10
Jan 12

Renováveis poupam €721 milhões em importação de combustíveis

Produção de eletricidade de origem renovável permitiu poupar €721 milhões na importação de combustíveis fósseis em 2011.


A produção de eletricidade de origem renovável (excluindo a grande hídrica) permitiu poupar €721 milhões na importação de combustíveis fósseis (gás natural, carvão, e fuel nas Regiões Autónomas) e €104 milhões em licenças de emissão de dióxido de carbono. No total, segundo um comunicado hoje emitido pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis, a produção de electricidade renovável por produtores independentes permitiu uma poupança de €825 milhões, mais €195 milhões do que em 2010.

No dia 12 de Novembro, entre as 7 e as 8 horas da manhã, todo o consumo de eletricidade em Portugal foi assegurado pela Produção em Regime Especial (renováveis) tendo, nesse mesmo dia, 64% do consumo sido assegurado pela produção eólica.

"O aumento do preço dos combustíveis vai reafirmar a importância dos benefícios que o sector traz para o desenvolvimento do País, uma vez que o preço da eletricidade renovável é totalmente independente. Este é um fator que contribui para aumentar a segurança de abastecimento e a independência energética, aspectos fundamentais para o relançamento da economia portuguesa", afirma António Sá da Costa, presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis.
fonte:http://aeiou.expresso.pt
publicado por adm às 23:26 | comentar | favorito
05
Nov 11

Câmara de Olhão aposta em energias renováveis

A Câmara de Olhão anunciou, esta sexta-feira, que quer diminuir a dependência de combustíveis fósseis, economizar nos gastos energéticos e, para isso, está a apostar na instalação de energias renováveis em equipamentos municipais.

 

A medida prevê a captação de energia solar nas piscinas municipais, no auditório, na biblioteca e em escolas, possibilitando uma recuperação a médio prazo do investimento realizado e permitindo, depois das estruturas todas pagas, uma poupança anual na ordem dos 21 mil euros, segundo afirmou o responsável pela manutenção dos equipamentos da câmara, Laranjo Martins.

"A aposta na vertente solar possibilita uma recuperação do investimento relativamente rápida, em cerca de seis a sete anos, promovendo igualmente a redução da dependência dos combustíveis fósseis e consequente redução dos gases poluentes. Desta maneira o município consegue, de uma forma ambientalmente limpa, economizar consideravelmente nos gastos com energia", justificou, em declarações à Lusa.

A Câmara de Olhão adiantou, ainda, que, "nas Piscinas Municipais, foi desenvolvido um sistema solar térmico que tem por base a instalação de 50 coletores solares, que possibilitam a produção de energia térmica para o aquecimento das águas sanitárias e das piscinas", o mesmo tipo de equipamento utilizado em duas escolas do concelho para "dar apoio às cozinhas às águas quentes sanitárias".

Nestes colectores solares para produção de energia térmica, "a câmara contou com fundos comunitários para um investimento de 85 mil euros, que será amortizado em seis anos e, depois de estar coberto, permitirá uma poupança anual na despesa de gás natural na ordem dos 15 mil euros, cerca de 35% do que actualmente é pago", explicou o responsável pela manutenção de equipamentos.

Foram também instalados na biblioteca municipal e no auditório "sistemas de microgeração que têm por base 28 colectores fotovoltaicos" e cujo objectivo será a "produção de energia eléctrica a ser 'injectada" na rede pública", explicou Laranjo Martins, acrescentando que estes equipamentos "custaram 42 mil euros, suportados integralmente pela autarquia".

 

A amortização será feita "num prazo um pouco maior, de 7,5 a oito anos, e quando estiver concluída, permitirá uma poupança anual de 5500 euros", acrescentou, sublinhando que "actualmente a autarquia paga cerca de 1500 euros mensais de eletricidade na biblioteca municipal e a instalação permitirá injectar energia na rede no valor de 350 euros".

"Esta é a perspectiva financeira, mas há também aqui questões ambientais a sublinhar, porque com estes equipamentos o município reduz a sua dependência de energias como o gás natural e a electricidade e reduz as suas emissões de CO2", concluiu.

fonte:http://www.jn.pt/p

publicado por adm às 00:06 | comentar | favorito
20
Set 11

Renováveis são fonte que mais cresce até 2035 - governo EUA

Nos próximos 25 anos, as fontes de energia renováveis são as que mais vão crescer, mas as fósseis vão continuar a dominar o consumo energético, de acordo com um relatório anual do Departamento de Energia dos Estados Unidos.

No que se refere às emissões de dióxido de carbono, o relatório estima um crescimento de 43 por cento das emissões, sendo que se prevê que a maioria ocorra nos países em desenvolvimento, sobretudo na Ásia.

"O consumo de energia renovável vai crescer a uma taxa de 2,8 por cento ao ano e a quota das renováveis no consumo total de energia vai aumentar dos dez por cento em 2008 para os 15 por cento em 2035", refere o Departamento Norte-Americano da Energia, no 'International Energy Outlook 2011', publicado segunda-feira.

fonte:lusa

publicado por adm às 13:50 | comentar | favorito
18
Set 11

Renováveis representam 50% da electricidade consumida em Portugal

A produção, no entanto, tem estado a cair, em parte devido à componente hídrica.

No final de Agosto a electricidade de origem renovável representava 50% da electricidade consumida em Portugal sendo que a PRE-REN (Produção em Regime Especial Renovável), de onde se exclui as grandes centrais hidroeléctricas, representava 25,3%. Os dados foram fornecidos por António Sá da Costa, presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), que afirma ser "natural que até final do ano este valor suba ligeiramente".

O responsável acredita que o aumento da produção de energias através de fontes renováveis trará "uma poupança nas importações de combustíveis fósseis, carvão e gás natural, usados na produção de electricidade e que este ano deverá rondar mil milhões de euros".

De acordo com os dados da Direcção Geral de Geologia e Energia (DGGE) relativos a Junho, o total da potência renovável instalada atingiu os 9.688 MW no final desse mês. O maior aumento de potência, diz a entidade, verificou-se na potência instalada eólica, fotovoltaica e de biogás. Isto face a Maio.

No entanto, a produção total de energia eléctrica, a partir de fontes de energia renováveis desceu 19% no 1º semestre de 2011, face a igual período de 2010. Um decréscimo que foi "fortemente" influenciado o comportamento da sua componente hídrica. Já relativamente à produção eólica nos primeiros seis meses do ano, desceu 6% relativamente a igual período do ano anterior.

A produção a partir de biomassa, por seu turno, regista uma subida de 12% no 1º semestre face ao período homólogo de 2010.

Sá da Costa vê Portugal como um exemplo e garante que o país, "ao investir em tecnologias maduras, como é o caso da electricidade hídrica e eólica, fez a opção correcta pois conseguiu tirar partido do desenvolvimento feito noutros países, em especial no sector eólico". O presidente da APREN afirma que esta opção "é suportada pelo facto de não termos dimensão nem economia que possa custear o desenvolvimento de tecnologias novas, mas temos recurso e capacidade técnica para implementar tecnologias maduras, uma vez que elas se encontrem num estado de desenvolvimento aceitável".

Microgeração com 6,8MW disponiveis
Em Agosto estavam ainda disponíveis 6,8 MW dos 29,6 MW para microgeração previstos para 2011, o que que poderá representar cerca de 1.800 instalações e um mercado potencial de perto de três milhões de euros até ao esgotamento da potência ou até fim de Outubro. Apesar da boa notícia, continua a dúvida se haverá uma revisão significativa aos valores das quotas e tarifas para o ano de 2012, pelo que há uma maior necessidade de que todas as instalações contratualizadas em 2011, estejam concluídas até 31 de Dezembro do corrente ano de forma a assegurar a tarifa actual de 380 euros por/MWh.

Parques
Até ao final de Junho havia 213 parques e 2 161 aerogeradores em Portugal continental . 36% da potência instalada situa-se em parques com potência igual ou inferior a 25 MW.

Produção
A produção, em 2010, situou-se nas 2.476 horas equivalentes por MW, um valor, de acordo com a DGGE, superior ao registado para 2009.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 19:38 | comentar | favorito
18
Ago 11

DST conclui dois projectos de energia renovável

A DST Solar continua a crescer no sector das energias renováveis. A empresa concluiu mais dois  projectos nesta área de negócio, mais precisamente o Parque de Campismo Aboim da Nóbrega e o Lar Conde Agrolongo, ambos em Braga.

Em comunicado, a empresa explica que, o parque de campismo é o primeiro em Portugal "a investir em soluções de produção de energia renovável, contribuindo de forma decisiva para a sua auto-sustentabilidade".

Para já, foram instalados um seguidor solar fotovoltaico, um sistema solar térmico para aquecimento das águas sanitárias e um aerogerador, e está prevista ainda, numa segunda fase, a instalação de uma micro-hídrica.

No Lar Conde Agrolongo, foi instalada uma central térmica com 102 painéis solares térmicos na cobertura do edifício, que garantem 75% das suas necessidades de aquecimento de águas sanitárias.

Para já, foram instalados um seguidor solar fotovoltaico, um sistema solar térmico para aquecimento das águas sanitárias e um aerogerador, e está prevista ainda, numa segunda fase, a instalação de uma micro-hídrica.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt

publicado por adm às 23:58 | comentar | favorito
08
Ago 11

Governo português poderá subir os impostos das renováveis

O Governo de Pedro Passos Coelho está a contactar produtores de fontes de energia renováveis e cogeração para reduzir os subsídios existentes na produção de electricidade, segundo noticiou hoje o Jornal de Negócios.

“Considerando que existe um consenso nacional de que é essencial cumprir cada compromisso assumido por Portugal no MoU [memorando da Troika], o Governo iniciou contactos com os vários produtores com vista a uma solução negociada. Enquanto decorrerem esses contactos, o conteúdo dos mesmos é reservado”, explicou uma fonte do Ministério da Economia ao jornal do grupo Cofina.

Ainda que a Apren (Associação Portuguesa das Energias Renováveis) e a Eneop (Eólicas de Portugal] revelem desconhecer qualquer informação oficial sobre este assunto, a verdade é que o Negócios garante que haverá uma “subida da carga fiscal para as empresas que beneficiam das tarifas da produção em regime especial, caso estas não acedam a baixar as remunerações que recebem actualmente”.

Na última sexta-feira, em entrevista ao Financial Times, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, garantiu que está a pedir às empresas “que trabalhem” com o ministério para que se possa “chegar a um acordo sobre como evitar um substancial aumento da electricidade em 2012 e 2013”.

Hoje, a produção em regime especial (eólicas, solar, mini-hídricas, entre outras) apresenta um custo médio de 103 euros por MWh. A electricidade comprada em mercado apresenta um preço médio de 57 euros por MWh.

fonte:http://www.greensavers.pt/

publicado por adm às 23:07 | comentar | favorito
21
Jul 11

Renováveis ganham terreno ao petróleo até 2030

A equação fundamental da energia é simples: mais população com maior rendimento significa que a produção e o consumo vão subir. Segundo a BP, o consumo primário vai aumentar 40% até 2030, impulsionado, quase em exclusivo, pelas economias emergentes. Pela primeira vez, os combustíveis não fósseis serão a principal fonte de crescimento. No entanto, as emissões atingem o seu pico em 2020, 20% acima dos valores de 2005 e superiores às metas internacionais. 

 

O crescimento energético mundial durante os próximos 20 anos deverá ser dominado por economias emergentes como a China, Índia, Rússia e Brasil, enquanto as melhorias operadas no campo da eficiência energética vão acelerar.

 

De acordo com o cenário base definido pela petrolífera britânica, correspondente à projecção mais provável, o consumo energético primário deverá aumentar quase 40% nas duas décadas que agora se iniciam, com uma fatia de 93% desta expansão a ter origem em países exteriores à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Desta forma, as nações não pertencentes à organização vão incrementar rapidamente a sua quota da procura por energia à escala global, de pouco mais de metade, hoje, para dois terços em 2030. Acresce que, durante o mesmo período, a intensidade energética, uma medida chave da utilização de energia por unidade de produção económica, irá melhorar a nível mundial, impulsionada pelos ganhos de eficiência nas mesmas economias.  

 

DIVERSIFICAÇÃO DO MIX ENERGÉTICO

A multiplicação de fontes de energia vai acentuar-se, com os combustíveis não fósseis, sobretudo a energia nuclear, hidráulica e renovável a assumirem, em conjunto, o papel de principal fonte de crescimento pela primeira vez na história da humanidade. Neste quadro, entre 2010 e 2030, o contributo das energias renováveis (solar, eólica, geotérmica e biocombustíveis) para o crescimento energético deve avançar de 5% para o patamar dos 18%.

 

Por seu lado, o gás natural será o combustível fóssil de mais rápido crescimento, enquanto o carvão e o petróleo devem perder quota de mercado, com a totalidade dos combustíveis fósseis a apresentarem taxas de expansão mais reduzidas. Neste sentido, a contribuição desta classe de combustíveis para o incremento do consumo energético primário deve recuar de 83% para a fasquia dos 64%.

 

Recorde-se que a procura petrolífera no seio da OCDE atingiu o seu pico em 2005 e, em 2030, deverá regressar para níveis próximos dos apurados em 1990. Quanto aos biocombustíveis, vão representar 9% dos combustíveis utilizados no sector dos transportes ao redor do globo.

 

Segundo as projecções da BP, a procura energética primária mundial vai registar um crescimento médio anual de 1,7% entre 2010 e 2030, embora esta tendência de expansão deva desacelerar ligeiramente depois de 2020. Em particular, o consumo de energia fora do espaço da OCDE será 68% superior ao actual em 2030, com um crescimento médio de 2,6% por ano, correspondendo a 93% do crescimento energético global. Em contraste, o crescimento da OCDE vai limitar-se a uma média anual de 0,3% durante os próximos 20 anos. Acresce que, a partir de 2020, o consumo per capita no espaço de influência da OCDE vai apresentar uma tendência decrescente de menos 0,2 pontos percentuais por ano.

 

TRANSPORTES ABRANDAM 

A subida da utilização de energia nos transportes vai abrandar, penalizada pela quebra registada na OCDE. Como referido, a procura total de petróleo e outros combustíveis líquidos na região alcançou o seu ponto máximo em 2005 e vai regressar aos valores de 1990 em 2030. Perto do final do período em análise, a procura de carvão no mercado chinês deixará de aumentar, com o gigante asiático a transformar-se no maior consumidor mundial de petróleo.

 

OPEP GANHA PESO...

A quota da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) na produção global de crude vai avançar para a marca dos 46%, um nível que não é observado desde o ano de 1977. Em simultâneo, a dependência das importações de petróleo e gás natural nos EUA vai cair para níveis inéditos desde a década de 90 do século passado, devido à melhoria da eficiência e ao incremento da quota de utilização de biocombustíveis na maior economia mundial. A taxa de crescimento do consumo global sofrerá ainda o impacto do aumento dos preços do barril de crude, contabilizado nos últimos anos, bem como da redução gradual dos subsídios nos países importadores de petróleo.

 

... MAS CRUDE PERDE PROTAGONISMO

O mix de combustíveis altera-se com o decorrer do tempo, reflectindo o longo período de vida dos activos. Neste âmbito, o petróleo, excluindo os biocombustíveis, vai crescer lentamente, a uma cadência de 0,6% por ano, enquanto o gás natural deverá beneficiar de uma taxa de expansão mais de três vezes superior à projectada para o crude, na casa dos 2,1% anuais. Por seu lado, o carvão vai aumentar em 1,2 pontos percentuais por ano e, em 2030, deve fornecer um volume de energia equiparável ao do petróleo, excluindo os biocombustíveis. Sublinhe-se ainda que o reforço das medidas de combate às emissões poluentes nos países da OCDE arrisca-se a ser mais do que compensado pelo crescimento esperado para as economias emergentes.

 

A energia eólica e solar, os biocombustíveis e outras fontes energéticas renováveis vão continuar a crescer fortemente, elevando a sua quota na energia primária dos actuais menos de 2% para os mais de 6% projectados para 2030. Em concreto, os biocombustíveis vão fornecer 9% dos combustíveis no sector dos transportes e as energias nuclear e hidráulica vão crescer de forma consistente e conquistar quota de mercado no consumo energético total. Neste ponto, cumpre referir que a projecção da BP resulta de análises estatísticas anteriores ao acidente na central nuclear japonesa de Fukushima, que motivou um recuo da aposta na energia atómica em países como a Alemanha.

 

"A desaceleração do crescimento da energia total nos transportes está relacionada com a subida dos preços do petróleo e com a melhoria da economia de combustível, saturação de veículos nas economias maduras e as subidas esperadas nos impostos, acompanhadas de uma redução dos apoios financeiros, nos países em vias de desenvolvimento", explica a propósito Christof Rühl, economista-chefe da BP. "Em termos percentuais, a procura petrolífera sofre a maior queda no sector energético (-30%), uma vez que esta é a indústria em que é mais fácil substituir o crude por gás natural ou por energias renováveis, sendo ainda a área em que é mais provável a implementação de taxas sobre o carbono", acrescenta o responsável.

 

INTENSIDADE ENERGÉTICA

Desde 1900, a população mundial mais do que quadruplicou o rendimento real, medido pelo Produto Interno Bruto (PIB), multiplicou-se por 25 e o consumo energético primário cresceu 23 vezes. Neste quadro, a energia por unidade de rendimento continua a diminuir, uma tendência de descida que se irá acentuar. "Isto é verdade no outlook para 2030, não apenas para a média global, mas também para a maioria dos principais países e regiões. A conjugação dos ganhos de eficiência energética com a deslocação estrutural de longo prazo no sentido de actividades menos intensivas do ponto de vista do recurso à energia, à medida que as economias se desenvolvem, sustenta esta tendência", destaca o economista-chefe da BP.

 

EMERGENTES COMANDAM PROCURA

O consumo global de combustíveis líquidos vai fixar-se nos 102,4 milhões de barris por dia em 2030. No entanto, o incremento líquido de 16,5 milhões de barris antecipado para os próximos 20 anos tem exclusivamente origem nas economias emergentes não pertencentes à OCDE. As nações asiáticas de fora da OCDE vão ser responsáveis por perto de dois terços do crescimento do consumo nos países que não pertencem à organização ao longo dos próximos 20 anos e por mais de três quartos do aumento líquido global, subindo em quase 13 milhões de barris diários.

 

Por outro lado, as maiores fontes de nova oferta terão origem na OPEP: crude convencional na Arábia Saudita e no Iraque, bem como Gás Natural Liquefeito (GNL), que não está sujeito às quotas do cartel. Por outro lado, os combustíveis líquidos não abrangidos pela influência da OPEP devem crescer de forma modesta, impulsionados por um incremento significativo no segmento dos biocombustíveis, em combinação com um conjunto de aumentos inferiores nas areias betuminosas do Canadá e nos poços de águas profundas no offshore do Brasil.

 

A BATALHA DOS COMBUSTÍVEIS

De acordo com as estimativas da BP, o petróleo vai prolongar a sua tendência de diminuição da quota de mercado, à medida que o gás natural ganha terreno. Os recentes avanços do carvão, apoiado pelos processos de industrialização em curso na Índia e na China, serão revertidos até 2030, com os três combustíveis fósseis a convergirem em torno de quotas de mercado de cerca de 27%.

 

Esta diversificação pode ser observada mais claramente em termos de quotas de crescimento. Assim, no período entre 1990 e 2010, os combustíveis fósseis contribuíram com 83% do crescimento energético. Em sentido contrário, nos próximos 20 anos, esta classe de combustíveis deve ser responsável por 64% desta expansão, enquanto as fontes renováveis (excluindo a energia hidráulica) e os biocombustíveis, combinados, equivalem já a 18% do crescimento energético até 2030.

 

A diversificação do mix de combustíveis está a ser impulsionada, em grande medida, pelos desenvolvimentos no sector energético. A energia usada para gerar electricidade continua a ser a área de mais rápido crescimento, representando 53% do aumento do consumo primário nos últimos 20 anos e 57% do crescimento que se vai verificar até 2030.

 

Em termos de utilização final, a indústria lidera o consumo. Deste modo, o papel desempenhado pelos transportes está a enfraquecer: ao longo das duas últimas décadas, a procura de energia no sector dos transportes cresceu sensivelmente ao mesmo ritmo da procura total, mas, nos próximos 20 anos, vai evoluir a uma cadência bastante inferior, adverte Christof Rühl.

 

BIOCOMBUSTÍVEIS FLORESCEM

A produção de combustíveis "verdes", sobretudo etanol, deve totalizar 6,7 milhões de barris por dia em 2030, em comparação com os 1,8 milhões de barris diários contabilizados no ano passado, contribuindo com 30% do crescimento da oferta global e com a totalidade da expansão líquida exterior à OPEP nos próximos 20 anos. Esta evolução rápida explica-se pelos apoios políticos reiterados, elevados preços do barril de petróleo e inovação tecnológica.

 

Os EUA e o Brasil vão continuar a dominar a produção de biocombustíveis, com 76% da produção global em 2010, uma quota que deve deslizar para 68% em 2030, para quando se antecipa o início do crescimento da região Ásia-Pacífico. "O mix energético global continua a diversificar-se, mas, pela primeira vez, os combustíveis não fósseis serão importantes fontes de crescimento da oferta", pode ler-se no "BP Energy Outlook 2030".

 

POLÍTICAS AMBIENTAIS CONDICIONAM FUTURO ENERGÉTICO

As projecções apresentadas pela BP partem do pressuposto de que as medidas continuadas de combate às alterações climáticas e de promoção da segurança energética se vão manter, com base nas actuais tendências. Neste sentido, a empresa desenvolveu um cenário alternativo, que explora as implicações de um reforço significativo do nível de compromisso político, traduzido num aperto das medidas de protecção ambiental. 

 

"O ponto fulcral deste cenário consiste na redução da dependência face aos combustíveis com elevadas emissões de dióxido de carbono. Este objectivo pode ser atingido através de uma gama alargada de instrumentos, incluindo diversas formas de estabelecer um preço para o carbono", recorda o economista-chefe da BP, Christof Rühl.

 

Segundo as projecções da petrolífera, as emissões globais vão alcançar o seu pico logo após 2020, fixando-se, apesar de tudo, 20% acima dos níveis registados em 2005. Desta forma, a evolução das emissões poluentes deve exceder o Cenário 450 da Agência Internacional de Energia (AIE), sinalizando os esforços que serão necessários depois de 2030 para colocar o mundo "num caminho seguro".

 

Sublinhe-se que a redução das emissões será alcançada através da conjugação de ganhos de eficiência mais céleres, substituição de combustíveis (do carvão para o gás natural e dos combustíveis fósseis para a energia nuclear, hidráulica e renováveis) e introdução da captura e armazenamento de carbono, tanto para as centrais eléctricas a carvão, como a gás.

fonte:http://www.oje.pt/

publicado por adm às 22:16 | comentar | favorito
14
Jul 11

Renováveis aumenta produção de energia eólica em 27%

A EDP Renováveis aumentou a produção de energia eólica em 27% no primeiro semestre face ao mesmo período do ano passado.

Em comunicado enviado à CMVM, a empresa liderada por Ana Maria Fernandes refere que os "EUA representaram o principal motor de crescimento anual (+39%), enquanto o nível de crescimento na Europa foi afectado pelo elevado recurso eólico registado em particular no primeiro trimestre do ano anterior."

Os dados mostram que no Brasil, a produção mais do que duplicou, com um crescimento de 107%.

Nos últimos doze meses, indica também a energética, a capacidade eólica instalada da EDP Renováveis aumentou em 1,4 gigawatts, uma subida de 24% face ao primeiro semestre do ano passado.

Entre Janeiro e Junho, a EDP Renováveis instalou 486 megawatts (MW) (60% do total da nova capacidade prevista para 2011), dos quais 362 MW na Europa, 70 MW no Brasil e 54 MW nos EUA.

fonte:http://economico.sapo.pt

publicado por adm às 23:14 | comentar | favorito
03
Jul 11

Brasil no top 15 da energia renovável

Desde 2003, a consultoria Ernst & Young publica trimestralmente um ranking com os 35 países mais atrativos para investimentos relacionados a energias renováveis. Após oito anos, o Brasil entrou para a lista dos top 15. A expansão da energia eólica foi decisiva para que o país subisse quatro posições no último trimestre, da 16ª para a 12ª.

Curioso é que, em movimento inverso, os demais países mais bem classificados restraram uma ligeira queda em seus índices – reflexo da redução de incentivos e restrição de acesso ao capital para projetos desta natureza. Ainda assim, o estudo prevê que eventos globais recentes, como o tsunami (e o consequente desastre nuclear) no Japão e as sucessivas turbulências políticas no Oriente Médio e norte da África servirão de estímulo para que os países ampliem o uso de energias renováveis em seu portfólio.

China manteve a primeira posição no ranking, muito em função de seus projetos de geração de energia eólica em águas marítimas rasas e à meta de, até 2015, obter 11,3% de sua energia a partir de combustíveis não fósseis.

Com uma série de projetos de energia solar em andamento e boas perspectivas para este setor, os Estados Unidospermaneceram no segundo lugar. A Índia, dando sequência aos resultados registrados nos boletins anteriores da consultoria, continuou subindo no ranking. Ultrapassou a tradicionalmente verde Alemanha e se posicionou em terceiro lugar.

A lista dos 35 países mais promissores para investimentos em renováveis ganhou quatro novos nomes. Marrocos foi um deles, ocupando o 27º lugar, graças a projetos de energia solar e eólica e a uma demanda crescente por novos investimentos nestes setores.

Empreendimentos de energia solar e o potencial da eólica também permitiram a Taiwan ingressar na lista. O estudo apontou, ainda, que a exploração do potencial natural de Bulgária e Chile vêm sendo minados por barreiras políticas.

Já o Japão perdeu três posições no ranking após adotar a estratégia de utilizar mais gás natural e importar petróleo para substituir a capacidade de geração de energia nuclear comprometida depois do acidente em Fukushima.

fonte:http://colunas.epocanegocios.globo.com/

publicado por adm às 10:24 | comentar | favorito
07
Fev 11

Renováveis atingem 9 453 MW de potência instalada

A potência instalada de energia renovável atingiu os 9 453 MW no final de Novembro de 2010, segundo os dados disponibilizados pela Direcção-Geral de Energia e Geologia. A entrada em funcionamento de uma central fotovoltaica e de uma central de biogás, assim como o reforço de potência em quatro centrais eólicas, permitiu um acréscimo em relação ao mês anterior.

No global, de Janeiro a Novembro de 2010 a produção de energia renovável aumentou 59 por cento, em relação a igual período de 2009. A produção hídrica é um dos grandes responsáveis por este resultado. Num ano particularmente chuvoso, o aumento foi de 98 por cento, em relação aos dados de 2009. Já a eólica teve um acréscimo de 25 por cento, apesar de no mês de Novembro os valores terem sido inferiores aos registados no mês homólogo de 2009.

fonte;:ambienteonline

publicado por adm às 23:28 | comentar | favorito