14
Fev 13

Algarve prepara-se para aumentar produção de biogás

A empresa Algar, responsável pelo tratamento dos resíduos sólidos no Algarve, prevê instalar, até ao final do ano, em S. Brás de Alportel, uma nova unidade que permitirá aumentar a produção de biogás na região.
 
Em declarações à Lusa, uma fonte da companhia revelou que a nova Central de Valorização Orgânica (CVO) deverá entrar em serviço experimental no terceito trimestre deste ano, estando ainda em concurso a empreitada de conclusão das infraestruturas e equipamentos.
 
A nova central vai permitir a produção, em 2013, de cerca de um milhão de quilowatts de biogás, energia renovável resultante da degradação dos resíduos orgânicos que já é produzida atualmente no Algarve nos aterros sanitários do Barlavento e Sotavento.
 
De acordo com a mesma fonte, em 2012, foram produzidos, naquelas unidades, cerca de 10 milhões de quilowatts de biogás, produção que a empresa estima que aumente no final deste ano para cerca de 16 milhões.
 
A Algar adianta que este tratamento contribui, de forma muito significativa, para o cumprimento nacional das metas comunitárias e da diretiva relacionada aos aterros, colocando o país ao nível da aplicação das "melhores práticas disponíveis" para este fluxo de resíduos.
 
A empresa está também a planear, ainda este ano, a execução de uma cobertura flutuante de lagoa de lixiviados do aterro sanitário do Sotavento e a instalação, no aterro do Barlavento, de uma unidade de tratamento mecânico com capacidade de tratamento de 100.000 toneladas de resíduos por ano.
 
Atualmente, a Algar, com sede em faro e parte do Grupo Águas de Portugal, é a responsável pela receção, transferência, tratamento e valorização dos resíduos produzidos nos 16 concelhos do Algarve.

 

FONTE:http://boasnoticias.clix.pt/

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07
Abr 11

Amarsul aumenta produção energética a partir de biogás

O Ecoparque de Palmela, gerido pela Amarsul, começou a produção de energia eléctrica através do aproveitamento de biogás produzido no aterro. A aposta no aproveitamento energético do biogás foi possível através do contrato celebrado com a EDP, a 21 de Março.

O novo centro electroprodutor, cujo investimento rondou os 1,8 milhões de euros, está equipado com dois motogeradores, com uma potência eléctrica de 1 200 kW cada. De acordo com a entidade gestora, o ecoparque da Palmela tem capacidade para produzir anualmente cerca de 18 000 Mwh de energia eléctrica injectada na rede.

Este projecto junta-se à produção eléctrica do centro electroprodutor do ecoparque do Seixal, também da Amarsul. Inaugurado em 2004, este centro foi pioneiro no aproveitamento do biogás dos aterros para fins energéticos, com uma capacidade instalada de 1,7 MW.

Entretanto, com a entrada em funcionamento da Central de Valorização Orgânica da entidade, prevista para o final deste ano, há também planos de aproveitamento do biogás produzido no processo de digestão anaeróbia dos resíduos. Este aumento de produção, e conseguente valorização energética, permitirão à Amarsul produzir anualmente cerca de 45 000 MWh de electricidade.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

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08
Ago 10

Portugal vai ter mais 16 centrais de produção de electricidade a partir do lixo

Portugal vai ter mais 16 centrais de produção de electricidade a partir dos lixos, apurou o DN junto do Ministério do Ambiente. As novas centrais entrarão gradualmente em funcionamento nos próximos dois anos e juntam-se às nove já existentes, prevendo-se que venham assegurar uma produção energética superior a 140 mil megawtts (Mw) por ano.

Trata-se de aumentar em 40% a produção concentrada no universo empresarial do Estado (350 mil Mw), que em 2009 evitou a importação de 207 mil barris de petróleo e poupou a emissão de 268 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2).

Das 16 novas centrais, nove irão produzir electricidade através de biogás de aterro e as restantes sete da valorização orgânica dos resíduos. Entre estas inclui-se a da Valnor, em Avis, cujo investimento de 7,5 milhões de euros agora iniciado deverá estar concluído em 2012, permitindo produzir 2750 Mw por ano através de digestão anaeróbia, processo biológico no qual a matéria orgânica é transformada em biogás que pode ser usado na produção de energia eléctrica e térmica.

A valorização energética dos resíduos começou em 2001 na Valorsul, em Loures, cuja central produziu, em 2009, 293 837 Mw (cerca de 80% do total nacional). Se a estes se somarem as unidades que estão fora da alçada do Ministério do Ambiente, a produção de energia a partir dos lixos garantirá as necessidades de 3% do sector doméstico, ou seja, 168 mil famílias, evitando a importação anual de 311 mil barris de petróleo.

A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, diz que o Governo está "muito virado" para estes projectos, que têm a dupla vertente de conciliar a gestão ambiental e a criação de mais-valias energéticas. "Se tratássemos os resíduos da forma tradicional, só em aterro, estávamos a resolver uma parte do problema. Assim, o biogás que resulta da degradação dos resíduos é aproveitado e esta é a aposta certa, seguida nos países com políticas consistentes em matéria de ambiente".

Uma vez concluídos os projectos, Portugal será dos países europeus "com maior adesão a este tipo de solução", diz Rui Berkemeier, da Quercus, acrescentando que ficará instalada uma capacidade de tratamento mecânico e biológico para cerca de 1,5 milhões de toneladas de lixo. "Como o País produz à volta de cinco milhões de toneladas, ainda há uma margem bastante grande para se instalarem mais unidades".

Rui Berkemeier acrescenta que em regiões como o Oeste, Gaia ou Santa Maria da Feira, as unidades projectadas são "muito pequenas", sendo necessários novos investimentos em Lisboa e Porto, para "compensar" o período de paragem dos respectivos incineradores. "A produção de biogás é só uma das vantagens deste sistema, que permite ainda recuperar grandes quantidades de materiais recicláveis, sobretudo plástico, e produzir um composto de qualidade média para a agricultura".

Por: Luís Maneta


DN

 

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