02
Nov 14

Vêm aí mais barragens, mas o consumo de electricidade vai continuar em baixa

No próximo ano deverão entrar em construção quatro das novas barragens do Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH). Desde 2008, só a barragem de Foz Tua (EDP) entrou em construção e deverá entrar ao serviço em 2016. Irá somar-se aos dois reforços de potência que a empresa tem em curso e ainda a duas outras barragens em construção fora do PNBEPH. Todos estes projectos deverão ficar concluídos no próximo ano.

Num país onde o consumo de electricidade cresceu apenas 0,2%, em 2013 (depois de dois anos consecutivos de quedas) e deverá subir apenas 0,8% em 2015, fazem sentido novas barragens? Em Julho, o ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, lembrou que o Governo não foi o autor do PNBEPH, mas o Estado é o mesmo que recebeu as licenças das empresas (mais de 600 milhões de euros), e tem de fazer cumprir os contratos.

Mesmo perante as críticas de quem diz que as barragens só servirão para acomodar a produção das eólicas, Francisco Nunes Correia, ministro do Ambiente de José Sócrates que desenhou o PNBEPH, defende que “a ideia de que os consumos se vão reduzir muito é hipotética e idealista” porque as políticas de eficiência energética “só vão amortecer o crescimento futuro, mas não o farão desaparecer”. Insistir nas renováveis e “projectar a 50 anos é o que continua a fazer sentido” , sustentou.

Ana Estanqueiro, coordenadora da Unidade de Análise Energética e Redes do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) recorda que o PNBEPH, que considera “bem feito e adequado às necessidades nacionais”, foi desenhado num momento em que não se antecipava nem a enorme quebra de consumo, nem um “mercado de CO2 com preços tão baixos”. “As intenções eram boas”, porque o que fazia sentido era apostar nas renováveis para cumprir metas europeias e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, explorando “a complementaridade natural” entre as características técnicas da produção hídrica e eólica. “Hoje somos dos países com um mix energético mais flexível pois é-nos relativamente fácil integrar produção eólica do ponto de vista da segurança de operação do sistema electroprodutor porque já temos a componente hídrica”.

Em 2013, o Plano de Acção para as Energias Renováveis (PNAER 2020), reviu as metas do anterior Governo devido ao “excesso de oferta” e à necessidade de aumentar o contributo das renováveis “numa lógica de racionalidade económica e de livre iniciativa dos promotores”. No PNAER continua a estimar-se que a potência instalada hídrica vai subir de 5861 MW em 2014, para 8940 MW em 2020, mas para as eólicas o cenário foi revisto em baixa de 8500 MW, para 5300 MW.

 “Os melhores locais [para produção de electricidade eólica] estão tomados, mas Portugal continua a ter algumas localizações interessantes” e o processo de reforço de potência vai dotar os parques de equipamentos mais eficientes, lembra Ana Estanqueiro. A questão não está tanto na disponibilidade das localizações ou recurso (vento). Do ponto de vista do “equilíbrio económico é que começa a não haver espaço para todos, a não ser que o consumo volte a subir”, disse a especialista.

“Na ressaca de uma grande turbulência regulatória”, “a única coisa que está a ser analisada pelas empresas” nas eólicas é mesmo o reforço da potência instalada, disse ao PÚBLICO o presidente da Endesa Portugal, Nuno Ribeiro da Silva.

Quanto às barragens, seja pela dificuldade no financiamento, pelo baixo consumo, ou por o Governo ter mexido em mecanismos com a garantia de potência (compensação paga às centrais para se manterem sempre preparadas para produzir), têm estado longe de ser uma prioridade.

Na barragem de Girabolhos (Mondego), estão em curso “as expropriações e instalação de estaleiros” e a construção começará em 2015, disse Ribeiro da Silva. Além deste investimento (de cerca de 400 milhões de euros para 72 MW), deverá arrancar a construção das barragens da Iberdrola (Gouvães, Tâmega e Daivões com 1158 MW), num investimento de 1200 milhões. No lançamento dos projectos da Iberdrola, Moreira da Silva revelou que o contrato de concessão da barragem do Fridão seria assinado com a EDP em Setembro. O PÚBLICO questionou a empresa, mas não foi possível obter resposta. Das três barragens licenciadas à EDP, só Foz Tua está em construção, Fridão não tem data prevista e Alvito foi suspensa pela empresa e nem consta no calendário de novos projectos do PNAER.

Eduardo Oliveira Fernandes, que foi presidente da Agência de Energia do Porto, concorda que Portugal deve usar as renováveis para aumentar a electricidade no balanço energético. Mas se o PNBEPH “foi um excesso” e se “na hídrica o potencial é menor”, já nas eólicas “o potencial é gradativo, mas quase sem limite”, pois o investimento pode ser feito “em tranches”. “É claro que precisamos de ligações às redes [europeias]” para exportar mais e “não termos tantas centrais a gás paradas, que têm um custo muito elevado”, acrescenta.

Relativamente às barragens, questiona se terão sido “ponderadas com sentido de oportunidade” e diz que não terá sido por acaso que “as empresas se retraíram no investimento”. Por outro lado, nota que se está a interferir “com valores ambientais, cujo impacto não sabemos verdadeiramente”.

Em declarações recentes ao Expresso, o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, reconheceu que, perante um excesso de capacidade instalada, as novas barragens de bombagem devem ser olhadas como “a construção de megabaterias para o armazenamento de energia”. Mas Nuno Ribeiro da Silva diz que isso “não linear”, porque “o essencial em termos de negócio é jogar com as diferenças de preços entre as horas de ponta e vazio”. Dito de outra forma, à noite, quando há mais vento, mas menos consumo, e o valor da energia é mais baixo, a central terá capacidade de comprar a energia eólica a um custo muito mais baixo para repor a água nas albufeiras e depois produzir e vender a um valor de mercado muito mais elevado. “É teoricamente possível que estas unidades sejam consumidores líquidos de electricidade, admitiu”.

 

fonte:http://www.publico.pt/eco

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12
Out 14

Em setembro, 64% da eletricidade consumida veio de fontes renováveis

Em setembro de 2014 as renováveis foram a principal fonte de eletricidade em Portugal, representando 64% do consumo.

Os dados, hoje divulgados pela Associação de Energias Renováveis (APREN), revelam que a produção de eletricidade verde (exceto a grande hídrica) apresenta-se pelo segundo mês consecutivo como a principal fonte de produção de eletricidade, contabilizando 33% do consumo. A chamada grande hídrica (as grandes barragens) ocupa o segundo lugar, contribuindo para 31% do consumo elétrico.

A produção de eletricidade a partir do vento foi responsável por 23% do consumo, seguida da biomassa, com 5,4%, e das pequenas centrais hídricas, com 2,8%. A produção solar fotovoltaica manteve o mesmo peso já registado em agosto, representando 1,3% do consumo.

Quanto ao recurso a energia fóssil para produzir eletricidadel, tanto a térmica convencional (carvão e gás natural) como cogeração, abasteceram em conjunto os restantes 34% do consumo elétrico em Portugal continental.



fonte: http://expresso.sapo.pt/

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05
Out 14

Renováveis prometem fazer descer mais a dependência energética de Portugal

Sem renováveis, a taxa de dependência energética do país andaria em torno dos 84%, quando hoje está em 71%, e pode descer ainda mais 10 pontos na próxima década e meia, prevê a associação que reúne os produtores de energias renováveis.

 

Enquanto a crise contribuiu para uma quebra do consumo energético em Portugal, a electricidade de origem renovável conseguiu aumentar o seu peso no consumo final. Até Agosto, as energias renováveis (essencialmente hídrica e eólica) mantinham-se como a principal fonte de electricidade do país, representando já 67% do consumo. Como resultado, a taxa de dependência do país da importação de energia nunca esteve tão baixa, situando-se em 71% no final do ano passado.

Embora a tendência se tenha acentuado nos últimos anos, há um abrandamento à vista. A electricidade representa cerca de 30% do consumo energético, o “factor crítico são os transportes”, sublinhou ao PÚBLICO o presidente da Associação de Energias Renováveis, António Sá da Costa. Enquanto a importação de gás natural e carvão tem caído, “o petróleo não tem mexido”, pelo que a solução tem de passar pela aposta nos biocombustíveis e pela mobilidade eléctrica, aponta.

No relatório do Estado do Ambiente de 2013, a Agência Portuguesa do Ambiente refere que o sector dos transportes foi, em 2011, o que apresentou um maior consumo de energia final, de cerca de 36%. As estatísticas sobre a factura energética de 2013, divulgadas em Abril pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) também mostram esse custo. A factura energética líquida do país (o que consumiu efectivamente, retiradas as exportações) foi de 6231 milhões de euros, dos quais 4610 milhões foram em ramas e refinados, uma parte importante dos quais é sector dos transportes.

“Temos de substituir o petróleo no sector dos transportes pelo nosso petróleo, que são a água, o vento e o sol”, disse ao PÚBLICO o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva. A aposta na mobilidade eléctrica tem sido uma das bandeiras do Governo no esforço de descarbonização da economia e está incluída no conjunto de medidas a que o Governo chama “Compromisso para o crescimento verde”, que pretendem conciliar crescimento económico com menores impactos ambientais.

No caso específico dos transportes, as prioridades passam pela introdução de biocombustíveis de segunda e terceira geração (como o biodiesel obtido a partir de óleo usado) e pela incorporação de 10% de energias renováveis no sector, em paralelo com medidas que visam facilitar o carregamento de veículos eléctricos em locais privados (casa e local de trabalho) ou locais de acesso público, como os centros comerciais.   

“A mobilidade eléctrica a carvão e a nuclear não pode ser comparada à mobilidade eléctrica renovável”, pelo que o objectivo é “pôr Portugal no mapa mundial da mobilidade eléctrica numa lógica custo-eficiente e não numa lógica voluntarista, como se a mobilidade eléctrica fosse um gadget”, explica Moreira da Silva.

Na calha estão também as medidas da chamada fiscalidade verde. As propostas entregues recentemente ao Governo pelo grupo de trabalho liderado por Jorge Vasconcelos, e que se espera que sejam reflectidas no próximo Orçamento do Estado, incluem deduções para os passes sociais e para a compra de veículos eléctricos, mas também uma taxa de carbono que agravará o preço sobre os combustíveis.

Poupanças com as importações
Em 2005, o país importava quase 90% da energia que consumia e em oito anos a taxa reduziu-se em quase 20 pontos percentuais. Segundo o Balanço Sintético de 2013 da Direcção-geral de Energia e Geologia (DGEG), entre 2012 e 2013 a queda foi de 7,9 pontos percentuais e deveu-se sobretudo à redução acentuada do consumo de carvão e gás natural na produção de electricidade. Em contrapartida, a produção de electricidade doméstica cresceu 21%, graças a uma subida de 127% da produção hídrica e um aumento de 17% das renováveis.

“Em 2013 conseguimos instalar 1400 megawatts de energias renováveis, foi um recorde nacional de instalação de novos projectos”, lembrou Moreira da Silva. O investimento nas renováveis contribuiu para a “alteração estrutural do perfil energético” português e permitiu que no ano passado cerca de 27% da electricidade produzida no país (muito perto da meta para 2020, que é de 31%) tivesse origem em fontes endógenas, assegurando 58% do consumo nacional.

Segundo um estudo recente apresentado pela APREN, sem a introdução das renováveis no mix energético nacional, a taxa de dependência energética andaria em torno dos 84%. A associação que reúne os produtores de energias renováveis estima que em 2030 o impacto positivo das renováveis (com base num cenário de acréscimo de produção para exportação equivalente a 10% da produção total) possa traduzir-se numa redução da taxa de dependência energética para perto de 61,5%.

 

Segundo o estudo encomendado pela APREN à Deloitte, entre 2010 e 2013, houve um aumento de 15% nas poupanças associadas à importação de matérias-primas (gás natural e carvão). A análise conclui que nesse período se evitaram cerca de 5400 milhões de euros com a importação de matérias-primas (1479 milhões em 2013).

Até 2030, o estudo estima que o valor acumulado de importações evitadas atinja cerca de 13 mil milhões de euros, por força do desmantelamento previsto de todas as centrais a carvão até 2021. No ano passado, a importação líquida de produtos energéticos representou 3,8% do PIB do país, segundo a DGEG.

 

fonte:http://www.publico.pt/e

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02
Nov 13

Renováveis abastecem mais de metade do consumo de electricidade

O consumo de electricidade aumentou em Outubro pelo quarto mês consecutivo, reduzindo a queda verificada desde Janeiro para 0,2%, e a produção renovável abasteceu este ano 57% do consumo nacional, segundo dados da REN.

De acordo com os dados da REN - Redes Energéticas Nacionais, o consumo de energia eléctrica registou, em Outubro, um aumento de 1,2% em relação ao mesmo mês de 2012, que se limita a 0,9% com correcção dos efeitos de temperatura e número de dias úteis.

Entre Janeiro e Outubro deste ano, o consumo apresentou uma tendência de queda de 0,4% face a igual período de 2012, ou de 0,2% com correcção dos efeitos de temperatura e dias úteis.

Até final de Outubro, 57% do consumo nacional de electricidade foi abastecido por fontes renováveis: hídricas 28%, eólicas 23%, biomassa 6% e fotovoltaicas 1%.

Já as centrais a carvão abasteceram 22% do consumo e as centrais a gás natural 14%.

Nota ainda para o facto de, na madrugada do dia 22 de Outubro, a produção eólica ter atingindo o valor mais elevado de sempre: 3.840 Megawatt (MW).

Em Outubro, a tendência importadora que se registou nos últimos meses manteve-se, com o saldo importador anual a equivaler, no final do mês, a 6% do consumo total.

 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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12
Out 13

Viver do renovável é possível e Portugal é exemplo mundial

Quando Thomas Midgley Jr. inventou, na década de 20, o aditivo de chumbo para a gasolina utilizado nos automóveis, além de alguns dos CFC utilizados em aerossóis, o seu trabalho foi acatado como de grande importância científica, tendo o inventor recebido vários prémios pelo seu trabalho. 

Só mais tarde se viria a descobrir que Midgley teve «mais impacto na atmosfera do que outro organismo na história da Terra», palavras do historiador ambiental J. R. McNeill.

Midgley ficaria conhecido como o «homem que matou mil milhões de pessoas», devido aos malefícios para a saúde da exposição ao chumbo libertado na atmosfera mundialmente, e dos danos causados pelos CFC na camada do Ozono.

Agora é preciso reverter este processo. E a maioria da comunidade mundial está interessada em retroceder os danos causados ao planeta, não só pelas invenções de Midgley, mas principalmente pela utilização de combustíveis fósseis para criação de energia. 

Portugal está, no entanto, no top 10 mundial de uso de energias limpas (dados de 2012), com 70% da energia consumida a nível nacional a provir de fontes renováveis, segundo dados da REN, relativos ao primeiro trimestre deste ano, e que foram esta quinta-feira referidos num artigo do jornal The Guardian. 

Significam estes números que a energia eólica (25% do consumo), a energia provinda de barragens (cerca de 36%), a solar, a biomassa e até a energia das ondas (produto inovador a nível mundial instalado no fundo do mar ao largo de Peniche) podem vir a sustentar o setor energético português se assim se entender.

A produção de energias renováveis, uma das bandeiras dos mandatos de José Sócrates, cresceram dos 38% de 2008, segundo estudo da APREN (associação das energias renováveis), para os 70 de hoje, com o norte e centro do país responsáveis pela maioria da energia gerada pelo vento, o sul encarregue da maioria da produção solar, e o litoral e arquipélagos responsáveis pela maioria da energia gerada pelo mar.

No dia 6 deste mês a EDP Renováveis conseguiu um contrato na Califórnia, EUA, para abastecer aquela zona com 100 mega Watts durante 20 anos, a juntar ao contrato de julho, para abastecer igualmente o estado de Oklahoma. 

A lembrar também, a fábrica de turbinas eólicas que estava nos planos da CTG, empresa que comprou a parte do Estado português na EDP, que poderia gerar uma fonte de riqueza ao nosso país e ainda não foi descartada pela empresa chinesa.

Portugal deu também um salto no setor automóvel, estando já disponíveis vários modelos de carros completamente elétricos, hoje mais apelativos que os primeiros modelos lançados há uns anos. 

Carros como o desportivo «Model S», da Tesla, conseguem já uma autonomia de 480km com uma única carga, que alimenta um motor de 410cv e vai dos 0 aos 100km/h em apenas 4.3 segundos. E se o seu problema é os pontos de carga, saiba que existem 1300, normais (6-8 horas), e 50 postos rápidos (de 20/30 minutos) em todo o país.

Por falar em carros, o projeto que está em desenvolvimento na cidade da Covilhã, onde está a ser testado um captador de energia cinética de automóveis que irá alimentar os semáforos e luzes de uma avenida da cidade.

O projeto da empresa, waydip, desenvolvido por dois ex-alunos da UBI, Francisco Duarte e Filipe Casimiro, consiste numa espécie de mosaico que capta a energia produzida pelo andar das pessoas, e dos carros, quando pisado. 

Estamos, por isso, mais além das meras lâmpadas económicas e dos carros híbridos disponíveis na década passada. Na semana em que se anunciou a produção de um carro que gasta apenas um litro de gasolina aos 100km, de um drone que consegue manter-se a uma altitude de quase 20km durante 5 anos sem gastar um único litro de combustível, e um mês depois do anúncio de um barco movido a energia solar, é possível pensar que num futuro próximo estaremos livres dos combustíveis habituais. E Portugal parece estar pronto para acompanhar o resto do mundo


fonte:http://www.tvi24.iol.pt/t

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14
Jul 13

Produção de energia a partir de renováveis atinge recorde de 72% até Junho

A produção total de energia eléctrica a partir de fontes renováveis atingiu níveis recorde no primeiro semestre deste ano, chegando a 72%. Esta é uma das conclusões do balanço feito pela Quercus-Associação Nacional de Conservação da Natureza sobre a produção de electricidade em Portugal continental, com base nos dados da REN (Redes Energéticas Nacionais).

A Quercus comparou a produção de electricidade com fontes renováveis no primeiro semestre do ano passado – que se ficava pelos 38% – com o mesmo período deste ano. Contas feitas, constatou que houve um aumento absoluto de 34%, lê-se em comunicado de imprensa divulgado este domingo.

A associação ambientalista explica que o aumento se fica dever à potência instalada de renováveis, mas principalmente às condições climáticas favoráveis. Este ano tem sido mais húmido do que o normal, o que permitiu um maior recurso ao uso de energia hídrica, e também mais ventoso, resultando numa maior produção eólica.

A produção da electricidade de origem renovável em regime especial (que representa toda a produção renovável excepto a grande hídrica) aumentou, tendo sido responsável por 49% de toda a electricidade produzida em Portugal continental no primeiros semestre deste ano.

Na electricidade de origem fóssil, houve um recuo no uso de carvão da ordem dos 22%, o que, aliado ao maior peso da produção renovável, conduziu a uma redução de emissões entre os dois primeiros semestres de 2012 e 2013 de cerca de 1,9 milhões de toneladas de dióxido de carbono.

Destaca-se ainda que Portugal exportou mais 50% de electricidade do que importou, o que é uma situação contrária à verificada em 2012, refere a associação. Mas, enquanto que ao longo de 2012 houve uma redução do consumo de electricidade de 2,8% em relação ao ano anterior, no primeiro semestre de 2013 a redução foi menos acentuada (-1,7%, por comparação com igual período de 2012). A Quercus considera que Portugal tem um enorme potencial para o aproveitamento das energias renováveis, em particular aquelas com menor impacte ambiental, como é o caso da energia solar.  A Quercus quer Portugal com 100% de electricidade de fontes renováveis até ao ano de 2050.

 

fonte:http://www.publico.pt/e

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26
Abr 13

Portugal no 6º lugar do ranking europeu das renováveis

Desde 2004 (últimos dados disponibilizados pelo Eurostat), Portugal tem vindo a aumentar a sua quota de energias renováveis.

Portugal registou, em 2011, a sexta percentagem mais elevada, 24,9%, do consumo final bruto de energia na União Europeia (UE), de acordo com dados divulgados hoje pelo Eurostat. Um valor que traduz um crescimento de 2,2 pontos percentuais face ao ano anterior.

Desde 2004 (últimos dados disponibilizados pelo Eurostat), Portugal tem vindo a aumentar a sua quota de energias renováveis. Em 2004, a percentagem de energia de fontes renováveis representava, em Portugal, 19,3% do consumo final bruto de energia, em 2006 de 20,6% e, em 2008, de 22,3%. A percentagem de energia de fontes renováveis representava, em 2011, 13% do consumo final bruto de energia na União Europeia.

De acordo com os dados do gabinete de estatísticas europeu, citado pela Lusa, a percentagem de energia proveniente de fontes renováveis na UE tem vindo a aumentar: em 2004 era de 7,9%, em 2006 de 8,5%, em 2008 de 9,6%, em 2010 de 12,1% e em 2011 de 13%.

As percentagens de energias renováveis mais elevadas, em 2011, pertenceram à Suécia (46,8%), à Letónia (33,1%), Finlândia (31,8%), enquanto as mais baixas foram observadas em Malta (0,4%), Luxemburgo (2,9%) e Reino Unido (3,8%).

A estratégia da UE para lutar contra as alterações climáticas tem como objectivo aumentar para 20% a quota das energias renováveis até 2020.

 fonte:http://economico.sapo.pt/no

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06
Nov 12

25% da eletricidade consumida produzida a partir do carvão

Um quarto do consumo de eletricidade em Portugal nos primeiros dez meses do ano foi assegurado pela produção a partir de carvão, principal fonte para produção de elétrica, quando as barragens apenas responderam a 9% do consumo, revelam dados da REN e citados pela Lusa.

Nos primeiros dez meses do ano, 25% do consumo de eletricidade foi assegurado pela produção a partir de carvão, 22% a gás natural, sendo a eólica a terceira principal fonte de energia para a produção de eletricidade, tendo assegurado 19% do consumo.

Apesar de uma ligeira melhoria, outubro foi um mês seco, com a quantidade de água nas barragens a representar 60% dos valores normais para esta época, tendo a produção hídrica caído 56% nos primeiros dez meses do ano, garantindo apenas 9% do consumo. 

Em compensação, a importação comercial de eletricidade aumentou 102,8% até outubro, representando cerca de 17% do consumo. 

A tendência de redução do consumo de eletricidade apresentou um abrandamento no mês de outubro, com uma contração de apenas 2,5% em relação ao período homólogo, de acordo com a REN. 

O consumo de eletricidade caiu 4% nos primeiros dez meses do ano, em relação ao período homólogo, o que permite antecipar um recuo do consumo total em 2012 para os valores de 2006, em resultado da recessão que o país está a viver. 

O consumo de energia elétrica até outubro foi de 41.992 GWh (gigawatt/hora), o que representa uma queda de 3,1% face ao mesmo período do ano passado com a correção dos dias úteis e da temperatura.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/ec

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03
Nov 12

Ondas de Peniche já produzem eletricidade

Se pensava que Peniche só era famoso no surf, então leia com atenção: o Waveroller já está a produzir energia elétrica a partir das ondas. É uma máquina única a nível mundial e está no fundo do mar, a 900 metros da costa, perto do Baleal.

O último realtório da sobre energias renováveis publicado há poucos dias pela Direção Geral da Energia e Geologia (DGEG) não deixa margem para dúvidas. Portugal voltou a ter energia elétrica produzida a partir da força das ondas.

Há três anos já tinha havido uma experiência com o Pelamis, na Aguçadoura (Póvoa de Varzim), mas agora é o Waveroller (de origem finlandesa), que já está em teste no fundo do mar de Peniche, na zona do Baleal, a cerca de 900 metros da costa.

O Waveroller é já a segunda fase de um projeto que nasceu há cerca de dois anos, em articulação com a Eneólica (do grupo Lena) e a finlandesa AW Energy.

Ou seja, este protótipo pré-comercial surge na sequência de uma experiência anterior, a uma escala muito menor, mas que correu muito bem "e superou todas as expectativas", nota Leocádio Costa, da AW Energy.

Mais de seis milhões no fundo do mar 


Custou perto de €6,5 milhões (em grande parte financiados por programas comunitários) e pesa 600 toneladas. Tem 43 metros de comprimento, por 18 de largura e 12 de altura. Mais de 50% desta estrutura submarina terá incorporação nacional.

Está desde agosto colocado no fundo do mar, onde as suas pás gigantes vão oscilando com a força das ondas que lhe passam por cima. Com esse movimento é acionado um dispositivo que transforma a energia das ondas em energia elétrica. Essa energia é depois enviada para a costa por um cabo submarino, onde é recebida por um transformador que depois a injeta na rede.

O Expresso mostra-lhe aqui um vídeo onde é revelado o momento em que as várias componentes do Waveroller começam a ser acopladas, realizado poucos meses antes da sua entrada em funcionamento.



fonte: http://expresso.sapo.pt/ 

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18
Out 12

Projecto da energia das ondas em risco

O ex-regulador da energia Jorge Vasconcelos alertou e o secretário de Estado da Energia teve de responder. Vasconcelos disse nesta quinta-feira que o projecto das ondas em Portugal está em risco devido à burocracia, podendo o investimento fugir para Espanha. Artur Trindade reconheceu minutos depois que a burocracia, ao nível do licenciamento dos investimentos, afecta o sector.

“Portugal tem de dar um sinal político muito claro de que apoia a energia renovável, para que a economia verde possa ser motor eficaz na retoma económica”, disse Jorge Vasconcelos. Na energia das ondas, acrescentou, há quatro multinacionais interessadas em investir e não podem fazer “por faltar assinar um papel”.

O resultado é “riscar Portugal da shortlist e instalar-se noutros países”, eventualmente em Espanha.

Jorge Vasconcelos advertiu para a situação que as empresas do sector vivem: depois de investirem, “estão a desinvestir com o resultado possível de que os actores industriais passem a ser financeiros”.

A pergunta e a resposta surgiram no âmbito da conferência anual da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren), este ano dedicada à sustentabilidade do sector eléctrico e realizada em Viana do Castelo.

Sobre a recente redução de 150 milhões de euros em subsídios pagos à energia eólica, o Governo e o sector das renováveis mostraram-se de acordo. Para Artur Trindade, foi uma forma de “racionalidade”. 

Para o presidente da Apren, António Sá da Costa, foi a hipótese de comprar “um seguro”. “Os produtores ganharam um período de transição entre 2013 e 2020”, resolvendo problemas de interpretação que havia na lei sobre o fim da tarifa garantida. “Isso trouxe estabilidade para o futuro”, disse.

fonte:http://economia.publico.pt/

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