14
Mai 12

Governo corta apoios à cogeração e poupa 162 milhões por ano

O Governo cortou, esta segunda-feira, a subsidiação à produção de eletricidade através da cogeração - eletricidade produzida por unidades industriais que vendem à rede com uma tarifa especial - e revogou a garantia de potência decidida pelo executivo de Sócrates, em agosto de 2010, dando cumprimento ao memorando de entendimento com a troika. 

As duas portarias, publicadas hoje em Diário da República, farão com que, em ano cruzeiro, haja uma poupança de cerca de 162 milhões por ano que não serão impactados nas tarifas de eletricidade dos consumidores, segundo as contas do secretário de Estado da energia, Artur Trindade, que já tinha alertado que a forma de remuneração iria ser alterada no sentido de baixar um custo anual de cerca de 100 milhões de euros ao sistema elétrico.

Artur Trindade disse que a cogeração «impacta muito negativamente na fatura de eletricidade dos portugueses», até porque está «ligada a um sistema dos preços do petróleo», cita a Lusa.

A portaria, que revoga o regime de prestação de serviços de garantia de potência - a renda anual que o sistema elétrico paga aos produtores para compensar os dias em que as centrais térmicas estão paradas e de sobreaviso - vai permitir uma poupança de cerca de 62 milhões de euros por ano, uma verba que os produtores de eletricidade, como a EDP e a espanhola Endesa, vão deixar de receber.

De acordo com a mesma portaria, haverá também uma limitação do incentivo ao investimento em reforços de potência de barragens com bombagem para metade do valor atual, «sendo concedido ao longo do mesmo período de 10 anos após a data de entrada em serviço industrial».

A portaria publicada hoje, apesar de baixar as tarifas de cogeração, não desanexa o seu valor ao preço do petróleo no mundo, uma promessa que o secretário de Estado disse que irá realizar através da revisão do decreto-lei da cogeração a apresentar proximamente na Assembleia da República.

«Mais lá para a frente haverá uma revisão do decreto-lei da cogeração, que tem que ser revisto no Parlamento. É algo que nos pode levar mais longe no nosso desígnio», disse Artur Trindade no Parlamento.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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09
Mai 12

Lucro da EDP Renováveis bate estimativas

O lucro líquido da EDP Renováveis cresceu 26% no primeiro trimestre de 2012, acima das previsões dos analistas.

A EDP Renováveis terminou o primeiro trimestre de 2012 com lucros de 62 milhões de euros, uma subida de 26% face ao período homólogo. Os analistas sondados pela agência Reuters apontavam para um resultado de 54 milhões de euros.

O EBITDA cresce 20% para 263 milhões de euros, também acima das estimativas da poll de analistas, que esperavam um valor de 243 milhões de euros.A empresa referiu que o seu lucro cresceu "reflectindo maioritariamente o desempenho recorrente ao nível operacional" e "beneficiaram da extensão da vida útil dos projectos para 25 anos, embora parcialmente mitigados pela introdução da contabilização de impostos diferidos nos EUA."

A Renováveis, quarta eólica mundial com capacidade instalada, anunciou também que aumentou a sua produção de eletricidade em 18%, dado o crescimento da capacidade instalada ao longo dos últimos 12 meses e ao crescimento da utilização.

Ontem, a empresa informou em comunicado enviado à CMVM que Ana Maria Fernandes, líder da EDP Brasil, renunciou ao cargo de membro do Conselho de Administração da EDP Renováveis "em face das novas responsabilidades assumidas no seio da EDP -Energias de Portugal, S.A.".

Na primeira reacção no mercado, as acções da Renováveis mantinham-se inalteradas nos 3,43 euros euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/no

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05
Mai 12

Energias renováveis alternativas ganham novo impulso

Especialistas de 36 centros de pesquisa europeus anunciaram que os resultados do estudo da Agência Internacional de Energia (AIE) sobre soluções de energia solar térmica e bombas de calor estarão concluídos no final de 2012.

O grupo de trabalho da AIE – Task 44/Annex 38 – reuniu-se pela primeira vez em Portugal, na Póvoa de Varzim, para debater a otimização e a sustentabilidade dos sistemas que combinam energia solar térmica com bombas de calor. A Energie, empresa portuguesa líder mundial de sistemas solares termodinâmicos e membro da Task 44, foi a promotora da reunião, em parceria com o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).
 
O grupo de trabalho apresentou o ponto de situação do estudo que teve início em 2010 e que dá um novo impulso a soluções alternativas de energia renovável.
 
A grande vantagem dos sistemas combinados de energia solar térmica com bomba de calor, entre os quais se encontra o sistema solar termodinâmico da Energie, é a redução significativa do consumo de eletricidade da bomba de calor e o aquecimento/arrefecimento 24 horas por dia, ao contrário dos sistemas solares térmicos tradicionais.
 
Recorde-se que a diretiva 2009/28/CE considera as bombas de calor uma fonte de energia renovável, dentro de parâmetros que serão anunciados em 2013.

fonte:http://noticias.portugalmail.pt

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01
Mai 12

Turbina produz água limpa e energia eólica ao mesmo tempo

 

 

Uma nova tecnologia promete resolver dois problemas preocupantes em uma tacada só: a escassez de água e a criação de novas formas de coleta de energia limpa. A turbina, fabricada pela empresa francesa Eole Water coleta umidade (até dos mais secos ambientes) e a transforma em água limpa. Ao mesmo tempo, gera energia a partir do vento.

A inovação já está em funcionamento no deserto de Abu Dhabi e, segundo a Eole, já consegue coletar cerca de 16 galões de água por hora. Ela funciona como uma turbina comum, com a hélice girando para gerar energia. Mas, ao mesmo tempo, o ar é sugado pelo “nariz” da máquina e enviado para um compressor capaz de extrair umidade do ar. As gotículas de água que ficam presas na parede do compressor caem em um coletor que vai, aos poucos, juntando todo o líquido e o envia para um filtro. Então é só beber a água fresquinha.

De acordo com a empresa francesa, uma turbina sozinha é capaz de produzir mil litros de água por dia, dependendo da umidade e da quantidade de vento. Apesar de ser uma esperança para comunidades que sofrem com a falta de água, o custo da tecnologia é bastante elevado: 790mil dólares por peça.

fonte:http://revistagalileu.globo.com/

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30
Abr 12

Renováveis: potência licenciada 24% acima da instalada

O total da potência instalada renovável atingiu 10.344 MW, no final de janeiro, existindo mais 24% desta capacidade já licenciada, de acordo com a Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), citada pela Lusa.

De acordo com as estatísticas da DGEG, o acréscimo de capacidade instalada para produção de energia elétrica, a partir de fontes renováveis (FER), em janeiro em relação ao mês anterior, «deve-se apenas à tecnologia fotovoltaica no regime de microprodução».

Até janeiro, tinham sido licenciados 12.786 MW de instalações eletroprodutoras a partir de FER, o que permite aumentar em mais 24% do que a potência instalada atualmente, numa altura em que o Governo admite suspender, até 2020, o licenciamento de potência adicional a partir de fontes de energia renováveis.

De acordo com o Plano de Apoio às Energias Renováveis (PNAER), divulgado na semana passada, que se encontra em consulta pública, «as medidas de eletricidade que impliquem o licenciamento de potência adicional a partir de fontes de energia renováveis poderão ser suspensas».

No Parlamento, o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, reiterou na passada sexta-feira que existe capacidade instalada suficiente para fazer face às necessidades atuais do país.

«Neste momento, não temos problema de incapacidade do sistema que leve a apressar essas obras», afirmou o governante na Comissão de Economia e Obras Públicas, quando questionado sobre o atraso na execução do Plano Nacional de Barragens.

Segundo as estatísticas da DGEG, a produção de energia elétrica, a partir de FER, registou uma quebra acentuada de 60 por cento, em janeiro de 2012, em relação ao período homólogo, o que se deve «fundamentalmente, à sua componente hídrica, que decresceu 78%», resultado da seca prolongada que assolou o país.

A produção eólica, para o mesmo período, decresceu 29%.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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24
Abr 12

Energia renovável é o sector com mais investimento directo estrangeiro em 2011

A energia renovável foi o sector que mais cresceu em termos de investimento directo no estrangeiro em 2011, segundo o relatório. The FDI report 2012 – Global greenfield investment trends. A energia renovável tornou-se o sector líder em investimento de capital na Europa em 2011, e foi o segundo maior sector na América do Norte.

O número de projectos aumentou 20 por cento e o investimento de capital aumentou 40,7 por cento. A criação de empregos associados a estes projectos cresceu também 54 por cento. Em contraste, o número de projectos em carvão, petróleo e gás natural caíram 6 por cento em 2011, com uma diminuição global de 54 por cento entre 2008 e 2011.

As alterações climáticas, o esgotamento dos recursos naturais e as oportunidades para as energias renováveis estão entre os temas globais importantes na última década, altura em que se verificaram anos de grandes incentivos fiscais e subsídios dos governos encorajando o rápido crescimento do sector.

No entanto, pode ler-se no relatório, na esteira da crise económica global, os preços do petróleo caíram e os orçamentos governamentais foram cortados, reduzindo os incentivos disponíveis para as empresas de energia renovável. Com a procura de energia renovável sob pressão e com um crescimento enorme na capacidade de produção para as indústrias de energia solar e eólica na China, os preços dos principais componentes caíram drasticamente levando a várias falências das principais empresas de energia renovável.

O relatório revela ainda que o investimento directo no estrangeiro em volume de projectos aumentou quase seis vezes de 2003 e 2011 nas energias renováveis. Este é o crescimento mais rápido de todos os sectores em investimento directo no estrangeiro. Em 2011, o investimento em em energia renovável era de 77 mil milhões de dólares.

Se os motores, turbinas e componentes solares que alimentam o sector fossem incluídos, o total de investimento em 2011 subiria para os 91 mil milhões de dólares. 
O mesmo documento revela que os EUA foram o país líder em investimento em projectos de energia renovável em 2011, atraindo 11 por cento dos projectos globais no sector, seguida pelo Reino Unido com 9 por cento dos projetos. A Roménia também teve um ano muito forte, atraindo 7 por cento dos projectos globais.

fonte:http://www.google.com

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23
Abr 12

«Governo tem de esclarecer estratégia para renováveis»

A Associação Portuguesa da Indústria Solar (APISOLAR) solicitou uma audiência ao Governo para esclarecer a estratégia relativa ao regime de microprodução e à energia solar térmica, prevista pelo Governo na revisão do Plano Nacional para as Renováveis.

«A APISOLAR considera serem pouco claros os documentos disponibilizados, estando a solicitar uma audiência à Secretaria de Estado da Energia (SEE) no sentido de esclarecer a abordagem estratégica ao regime da microprodução e às disposições relativas à energia solar térmica», anunciou esta segunda-feira a associação em comunicado citado pela Lusa.

Na semana passada, foi divulgada a revisão dos Planos Nacionais de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE) e para as Energias Renováveis (PNAER), cuja consulta pública decorre até 18 de maio.

«A APISOLAR pretende em particular esclarecer qual o enquadramento das medidas lançadas no âmbito do trabalho que tem vindo a desenvolver em conjunto com as restantes associações do setor», explicou.

O PNAER prevê que «as medidas de eletricidade que impliquem o licenciamento de potência adicional a partir de fontes de energia renováveis poderão ser suspensas».

Segundo o relatório, os transportes são o setor que incorpora menos fontes de energia renováveis, podendo levar a atrasos nos compromissos assumidos por Portugal até 2020.

«Possíveis atrasos de execução do PNAEE poderão ser colmatados com ações nas áreas do aquecimento/arrefecimento e eletricidade», realça o relatório do Ministério da Economia, que aponta caminhos para melhorar a eficiência energética do país, através de uma redução de 25 por cento do consumo até 2020.

Por seu lado, o aquecimento/arrefecimento é, atualmente, o setor que mais fontes de energia renovável incorpora, tendo ainda margem de progressão, através de medidas de apoio ao solar térmico, bem como de promoção à utilização de biomassa para aquecimento.

Portugal é o quarto país da União Europeia com maior grau de cumprimento do peso das fontes de energia renovável no consumo final de energia, sendo apenas superado pela Suécia, Finlândia e Áustria.

fonte;http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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21
Abr 12

Portugal é o quarto país da UE mais perto de atingir meta das renováveis em 2020

Portugal é o quarto país da União Europeia mais avançado em termos de cumprimento das metas para 2020 sobre peso das fontes de energia renováveis no consumo final de energia, de acordo com um relatório do Ministério da Economia.

Segundo o documento de apoio à revisão dos Planos Nacionais de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE) e para as Energias Renováveis (PNAER), Portugal já tinha cumprido, em 2009, 79 por cento dos objetivos previstos, sendo apenas superado pela Suécia, Finlândia e Áustria.

Para cumprir a meta até 2020, faltavam apenas seis por cento, de acordo com o documento, que conclui que “os desafios associados ao PNAER são hoje facilmente alcançáveis com medidas de menor investimento”.

“A revisão do plano requer uma redução no pacote de medidas e deve centrar-se no ajustamento da oferta à procura”, realça o documento hoje divulgado, que está disponível para consulta pública até ao próximo dia 18 de maio.

Neste contexto, a potência atribuída e não instalada, de fontes renováveis, é de 1,6GW, considerando “prioritário” o seu seguimento e garantia de entrada na rede, mas, ressalvando, não parecer crítico licenciar potência adicional no curto/médio prazo.

O documento admite a possibilidade de a obrigação de incorporação de biocombustíveis substitutos da gasolina ser numa percentagem superior à inicialmente prevista, de 2,5 por cento.

Em matéria de eficiência energética, refere, "o pacote de medidas deve ser reforçado em algumas das medidas existentes e com novas medidas de baixo custo para atingir as metas".

fonte_:http://www.energiasrenovaveis.com/

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18
Abr 12

EDP Renováveis: produção aumenta 18% num ano

A EDP Renováveis (EDPR) aumentou a produção de eletricidade em 18 por cento, para 5,2 TWh, no primeiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado, o que se explica pelo aumento da capacidade instalada e ao crescimento nos EUA.

«Os EUA foram o principal motor de crescimento ao registarem um aumento na produção de 16 por cento, para 3,1 TWh, em relação ao período homólogo», explica a empresa do grupo EDP em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). 

Na Europa, a produção da EDPR aumentou seis por cento, devido ao crescimento na Europa Central e de Leste, enquanto em Portugal houve uma quebra na produção, de 21 por cento em relação ao período homólogo, devido «ao fraco recurso eólico». 

Já em Espanha, nos primeiros três meses de 2012, a produção subiu quatro por cento devido à maior capacidade instalada em relação ao ano anterior. 

A empresa liderada por Manso Neto destacou ainda a produção no Brasil, que cresceu «mais de oito vezes» em relação ao período homólogo, com a entrada em operação de 70 MW em maio de 2011. 

«No trimestre, a EDPR alcançou um fator de utilização de 34 por cento, um valor de destaque na indústria, evidenciando a elevada qualidade dos seus parques eólicos e capturando os benefícios de uma carteira diversificada de ativos», realçou no anúncio ao mercado. 

De todos os mercados, foi nos EUA que a EDPR alcançou um fator de utilização mais elevado, de 41 por cento, mais seis por cento do que no mesmo período de 2011. 

No final de março de 2012, a EDPR geria uma carteira de ativos de 7,5GW de capacidade onshore em oito países e tinha em construção 500 MW.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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11
Abr 12

Renováveis: troika não exige suspensão de projetos

A Comissão Europeia declarou esta quarta-feira que o acordo de assistência financeira entre Portugal e a troika «não exige a suspensão de novas licenças para projetos de energias renováveis», numa resposta endereçada à eurodeputada do PS Edite Estrela.

«As reformas de regimes de apoio às energias renováveis e à cogeração devem ser realizadas na sequência de um processo transparente e voltado para o futuro, sem alterações retroativas e que procure implementar as melhores práticas em toda a Europa», diz o comissário europeu responsável pela Energia, Günther Oettinger, numa declaração endereçada à eurodeputada socialista e divulgada por Edite Estrela esta tarde.

Edite Estrela havia questionado Bruxelas sobre a recente decisão do Governo português de suspender a atribuição de novas licenças para a produção de energias renováveis e cogeração.

Os Estados-membros, sublinha o comissário Günther Oettinger, devem «evitar abordagens intermitentes e esforçar-se por reduzir ao mínimo as situações geradoras de perturbação e confusão nos investidores e nos operadores de mercado».

A eurodeputada do PS pede agora ao Governo português para «explicar com clareza a sua política energética», que, alerta, «deve servir o interesse nacional e não os interesses de grupos económicos».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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