores de energia renovável é fixado pelo Governo, independentemente do preço de venda. Ou seja, é subsidiada pelos consumidores, gerando mais valias para os produtores, sobretudo de eólicas e biomassa. Para além dos preços, os contratos da Produção em Regime Especial (PRE) preveem que toda a energia renovável seja incorporada na eletricidade vendida.

"Este preço excessivo determina, por um lado, preços de eletricidade elevados pagos pelas famílias e empresas e, por outro lado, o aumento do défice tarifário a pagar no futuro pelos consumidores", sublinha Eugénio Rosa. Recorde-se que as rendas excessivas foram referidas no memorando de entendimento com a troika, tendo o Governo já negociado alguns cortes.

Há já alguns anos que a Deco questiona os valores da subsidiação da energia renovável tendo defendido a revisão dos contratos, à semelhança do que fez o executivo espanhol.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/n


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26
Abr 13

Portugal no 6º lugar do ranking europeu das renováveis

Desde 2004 (últimos dados disponibilizados pelo Eurostat), Portugal tem vindo a aumentar a sua quota de energias renováveis.

Portugal registou, em 2011, a sexta percentagem mais elevada, 24,9%, do consumo final bruto de energia na União Europeia (UE), de acordo com dados divulgados hoje pelo Eurostat. Um valor que traduz um crescimento de 2,2 pontos percentuais face ao ano anterior.

Desde 2004 (últimos dados disponibilizados pelo Eurostat), Portugal tem vindo a aumentar a sua quota de energias renováveis. Em 2004, a percentagem de energia de fontes renováveis representava, em Portugal, 19,3% do consumo final bruto de energia, em 2006 de 20,6% e, em 2008, de 22,3%. A percentagem de energia de fontes renováveis representava, em 2011, 13% do consumo final bruto de energia na União Europeia.

De acordo com os dados do gabinete de estatísticas europeu, citado pela Lusa, a percentagem de energia proveniente de fontes renováveis na UE tem vindo a aumentar: em 2004 era de 7,9%, em 2006 de 8,5%, em 2008 de 9,6%, em 2010 de 12,1% e em 2011 de 13%.

As percentagens de energias renováveis mais elevadas, em 2011, pertenceram à Suécia (46,8%), à Letónia (33,1%), Finlândia (31,8%), enquanto as mais baixas foram observadas em Malta (0,4%), Luxemburgo (2,9%) e Reino Unido (3,8%).

A estratégia da UE para lutar contra as alterações climáticas tem como objectivo aumentar para 20% a quota das energias renováveis até 2020.

 fonte:http://economico.sapo.pt/no

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17
Abr 13

Produção de electricidade da Renováveis sobe 10% até Março

A produção de electricidade da EDP Renováveis cresceu 10% no primeiro trimestre face ao ano anterior, para 5,8 TWh.

"O crescimento anual da produção reflecte o aumento de capacidade instalada nos últimos 12 meses e o elevado recurso eólico na Europa", indica a empresa liderada por Manso Neto em comunicado ao mercado sobre os dados operacionais previsionais dos primeiros três meses do ano.

A EDP Renováveis salienta que as suas operações na Europa "foram o principal motor de crescimento da produção ao registar um aumento de 36% para 2,9 TWh" face ao mesmo período do ano passado, representando 50% da produção.

Na Europa, a empresa salienta o aumento da produção na Península Ibérica, que cresceu 42%, registando um forte crescimento em Portugal, que foi de 62%.

No documento, a EDP Renováveis indica ainda que alcançou um factor de utilização de 36%, mantendo a sua posição de destaque na indústria, em resultado de uma carteira de activos bem diversificada e evidenciando, uma vez mais, a elevada qualidade dos seus parques eólicos".

No final de Março de 2013, a eléctrica geria uma carteira de activos de 8,1 GW em 9 países, dos quais 7,7 GW consolidados integralmente e 390 MW (atribuíveis à EDPR) através do consórcio Eólicas de Portugal.

A EDP Renováveis apresenta as contas do primeiro trimestre a 8 de Maio, antes da abertura da bolsa.

Na sessão de hoje, os títulos caíram 3,43% para 3,63 euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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02
Abr 13

Produção renovável abastece 70% do consumo nacional de eletricidade

A produção de eletricidade a partir de fontes renováveis permitiu abastecer cerca de 70% do consumo no primeiro trimestre deste ano, devido à existência de condições meteorológicas favoráveis à produção hidráulica e eólica, de acordo com a REN.

Entre janeiro e março, a produção hidráulica aumentou 312% face ao ano anterior e abasteceu 37% do consumo, enquanto a produção eólica aumentou 60% no mesmo período e abasteceu 27% do consumo, de acordo com os dados da gestora das redes energéticas.

Estas duas fontes de energia são as que têm mais peso na produção de origem renovável, que quase duplicou no primeiro trimestre, depois de, em 2012, ter representado apenas 37% do consumo.

O regime eólico ocorrido neste trimestre - 36% acima da média - foi o mais elevado de sempre, segundo os dados recolhidos pela REN.

No primeiro trimestre de 2013, o consumo de energia elétrica caiu 2,3% face ao período homólogo, valor que baixa para os 0,4% com a correção dos efeitos de temperatura e número de dias úteis.

Estes números confirmam a tendência de abrandamento na queda dos consumos que se começou a verificar no final do ano passado. Em março registou-se mesmo uma evolução positiva com um crescimento de 4,7% ou 1,6% com correção de temperatura e dias úteis.

O ano de 2012 foi o segundo consecutivo de redução dos consumos, acumulando uma quebra de 6% face ao máximo ocorrido em 2010 e situando-se ao nível de 2006.

A produção das centrais térmicas a carvão e gás natural caiu 29% e 44% respetivamente no primeiro trimestre, em relação ao período homólogo.

Entre janeiro e março, o sistema português manteve-se exportador ao longo do trimestre, tendo vendido ao exterior o equivalente a 6% do consumo nacional.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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14
Fev 13

Algarve prepara-se para aumentar produção de biogás

A empresa Algar, responsável pelo tratamento dos resíduos sólidos no Algarve, prevê instalar, até ao final do ano, em S. Brás de Alportel, uma nova unidade que permitirá aumentar a produção de biogás na região.
 
Em declarações à Lusa, uma fonte da companhia revelou que a nova Central de Valorização Orgânica (CVO) deverá entrar em serviço experimental no terceito trimestre deste ano, estando ainda em concurso a empreitada de conclusão das infraestruturas e equipamentos.
 
A nova central vai permitir a produção, em 2013, de cerca de um milhão de quilowatts de biogás, energia renovável resultante da degradação dos resíduos orgânicos que já é produzida atualmente no Algarve nos aterros sanitários do Barlavento e Sotavento.
 
De acordo com a mesma fonte, em 2012, foram produzidos, naquelas unidades, cerca de 10 milhões de quilowatts de biogás, produção que a empresa estima que aumente no final deste ano para cerca de 16 milhões.
 
A Algar adianta que este tratamento contribui, de forma muito significativa, para o cumprimento nacional das metas comunitárias e da diretiva relacionada aos aterros, colocando o país ao nível da aplicação das "melhores práticas disponíveis" para este fluxo de resíduos.
 
A empresa está também a planear, ainda este ano, a execução de uma cobertura flutuante de lagoa de lixiviados do aterro sanitário do Sotavento e a instalação, no aterro do Barlavento, de uma unidade de tratamento mecânico com capacidade de tratamento de 100.000 toneladas de resíduos por ano.
 
Atualmente, a Algar, com sede em faro e parte do Grupo Águas de Portugal, é a responsável pela receção, transferência, tratamento e valorização dos resíduos produzidos nos 16 concelhos do Algarve.

 

FONTE:http://boasnoticias.clix.pt/

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07
Fev 13

EDP investe seis milhões em projecto fotovoltaico com a Sonae

Parceria prevê a instalação de 46 unidades de microgeração.

Durante a apresentação do projecto solar fotovoltaico para as lojas da Sonae, o presidente executivo da EDP, António Mexia, revelou que a empresa investiu seis milhões de euros nas 46 unidades de microgeração para as lojas Continente da Sonae.

António Mexia destacou a importância deste projecto que mostra o trabalho que a EDP tem feito "para aumentar a eficiência energética e a redução de custos dos nossos parceiros".

O mesmo responsável salientou que este é um dos "maiores projectos de geração distribuída na Europa". O modelo de negócio em que esta parceria assenta é o de 'energy manager' com uma duração de 15 anos, sendo que ao fim deste período as unidades passam a ser detidas pela Sonae.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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24
Jan 13

Governo defende mais eficiência no mercado das energias renováveis

O secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, disse hoje que o Governo pretende tornar o mercado das energias renováveis mais eficiente e com isso poupar dinheiro na fatura paga pelos contribuintes.

Em Miranda do Corvo, onde presidiu à abertura do seminário "O mercado de calor e a biomassa. Vetor de desenvolvimento económico", organizado pelo Centro da Biomassa para a Energia (CBE), o governante salientou que a política do executivo é "partilhar melhor os custos e os benefícios das energias renováveis".

"As metas do Governo passam por cumprir as percentagens de energias renováveis com que nos comprometemos no plano que vai até 2020, fazendo-o da forma mais custo/eficiência possível. Em vez de se de atingir um objetivo gastando 100, pretendemos que se atinja o mesmo objetivo gastando 80 ou 70, uma vez que tecnicamente já é possível, e com isso poupar dinheiro na fatura dos consumidores", sublinhou.

Segundo Artur Trindade, as medidas do Governo já evitaram que o custo da eletricidade aumentasse "apenas" 2,8%, em vez dos 11% que chegaram a estar previstos.

"São tivéssemos feito correções, das duas uma: ou o défice tarifário disparava, o que não seria possível porque o sistema financeiro não o absorvia, ou o consumidor teria de suportar um aumento acima de dois dígitos", disse o secretário do Estado da Energia.

O governante afastou, no entanto, qualquer possibilidade de a energia elétrica sofrer qualquer redução nos próximos anos, garantindo que os aumentos vão situar-se ao nível da inflação, "em vez do aumento da fatura de 50% que eram as condições iniciais quando se chegou ao Governo".

"Mas para fazer isso é muito difícil, porque aquilo que estava em jogo era um crescimento de dois dígitos e passá-lo para o nível da inflação é muito difícil. É isso que temos de fazer e acreditamos que a melhor forma é dar maior oportunidade ao mercado de participar também na determinação da quantidade de energias renováveis e do seu custo", frisou.

Sobre a poupança da EDP de 6,3 mil milhões na importação de combustíveis fósseis, entre 2005 e 2012, através da capacidade instalada de energias renováveis, o secretário de Estado da Energia questionou: "quem é que ficou com essa poupança, para onde foi esse dinheiro".

Artur Trindade reiterou que a intenção do Governo é manter os mesmos objetivos físicos de percentagens das renováveis, nalguns casos ir até mais além, mas tentar fazê-lo poupando dinheiro ao consumidor, para que ele fique com uma parte desses 6,3 milhões de euros que foram poupados, dos quais ainda não viram nada.

"Com as nossas medidas, os consumidores vão beneficiar de facto de alguma poupança. Existe um saldo negativo do passado que tem um peso substancial na fatura e as reduções que nós fizemos não conseguem reduzir ainda a fatura, apenas conseguem evitar que ela aumente", referiu.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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03
Jan 13

EDPR reforça produção eólica nos EUA em 2014-15

Empresa mantém investimento após aprovação da extensão dos incentivos fiscais

A EDP Renováveis (EDPR) vai aumentar a capacidade eólica nos EUA no período 2014-15, um reforço da produção que estava dependente da extensão dos incentivos fiscais para o setor energético, anunciou a empresa liderada por Manso Neto, citada pela Lusa. 

«Após a aprovação desta lei [extensão dos incentivos fiscais], a EDPR mantém o plano de investimento anunciado no Dia do Investidor em maio de 2012, que incluía zero adições de capacidade eólica para 2013 e 400 megawatts (MW) de nova capacidade eólica para o período 2014-15», comunicou a energética.

Este reforço da capacidade de produção estava condicionado à extensão dos incentivos fiscais para o desenvolvimento de futuros projetos de energia eólica no país. 

O presidente dos EUA, Barack Obama, assinou na quarta-feira o American Taxpayer Relief Act of 2012 que inclui a referida extensão de incentivos fiscais para o setor energético beneficiando, nomeadamente o desenvolvimento de futuros projetos de energia eólica no país.

Como resultado desta lei, os projetos eólicos que tenham iniciado a construção até 01 de janeiro de 2014 serão elegíveis para o programa de 10 anos de créditos fiscais, no montante de 30% do investimento inicial, acrescenta a empresa, detida maioritariamento pela EDP.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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01
Jan 13

Painéis solares e janelas têm novos apoios financeiros

O Governo quer que o consumo de energia seja mais eficiente. Apenas 10% das casas estão certificadas, mas os novos apoios às famílias que instalem painéis solares e janelas poderão acelerar processo. 

No final do ano passado, a União Europeia instituiu 2012 como o ano da sustentabilidade para todos, dando particular relevo à eficiência energética. O objetivo era reforçar as metas de redução de 20% do consumo de energia, incentivando a utilização de eletrodomésticos de classe A e de lâmpadas eficientes ou a alteração de alguns hábitos de consumo, como desligar os equipamentos das tomadas quando não estão em uso. 

A forma de aplicação destas medidas depende de cada um dos Estados-membros e Portugal, já desde 2001, que decidiu ir ainda mais longe em relação às metas da União Europeia e definiu, para 2020, uma redução de 25% no consumo de energia primária e de 30% no consumo dos edifícios públicos. 

De acordo com o diretor-geral da Adene, Filipe Vasconcelos, 2012 foi, apesar da celebração do ano da sustentabilidade e ainda das adversidades económicas, um momento para continuar o trabalho que sido desenvolvido até agora, disponibilizando acesso a novos instrumentos de apoio financeiro. 

Assim, em novembro, no âmbito do Fundo de Eficiência Energética, que tem uma dotação de cinco milhões de euros, o Governo lançou um novo apoio à instalação de janelas eficientes e de painéis solares para aquecimento de águas, que oferece até 1250 e 1500 euros respetivamente.

A candidatura é válida apenas para consumidores domésticos, mas para aceder, diz Filipe Vasconcelos, é necessário recorrer às instaladoras certificadas e também ter um certificado energético que ateste que a casa precisa de novas janelas e/ou de painéis solares. 

Este documento, que atesta a qualidade das casas em termos energéticos e que também faz parte das metas de eficiência do Governo, tem um custo acrescido, mas outra das medidas lançadas este ano (e que terá consequências apenas a partir de 2013) pretende tornar este processo mais barato, mais rápido e menos burocrático, disse ainda ao JN/Dinheiro Vivo, Filipe Vasconcelos. 

Os certificados energéticos podem ser adquiridos a qualquer momento, mas são obrigatórios na venda e arrendamento de casas, o que significa que, perante a situação crise económica e a forte quebra na venda de casas, o número de documentos comprados está "claramente" a cair. 

Segundo Filipe Vasconcelos, este ano foram passados 80 mil certificados, menos que os 100 mil do ano passado, e, no total, há apenas 560 mil casas certificadas, isto é, "10% do parque edificado".

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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06
Nov 12

25% da eletricidade consumida produzida a partir do carvão

Um quarto do consumo de eletricidade em Portugal nos primeiros dez meses do ano foi assegurado pela produção a partir de carvão, principal fonte para produção de elétrica, quando as barragens apenas responderam a 9% do consumo, revelam dados da REN e citados pela Lusa.

Nos primeiros dez meses do ano, 25% do consumo de eletricidade foi assegurado pela produção a partir de carvão, 22% a gás natural, sendo a eólica a terceira principal fonte de energia para a produção de eletricidade, tendo assegurado 19% do consumo.

Apesar de uma ligeira melhoria, outubro foi um mês seco, com a quantidade de água nas barragens a representar 60% dos valores normais para esta época, tendo a produção hídrica caído 56% nos primeiros dez meses do ano, garantindo apenas 9% do consumo. 

Em compensação, a importação comercial de eletricidade aumentou 102,8% até outubro, representando cerca de 17% do consumo. 

A tendência de redução do consumo de eletricidade apresentou um abrandamento no mês de outubro, com uma contração de apenas 2,5% em relação ao período homólogo, de acordo com a REN. 

O consumo de eletricidade caiu 4% nos primeiros dez meses do ano, em relação ao período homólogo, o que permite antecipar um recuo do consumo total em 2012 para os valores de 2006, em resultado da recessão que o país está a viver. 

O consumo de energia elétrica até outubro foi de 41.992 GWh (gigawatt/hora), o que representa uma queda de 3,1% face ao mesmo período do ano passado com a correção dos dias úteis e da temperatura.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/ec

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