12
Jan 15

Portugal bateu recorde nas energias renováveis

Portugal atingiu um valor recorde de produção de electricidade através de fontes renováveis em 2014, o que permitiu evitar a emissão de 13 milhões de toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera, revelaram hoje duas associações.

A Quercus e a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) analisaram dados da REN - Redes Energéticas Nacionais sobre a produção de electricidade em 2014 e concluíram que "foi o ano mais renovável" e que, sem esta forma de conseguir energia eléctrica, "as emissões atingiriam 26 milhões de toneladas de CO2" (dióxido de carbono), ou seja, "o dobro do actual, [ou] cerca de 40% do total de emissões de gases de efeito de estufa" de Portugal.

"Sem electricidade renovável em Portugal e, partindo do princípio que seria possível assegurar o consumo recorrendo somente à utilização de toda a capacidade instalada das centrais a carvão e nas centrais de ciclo combinado a gás natural", as emissões atingiriam 26 milhões de toneladas de CO2, explicam as organizações, em comunicado.

O contributo das renováveis permitiu poupanças de 1.565 milhões de euros: 1.500 milhões na importação de gás natural e carvão e 65 milhões em licenças de emissão de CO2.

Por isso, a Quercus e a APREN apelam à continuação do investimento em energias amigas do ambiente e "mostram como o investimento em fontes de energia renovável é vital para a independência económica e energética do país, para além do respeito pelos compromissos climáticos internacionais".

Em 2014, a electricidade obtida a partir de fontes renováveis foi responsável por 62,7% do total energia eléctrica consumida, um aumento de 6% em relação ao ano anterior.

Em cada hora de consumo de electricidade, 38 minutos tiveram origem em centrais renováveis, dos quais 14 minutos foram produzidos pela energia eólica.

Este comportamento levou à redução do valor de electricidade importada para 1,8% do consumo, o mais baixo desde 2002, segundo as associações.

O ano passado foi mais húmido do que a média (em 27%) e favorável em termos de vento, enquanto no aproveitamento solar se verificou uma subida de 31% da capacidade instalada para a obtenção de energia fotovoltaica.

"Não podemos deixar de continuar a apostar nas energias renováveis e na eficiência energética, permitindo a recuperação da economia sem onerar o ambiente. Para tal, é preciso um investimento na sensibilização e um planeamento adequado do sector energético também em prol de uma desejável política climática exigente", defende o coordenador do grupo de energia e alterações climáticas da Quercus, Francisco Ferreira, citado no comunicado.

O presidente da APREN, António Sá da Costa, salienta que "2014 foi um ano em que Portugal beneficiou em ter apostado nos seus recursos renováveis para produzir electricidade pois, além de se terem evitado importações de combustíveis fósseis e emissões de gases com efeito de estufa, o facto de quase dois terços da electricidade consumida ser de origem renovável possibilitou estabilizar o preço deste bem".

fonte:http://sol.pt/n

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05
Mai 13

Renováveis: Custos superiores a mil milhões de euros Preço bonificado aumenta fatura

Produtores de energias renováveis recebem mais 112% do que o preço de venda

Os portugueses pagaram a mais 1,1 milhões de euros na fatura de eletricidade de 2012, devido aos preços bonificados das energias renováveis. Esta energia foi paga em 2012 aos produtores, nomeadamente à EDP, a 109,9 €/MWh, e vendida por eles a 51,80 €/MWh, de acordo com estudo do economista Eugénio Rosa.

Os produtores de energia renovável tiveram uma "renda excessiva de 58,1 €/MWh ou seja receberam um preço 112,1% superior ao preço de venda de eletricidade", contabiliza ainda o economista.

O preço subsidiado da energia eólica, por exemplo, é de 101,8 €/MWh em Portugal, mas em Espanha é de apenas 88 euros. E não têm parado de aumentar desde 2000, quando o valor de referência era de 53,8 €/MWh.

O preço pago aos produtores de energia renovável é fixado pelo Governo, independentemente do preço de venda. Ou seja, é subsidiada pelos consumidores, gerando mais valias para os produtores, sobretudo de eólicas e biomassa. Para além dos preços, os contratos da Produção em Regime Especial (PRE) preveem que toda a energia renovável seja incorporada na eletricidade vendida.

"Este preço excessivo determina, por um lado, preços de eletricidade elevados pagos pelas famílias e empresas e, por outro lado, o aumento do défice tarifário a pagar no futuro pelos consumidores", sublinha Eugénio Rosa. Recorde-se que as rendas excessivas foram referidas no memorando de entendimento com a troika, tendo o Governo já negociado alguns cortes.

Há já alguns anos que a Deco questiona os valores da subsidiação da energia renovável tendo defendido a revisão dos contratos, à semelhança do que fez o executivo espanhol.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/n


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02
Abr 13

Produção renovável abastece 70% do consumo nacional de eletricidade

A produção de eletricidade a partir de fontes renováveis permitiu abastecer cerca de 70% do consumo no primeiro trimestre deste ano, devido à existência de condições meteorológicas favoráveis à produção hidráulica e eólica, de acordo com a REN.

Entre janeiro e março, a produção hidráulica aumentou 312% face ao ano anterior e abasteceu 37% do consumo, enquanto a produção eólica aumentou 60% no mesmo período e abasteceu 27% do consumo, de acordo com os dados da gestora das redes energéticas.

Estas duas fontes de energia são as que têm mais peso na produção de origem renovável, que quase duplicou no primeiro trimestre, depois de, em 2012, ter representado apenas 37% do consumo.

O regime eólico ocorrido neste trimestre - 36% acima da média - foi o mais elevado de sempre, segundo os dados recolhidos pela REN.

No primeiro trimestre de 2013, o consumo de energia elétrica caiu 2,3% face ao período homólogo, valor que baixa para os 0,4% com a correção dos efeitos de temperatura e número de dias úteis.

Estes números confirmam a tendência de abrandamento na queda dos consumos que se começou a verificar no final do ano passado. Em março registou-se mesmo uma evolução positiva com um crescimento de 4,7% ou 1,6% com correção de temperatura e dias úteis.

O ano de 2012 foi o segundo consecutivo de redução dos consumos, acumulando uma quebra de 6% face ao máximo ocorrido em 2010 e situando-se ao nível de 2006.

A produção das centrais térmicas a carvão e gás natural caiu 29% e 44% respetivamente no primeiro trimestre, em relação ao período homólogo.

Entre janeiro e março, o sistema português manteve-se exportador ao longo do trimestre, tendo vendido ao exterior o equivalente a 6% do consumo nacional.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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09
Dez 12

Consumo de renováveis atingiu recorde do ano

O consumo de energia de origem renovável atingiu em Novembro o valor mais elevado do ano, de acordo com a informação disponibilizada no 'site' na Internet da REN - Redes Energéticas Nacionais.

Para este crescimento do peso das renováveis contribuíram as centrais eólicas, que atingiram a produção mensal mais elevada de sempre, representando quase 30% do consumo de energia em Novembro.

No conjunto, a produção de origem renovável representou este mês 56% do consumo, que é o valor máximo do ano, de acordo com os dados da empresa gestora das redes energéticas nacionais.

No acumulado entre Janeiro e Novembro, o consumo de energia em Portugal foi abastecido maioritariamente com produção a carvão (25%), seguido do gás natural (21%) e energia eólica (20%). O consumo de energia hídrica contribuiu com 10%, a biomassa com 5% e a fotovoltaica apenas 1%. Já a importação abasteceu 16% do consumo.

Num ano marcado pela seca, a afluência aos aproveitamentos hidroeléctricos (barragens) atingiu em Novembro 85% dos valores normais para a época, sendo os mais elevados de 2012.

Quanto ao consumo de energia, em Novembro este continuou a contrair, mas segundo os dados da REN de forma menos acentuada do que nos outros meses, numa redução de 0,9% face ao período homólogo.

Também no acumulado dos 11 meses do ano caiu, neste caso 2,9%.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/


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15
Nov 12

Subsídios às renováveis somaram 69,2 mil milhões em 2011

Em 2011 os subsídios às renováveis ascenderam a 69,2 mil milhões de euros, a nível mundial. Mas nos combustíveis a subsidiação ultrapassou os 411 mil milhões.

Os subsídios à produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis (e à produção de biocombustíveis) ascendeu a 88 biliões de dólares (69,2 mil milhões de euros), refere o relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) divulgado esta segunda-feira.

No entanto, e ainda segundo o mesmo documento, os subsídios aos combustíveis fósseis foi da ordem dos 523 biliões de dólares (411,5 mil milhões de euros).

Outra das conclusões da AIE nota que as renováveis  serão a segunda fonte de geração de energia eléctrica já em 2015, a nível mundial, com o carvão ainda à frente. "A rápida expansão das energias eólica e solar tem consolidado a posição das energias renováveis como componente indispensável da matriz energética global", referem os responsáveis da AIE.

E adiantam ainda que "as fontes de energia renováveis aumentam a um ritmo rápido devido à baixa dos custos da tecnologia, ao aumento dos preços dos combustíveis fósseis e também do carbono".

Recorde-se que no final do primeiro semestre de 2012 Portugal era o 10º país do mundo com mais capacidade eólica. Uma tabela liderada pela China, logo seguida pelos Estados Unidos.

fonte:http://expresso.sapo.pt/s

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18
Jun 12

Renováveis: Portugal melhor do que a UE

Portugal apresenta um desempenho melhor nas energias renováveis do que a União Europeia. 

A percentagem de energia de fontes renováveis representava, em 2010, 24,6% do consumo final bruto de energia, ao passo que na UE era de apenas 12,4%, revelam os dados publicados esta segunda-feira pelo Eurostat.

Portugal registou mesmo uma das melhores prestações: segundo o gabinete de estatísticas da UE, as mais elevadas proporções de energias de fontes renováveis no consumo total registaram-se na Suécia (47,9%), Letónia (32,6%), Finlândia (32,2%), Áustria (30,1%) e precisamente Portugal (24,6%). Ficamos, portanto, em quinto lugar nos 27.

No outro extremo da tabela estão Malta (0,4%), Luxemburgo (2,8%), Reino Unido (3,2%) e Holanda (3,8%).

No entanto, por cá a percentagem de energia proveniente de fontes renováveis estagnou de 2009 para 2010, enquanto na UE subiu sete décimas, de 11,7% para 12,4%.

O objetivo para 2020 é, em Portugal, chegar aos 31% de energias renováveis no consumo total bruto, enquanto na média europeia a meta é de 20%.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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11
Abr 12

Renováveis: troika não exige suspensão de projetos

A Comissão Europeia declarou esta quarta-feira que o acordo de assistência financeira entre Portugal e a troika «não exige a suspensão de novas licenças para projetos de energias renováveis», numa resposta endereçada à eurodeputada do PS Edite Estrela.

«As reformas de regimes de apoio às energias renováveis e à cogeração devem ser realizadas na sequência de um processo transparente e voltado para o futuro, sem alterações retroativas e que procure implementar as melhores práticas em toda a Europa», diz o comissário europeu responsável pela Energia, Günther Oettinger, numa declaração endereçada à eurodeputada socialista e divulgada por Edite Estrela esta tarde.

Edite Estrela havia questionado Bruxelas sobre a recente decisão do Governo português de suspender a atribuição de novas licenças para a produção de energias renováveis e cogeração.

Os Estados-membros, sublinha o comissário Günther Oettinger, devem «evitar abordagens intermitentes e esforçar-se por reduzir ao mínimo as situações geradoras de perturbação e confusão nos investidores e nos operadores de mercado».

A eurodeputada do PS pede agora ao Governo português para «explicar com clareza a sua política energética», que, alerta, «deve servir o interesse nacional e não os interesses de grupos económicos».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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06
Abr 12

Renegociações de contratos afectam 3477 MW de potência eólica

Ao todo, são 3477 MW de potência eólica que poderão ver os seus contratos de remuneração à produção alterados. A revisão em baixa da chamada “subsidiação” das renováveis é um dos pontos sensíveis da reforma do sector energético nacional, sendo que o mais recente relatório de revisão do memorando da troika, divulgado ontem, assegura que «a revisão dos sistemas de apoio às renováveis será efectuada para as capacidades que não foram objecto de concurso público».

Dos 4309 MW de potência eólica instalados actualmente em Portugal Continental (distribuídos por 231 parques com um total de 2220 turbinas), apenas 832 MW dizem respeito a potência atribuída no conjunto das três fases do Concurso Público para a eólica, adjudicadas entre 2006 e 2008.

Além da potência já instalada e em funcionamento, estão ainda planeados – e em diferentes processos de licenciamento ou início de construção – cerca de 1000 MW subjacentes aos lotes atribuídos no concurso eólico, que deverão ser concluídos até 2015.

fonte:http://www.ambienteonline.pt

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20
Fev 12

Renováveis estão ameaçadas por economia portuguesa

A Federação Europeia de Energias Renováveis (FEER) apresentou nesta segunda-feira uma carta aberta à Comissão Europeia onde aponta preocupações sobre o mercado português, definindo a situação económica do país como uma "séria ameaça" às renováveis.

 

O Governo decidiu 'congelar' no começo de Fevereiro a atribuição de novas licenças para a produção de electricidade em regime especial, afectando principalmente a geração eólica e a cogeração.

Na carta aberta dirigida ao comissário responsável pela Energia, Günther Oettinger, e divulgada esta segunda-feira em Bruxelas, a federação das renováveis "convida" o responsável a "tomar as medidas necessárias para convencer o governo português a abster-se da contraproducente medida" e a apoiar as renováveis como um "caminho para sair da crise".

Segundo o decreto-lei publicado em Diário da República, o Governo suspendeu, "com efeitos imediatos, a atribuição de potências de injecção na Rede Eléctrica de Serviço Público (RESP)", ressalvando, contudo, a possibilidade de poderem vir a ser casos de excepção por "relevante interesse público".

O Governo comprometeu-se, na segunda revisão do memorando de entendimento com a 'troika', a analisar a eficiência dos regimes de apoio aos produtores de energia em regime especial até ao final de Janeiro, um mês após a data definida em Setembro, na primeira revisão do acordo.

Na segunda revisão do memorando de entendimento, os prazos para a análise da eficácia dos regimes de apoio à cogeração e possíveis reduções na tarifa, uma redução implícita da subvenção, deveriam ter sido entregues à troika até final de Janeiro. No entanto, até ao momento, o Governo ainda não anunciou se entregou ou não.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/


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14
Jan 12

Investimento em energias limpas atinge novo recorde em 2011

Os investimentos globais nas energias limpas atingiram um novo recorde em 2011, apesar da crise económica mundial.

O volume de investimentos subiu 5% em relação a 2010, chegando ao equivalente a 203 mil milhões de euros, segundo um relatório da Bloomberg New Energy Finance.

A aposta maior foi na energia solar, cujos investimentos cresceram 36%, para 105 mil milhões de euros. O valor é o dobro do dos projectos de energia eólica – 59 mil milhões de euros –, onde houve uma queda de 17%. O salto do solar ocorre a despeito da redução no preço dos painéis fotovoltaicos, o qual foi compensado pelo aumento nas vendas.

O ano também ficou marcado pelo retorno dos Estados Unidos à posição de maior investidor individual em energias limpas, ultrapassando a China, que estava em primeiro lugar desde 2009. Apoios públicos – que se estendem até ao final de 2012 – terão contribuído fortemente para a subida de 33% nos valores investidos nos EUA. “Deverá haver uma corrida para concluir projectos em 2012, seguida de uma queda nos investimentos em 2013, se [os apoios] acabarem”, antecipa Michael Leibreich, administrador principal da Bloomberg New Energy Finance.

Colectivamente, a Europa ultrapassa o investimento dos EUA e da China, com 79 mil milhões de euros. A Índia (8,1 mil milhões de euros) e o Brasil (6,5 mil milhões) também figuram entre os maiores investidores em energias limpas.

fonte:http://economia.publico.pt/N

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