17
Nov 11

Reino Unido procura projectos de tecnologia energias renováveis

Mercado oferece oportunidades em sectores distintos e desafia a exploração de nichos. Economia é competitiva e pode facilitar ligação ao mercado asiático.

Há muito que Portugal conquistou os britânicos com o sabor adocicado do vinho do Porto, hoje uma referência mundial do que de melhor se faz no País. O Reino Unido é um dos grandes importadores, assim como um mercado crescente de destino dos têxteis portugueses.

À parte estes produtos tradicionais, o país quer mais de Portugal e em diferentes áreas, quer no âmbito das trocas comerciais quer do investimento directo estrangeiro (IDE). Osvaldo Tiferes, da área de International Business Development do Santander no Reino Unido, explica que "existe um interesse crescente em produtos de tecnologias de informação, matérias-primas e em mercados de nicho como o turismo de bem-estar". No caso do Investimento Directo Estrangeiro (IDE), o país oferece oportunidades para as empresas portuguesas no sector da construção, no tecnológico e nas energias renováveis".

Martin Hodges, responsável pela área de ‘trade finance' do Santander naquele mercado, destaca ainda a oportunidade para desenvolvimento da indústria, através da qual o país pode impulsionar as exportações, dando assim um novo fôlego à economia britânica. "Se houver empreendedores portugueses, ou de outros países, que possam trazer indústria, exportação, especialização para o Reino Unido, especialização... é algo que o Governo quer" estimular.

fonte_:http://economico.sapo.pt/

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16
Nov 11

Apoios à eólica e solar já sofreram cortes na Europa

Alemanha, Dinamarca, Itália e Espanha são alguns dos países que já sofreram cortes na subsidiação das energias renováveis, face à necessidade de restringir custos que acabam por se repercutir nas tarifas pagas pelos consumidores.

Na Alemanha os cortes começaram a fazer-se sentir ainda em 2009 no sector do solar, tendo sido já anunciado que as tarifas negociadas para a indústria solar para 2012 poderiam ser suspensas. A Dinamarca também iniciou o processo de phase out em 2009 na energia eólica, com o propósito de favorecer outras fontes de energia, como a solar, hidrogénio ou biomassa. Em Itália, os subsídios para a energia solar projectada para o período de 2011 a 2013 deverão permanecer em vigor apenas para os sistemas instalados antes de 1 de junho de 2011. Na eólica, os cortes são da ordem dos 22 por cento, e têm efeito retroactivo, ou seja, aplicam-se a sistemas que também estão em operação. Uma medida que pode revelar-se fatal para a indústria renovável italiana.

Em terras de «nuestros hermanos» a razia nos subsídios às renováveis começou o ano passado. O segundo maior produtor europeu de energia solar reduziu o apoio em 45 por cento neste sector. Na eólica, Espanha foi limitando a instalação de novos parques, mas já este ano a imprensa espanhola dava eco de um novo regime regulatório para subsídios à produção eólica, para parques que iniciem a produção em 2013. 

A proposta é mais restritiva do que o actual quadro legal, propondo cortes tanto nos prémios de produção, como no número de horas e quadro temporal remunerado em regime especial. Na prática, a proposta limita os subsídios a 1500 horas anuais de produção eólica e a um quadro temporal de 12 anos (até 2025). Em comparação, o regime actualmente em vigor estabelecia um período de 20 anos. A base remuneratória será variável e actualizada anualmente, sendo que o limite de horas subsidiadas permitirá que os parques fiquem sujeitos às condições de mercado. 

As empresas do sector mostraram reticências à proposta governamental, considerando-o «inviável», mas deverão ceder face ao prolongamento da incerteza, caso não seja aprovado antes das eleições já no próximo dia 20.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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Hídrica e eólica fizeram renováveis crescer 20 por cento em 2009

Em 2009 o peso das fontes de energia renováveis no total da energia primária foi de 20 por cento, o valor mais elevado dos últimos 10 anos. Segundo dados publicados no Relatório do Estado do Ambiente 2011. No final de Dezembro de 2009, Portugal tinha 8 994 MW de capacidade instalada para produção de energia elétrica a partir de renováveis. Foi um crescimento de 24,5 por cento, comparativamente ao período homólogo, devido ao acréscimo de cerca de 23 por cento verificado na produção hídrica e ao acréscimo de 31 por cento na produção eólica,

A incorporação de renováveis no consumo bruto de energia elétrica foi de 44,4 por cento em 2009 e de 50,1 por cento em 2010, ultrapassando a meta definida para o ano em questão. Portugal foi, em 2009, o 3º país da UE-15 com maior incorporação de energias renováveis.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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14
Nov 11

Nova estratégia para renováveis motiva recados ao Governo

Numa altura que é de crise, o Governo decidiu voltar a fazer as contas às renováveis e mudar de estratégia. Questionado pelo AmbienteOnline quanto ao futuro das renováveis, Henrique Gomes, secretário de Estado da Energia, é peremptório: «Vamos abandonar tecnologias não maduras e não eficientes, porque não é possível suportar os sobrecustos.

É o que se passa, por exemplo, com o fotovoltaico. Estas renováveis emergentes devem ser apoiadas em programas muito específicos de investigação», revelou. E admite que o Governo tem estimulado as empresas a deixar a especialização no fotovoltaico e a apostar na eficiência energética.

O novo rumo da estratégia não caiu bem nas associações do sector. «Não se podem tomar medidas avulso que têm consequências muito graves para o sector e não só. A Secretaria de Estado da Energia deveria de uma vez por todas realizar o planeamento energético do País», considera António Sá da Costa, presidente da Associação de energias Renováveis – Apren. Segundo o responsável, desenvolveu-se um tecido empresarial baseado num pressuposto que agora deixa de existir.

«Que haja um hiato é perfeitamente aceitável, desde que não comprometa os compromissos assumidos. No caso do solar há um conjunto de investidores que se propuseram a desenvolver projectos.-piloto com a esperança que a tecnologia fosse vingar», lembra. António Sá da Costa defende que a política não pode ser feita por «saltos descoordenados» e com «cortes a direito», até porque há muitos postos de trabalho em causa.

Os impactes indirectos desta decisão, diz, vão afectar a desejada quebra nas importações energéticas, para além de um descrédito que se instala, com repercussões nos mercados internacionais para onde as empresas já começaram a exportar.

Apesar de Custódio Miguéns ressalvar que o cluster para a Energia EnergyIn não faz declarações em termos de políticas energéticas, o responsável diz entender que o Governo tenha que moderar os gastos que Portugal tem com energia. «O que acho é que o Governo também tem que ter o cuidado de criar um mercado interno minimamente desenvolvido para apoiar as empresas que estão a produzir bens transaccionáveis para as apoiar no momento em que elas são criadas. Qualquer empresa só se vai lançar na exportação depois de ter demonstrado em Portugal que os produtos funcionam. Seria de boa política económica criar um pequeno mercado para proteger as empresas em fase nascente», defende.

Apisolar contra metas da micro e minigeração

Maria João Rodrigues, presidente da Apisolar, sublinha que não a choca o anúncio do Governo, até porque a associação defende centrais associadas a pontos de consumo, e a julgar pela recente portaria nº 285/2011, a mini e microgeração continuam activas.

A apisolar estima que 40 a 50 por cento dos painéis solares fotovoltaicos instalados em 2011 sejam de fabrico nacional. Num contexto global de excesso de oferta, a contração de 47 por cento do mercado nacional de micro e miniprodução preocupa as empresas nacionais, que apresentam já um perfil exportador acentuado. «A eventual reafectação de potência entre os regimes da micro e miniprodução poderá minimizar os efeitos negativos já que se espera uma penetração de produtos extra-comunitários mais acentuada no regime da miniprodução do que do regime da microprodução», diz a associação em comunicado.

Ainda assim, a associação diz-se preocupada: «Se as tarifas são aceitáveis face à evolução dos preços, já as metas são altamente redutores», diz Maria João Rodrigues. A APISOLAR considera «excessiva e preocupante» a contração de 60 por cento do volume de mercado da microgeração.

«A confirmar-se a expectativa de excesso de procura face à oferta de licenças de microgeração, considera a Apisolar que as metas dos regimes da micro e miniprodução devem ser entendidas de modo integrado e flexível, procedendo-se periodicamente à reafectação de quotas entre os regimes, de acordo com os perfis de procura efectivamente verificados», sublinha a associação.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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09
Nov 11

Potencial de energia offshore em Portugal ronda os 22 mil milhões de euros

O director do Wave Energy Center, António Sarmento, afirmou que o potencial estimado de energia offshore em Portugal poderá cifrar-se em 22 mil milhões de euros no horizonte de 2050. O valor foi avançado terça-feira no Fórum Internacional da Energia, evento integrante da ExpoEnergia2011, que decorre até dia 10 de Novembro na Universidade Católica, em Lisboa.

«Esta é uma oportunidade para desenvolver uma economia do mar», defendeu António Sarmento, sublinhando que um cluster neste sector tem um «enorme potencial de exportação». De um total global potencial de 250 GW de energia das ondas, estima-se que Portugal possa preencher uma quota de seis por cento, ainda num horizonte a «muito longo prazo».

Em termos de desenvolvimento tecnológico, o director do Wave Energy Center é da opinião que, em 2015, «haverá uma estabilização da tecnologia» para aproveitamento da energia das ondas. O desenvolvimento comercial «dependerá das tarifas», mas 2020 é um cenário possível, na óptica de António Sarmento, para a fase de demonstração comercial.

fonte:_http://www.ambienteonline.pt/

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05
Nov 11

Câmara de Olhão aposta em energias renováveis

A Câmara de Olhão anunciou, esta sexta-feira, que quer diminuir a dependência de combustíveis fósseis, economizar nos gastos energéticos e, para isso, está a apostar na instalação de energias renováveis em equipamentos municipais.

 

A medida prevê a captação de energia solar nas piscinas municipais, no auditório, na biblioteca e em escolas, possibilitando uma recuperação a médio prazo do investimento realizado e permitindo, depois das estruturas todas pagas, uma poupança anual na ordem dos 21 mil euros, segundo afirmou o responsável pela manutenção dos equipamentos da câmara, Laranjo Martins.

"A aposta na vertente solar possibilita uma recuperação do investimento relativamente rápida, em cerca de seis a sete anos, promovendo igualmente a redução da dependência dos combustíveis fósseis e consequente redução dos gases poluentes. Desta maneira o município consegue, de uma forma ambientalmente limpa, economizar consideravelmente nos gastos com energia", justificou, em declarações à Lusa.

A Câmara de Olhão adiantou, ainda, que, "nas Piscinas Municipais, foi desenvolvido um sistema solar térmico que tem por base a instalação de 50 coletores solares, que possibilitam a produção de energia térmica para o aquecimento das águas sanitárias e das piscinas", o mesmo tipo de equipamento utilizado em duas escolas do concelho para "dar apoio às cozinhas às águas quentes sanitárias".

Nestes colectores solares para produção de energia térmica, "a câmara contou com fundos comunitários para um investimento de 85 mil euros, que será amortizado em seis anos e, depois de estar coberto, permitirá uma poupança anual na despesa de gás natural na ordem dos 15 mil euros, cerca de 35% do que actualmente é pago", explicou o responsável pela manutenção de equipamentos.

Foram também instalados na biblioteca municipal e no auditório "sistemas de microgeração que têm por base 28 colectores fotovoltaicos" e cujo objectivo será a "produção de energia eléctrica a ser 'injectada" na rede pública", explicou Laranjo Martins, acrescentando que estes equipamentos "custaram 42 mil euros, suportados integralmente pela autarquia".

 

A amortização será feita "num prazo um pouco maior, de 7,5 a oito anos, e quando estiver concluída, permitirá uma poupança anual de 5500 euros", acrescentou, sublinhando que "actualmente a autarquia paga cerca de 1500 euros mensais de eletricidade na biblioteca municipal e a instalação permitirá injectar energia na rede no valor de 350 euros".

"Esta é a perspectiva financeira, mas há também aqui questões ambientais a sublinhar, porque com estes equipamentos o município reduz a sua dependência de energias como o gás natural e a electricidade e reduz as suas emissões de CO2", concluiu.

fonte:http://www.jn.pt/p

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09
Out 11

Ilha neozelandesa será 100% sustentável em 2012

Formada por três atóis e com aproximadamente 1,5 mil moradores, a Ilha de Tokelau, na Nova Zelândia, passará a ser totalmente sustentável a partir da segunda metade do ano que vem. Os moradores contarão com painéis fotovoltáicos para captar a energia solar e também terão um gerador que usará óleo vegetal de coco para funcionar e gerar energia. As informações foram divulgadas pela NewScientists. 

Segundo Foua Toloa, líder das Ilhas Tokelau, 93% da energia gerada será solar e 7% virá do óleo do coco. Christopher Dey, da Universidade de Sidney, na Austrália, conta que cada atol terá um painel fotovoltáico de 200 metros quadrados e o óleo será utilizado em um gerador, nos períodos de maior demanda energética da ilha. 

Pelos cálculos do engenheiro Dey, serão necessários 20 a 30 litros de óleo de coco por dia, o que equivaleria a 200 cocos. Este dado foi obtido pela Empower Consultoria, da Nova Zelândia, depois de um estudo que comprovou asustentabilidade do sistema, já que os frutos são abundantes em Tokelau. 

Foua Toloa diz que a energia limpa será usada, principalmente para abastecer as residências e recarregar as próprias baterias do conjunto solar. O líder diz que a comunidade já está estudando alternativas para substituir o combustível usado nos automóveis da ilha e o óleo de cozinha. Atualmente, querosene, gasolina e gás natural usados em Tokelau são comprados em Sidney,ou 
em Wellington, capital da Nova Zelândia.

Ilhas-modelo

A iniciativa dos moradores da ilha não é inédita. Há quatro anos, a Ilha de Samso, na Dinamarca, instalou usinas eólicas com quatro mil turbinas no Mar do Norte, que produzem 100 milhões de quilowatts por ano. Também foram instalados painéis solares e geradores movidos a biocombustíveis na ilha. Como a produção é maior que a demanda local, o excedente de energia é exportado para a Dinamarca continental. Existem aproximadamente 5 mil moradores em Samso. 

Já na costa espanhola está a El Hierro, ilha das Canárias, que passará a ser 100% sustentável até dezembro deste ano. Com um investimento de US$ 87 milhões, a ilha terá um parque eólico, uma usina hidrelétrica e painéis fotovoltáicos para atender a demanda de energia de 11 mil moradores.

fonte:http://revistagloborural.globo.com

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28
Set 11

Casa que produz própria energia é quase 100% autossuficiente

 

 

Os lares norte-americanos são responsáveis por 23% do consumo de energia do país, e também somam 18% das emissões de carbono. Gastos com sistemas de aquecimento e condicionamento de ar estão entre os grandes vilões das contas de luz, principalmente em cidades em que a temperatura varia muito, como Chicago. Pois foi lá mesmo que a empresa de arquitetura e design urbano Farr Associates construiu uma casa quase 100% autossuficiente. Com 2,6 mil metros quadrados, o lar chega "muito perto" de gerar toda a energia que utiliza, segundo o arquiteto Jonatahn Boyer, à revista Wired.

No teto da construção, 48 painéis fotovoltaicos são capazes de transformar a luz solar captada em 10 quilowatts de energia elétrica. A parte de cima da casa também tem um telhado com superfície refletiva, que ajuda a direcionar os rios de sol para a placas e aumenta o rendimento delas em até 10%. A energia excedente que não é imediatamente usada é enviada à rede elétrica municipal, e quando os painéis não produzem o suficiente para manter a casa (como no inverno, quando há menos exposição ao sol), ela volta da rede normal, o que evita a necessidade de ter baterias para estocagem, e reduz as perdas na conversão.

O telhado ainda tem quatro painéis solares térmicos de aquecimento de água. Eles são compostos por tubos de vidro transparente, que possuem duas camadas. O espaço entre as duas tem o ar removido, o que gera vácuo e, em consequência, evita perdas de temperatura por condução e convecção. Além disso, permite que o vidro de dentro atinja temperaturas de até 170 graus, o que é usado para aquecer a água utilizada na casa, e também para ajudar o sistema geotérmico de aquecimento.

O sistema é composto por três poços geotermais, localizados 76 metros abaixo do nível do lar, sob o jardim, e por uma bomba elétrica. As estruturas enviam e recebem o líquido usado nos equipamentos de aquecimento e resfriamento do ambiente. No verão, o sistema funciona com troca de calor, deixando a casa mais fresca, com eficiência semelhante a de um ar-condicionado.

No inverno, a água quente sai dos poços e alimenta um sistema de tubos colocado sob o piso da casa. Com isso, o chão chega a uma temperatura de até 16°C. O ar que vem das estruturas geotermais subterrâneas também aquece a casa, que fica com temperaturas entre 16°C e 21°C.

Para diminuir os gastos de energia elétrica com aquecimento e resfriamento, a casa quase 100% autônoma tem paredes compostas de duas camadas de 20,3 centímetros de espessura de concreto, que protegem a parte interna do cômodo do calor que faz do lado de fora. Isso porque o concreto absorve e retém o calor, impedindo que chegue ao interior do lar, enquanto à noite o material lentamente libera o calor e mantém a temperatura estável.

E não são só as paredes que ajudam no controle de temperatura. As janelas da construção usam vidros triplos, que garantem até duas vezes mais resistência térmica do que os vidros temperados regulares. Isso porque permitem a entrada do sol, mas em dias frios demoram mais para deixar o calor sair, mantendo a casa aquecida por mais tempo.

Em termos de economia de água, duas tecnologias são principais na casa. Em cima, o telhado no formato da letra V, capta água da chuva, usada para regar o jardim. Um fonte na parte da frente da casa serve para decorar e para manter a água da cisterna em constante movimento, evitando a proliferação de bactérias. Dentro da construção, o sistema de reuso de água filtra o recurso usado na máquina de lavar e permite que seja tratado e reaproveitado na descarga - com sistema dual flush, que despeja volumes diferentes de água de acordo com o tipo de resíduo.

Outras iniciativas verdes da casa estão nos materiais: a cerca é feita de um compensado de plásticos reciclados com fibras de soja, e a pavimentação do jardim interno usa blocos também reciclados. O balcão da pia da cozinha é de papel reciclado, e o tecido dos móveis também reutiliza materiais.

fonte:http://tecnologia.terra.com.br

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26
Set 11

Renováveis custam menos de dois euros por mês aos consumidores

Os consumidores só estão a pagar 1,9 euros por mês de contribuição para as energias renováveis, revela um estudo hoje apresentado pela Roland Berger, solicitado pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).

De acordo com o documento, este valor é inferior ao assumido até agora que referia um custo acrescido de 5,5 euros mensais a mais na conta da luz.   

A conclusão surge de uma metodologia alternativa de calcular a diferença entre quanto custa produzir energia através de combustíveis fósseis como o carvão e o gás natural (que são importados) e quanto custa produzi-la através de energias renováveis, nomeadamente eólicas, fotovoltaicas ou mini-hídricas (as barragens e grandes centrais hídricas estão incluídas na produção de energia normal).

De acordo com o presidente da APREN, António Sá da Costa, a nova forma de cálculo é mais justa e menos simplista que a actual, uma vez que permite que os custos com as renováveis sejam partilhados por todos os consumidores e não apenas pelos domésticos como é actualmente.

"Hoje é o consumidore doméstico que paga a maior parte dos custos com a produção através de renováveis", repara Sá da Costa, acrescentando que "se todos pagassemos tudo fifaria mais barato".

Contudo, o mesmo responsável ressalva que, os custos totais para se continuar a investir em renováveis são os mesmos e que esta nova forma de cálculo "apenas rearranja os parâmetros de forma mais justa".

Por isso é que, além de baixar o peso na factura mensal, baixam também os custos anuais, passando a diferença entre os dois tipos de produção dos actuais 330 euros para 111 milhões de euros.

Segundo explicou Pedro Galhardas, um dos responsáveis pelo estudo, a nova forma de cálculo assenta numa visão económica dos custos de geração de energia, ao contrário da actual que assenta numa visão financeira.

Assim, os novos cálculos retiram dos custos com as renováveis uma série de parâmetros que hoje são contabilizados como é o caso das rendas obrigatórias que as centrais eólicas pagam aos minícipios (2,5% da produção); os custos de potência de reserva para fazer face às flutuações na produção renovável ou as perdas evitadas na rede de transporte.

O estudo sugere ainda que nos custos de produção não sejam incluídos o que se gasta a comprar licenças de emissões de carbono para a produção de electricidade.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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18
Set 11

Renováveis representam 50% da electricidade consumida em Portugal

A produção, no entanto, tem estado a cair, em parte devido à componente hídrica.

No final de Agosto a electricidade de origem renovável representava 50% da electricidade consumida em Portugal sendo que a PRE-REN (Produção em Regime Especial Renovável), de onde se exclui as grandes centrais hidroeléctricas, representava 25,3%. Os dados foram fornecidos por António Sá da Costa, presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), que afirma ser "natural que até final do ano este valor suba ligeiramente".

O responsável acredita que o aumento da produção de energias através de fontes renováveis trará "uma poupança nas importações de combustíveis fósseis, carvão e gás natural, usados na produção de electricidade e que este ano deverá rondar mil milhões de euros".

De acordo com os dados da Direcção Geral de Geologia e Energia (DGGE) relativos a Junho, o total da potência renovável instalada atingiu os 9.688 MW no final desse mês. O maior aumento de potência, diz a entidade, verificou-se na potência instalada eólica, fotovoltaica e de biogás. Isto face a Maio.

No entanto, a produção total de energia eléctrica, a partir de fontes de energia renováveis desceu 19% no 1º semestre de 2011, face a igual período de 2010. Um decréscimo que foi "fortemente" influenciado o comportamento da sua componente hídrica. Já relativamente à produção eólica nos primeiros seis meses do ano, desceu 6% relativamente a igual período do ano anterior.

A produção a partir de biomassa, por seu turno, regista uma subida de 12% no 1º semestre face ao período homólogo de 2010.

Sá da Costa vê Portugal como um exemplo e garante que o país, "ao investir em tecnologias maduras, como é o caso da electricidade hídrica e eólica, fez a opção correcta pois conseguiu tirar partido do desenvolvimento feito noutros países, em especial no sector eólico". O presidente da APREN afirma que esta opção "é suportada pelo facto de não termos dimensão nem economia que possa custear o desenvolvimento de tecnologias novas, mas temos recurso e capacidade técnica para implementar tecnologias maduras, uma vez que elas se encontrem num estado de desenvolvimento aceitável".

Microgeração com 6,8MW disponiveis
Em Agosto estavam ainda disponíveis 6,8 MW dos 29,6 MW para microgeração previstos para 2011, o que que poderá representar cerca de 1.800 instalações e um mercado potencial de perto de três milhões de euros até ao esgotamento da potência ou até fim de Outubro. Apesar da boa notícia, continua a dúvida se haverá uma revisão significativa aos valores das quotas e tarifas para o ano de 2012, pelo que há uma maior necessidade de que todas as instalações contratualizadas em 2011, estejam concluídas até 31 de Dezembro do corrente ano de forma a assegurar a tarifa actual de 380 euros por/MWh.

Parques
Até ao final de Junho havia 213 parques e 2 161 aerogeradores em Portugal continental . 36% da potência instalada situa-se em parques com potência igual ou inferior a 25 MW.

Produção
A produção, em 2010, situou-se nas 2.476 horas equivalentes por MW, um valor, de acordo com a DGGE, superior ao registado para 2009.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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